NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Conciliação de trabalho e família desafia mulheres

Conciliação de trabalho e família desafia mulheres

Um dos maiores desafios para as mulheres no mercado de trabalho é conciliar a vida profissional com a vida familiar. Para a diretora financeira da construtora A.Yoshii, Simoni Bianchi, mãe de dois filhos, é preciso ter um equilíbrio entre as duas coisas. ”Pessoas que se dedicam totalmente à vida profissional acabam desestruturando suas famílias, por isso procuro exercer meu trabalho com qualidade.
 
A diretora financeira lida diariamente com 15 pessoas diretamente e outras 30 pessoas indiretamente e precisa absorver a pressão de realizar a análise de caixa e a viabilidade de execução da obra. Para ela, as mulheres são mais perceptivas e sensíveis na hora de analisar os fatos. ”Uma característica pessoal que tenho é ser bastante otimista, mas de maneira conservadora para analisar oportunidades e a viabilidade de executá-las”, reporta.
 
A gerente de Recursos Humanos da Plaenge, Luciana Siqueira, explica que essa capacidade de executar múltiplas tarefas simultaneamente é uma das características desejáveis que diferenciam homens e mulheres. Para ela, os homens geralmente procuram terminar uma tarefa para começar outra, enquanto as mulheres conseguem lidar com essa situação realizando muitas coisas ao mesmo tempo. (V.O.)
Conciliação de trabalho e família desafia mulheres

O lado feminino da construção civil

A exemplo de outras áreas, segmento também registra aumento de mulheres nos cargos de chefia.
 
A construção civil, área dominada durante muito tempo pelos homens, tem registrado cada vez mais a presença de mulheres. De acordo com o Ministério do Trabalho e do Emprego, entre 2002 e 2008 as mulheres aumentaram a sua participação em postos formais de emprego de 40,9% contra 34,5% dos homens. Na construção civil, há uma década elas eram 83 mil em 1.094.000 de pessoas empregadas; em 2008 esse número passou para 137.969 entre 2 milhões de trabalhadores. Mais do que isso, elas têm assumido cada vez mais cargos de chefia. 
Kozue Imai deixou de ser uma dona-de-casa e aos 51 anos assumiu o desafio de se tornar a presidente da construtora da Artenge, uma das empresas responsáveis pela construção do residencial Vista Bela e chegou a comandar mais de mil funcionários. Kozue recebeu o posto apenas uma semana após a morte do marido e afirma que não possuía experiência nenhuma na construção civil. ”Contei com a ajuda de colaboradores de meu marido, que eram pessoas leais e preparadas. De outra forma não teria conseguido”, afirma. Ela destaca que precisou se preparar para assumir tamanha responsabilidade e fez um curso de administração de empresas e passou a frequentar todos os eventos e cursos possíveis para adquirir conhecimento. ”Nunca pensei em desistir e nem em delegar a função a outra pessoa, pois nunca tive um momento de desânimo”, relata. Ela aconselha todas as mulheres a acreditarem em seu potencial, pois todas as mulheres possuem potencial em estado latente que pode aflorar no momento em que é exigido. ”Não desista de aceitar desafios, pois o medo é o pior dos conselheiros”, ressalta. 

Na construtora Plaenge as mulheres representam 15% da mão-de-obra contratada pela empresa, totalizando 53 mulheres. É o caso de Alice Mayumi Kasahara, de 33 anos, que foi contratada para uma das funções mais difíceis na construção civil, a operação de gruas, responsável por levar os materiais para mais de 30 pessoas, desde carpinteiros até armadores. A função exige que ela seja firme nas decisões, definindo o que pode ou não ser realizado com a grua. ”Temos que obedecer certos procedimentos e às vezes me pedem coisas que tenho que recusar, caso contrário pode cair toda a carga e resultar em prejuízos materiais e humanos”, relata. A grueira explica que a carga precisa ser amarrada com todo o cuidado. Além disso, a própria montagem do equipamento exige atenção aos detalhes para que nada saia errado. Alice é formada em Administração de Empresas e tem formação técnica em segurança do trabalho e em meio ambiente. 

A operadora de gruas iniciou sua relação com a construção civil como estagiária e quando surgiu a oportunidade de participar de um curso de operação de gruas, não hesitou. Depois de concluído o curso, ela conseguiu superar 45 candidatos, a maioria deles homens, e se tornou a primeira mulher operadora do equipamento da cidade. ”No começo é complicado e posso dizer que não foi nada fácil até conseguir dominar todos os macetes da função”, relata. 

De acordo com a gerente de recursos humanos da Plaenge, Luciana Siqueira, a diferença entre Alice e os outros homens que desempenham a função é que, além do cuidado ser diferenciado e da atenção aos detalhes, ela possui uma forma de conversar própria que resulta em uma maneira diferente de liderar. ”A forma de delegar tarefas é menos brusca que a dos homens, que geralmente possuem um jeito mais autoritária”, destaca Luciana, ressaltando que as mulheres conseguem ser firmes sem deixar de serem cuidadosas.
Conciliação de trabalho e família desafia mulheres

O lado feminino da construção civil

A exemplo de outras áreas, segmento também registra aumento de mulheres nos cargos de chefia.
 
A construção civil, área dominada durante muito tempo pelos homens, tem registrado cada vez mais a presença de mulheres. De acordo com o Ministério do Trabalho e do Emprego, entre 2002 e 2008 as mulheres aumentaram a sua participação em postos formais de emprego de 40,9% contra 34,5% dos homens. Na construção civil, há uma década elas eram 83 mil em 1.094.000 de pessoas empregadas; em 2008 esse número passou para 137.969 entre 2 milhões de trabalhadores. Mais do que isso, elas têm assumido cada vez mais cargos de chefia. 
Kozue Imai deixou de ser uma dona-de-casa e aos 51 anos assumiu o desafio de se tornar a presidente da construtora da Artenge, uma das empresas responsáveis pela construção do residencial Vista Bela e chegou a comandar mais de mil funcionários. Kozue recebeu o posto apenas uma semana após a morte do marido e afirma que não possuía experiência nenhuma na construção civil. ”Contei com a ajuda de colaboradores de meu marido, que eram pessoas leais e preparadas. De outra forma não teria conseguido”, afirma. Ela destaca que precisou se preparar para assumir tamanha responsabilidade e fez um curso de administração de empresas e passou a frequentar todos os eventos e cursos possíveis para adquirir conhecimento. ”Nunca pensei em desistir e nem em delegar a função a outra pessoa, pois nunca tive um momento de desânimo”, relata. Ela aconselha todas as mulheres a acreditarem em seu potencial, pois todas as mulheres possuem potencial em estado latente que pode aflorar no momento em que é exigido. ”Não desista de aceitar desafios, pois o medo é o pior dos conselheiros”, ressalta. 

Na construtora Plaenge as mulheres representam 15% da mão-de-obra contratada pela empresa, totalizando 53 mulheres. É o caso de Alice Mayumi Kasahara, de 33 anos, que foi contratada para uma das funções mais difíceis na construção civil, a operação de gruas, responsável por levar os materiais para mais de 30 pessoas, desde carpinteiros até armadores. A função exige que ela seja firme nas decisões, definindo o que pode ou não ser realizado com a grua. ”Temos que obedecer certos procedimentos e às vezes me pedem coisas que tenho que recusar, caso contrário pode cair toda a carga e resultar em prejuízos materiais e humanos”, relata. A grueira explica que a carga precisa ser amarrada com todo o cuidado. Além disso, a própria montagem do equipamento exige atenção aos detalhes para que nada saia errado. Alice é formada em Administração de Empresas e tem formação técnica em segurança do trabalho e em meio ambiente. 

A operadora de gruas iniciou sua relação com a construção civil como estagiária e quando surgiu a oportunidade de participar de um curso de operação de gruas, não hesitou. Depois de concluído o curso, ela conseguiu superar 45 candidatos, a maioria deles homens, e se tornou a primeira mulher operadora do equipamento da cidade. ”No começo é complicado e posso dizer que não foi nada fácil até conseguir dominar todos os macetes da função”, relata. 

De acordo com a gerente de recursos humanos da Plaenge, Luciana Siqueira, a diferença entre Alice e os outros homens que desempenham a função é que, além do cuidado ser diferenciado e da atenção aos detalhes, ela possui uma forma de conversar própria que resulta em uma maneira diferente de liderar. ”A forma de delegar tarefas é menos brusca que a dos homens, que geralmente possuem um jeito mais autoritária”, destaca Luciana, ressaltando que as mulheres conseguem ser firmes sem deixar de serem cuidadosas.
Conciliação de trabalho e família desafia mulheres

Governo quer aprovar logo acordo que faz do Brasil 10º no FMI

Acordo fechado há um ano entre 187 cotistas do Fundo Monetário Internacional para redistribuir poder interno foi ao Congresso em outubro e já tem pedido de urgência para votação entre deputados. Governo tentou votar na véspera da visita da diretora do FMI, Christine Lagarde, mas esbarrou na oposição. Com aporte de US$ 10 bi, Brasil passa Bélgica, Holanda e Arábia Saudita.
Por André Barrocal
O Brasil tenta aproveitar a crise financeira na Europa para obter mais espaço na estrutura decisória do Fundo Monetário Internacional (FMI), como ficou claro na visita da diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, ao país. Mas, mesmo que o plano fracasse – o governo quer um acerto junto com China, Índia e Rússia -, o país já conseguiu entrar para o clube dos dez maiores acionistas do FMI e tem pressa para que o Congresso aprove o acordo, fechado há um ano.
Em 15 dezembro de 2010, a direção máxima do FMI aprovou uma revisão na estrutura de poder da entidade, praticamente a mesma desde o fim da segunda guerra mundial. Até agora, o Brasil é o 14º maior acionista do Fundo, com 1,79% das cotas, apesar de ter o oitavo maior produto interno bruto (PIB). Com o reordenamento, o Brasil injeta US$ 10 bilhões no FMI, passa Holanda, Bélgica e Arábia Saudita e se torna o décimo acionista (2,31% das cotas).
O acordo ainda precisa ser aprovado por deputados e senadores. O governo mandou a proposta ao Congresso em outubro, pediu urgência em novembro e tentou votá-la na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (30), véspera da visita de Christine. Mas um desentendimento com adversários impediu a votação, que o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que é uma prioridade ainda para este ano.
Pelo acordo de um ano atrás, todos os 187 países membro do FMI comprometeram-se a arrancar a ratificação em seus respectivos parlamentos até outubro de 2012.
O acordo prevê que o Fundo dobrará de tamanho, passando de US$ 338 bilhões em cotas para US$ 767 bilhões, algo próximo de 572 bilhões de euros. Para se ter uma ideia do fôlego que esse caixa representa, compare-se com a dívida dos grandes devedores europeus: a Itália deve 930 bilhões de euros, a Espanha, 740 bilhões, a Irlanda, 460 bilhões, Portugal, 204 bilhões e a Grécia, 130 bilhões.
Na nova geografia de poder no FMI, os dois principais cotistas continuam sendo Estados Unidos e Japão, com 17,4% e 6,4%, respectivamente. O grande beneficiado é a China, que sobe de 4% para 6,39%, ultrapassa Alemanha, França e Reino Unido e vira o terceiro maior cotista, colado no Japão – o custo para os chineses é injetar US$ 33 bilhões. 
Os outros dois BRICs – Índia e Rússia – também avançam. A primeira sai de 11º para oitavo e o segundo, de décimo para nono. Ambos aportam US$ 11 bilhões no Fundo.
Outra mudança decorrente do acordo de um ano atrás é na forma de escolha dos 24 integrantes da diretoria-executiva do FMI. Hoje, cinco deles têm cadeiras cativas por indicação de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, o quinteto com as maiores cotas. Os outros 19 são eleitos pelos outros países para um mandato de dois anos. Com a mudança, acaba o sistema de indicação. Todo mundo terá de ganhar no voto.
Conciliação de trabalho e família desafia mulheres

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Acordo fechado há um ano entre 187 cotistas do Fundo Monetário Internacional para redistribuir poder interno foi ao Congresso em outubro e já tem pedido de urgência para votação entre deputados. Governo tentou votar na véspera da visita da diretora do FMI, Christine Lagarde, mas esbarrou na oposição. Com aporte de US$ 10 bi, Brasil passa Bélgica, Holanda e Arábia Saudita.
Por André Barrocal
O Brasil tenta aproveitar a crise financeira na Europa para obter mais espaço na estrutura decisória do Fundo Monetário Internacional (FMI), como ficou claro na visita da diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, ao país. Mas, mesmo que o plano fracasse – o governo quer um acerto junto com China, Índia e Rússia -, o país já conseguiu entrar para o clube dos dez maiores acionistas do FMI e tem pressa para que o Congresso aprove o acordo, fechado há um ano.
Em 15 dezembro de 2010, a direção máxima do FMI aprovou uma revisão na estrutura de poder da entidade, praticamente a mesma desde o fim da segunda guerra mundial. Até agora, o Brasil é o 14º maior acionista do Fundo, com 1,79% das cotas, apesar de ter o oitavo maior produto interno bruto (PIB). Com o reordenamento, o Brasil injeta US$ 10 bilhões no FMI, passa Holanda, Bélgica e Arábia Saudita e se torna o décimo acionista (2,31% das cotas).
O acordo ainda precisa ser aprovado por deputados e senadores. O governo mandou a proposta ao Congresso em outubro, pediu urgência em novembro e tentou votá-la na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (30), véspera da visita de Christine. Mas um desentendimento com adversários impediu a votação, que o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que é uma prioridade ainda para este ano.
Pelo acordo de um ano atrás, todos os 187 países membro do FMI comprometeram-se a arrancar a ratificação em seus respectivos parlamentos até outubro de 2012.
O acordo prevê que o Fundo dobrará de tamanho, passando de US$ 338 bilhões em cotas para US$ 767 bilhões, algo próximo de 572 bilhões de euros. Para se ter uma ideia do fôlego que esse caixa representa, compare-se com a dívida dos grandes devedores europeus: a Itália deve 930 bilhões de euros, a Espanha, 740 bilhões, a Irlanda, 460 bilhões, Portugal, 204 bilhões e a Grécia, 130 bilhões.
Na nova geografia de poder no FMI, os dois principais cotistas continuam sendo Estados Unidos e Japão, com 17,4% e 6,4%, respectivamente. O grande beneficiado é a China, que sobe de 4% para 6,39%, ultrapassa Alemanha, França e Reino Unido e vira o terceiro maior cotista, colado no Japão – o custo para os chineses é injetar US$ 33 bilhões. 
Os outros dois BRICs – Índia e Rússia – também avançam. A primeira sai de 11º para oitavo e o segundo, de décimo para nono. Ambos aportam US$ 11 bilhões no Fundo.
Outra mudança decorrente do acordo de um ano atrás é na forma de escolha dos 24 integrantes da diretoria-executiva do FMI. Hoje, cinco deles têm cadeiras cativas por indicação de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, o quinteto com as maiores cotas. Os outros 19 são eleitos pelos outros países para um mandato de dois anos. Com a mudança, acaba o sistema de indicação. Todo mundo terá de ganhar no voto.