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Fim do euro depreciaria em até 58% moedas do bloco

Fim do euro depreciaria em até 58% moedas do bloco

Uma ruptura do euro levaria a uma desvalorização das moedas em 16 das 17 nações que compõem atualmente o bloco, conforme um estudo feito pela corretora japonesa Nomura Securities. A moeda da Alemanha seria a única da zona do euro a registrar uma pequena valorização frente ao nível de negociação atual da moeda comum em relação ao dólar, de US$ 1,34 por euro. Já as moedas da Grécia e de Portugal se negociadas de forma independente do euro, registrariam uma desvalorização imediata de 58% e 47%, respectivamente. A nova moeda da Espanha perderia 36% frente ao nível atual do euro em relação ao dólar e a moeda da Itália teria uma desvalorização de 27%.
“O risco de uma ruptura da zona do euro aumentou nos últimos meses”, afirma o estrategista chefe de câmbio da Nomura Securities em Nova York, Jens Nordvig, no levantamento enviado ontem a clientes. “Os investidores que detêm ativos e obrigações em euro enfrentam o risco de uma redenominação das moedas desses contratos em novas moedas nacionais”, explicou.
Para quantificar a magnitude da desvalorização das novas moedas no cenário de ruptura completa do euro, Nordvig levou em conta fatores como o desalinhamento atual da taxa de câmbio real e o risco de inflação futura. Esse cálculo quantificou a depreciação no médio prazo associada com a redenominação dos contratos nas novas moedas nacionais.
“Vemos essas estimativas como um parâmetro inicial dentro do qual essas moedas seriam negociadas num `novo equilíbrio’ depois de um período de transição potencialmente longo e extremamente volátil”, explicou Nordvig na nota a clientes. O analista da Nomura lembrou que o peso argentino desvalorizou-se 72% em termos nominais nos cinco meses que se seguiram após a deflagração da crise cambial do país. “Reconhecemos que as dinâmicas de curto prazo podem resultar em ‘undershooting’ significativo em relação às nossas estimativas”.
O valor justo após a ruptura, por exemplo, resultaria em cada dólar sendo trocado por apenas 57 centavos da nova divisa grega e 71 centavos da nova moeda portuguesa, comparado com o atual 1,34 dólar para cada euro. Já para a nova moeda da Alemanha, seria necessário 1,36 dólar. Essa estimativa inicial também não leva em conta elementos inesperados como a implementação de controle de capitais, instabilidade política e colapso do sistema bancário que podem ocorrer depois de uma crise cambial e uma forte desvalorização.
“Nossa análise de aspectos legais do risco de redenominação também mostra que esse risco é elevado no que toca às obrigações regidas por leis locais na maioria dos cenários de ruptura da zona do euro e também de risco significativo para algumas obrigações regidas por leis estrangeiras”, explicou o analista. “A combinação de elevado risco de redenominação cambial dos contratos e o potencial significativo de depreciação no cenário de ruptura do euro deverá impactar o prêmio de risco de alguns ativos desde já”, disse Nordvig. Para ele, essa nova camada de incerteza já irá afetar o sentimento dos investidores em relação aos ativos denominados em euro e a própria cotação da moeda nos próximos meses.
Fim do euro depreciaria em até 58% moedas do bloco

Operários da Transnordestina fazem greve

Operários da Transnordestina cruzaram os braços hoje no Lote I em Missão Velha, no Cariri cearense. A paralisação começou pela manhã após assembleia realizada pelo sindicato em frente à obra. Por unanimidade, os 380 trabalhadores optaram pela greve até que suas reivindicações sejam atendidas. Foi montada uma comissão de seis trabalhadores para negociarem com o sindicato patronal e com os representantes da empresa Odebrecht, responsável pelo trecho.
À tarde houve uma reunião com encarregados. Mas, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias em Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral do Estado do Ceará (Sintepav-CE), Raimundo Nonato Gomes, não se chegou a nenhum acordo. “Não estamos avançando em nada, acredito que a paralisação não termina antes de quinta feira”, afirmou.
 
Mesmo diante da resistência do sindicato patronal, ele espera que as reivindicações sejam atendidas. De acordo com Raimundo Nonato Gomes, apenas a Odebrecht está descumprindo esse acordo já firmado em Convenção Coletiva de Trabalho. “Caso não haja cumprimento a obra permanecerá parada”, garantiu.
 
Os operários reivindicam reajuste de 100% no porcentual de horas extras, que hoje é de 70%; aumento da cesta básica de R$ 80 para R$ 150; plano de saúde estendido aos familiares; horas in tineré com relógio de ponto no ônibus; reajuste de 2% sobre o salário de todos os trabalhadores para complementar o porcentual de 13% da categoria e o retroativo de abril (em outubro foi dado 11%); PRL de 440 horas (referente a dois meses de trabalho); ajuda de custo no valor de R$ 200 para os trabalhadores em alojamentos; e folga no dia do pagamento.
 
A Transnordestina integra a lista das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Quando concluída, a ferrovia terá 1.728 quilômetros de extensão e ligará os Portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco ao sertão do Piauí. Transportará cerca de 40 milhões de toneladas ao ano de grãos, minério, gesso, frutas e combustíveis.
Fim do euro depreciaria em até 58% moedas do bloco

Operários da Transnordestina fazem greve

Operários da Transnordestina cruzaram os braços hoje no Lote I em Missão Velha, no Cariri cearense. A paralisação começou pela manhã após assembleia realizada pelo sindicato em frente à obra. Por unanimidade, os 380 trabalhadores optaram pela greve até que suas reivindicações sejam atendidas. Foi montada uma comissão de seis trabalhadores para negociarem com o sindicato patronal e com os representantes da empresa Odebrecht, responsável pelo trecho.
À tarde houve uma reunião com encarregados. Mas, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias em Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral do Estado do Ceará (Sintepav-CE), Raimundo Nonato Gomes, não se chegou a nenhum acordo. “Não estamos avançando em nada, acredito que a paralisação não termina antes de quinta feira”, afirmou.
 
Mesmo diante da resistência do sindicato patronal, ele espera que as reivindicações sejam atendidas. De acordo com Raimundo Nonato Gomes, apenas a Odebrecht está descumprindo esse acordo já firmado em Convenção Coletiva de Trabalho. “Caso não haja cumprimento a obra permanecerá parada”, garantiu.
 
Os operários reivindicam reajuste de 100% no porcentual de horas extras, que hoje é de 70%; aumento da cesta básica de R$ 80 para R$ 150; plano de saúde estendido aos familiares; horas in tineré com relógio de ponto no ônibus; reajuste de 2% sobre o salário de todos os trabalhadores para complementar o porcentual de 13% da categoria e o retroativo de abril (em outubro foi dado 11%); PRL de 440 horas (referente a dois meses de trabalho); ajuda de custo no valor de R$ 200 para os trabalhadores em alojamentos; e folga no dia do pagamento.
 
A Transnordestina integra a lista das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Quando concluída, a ferrovia terá 1.728 quilômetros de extensão e ligará os Portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco ao sertão do Piauí. Transportará cerca de 40 milhões de toneladas ao ano de grãos, minério, gesso, frutas e combustíveis.
Fim do euro depreciaria em até 58% moedas do bloco

Comissão discute nesta quarta acidentes que mataram eletricitários da Cemig

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional realiza nesta quarta-feira (7) audiência pública, para debater os acidentes fatais ocorridos com eletricitários a serviço da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O deputado Ademir Camilo (PSD-MG), que solicitou o debate, afirma que foram registrados seis óbitos somente neste ano.
Foram convidados para o debate o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais; e o coordenador geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro – MG), Jairo Nogueira Filho.
Segundo o deputado Ademir Camilo, aconteceram dezenas de incidentes envolvendo trabalhadores da empresa com altíssimo potencial de provocarem acidentes fatais. Dois deles foram gravíssimos, segundo o deputado de Minas, também envolvendo trabalhadores contratados pela Cemig, que sofreram amputação de membros e ficaram incapacitados profissionalmente.
Dados da Fundação Comitê de Gestão Empresarial (Coge), entidade que reúne empresas do setor elétrico, mostram que, em 2010, os trabalhadores terceirizados na Cemig chegaram a mais de 15 mil e, no mesmo ano, 8,5% dos acidentes fatais ocorridos em todo o setor elétrico brasileiro aconteceram com trabalhadores a serviço da empresa.
“O modelo de gestão escolhido pela Cemig é baseado na terceirização, principalmente das atividades-fim, com redução drástica do quadro técnico operacional”, explica Camilo.
A audiência ocorrerá às 11 horas no Plenário 15.
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A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional realiza nesta quarta-feira (7) audiência pública, para debater os acidentes fatais ocorridos com eletricitários a serviço da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O deputado Ademir Camilo (PSD-MG), que solicitou o debate, afirma que foram registrados seis óbitos somente neste ano.
Foram convidados para o debate o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais; e o coordenador geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro – MG), Jairo Nogueira Filho.
Segundo o deputado Ademir Camilo, aconteceram dezenas de incidentes envolvendo trabalhadores da empresa com altíssimo potencial de provocarem acidentes fatais. Dois deles foram gravíssimos, segundo o deputado de Minas, também envolvendo trabalhadores contratados pela Cemig, que sofreram amputação de membros e ficaram incapacitados profissionalmente.
Dados da Fundação Comitê de Gestão Empresarial (Coge), entidade que reúne empresas do setor elétrico, mostram que, em 2010, os trabalhadores terceirizados na Cemig chegaram a mais de 15 mil e, no mesmo ano, 8,5% dos acidentes fatais ocorridos em todo o setor elétrico brasileiro aconteceram com trabalhadores a serviço da empresa.
“O modelo de gestão escolhido pela Cemig é baseado na terceirização, principalmente das atividades-fim, com redução drástica do quadro técnico operacional”, explica Camilo.
A audiência ocorrerá às 11 horas no Plenário 15.