por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
Um dos maiores desafios para as mulheres no mercado de trabalho é conciliar a vida profissional com a vida familiar. Para a diretora financeira da construtora A.Yoshii, Simoni Bianchi, mãe de dois filhos, é preciso ter um equilíbrio entre as duas coisas. ”Pessoas que se dedicam totalmente à vida profissional acabam desestruturando suas famílias, por isso procuro exercer meu trabalho com qualidade.
A diretora financeira lida diariamente com 15 pessoas diretamente e outras 30 pessoas indiretamente e precisa absorver a pressão de realizar a análise de caixa e a viabilidade de execução da obra. Para ela, as mulheres são mais perceptivas e sensíveis na hora de analisar os fatos. ”Uma característica pessoal que tenho é ser bastante otimista, mas de maneira conservadora para analisar oportunidades e a viabilidade de executá-las”, reporta.
A gerente de Recursos Humanos da Plaenge, Luciana Siqueira, explica que essa capacidade de executar múltiplas tarefas simultaneamente é uma das características desejáveis que diferenciam homens e mulheres. Para ela, os homens geralmente procuram terminar uma tarefa para começar outra, enquanto as mulheres conseguem lidar com essa situação realizando muitas coisas ao mesmo tempo. (V.O.)
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
A exemplo de outras áreas, segmento também registra aumento de mulheres nos cargos de chefia.
A construção civil, área dominada durante muito tempo pelos homens, tem registrado cada vez mais a presença de mulheres. De acordo com o Ministério do Trabalho e do Emprego, entre 2002 e 2008 as mulheres aumentaram a sua participação em postos formais de emprego de 40,9% contra 34,5% dos homens. Na construção civil, há uma década elas eram 83 mil em 1.094.000 de pessoas empregadas; em 2008 esse número passou para 137.969 entre 2 milhões de trabalhadores. Mais do que isso, elas têm assumido cada vez mais cargos de chefia.
Kozue Imai deixou de ser uma dona-de-casa e aos 51 anos assumiu o desafio de se tornar a presidente da construtora da Artenge, uma das empresas responsáveis pela construção do residencial Vista Bela e chegou a comandar mais de mil funcionários. Kozue recebeu o posto apenas uma semana após a morte do marido e afirma que não possuía experiência nenhuma na construção civil. ”Contei com a ajuda de colaboradores de meu marido, que eram pessoas leais e preparadas. De outra forma não teria conseguido”, afirma. Ela destaca que precisou se preparar para assumir tamanha responsabilidade e fez um curso de administração de empresas e passou a frequentar todos os eventos e cursos possíveis para adquirir conhecimento. ”Nunca pensei em desistir e nem em delegar a função a outra pessoa, pois nunca tive um momento de desânimo”, relata. Ela aconselha todas as mulheres a acreditarem em seu potencial, pois todas as mulheres possuem potencial em estado latente que pode aflorar no momento em que é exigido. ”Não desista de aceitar desafios, pois o medo é o pior dos conselheiros”, ressalta.
Na construtora Plaenge as mulheres representam 15% da mão-de-obra contratada pela empresa, totalizando 53 mulheres. É o caso de Alice Mayumi Kasahara, de 33 anos, que foi contratada para uma das funções mais difíceis na construção civil, a operação de gruas, responsável por levar os materiais para mais de 30 pessoas, desde carpinteiros até armadores. A função exige que ela seja firme nas decisões, definindo o que pode ou não ser realizado com a grua. ”Temos que obedecer certos procedimentos e às vezes me pedem coisas que tenho que recusar, caso contrário pode cair toda a carga e resultar em prejuízos materiais e humanos”, relata. A grueira explica que a carga precisa ser amarrada com todo o cuidado. Além disso, a própria montagem do equipamento exige atenção aos detalhes para que nada saia errado. Alice é formada em Administração de Empresas e tem formação técnica em segurança do trabalho e em meio ambiente.
A operadora de gruas iniciou sua relação com a construção civil como estagiária e quando surgiu a oportunidade de participar de um curso de operação de gruas, não hesitou. Depois de concluído o curso, ela conseguiu superar 45 candidatos, a maioria deles homens, e se tornou a primeira mulher operadora do equipamento da cidade. ”No começo é complicado e posso dizer que não foi nada fácil até conseguir dominar todos os macetes da função”, relata.
De acordo com a gerente de recursos humanos da Plaenge, Luciana Siqueira, a diferença entre Alice e os outros homens que desempenham a função é que, além do cuidado ser diferenciado e da atenção aos detalhes, ela possui uma forma de conversar própria que resulta em uma maneira diferente de liderar. ”A forma de delegar tarefas é menos brusca que a dos homens, que geralmente possuem um jeito mais autoritária”, destaca Luciana, ressaltando que as mulheres conseguem ser firmes sem deixar de serem cuidadosas.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
A exemplo de outras áreas, segmento também registra aumento de mulheres nos cargos de chefia.
A construção civil, área dominada durante muito tempo pelos homens, tem registrado cada vez mais a presença de mulheres. De acordo com o Ministério do Trabalho e do Emprego, entre 2002 e 2008 as mulheres aumentaram a sua participação em postos formais de emprego de 40,9% contra 34,5% dos homens. Na construção civil, há uma década elas eram 83 mil em 1.094.000 de pessoas empregadas; em 2008 esse número passou para 137.969 entre 2 milhões de trabalhadores. Mais do que isso, elas têm assumido cada vez mais cargos de chefia.
Kozue Imai deixou de ser uma dona-de-casa e aos 51 anos assumiu o desafio de se tornar a presidente da construtora da Artenge, uma das empresas responsáveis pela construção do residencial Vista Bela e chegou a comandar mais de mil funcionários. Kozue recebeu o posto apenas uma semana após a morte do marido e afirma que não possuía experiência nenhuma na construção civil. ”Contei com a ajuda de colaboradores de meu marido, que eram pessoas leais e preparadas. De outra forma não teria conseguido”, afirma. Ela destaca que precisou se preparar para assumir tamanha responsabilidade e fez um curso de administração de empresas e passou a frequentar todos os eventos e cursos possíveis para adquirir conhecimento. ”Nunca pensei em desistir e nem em delegar a função a outra pessoa, pois nunca tive um momento de desânimo”, relata. Ela aconselha todas as mulheres a acreditarem em seu potencial, pois todas as mulheres possuem potencial em estado latente que pode aflorar no momento em que é exigido. ”Não desista de aceitar desafios, pois o medo é o pior dos conselheiros”, ressalta.
Na construtora Plaenge as mulheres representam 15% da mão-de-obra contratada pela empresa, totalizando 53 mulheres. É o caso de Alice Mayumi Kasahara, de 33 anos, que foi contratada para uma das funções mais difíceis na construção civil, a operação de gruas, responsável por levar os materiais para mais de 30 pessoas, desde carpinteiros até armadores. A função exige que ela seja firme nas decisões, definindo o que pode ou não ser realizado com a grua. ”Temos que obedecer certos procedimentos e às vezes me pedem coisas que tenho que recusar, caso contrário pode cair toda a carga e resultar em prejuízos materiais e humanos”, relata. A grueira explica que a carga precisa ser amarrada com todo o cuidado. Além disso, a própria montagem do equipamento exige atenção aos detalhes para que nada saia errado. Alice é formada em Administração de Empresas e tem formação técnica em segurança do trabalho e em meio ambiente.
A operadora de gruas iniciou sua relação com a construção civil como estagiária e quando surgiu a oportunidade de participar de um curso de operação de gruas, não hesitou. Depois de concluído o curso, ela conseguiu superar 45 candidatos, a maioria deles homens, e se tornou a primeira mulher operadora do equipamento da cidade. ”No começo é complicado e posso dizer que não foi nada fácil até conseguir dominar todos os macetes da função”, relata.
De acordo com a gerente de recursos humanos da Plaenge, Luciana Siqueira, a diferença entre Alice e os outros homens que desempenham a função é que, além do cuidado ser diferenciado e da atenção aos detalhes, ela possui uma forma de conversar própria que resulta em uma maneira diferente de liderar. ”A forma de delegar tarefas é menos brusca que a dos homens, que geralmente possuem um jeito mais autoritária”, destaca Luciana, ressaltando que as mulheres conseguem ser firmes sem deixar de serem cuidadosas.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
Acordo fechado há um ano entre 187 cotistas do Fundo Monetário Internacional para redistribuir poder interno foi ao Congresso em outubro e já tem pedido de urgência para votação entre deputados. Governo tentou votar na véspera da visita da diretora do FMI, Christine Lagarde, mas esbarrou na oposição. Com aporte de US$ 10 bi, Brasil passa Bélgica, Holanda e Arábia Saudita.
Por André Barrocal
O Brasil tenta aproveitar a crise financeira na Europa para obter mais espaço na estrutura decisória do Fundo Monetário Internacional (FMI), como ficou claro na visita da diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, ao país. Mas, mesmo que o plano fracasse – o governo quer um acerto junto com China, Índia e Rússia -, o país já conseguiu entrar para o clube dos dez maiores acionistas do FMI e tem pressa para que o Congresso aprove o acordo, fechado há um ano.
Em 15 dezembro de 2010, a direção máxima do FMI aprovou uma revisão na estrutura de poder da entidade, praticamente a mesma desde o fim da segunda guerra mundial. Até agora, o Brasil é o 14º maior acionista do Fundo, com 1,79% das cotas, apesar de ter o oitavo maior produto interno bruto (PIB). Com o reordenamento, o Brasil injeta US$ 10 bilhões no FMI, passa Holanda, Bélgica e Arábia Saudita e se torna o décimo acionista (2,31% das cotas).
O acordo ainda precisa ser aprovado por deputados e senadores. O governo mandou a proposta ao Congresso em outubro, pediu urgência em novembro e tentou votá-la na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (30), véspera da visita de Christine. Mas um desentendimento com adversários impediu a votação, que o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que é uma prioridade ainda para este ano.
Pelo acordo de um ano atrás, todos os 187 países membro do FMI comprometeram-se a arrancar a ratificação em seus respectivos parlamentos até outubro de 2012.
O acordo prevê que o Fundo dobrará de tamanho, passando de US$ 338 bilhões em cotas para US$ 767 bilhões, algo próximo de 572 bilhões de euros. Para se ter uma ideia do fôlego que esse caixa representa, compare-se com a dívida dos grandes devedores europeus: a Itália deve 930 bilhões de euros, a Espanha, 740 bilhões, a Irlanda, 460 bilhões, Portugal, 204 bilhões e a Grécia, 130 bilhões.
Na nova geografia de poder no FMI, os dois principais cotistas continuam sendo Estados Unidos e Japão, com 17,4% e 6,4%, respectivamente. O grande beneficiado é a China, que sobe de 4% para 6,39%, ultrapassa Alemanha, França e Reino Unido e vira o terceiro maior cotista, colado no Japão – o custo para os chineses é injetar US$ 33 bilhões.
Os outros dois BRICs – Índia e Rússia – também avançam. A primeira sai de 11º para oitavo e o segundo, de décimo para nono. Ambos aportam US$ 11 bilhões no Fundo.
Outra mudança decorrente do acordo de um ano atrás é na forma de escolha dos 24 integrantes da diretoria-executiva do FMI. Hoje, cinco deles têm cadeiras cativas por indicação de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, o quinteto com as maiores cotas. Os outros 19 são eleitos pelos outros países para um mandato de dois anos. Com a mudança, acaba o sistema de indicação. Todo mundo terá de ganhar no voto.
por master | 05/12/11 | Ultimas Notícias
Acordo fechado há um ano entre 187 cotistas do Fundo Monetário Internacional para redistribuir poder interno foi ao Congresso em outubro e já tem pedido de urgência para votação entre deputados. Governo tentou votar na véspera da visita da diretora do FMI, Christine Lagarde, mas esbarrou na oposição. Com aporte de US$ 10 bi, Brasil passa Bélgica, Holanda e Arábia Saudita.
Por André Barrocal
O Brasil tenta aproveitar a crise financeira na Europa para obter mais espaço na estrutura decisória do Fundo Monetário Internacional (FMI), como ficou claro na visita da diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, ao país. Mas, mesmo que o plano fracasse – o governo quer um acerto junto com China, Índia e Rússia -, o país já conseguiu entrar para o clube dos dez maiores acionistas do FMI e tem pressa para que o Congresso aprove o acordo, fechado há um ano.
Em 15 dezembro de 2010, a direção máxima do FMI aprovou uma revisão na estrutura de poder da entidade, praticamente a mesma desde o fim da segunda guerra mundial. Até agora, o Brasil é o 14º maior acionista do Fundo, com 1,79% das cotas, apesar de ter o oitavo maior produto interno bruto (PIB). Com o reordenamento, o Brasil injeta US$ 10 bilhões no FMI, passa Holanda, Bélgica e Arábia Saudita e se torna o décimo acionista (2,31% das cotas).
O acordo ainda precisa ser aprovado por deputados e senadores. O governo mandou a proposta ao Congresso em outubro, pediu urgência em novembro e tentou votá-la na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (30), véspera da visita de Christine. Mas um desentendimento com adversários impediu a votação, que o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que é uma prioridade ainda para este ano.
Pelo acordo de um ano atrás, todos os 187 países membro do FMI comprometeram-se a arrancar a ratificação em seus respectivos parlamentos até outubro de 2012.
O acordo prevê que o Fundo dobrará de tamanho, passando de US$ 338 bilhões em cotas para US$ 767 bilhões, algo próximo de 572 bilhões de euros. Para se ter uma ideia do fôlego que esse caixa representa, compare-se com a dívida dos grandes devedores europeus: a Itália deve 930 bilhões de euros, a Espanha, 740 bilhões, a Irlanda, 460 bilhões, Portugal, 204 bilhões e a Grécia, 130 bilhões.
Na nova geografia de poder no FMI, os dois principais cotistas continuam sendo Estados Unidos e Japão, com 17,4% e 6,4%, respectivamente. O grande beneficiado é a China, que sobe de 4% para 6,39%, ultrapassa Alemanha, França e Reino Unido e vira o terceiro maior cotista, colado no Japão – o custo para os chineses é injetar US$ 33 bilhões.
Os outros dois BRICs – Índia e Rússia – também avançam. A primeira sai de 11º para oitavo e o segundo, de décimo para nono. Ambos aportam US$ 11 bilhões no Fundo.
Outra mudança decorrente do acordo de um ano atrás é na forma de escolha dos 24 integrantes da diretoria-executiva do FMI. Hoje, cinco deles têm cadeiras cativas por indicação de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, o quinteto com as maiores cotas. Os outros 19 são eleitos pelos outros países para um mandato de dois anos. Com a mudança, acaba o sistema de indicação. Todo mundo terá de ganhar no voto.