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DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

A vergonha da cidade mais pobre

A vergonha da cidade mais pobre

No município com menor renda do Paraná, 6 em 10 domicílios vivem na pobreza. Moradores passam fome, mas ficam constrangidos de pedir ajuda
Na cidade mais pobre do Paraná não se vê gente pedindo dinheiro na rua. Em Laranjal, município de 6.360 habitantes no Centro-Sul do estado, as condições de vida podem ser as mais precárias e ainda assim muitos moradores tentarão se virar de um jeito ou de outro. “Não peço ajuda porque tenho vergonha, isso eu não faço, Deus que me livre. Eu tento lutar, pedindo ajuda no máximo para Deus”, diz a dona de casa Leodete Aparecida Pontes, de 35 anos, que vive com quatro filhos em um barraco sem energia elétrica nem água encanada.
A renda domicilar média dos moradores de Laranjal é de R$ 324,55 per capita, a menor do estado. No total, 57% dos domicílios da cidade são considerados pobres, com renda inferior a meio salário mínimo por pessoa. Por trás dos números, o que se vê é uma cidade com pouca infraestrutura e carente de empregos, o que faz com que a maioria dos trabalhadores se veja obrigada a sair da cidade e buscar oportunidades em Curitiba e no interior de Santa Catarina.
Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Hugo Harada/ Gazeta do Povo / “Já chegou a faltar comida, mas o pai conseguiu uma cesta básica.” Silvana Guimarães de Lima
“Já chegou a faltar comida, mas o pai conseguiu uma cesta básica.” Silvana Guimarães de Lima
 
Dos que ficam em Laranjal, 53% dependem do Bolsa Fa­­mília, como Leodete. Juntan­do tudo, ela recebe R$ 204 por mês e improvisa diante das dificuldades. A moradia foi feita com pedaços de madeira, telhas e lonas em cima do chão batido. Isso faz com que os poucos móveis fiquem molhados e forme-se um “rio” dentro de casa a cada chuva mais forte.
Na falta de água encanada, já que o lote não está regularizado, Leodete vai à casa de uma vizinha, onde tem um relógio medidor, e paga mensalmente pelo consumo. Sai de casa com baldes vazios e, depois de 15 minutos de caminhada, chega até a vizinha, onde enche os recipientes com a água que irá usar para cozinhar e tomar banho. À noite, a iluminação da rua ajuda a família, que não tem energia elétrica e vive à base da vela.
A falta de renda e de serviços essenciais impacta em áreas como saúde e educação. Leodete conta que a “cada passo os filhos estão doentes”. Uma das filhas é portadora de deficiência e a igreja tem ajudado a comprar os remédios. Já na casa da família da diarista Silvana Guimarães de Lima, de 26 anos, a consequência pode ser vista na escola. Por falta de guarda-chuva, os filhos não vão às aulas quando chove – a escola fica a 20 minutos de caminhada. Parte do material escolar foi pego emprestado.
Silvana mora com o marido e três filhos e diz que consegue se virar graças aos R$ 160 do Bolsa Família. Os cinco vivem em uma casa simples, sem banheiro nem água encanada. No mesmo terreno ficam outras três residências de familiares que acabam ajudando nos momentos mais difíceis. “Já chegou a faltar comida, mas o pai conseguiu uma cesta básica”, lembra Silvana.

Consequência
A pobreza faz com que Laranjal se destaque negativamente nos indicadores sociais. A cidade tem a terceira pior nota do estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nas séries iniciais do ensino fundamental, da rede pública municipal. Já na saúde, a esperança de vida ao nascer é de 69,7 anos, abaixo da média paranaense de 74,7 anos, conforme estimativa calculada para 2009 pelo Instituto Bra­sileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Laranjal também teve em 2009 o 12.º maior índice de mortalidade infantil do estado. E é em meio a essa realidade que muitos moradores tentam se manter – seja improvisando na cidade mesmo ou saindo dela em busca de emprego.
Mudança depende de educação e empregos
A situação de pobreza não é exclusiva de Laranjal. Realidade semelhante acaba sendo observada em cidades próximas. Entre os dez municípios paranaenses com os maiores porcentuais de domicílios pobres, sete estão localizados na Região Centro-Sul do estado. Os caminhos apontados para mudar a realidade são investimento em educação, geração de empregos e melhoria da infraestrutura.
Professor do curso de Economia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Altamir Thimóteo explica que a pobreza é consequência da emancipação de muitas dessas cidades por motivos políticos, sem que elas tivessem condições e fontes de renda para se manter. Laranjal, por exemplo, foi instalado em 1993 após emancipar-se de Palmital, e segundo o atual prefeito, João Elinton Dutra, faltou planejamento desde o início.
O presidente do Conselho de Desenvolvimento do Território da Cidadania da Cantuquiriguaçu, Elemar do Nascimento Cezimbra, acrescenta ainda a falta de acessos e a produção agrícola baseada no latifúndio e extrativismo, sem um desenvolvimento mais dinâmico na agricultura. Em relação ao futuro, ele afirma que os municípios estão se articulando e pleiteando mais estradas para ligar cidades vizinhas, agroindustrialização dos produtos locais através do cooperativismo e a instalação de estruturas médicas para o atendimento à população.
A educação também tem um papel-chave. Segundo Cezimbra, um grande avanço foi registrado com a instalação do câmpus da Universidade Federal da Fronteira Sul na cidade de Laranjeiras do Sul.

Empregos
Segundo o prefeito de Laranjal, a melhoria da renda da população passa pela educação, com a formação técnica de trabalhadores rurais para trabalhar com o leite, e pela instalação de pequenas centrais hidrelétricas próximas à cidade, que movimentariam o comércio e gerariam postos de trabalho. “O problema [da cidade] está no emprego”, aponta.
A prefeitura é a maior empregadora em Laranjal, seguida pela construção civil e pela agricultura. No município, 68% da população vive no campo e a produção de leite e o rebanho de gado movimentam a economia. Dessa forma, o cooperativismo é apontado como um caminho para a geração de renda. Já a instalação de grandes indústrias é descartada devido à infraestrutura precária para o escoamento da produção.
O prefeito João Elinton Dutra completa que mudanças vêm ocorrendo com pavimentação de ruas, construção de casas populares, melhoria do transporte escolar, instalação de postos de saúde e reformas em escolas. Em 2000, o porcentual de domicílios pobres na cidade era de 69%, uma redução de 12 pontos porcentuais em dez anos.
 


A vergonha da cidade mais pobre

25% da renda do Brasil foram gerados por cinco municípios em 2009

A renda gerada por apenas cinco municípios brasileiros correspondeu a 25% da renda produzida no país em 2009. Eles são liderados por São Paulo, com 12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, seguido pelo Rio de Janeiro (5,4%), por Brasília (4,1%), Curitiba e Belo Horizonte, ambos com 1,4% cada. Esses cinco municípios com maior renda mantiveram a posição em relação a 2008.
Somente a renda de São Paulo equivale a quase o PIB gerado por toda a Região Nordeste em 2009 (13,5%), revela a pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009, divulgada nesta quarta (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Excluindo as capitais, 12 cidades brasileiras destacaram-se em 2009 porque geraram, individualmente, mais do que 0,5% do PIB do país. Entre elas estão Guarulhos, Campinas e Osasco, em São Paulo, todas com geração de renda equivalente a 1% do PIB geral.

“Guarulhos tem uma indústria diversificada, que gera muita renda”, disse a gerente da pesquisa, a estatística Sheila Zani. O município tem ainda uma parte de serviços significativa, um forte comércio atacadista e varejista, o que ocorre também em relação à área de transportes. “É uma integração muito grande entre indústria e serviços”, destacou. 

Seguem-se São Bernardo do Campo (0,9%) e Barueri (0,8%), também em São Paulo, Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, com 0,8%, e Betim, em Minas Gerais, com o mesmo percentual.

Concentração

Os dados demonstram a grande concentração existente na geração de renda no país, acentuou Sheila Zani. “Poucos municípios geram muita coisa”. De acordo com a pesquisa do IBGE, em 2009, 1.302 municípios, que concentravam 3,3% da população, geraram apenas 1% do PIB nacional, com maior predominância nas regiões Nordeste e Norte.

Sheila revelou que 13% desses municípios estão no Piauí, que tem um total de 224 municípios. Isso quer dizer que 75% dos municípios do estado estão nessa faixa de renda. O mesmo ocorreu com 59% dos municípios da Paraíba e com 51% dos municípios do Rio Grande do Norte, citou a gerente.

PIB geral

Entre os municípios com maior participação no PIB geral, observa-se ganho na participação relativa, em comparação a 2008, em São Paulo (de 11,8% para 12%), no Rio de Janeiro (de 5,2% para 5,4%), em Brasília (de 3,9% para 4,1%) e Duque de Caxias (de 0,6% para 0,8%).

A atividade de serviços, que gerava mais de 79% do valor adicionado bruto municipal em 2009, respondeu pelo ganho de participação da capital paulista entre 2008 e 2009, mostra a pesquisa. Já o aumento de participação da capital fluminense é explicado pelo bom desempenho da indústria de transformação. Em Duque de Caxias, o ganho de participação se deve à queda do preço do barril de petróleo, que resultou na diminuição dos custos de produção de refino de petróleo e coque.

Queda na participação

Em contrapartida, registraram queda na participação relativa os municípios de Vitória (ES), que caiu de 0,8%, em 2008, para 0,6%, em 2009, e Campos dos Goytacazes (RJ), que passou de 1% para 0,6%. Segundo o estudo do IBGE, a crise internacional de 2009 causou impacto direto sobre a economia desses dois municípios, em função, respectivamente, dos baixos preços do minério de ferro e da queda no preço do barril de petróleo.

Considerando os municípios por tamanho da população, constata-se que os com mais de 500 mil habitantes geraram 43% de toda a renda naquele ano. “Mas são poucos. São apenas 40”. A faixa que mais ganhou participação relativa em 2009 foi a dos municípios na faixa de 100 mil a 500 mil habitantes. Em geral, não são capitais. Itajaí (SC) e Anápolis (GO) são alguns exemplos, citou Sheila.

Maior PIB per capita

O maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita – por habitante, no Brasil – foi apresentado pelo município de São Francisco do Conde, na Bahia. O PIB per capita anual desse município totalizou R$ 360.815,83. Seguem-se Porto Real (RJ), com PIB por habitante de R$ 215.506,46, Triunfo (RS), com R$ 211.964,79, e Confins (MG), com R$ 187.402,18 por ano.

A gerente da pesquisa revelou que a característica comum a todos esses municípios é que eles têm baixa densidade demográfica. “A população é muito pequena”. São Francisco do Conde, por exemplo, tinha em 2009 um total de 31.699 moradores. Em Porto Real, Triunfo e Confins, o total de habitantes naquele ano era, respectivamente, 16.253, 25.374 e 6.072 pessoas.

No município baiano, o elevado PIB per capita anual decorre da existência da segunda maior refinaria em capacidade instalada do país. A presença de uma grande indústria automobilística explica o PIB em Porto Real, enquanto em Triunfo a alta geração de renda da população se deve ao importante polo petroquímico local. Já Confins ganhou posição devido à transferência da maior parte dos voos para o aeroporto internacional localizado na cidade.

Sheila informou que o PIB per capita nacional, em 2009, foi R$ 16.917,66. Em metade dos municípios brasileiros, o PIB per capita era inferior a R$ 8.394,97, o que confirma a distribuição irregular da renda.

Menor PIB

O menor PIB por habitante no ano de 2009, equivalente a R$ 1.929,97, foi encontrado no município de São Vicente Ferrer (MA), cuja atividade principal é a agropecuária. “Em 2009, por causa das chuvas, praticamente acabou a produção de mandioca”. O município teve perda de 77,6% da quantidade produzida e de 83,4% do valor bruto de produção daquela raiz.

A pesquisa mostra ainda que metade dos municípios com menor PIB per capita foi encontrada na Região Nordeste. “Ainda no Nordeste, fora o estado de Sergipe, a gente viu que mais de 90% dos municípios de cada estado estão com PIB per capita abaixo de R$ 8.394,97”. Sheila revelou que 96% dos municípios do Piauí, Ceará e da Paraíba têm PIB por habitante menor do que esse valor.

Capitais

Considerando as capitais, o maior PIB per capita foi apurado em 2009 em Vitória (ES), R$ 61.790,59. A cidade apresenta, entretanto, o terceiro maior PIB por habitante em relação às unidades da Federação e o 45º em relação ao Brasil. “Para uma população de capital, a de Vitória é muito pequena”, ressaltou a gerente. “Isso faz com que esse coeficiente fique maior”, completou.

O segundo maior PIB anual entre as capitais foi encontrado em Brasília (R$ 50.438,46). Seguem-se São Paulo, com R$ 35.271,93, o Rio de Janeiro (R$ 28.405,95) e Porto Alegre (R$ 26.312,45).

A vergonha da cidade mais pobre

25% da renda do Brasil foram gerados por cinco municípios em 2009

A renda gerada por apenas cinco municípios brasileiros correspondeu a 25% da renda produzida no país em 2009. Eles são liderados por São Paulo, com 12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, seguido pelo Rio de Janeiro (5,4%), por Brasília (4,1%), Curitiba e Belo Horizonte, ambos com 1,4% cada. Esses cinco municípios com maior renda mantiveram a posição em relação a 2008.
Somente a renda de São Paulo equivale a quase o PIB gerado por toda a Região Nordeste em 2009 (13,5%), revela a pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009, divulgada nesta quarta (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Excluindo as capitais, 12 cidades brasileiras destacaram-se em 2009 porque geraram, individualmente, mais do que 0,5% do PIB do país. Entre elas estão Guarulhos, Campinas e Osasco, em São Paulo, todas com geração de renda equivalente a 1% do PIB geral.

“Guarulhos tem uma indústria diversificada, que gera muita renda”, disse a gerente da pesquisa, a estatística Sheila Zani. O município tem ainda uma parte de serviços significativa, um forte comércio atacadista e varejista, o que ocorre também em relação à área de transportes. “É uma integração muito grande entre indústria e serviços”, destacou. 

Seguem-se São Bernardo do Campo (0,9%) e Barueri (0,8%), também em São Paulo, Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, com 0,8%, e Betim, em Minas Gerais, com o mesmo percentual.

Concentração

Os dados demonstram a grande concentração existente na geração de renda no país, acentuou Sheila Zani. “Poucos municípios geram muita coisa”. De acordo com a pesquisa do IBGE, em 2009, 1.302 municípios, que concentravam 3,3% da população, geraram apenas 1% do PIB nacional, com maior predominância nas regiões Nordeste e Norte.

Sheila revelou que 13% desses municípios estão no Piauí, que tem um total de 224 municípios. Isso quer dizer que 75% dos municípios do estado estão nessa faixa de renda. O mesmo ocorreu com 59% dos municípios da Paraíba e com 51% dos municípios do Rio Grande do Norte, citou a gerente.

PIB geral

Entre os municípios com maior participação no PIB geral, observa-se ganho na participação relativa, em comparação a 2008, em São Paulo (de 11,8% para 12%), no Rio de Janeiro (de 5,2% para 5,4%), em Brasília (de 3,9% para 4,1%) e Duque de Caxias (de 0,6% para 0,8%).

A atividade de serviços, que gerava mais de 79% do valor adicionado bruto municipal em 2009, respondeu pelo ganho de participação da capital paulista entre 2008 e 2009, mostra a pesquisa. Já o aumento de participação da capital fluminense é explicado pelo bom desempenho da indústria de transformação. Em Duque de Caxias, o ganho de participação se deve à queda do preço do barril de petróleo, que resultou na diminuição dos custos de produção de refino de petróleo e coque.

Queda na participação

Em contrapartida, registraram queda na participação relativa os municípios de Vitória (ES), que caiu de 0,8%, em 2008, para 0,6%, em 2009, e Campos dos Goytacazes (RJ), que passou de 1% para 0,6%. Segundo o estudo do IBGE, a crise internacional de 2009 causou impacto direto sobre a economia desses dois municípios, em função, respectivamente, dos baixos preços do minério de ferro e da queda no preço do barril de petróleo.

Considerando os municípios por tamanho da população, constata-se que os com mais de 500 mil habitantes geraram 43% de toda a renda naquele ano. “Mas são poucos. São apenas 40”. A faixa que mais ganhou participação relativa em 2009 foi a dos municípios na faixa de 100 mil a 500 mil habitantes. Em geral, não são capitais. Itajaí (SC) e Anápolis (GO) são alguns exemplos, citou Sheila.

Maior PIB per capita

O maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita – por habitante, no Brasil – foi apresentado pelo município de São Francisco do Conde, na Bahia. O PIB per capita anual desse município totalizou R$ 360.815,83. Seguem-se Porto Real (RJ), com PIB por habitante de R$ 215.506,46, Triunfo (RS), com R$ 211.964,79, e Confins (MG), com R$ 187.402,18 por ano.

A gerente da pesquisa revelou que a característica comum a todos esses municípios é que eles têm baixa densidade demográfica. “A população é muito pequena”. São Francisco do Conde, por exemplo, tinha em 2009 um total de 31.699 moradores. Em Porto Real, Triunfo e Confins, o total de habitantes naquele ano era, respectivamente, 16.253, 25.374 e 6.072 pessoas.

No município baiano, o elevado PIB per capita anual decorre da existência da segunda maior refinaria em capacidade instalada do país. A presença de uma grande indústria automobilística explica o PIB em Porto Real, enquanto em Triunfo a alta geração de renda da população se deve ao importante polo petroquímico local. Já Confins ganhou posição devido à transferência da maior parte dos voos para o aeroporto internacional localizado na cidade.

Sheila informou que o PIB per capita nacional, em 2009, foi R$ 16.917,66. Em metade dos municípios brasileiros, o PIB per capita era inferior a R$ 8.394,97, o que confirma a distribuição irregular da renda.

Menor PIB

O menor PIB por habitante no ano de 2009, equivalente a R$ 1.929,97, foi encontrado no município de São Vicente Ferrer (MA), cuja atividade principal é a agropecuária. “Em 2009, por causa das chuvas, praticamente acabou a produção de mandioca”. O município teve perda de 77,6% da quantidade produzida e de 83,4% do valor bruto de produção daquela raiz.

A pesquisa mostra ainda que metade dos municípios com menor PIB per capita foi encontrada na Região Nordeste. “Ainda no Nordeste, fora o estado de Sergipe, a gente viu que mais de 90% dos municípios de cada estado estão com PIB per capita abaixo de R$ 8.394,97”. Sheila revelou que 96% dos municípios do Piauí, Ceará e da Paraíba têm PIB por habitante menor do que esse valor.

Capitais

Considerando as capitais, o maior PIB per capita foi apurado em 2009 em Vitória (ES), R$ 61.790,59. A cidade apresenta, entretanto, o terceiro maior PIB por habitante em relação às unidades da Federação e o 45º em relação ao Brasil. “Para uma população de capital, a de Vitória é muito pequena”, ressaltou a gerente. “Isso faz com que esse coeficiente fique maior”, completou.

O segundo maior PIB anual entre as capitais foi encontrado em Brasília (R$ 50.438,46). Seguem-se São Paulo, com R$ 35.271,93, o Rio de Janeiro (R$ 28.405,95) e Porto Alegre (R$ 26.312,45).

A vergonha da cidade mais pobre

McDonald’s terá que garantir intimidade de funcionários no vestiário

Após processo movido por funcionária, a Nutrisavour –representante do McDonald’s nas cidades do interior de São Paulo– firmou Termo de Ajustamento de Conduta perante o MPT (Ministério Público do Trabalho) para garantir “o direito à intimidade” de seus trabalhadores durante a troca de roupa nos vestiários dos restaurantes.
De acordo com nota emitida pelo MPT, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas proferiu sentença de “reclamação trabalhista individual” em favor da funcionária que processou a rede. Ela alega violação de intimidade ao constatar a presença do gerente da loja durante a troca de roupas.

Em vistoria, ficou constatado que, de fato, em uma das lojas da cidade de Sorocaba, a cerca de 95 km da capital, as funcionárias tinham de trocar de roupas em um vestiário coletivo e sem trancas.

O termo assinado pela Nutrisavour prevê garantia da “inviolabilidade do vestiário de trabalhadores, de modo a impedir o acesso irrestrito de seu preposto ou qualquer outra pessoa, garantindo a intimidade no momento da troca de vestimenta” em todas as unidades geridas pela empresa no país.

O descumprimento da medida implica multa no valor de R$ 5.000 por infração e por trabalhador submetido à violação.


A vergonha da cidade mais pobre

McDonald’s terá que garantir intimidade de funcionários no vestiário

Após processo movido por funcionária, a Nutrisavour –representante do McDonald’s nas cidades do interior de São Paulo– firmou Termo de Ajustamento de Conduta perante o MPT (Ministério Público do Trabalho) para garantir “o direito à intimidade” de seus trabalhadores durante a troca de roupa nos vestiários dos restaurantes.
De acordo com nota emitida pelo MPT, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas proferiu sentença de “reclamação trabalhista individual” em favor da funcionária que processou a rede. Ela alega violação de intimidade ao constatar a presença do gerente da loja durante a troca de roupas.

Em vistoria, ficou constatado que, de fato, em uma das lojas da cidade de Sorocaba, a cerca de 95 km da capital, as funcionárias tinham de trocar de roupas em um vestiário coletivo e sem trancas.

O termo assinado pela Nutrisavour prevê garantia da “inviolabilidade do vestiário de trabalhadores, de modo a impedir o acesso irrestrito de seu preposto ou qualquer outra pessoa, garantindo a intimidade no momento da troca de vestimenta” em todas as unidades geridas pela empresa no país.

O descumprimento da medida implica multa no valor de R$ 5.000 por infração e por trabalhador submetido à violação.