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JUSTIÇA SOCIAL

Euro abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde janeiro

Euro abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde janeiro

LONDRES – O euro era negociado nesta quarta-feira abaixo de 1,30 dólar, o menor valor desde 12 de janeiro, em meio aos temores sobre a ampliação da crise na Eurozona.
 
Às 12H00 GMT (10H00 de Brasília), o euro era negociado a 1,2988 dólar, seu mínimo desde 12 de janeiro, antes de ser fixado em torno de 1,2995 dólar, contra 1,3033 dólar na terça-feira às 22H00 GMT (22H00 de Brasília).
 
“O euro está sob pressão porque os mercados estão decepcionados com o resultado da reunião europeia, considerada insuficiente para combater a crise fiscal e bancária”, disse o economista Neil MacKinnon, do VTB Capital.
 
O plano elaborado na semana passada pela União Europeia (UE) para sair da crise mediante um reforço da disciplina fiscal comunitária não conseguiu diminuir a expectativa de uma redução da nota da dívida soberana pelas agências de classificação financeira.
 
O euro iniciou sua trajetória de queda na terça-feira à tarde, após deputados alemães terem afirmado que a chanceler alemã, Angela Merkel, havia reafirmado sua contrariedade em aumentar a capacidade de empréstimo do futuro Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), que entrará em vigor em julho de 2012, para além dos 500 bilhões de euros estabelecidos.
 
A posição de Merkel alimentou o temor dos mercados, já desestabilizados pela perspectiva de que as agências de classificação financeira, pouco convencidas pelo acordo europeu para por fim à crise, baixem as notas dos países da Eurozona, especialmente as notas “AAA” de França e Alemanha.
 
 
Euro abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde janeiro

Euro abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde janeiro

LONDRES – O euro era negociado nesta quarta-feira abaixo de 1,30 dólar, o menor valor desde 12 de janeiro, em meio aos temores sobre a ampliação da crise na Eurozona.
 
Às 12H00 GMT (10H00 de Brasília), o euro era negociado a 1,2988 dólar, seu mínimo desde 12 de janeiro, antes de ser fixado em torno de 1,2995 dólar, contra 1,3033 dólar na terça-feira às 22H00 GMT (22H00 de Brasília).
 
“O euro está sob pressão porque os mercados estão decepcionados com o resultado da reunião europeia, considerada insuficiente para combater a crise fiscal e bancária”, disse o economista Neil MacKinnon, do VTB Capital.
 
O plano elaborado na semana passada pela União Europeia (UE) para sair da crise mediante um reforço da disciplina fiscal comunitária não conseguiu diminuir a expectativa de uma redução da nota da dívida soberana pelas agências de classificação financeira.
 
O euro iniciou sua trajetória de queda na terça-feira à tarde, após deputados alemães terem afirmado que a chanceler alemã, Angela Merkel, havia reafirmado sua contrariedade em aumentar a capacidade de empréstimo do futuro Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), que entrará em vigor em julho de 2012, para além dos 500 bilhões de euros estabelecidos.
 
A posição de Merkel alimentou o temor dos mercados, já desestabilizados pela perspectiva de que as agências de classificação financeira, pouco convencidas pelo acordo europeu para por fim à crise, baixem as notas dos países da Eurozona, especialmente as notas “AAA” de França e Alemanha.
 
 
Euro abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde janeiro

BRF Brasil Foods é multada por desobedecer decisão da Justiça

A BRF Brasil Foods, empresa criada a partir da associação entre Perdigão e Sadia e que detém as marcas Batavo, Elegê e Qualy, entre outras, foi multada R$ 4,7 milhões por descumprir decisão judicial que a obrigava a conceder pausas para recuperação de seus empregados em Capinzal (SC). A unidade abate cerca de 450 mil frangos por dia e emprega 4,5 mil pessoas.
A empresa é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, vendendo para 140 países e operando 61 fábricas em 11 Estados, além de indústrias na Argentina, Reino Unido e Holanda. No total, a empresa possui cerca de 115 mil trabalhadores em seu quadro de empregados.

A unidade de Capinzal abate cerca de 450 mil frangos/dia . Segundo estimativa do Ministério Público do Trabalho, 20% dos empregados têm algum tipo de doença ocupacional com base em perícias realizadas.

Mesmo após perícias realizadas pelo Ministério Público do Trabalho indicarem que, de cada dez funcionários, dois têm algum tipo de doença ocupacional, a empresa se nega a cumprir decisão da juíza Lisiane Vieira, que em fevereiro deste ano, a juíza da Vara do Trabalho de Joaçaba, Lisiane Vieira, havia obrigado a empresa a conceder pausas de recuperação de fadiga de 8 a cada 52 minutos de atividades repetitivas e notificar doenças ocupacionais comprovadas ou em suspeita.

Na mesma tutela antecipada, proibiu a Brasil Foods de promover jornadas extras para minimizar os efeitos nocivos do trabalho a seus funcionários. Então, o Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, em favor da empresa, cassou a tutela antecipada. Por fim, o Ministério Público do Trabalho recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) que, por unanimidade, restabeleceu a decisão da Vara do Trabalho de Joaçaba.

A decisão é mais uma no histórico de problemas trabalhistas acumulados pela empresa. Há menos de dois meses, o Ministério Público do Trabalho entrou com uma ação porque, na mesma unidade, câmeras de vigilância foram instaladas dentro do vestiário em que os funcionários trocavam de roupas, o que pode ser considerado assédio moral.

Em coletiva na tarde desta segunda (12), em Florianópolis, o procurador do Trabalho Sandro Sardá afirmou que a empresa investiu cerca de R$ 50 milhões em automação de seus processos industriais em Capinzal, mas “os empregados continuam submetidos a um ritmo de trabalho intenso e incompatível com a saúde física e mental, com a realização de 70 a 120 movimentos por minuto, quando estudos apontam que o limite de 30 a 35 movimentos por minuto não deve ser excedido”. Segundo ele, “trata-se de grave desrespeito ao Poder Judiciário Trabalhista, ao Ministério Público, aos trabalhadores e a toda a sociedade” por conta do descumprimento da decisão do TST.

Euro abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde janeiro

BRF Brasil Foods é multada por desobedecer decisão da Justiça

A BRF Brasil Foods, empresa criada a partir da associação entre Perdigão e Sadia e que detém as marcas Batavo, Elegê e Qualy, entre outras, foi multada R$ 4,7 milhões por descumprir decisão judicial que a obrigava a conceder pausas para recuperação de seus empregados em Capinzal (SC). A unidade abate cerca de 450 mil frangos por dia e emprega 4,5 mil pessoas.
A empresa é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, vendendo para 140 países e operando 61 fábricas em 11 Estados, além de indústrias na Argentina, Reino Unido e Holanda. No total, a empresa possui cerca de 115 mil trabalhadores em seu quadro de empregados.

A unidade de Capinzal abate cerca de 450 mil frangos/dia . Segundo estimativa do Ministério Público do Trabalho, 20% dos empregados têm algum tipo de doença ocupacional com base em perícias realizadas.

Mesmo após perícias realizadas pelo Ministério Público do Trabalho indicarem que, de cada dez funcionários, dois têm algum tipo de doença ocupacional, a empresa se nega a cumprir decisão da juíza Lisiane Vieira, que em fevereiro deste ano, a juíza da Vara do Trabalho de Joaçaba, Lisiane Vieira, havia obrigado a empresa a conceder pausas de recuperação de fadiga de 8 a cada 52 minutos de atividades repetitivas e notificar doenças ocupacionais comprovadas ou em suspeita.

Na mesma tutela antecipada, proibiu a Brasil Foods de promover jornadas extras para minimizar os efeitos nocivos do trabalho a seus funcionários. Então, o Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, em favor da empresa, cassou a tutela antecipada. Por fim, o Ministério Público do Trabalho recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) que, por unanimidade, restabeleceu a decisão da Vara do Trabalho de Joaçaba.

A decisão é mais uma no histórico de problemas trabalhistas acumulados pela empresa. Há menos de dois meses, o Ministério Público do Trabalho entrou com uma ação porque, na mesma unidade, câmeras de vigilância foram instaladas dentro do vestiário em que os funcionários trocavam de roupas, o que pode ser considerado assédio moral.

Em coletiva na tarde desta segunda (12), em Florianópolis, o procurador do Trabalho Sandro Sardá afirmou que a empresa investiu cerca de R$ 50 milhões em automação de seus processos industriais em Capinzal, mas “os empregados continuam submetidos a um ritmo de trabalho intenso e incompatível com a saúde física e mental, com a realização de 70 a 120 movimentos por minuto, quando estudos apontam que o limite de 30 a 35 movimentos por minuto não deve ser excedido”. Segundo ele, “trata-se de grave desrespeito ao Poder Judiciário Trabalhista, ao Ministério Público, aos trabalhadores e a toda a sociedade” por conta do descumprimento da decisão do TST.

Euro abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde janeiro

Brasil é o 14º país com mais dias úteis de férias remuneradas

O Brasil é o 14º país, de uma lista de 61, que oferece mais dias de férias a seus trabalhadores. Pesquisa realizada pela consultoria Mercer mostra que aqui, como todos sabemos, temos 30 dias corridos de descanso remunerado a cada ano de trabalho, mas apenas 22 deles são dias úteis.  
 
No ranking, que leva em conta o número de dias úteis dedicados às férias estabelecido por lei, aparecem à frente do Brasil o Reino Unido, que ficou com o topo da lista ao conceder 28 dias úteis de folga aos profissionais por ano de trabalho, Polônia, 26 dias, Áustria, Bolívia, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Luxemburo e Suécia, 25 dias, Malta e Venezuela, 24, e Hungria, 23.

Empatam com o Brasil, concedendo aos trabalhadores o mesmo tempo de férias, Peru, Portugal, Espanha e Emirados Árabes Unidos.

No pé da lista estão os Estados Unidos. Segundo o levantamento da Mercer, não há uma lei federal que obrigue os empregadores a conceder férias remuneradas a seus funcionários. Na prática, no entanto, há, sim, descanso pago. As políticas adotadas pelas companhias variam muito. De forma geral, a maioria oferece três semanas de folga após cinco anos de serviços prestados.

Os países da região Ásia-Pacífico são os que oferecem menos dias de férias, de uma forma geral. Segundo o ranking da Mercer, aparecem na parte de baixo da lista Filipinas, com 5 dias de férias remuneradas, Tailândia, 6 dias, China, 10, Indonésia e Índia, 12, Vietnã, Cingapura, Paquistão e Hong Kong, 14, e Taiwan, 15. O país da região mais bem posicionado no ranking é o Japão, que concede 20 dias de férias a seus trabalhadores com mais de 10 anos de serviços prestados. Profissionais com menos tempo de mercado tiram até cinco dias por ano para descansar.

Se somados os feriados, os profissionais da Áustria e de Malta são os que passam mais dias no ano sem trabalhar. Na Áustria, os trabalhadores têm direito a 38 dias de descanso anualmente, sendo 25 de férias e mais 13 feriados. Em Malta, são 24 dias de férias e 14 feriados. Na soma de todas as folgas, filipinos e canadenses são os que alcançam menos dias de descanso remunerado – 20 e 19 dias, respectivamente.

No Brasil, a Mercer contabilizou 11 feriados nacionais, o que dá ao brasileiro a possibilidade de folgar 33 dias úteis por ano. Mas, na prática, se um feriado cai durante as férias, ele é contabilizado como parte dela.