por master | 29/11/11 | Ultimas Notícias
Quem são os empresários que estão por trás dos grandes projetos na área de infraestrutura no Brasil.
O Brasil vive uma situação inusitada em sua história recente no que se refere à infraestrutura. Estudo elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) indica que os investimentos nessa área deverão somar R$ 378 bilhões, no período 2011-2014. Boa parte dessa bolada continua a ser movimentada por companhias tradicionais do segmento, como as baianas Odebrecht e OAS, a mineira Andrade Gutierrez e a pernambucana Queiroz Galvão. A diferença em relação ao início da década de 1970, período conhecido como do Milagre Econômico, é que, agora, as obras não vêm sendo bancadas exclusivamente pelos governos federal, estadual, municipal e as estatais. Graças à abertura do mercado internacional e ao aumento relativo da participação do capital privado no Produto Interno Bruto (PIB), o governo deixou de ser o único “tocador de obras”. Esse cenário favorável também acabou abrindo espaço para “novatos” na área, como o carioca Eike Batista, controlador do grupo EBX. “O Estado não consegue fazer tudo sozinho”, disse Batista à DINHEIRO. “A iniciativa privada precisa ajudar a construir esse Brasil novo, isso é natural.” Para o empresário, na maioria das vezes, o setor privado é mais eficiente, principalmente quando associado a índices de desempenho. “Na EBX, enxergamos o Brasil 50 anos à frente, desenvolvemos projetos estruturantes e de longo prazo”, afirma.
No portfólio da EBX constam desde projetos de prospecção de petróleo até o superporto de Açu, tocado pela LLX, o braço de logística do grupo. Situado em São João da Barra, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, ele foi concebido para funcionar como um terminal multiuso, operando de forma integrada com um distrito industrial. A área de 130 km² contará com espaço para armazenagem e transporte de cargas, além de abrigar siderúrgicas e fabricantes de bens de consumo, como automóveis. Desde 2007, a LLX já investiu R$ 2,3 bilhões no projeto cuja entrada em operação está marcada para 2013.
A vocação industrial do porto está garantida, também, por uma série de incentivos fiscais. “O custo de operação de quem optar pelo local deve ser quase 30% menor em relação a outras regiões do Estado”, afirma Otávio Lazcano, CEO da LLX. A estimativa leva em conta a cobrança de 2% de ICMS ante uma alíquota máxima de 18%, sem contar a facilidade logística, já que a região é servida por importantes rodovias e ferrovias. No total, Açu deverá movimentar 350 milhões de toneladas de produtos por ano, montante mais que três vezes maior que o que trafega atualmente pelo porto de Santos.
A família Odebrecht é outro clã que vem apostando em projetos com perfil diferenciado. Uma de suas controladas, na verdade a origem de seus negócios, a Construtora Norberto Odebrecht (CNO) foi uma das primeiras empresas brasileiras a se internacionalizar, no início dos anos 1990. Ainda hoje um dos pilares do grupo comandado por Marcelo Odebrecht, da terceira geração familiar, a CNO entrou literalmente em campo para a Copa do Mundo de 2014, absorvendo algumas das principais obras programadas. A lista inclui a reforma e a construção de quatro estádios de futebol. Sobre os trilhos: orçada em R$ 5,4 bilhões, a Ferrovia Transnordestina, tocada pela Odebrecht, é um dos símbolos da retomada dos projetos no setor Entre eles, destacam-se o Maracanã, no Rio de Janeiro, a Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife, e a Arena Fonte Nova, em Salvador (saiba mais aqui). Nas duas últimas, a companhia ganhou a concessão no modelo de parceria público-privada. “Os contratos assinados no Brasil devem colaborar com 60% de nossas receitas neste ano”, diz Benedicto Barbosa da Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura. Um dos projetos mais emblemáticos é a Ferrovia Transnordestina, feito sob encomenda da Companhia Siderúrgica Nacional, ligando os Estados de Piauí e Pernambuco.
Os clãs mineiros Andrade e Gutierrez, donos da construtora batizada com o sobrenome das duas famílias fundadoras, são outros destacados membros desse seleto grupo que está construindo as principais obras de infraestrutura no Brasil. A participação na construção da usina hidrelétrica de Itaipu, na década de 1970, credenciou a companhia como uma das maiores especialistas no segmento de energia no mundo. Tanto que agora ela participa da construção da polêmica usina hidrelétrica de Belo Monte, situada no Pará. Orçada em R$ 25,8 bilhões, Belo Monte será a terceira maior do mundo em capacidade de geração (11,2 GW), perdendo apenas para a chinesa Três Gargantas e Itaipu. “O Brasil vive a década de infraestrutura e queremos ser um ator importante neste processo”, afirma Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez. Para reduzir a dependência das encomendas governamentais, especialmente no Brasil, a companhia elaborou um modelo de negócio cuja pedra de toque são os contratos de longo prazo. Duas de suas principais clientes são a Vale e a Petrobras, com as quais a construtora mineira mantém parcerias também no Exterior. Além disso, passou a apostar mais fortemente nos segmentos de óleo e gás, de olho nos investimentos que serão feitos para a exploração da camada de pré-sal.
por master | 29/11/11 | Ultimas Notícias
OPORTUNIDADE | Opção pelo PGBL permite deduzir aplicação do Imposto de Renda, mas só para quem opta pela declaração completa
O fim do ano é a época eleita pelos bancos para fazer a busca ativa por novos clientes para seus planos de previdência privada. O argumento de venda é a possibilidade de deduzir o valor das aplicações do Imposto de Renda do ano seguinte. “Os clientes tendem a ficar mais atentos à diferença quando se aproxima o fim do ano”, diz Lúcio Flávio de Oliveira, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência. Mas o contribuinte não fica isento do tributo definitivamente. “A pessoa vai pagar o imposto lá na frente, quando resgatar o que acumulou no plano de previdência”, diz Sandro Bonfim da Costa, gerente de inteligência de mercado da Brasilprev, braço do Banco do Brasil para a área de previdência. “Por isso, para ter ganho efetivo, o ideal é investir em outra aplicação a quantia que deixou de ser paga no momento em IR.”
O benefício tributário serve só para quem opta pela modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Nesse caso, a aplicação pode ser integralmente deduzida do IR, até o limite de 12% da base de cálculo do imposto devido. Por isso a vantagem só está disponível para quem faz a declaração completa, aquela em que todas as deduções – em saúde e educação, por exemplo – são relatadas. Quem usa a declaração simplificada ou é isento não tem benefício adicional. Outra modalidade de aplicação, o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não é dedutível.
Este ano, de janeiro a maio, o país registrou 2,5 milhões de contribuintes ativos para planos PGBL (83 mil no Paraná). As contribuições no período somaram R$ 2,5 bilhões. Para a modalidade VGBL, as contribuições no mesmo período somaram R$ 165 bilhões. Os dados são da Superintendência de Seguros Privados (Susep), responsável por fiscalizar e normatizar o segmento.
Pessoas da área de finanças costumam ser entusiastas dessa modalidade. Para compor a renda desejada para a aposentadoria, Leonardo Soares, 44, fez três planos de previdência privada, iniciados em diferentes fases da vida. Um deles, recém-aberto, vai ter a primeira aplicação neste fim de ano, com ajuda do 13.º salário. “Vou usar o recurso para que esse plano também feche o ano com aplicação no limite máximo permitido para dedução do Imposto de Renda”, diz ele, que é diretor-executivo de produtos da Boa Vista Serviços, empresa de informações financeiras. Os três planos de Soares são PGBL.
Apesar dos benefícios fiscais, é preciso considerar, antes de destinar o 13.º salário ao PGBL, os objetivos para aquele dinheiro e o prazo imaginado para atingi-los. “O PGBL, como todo plano de previdência, é uma aplicação de longo prazo, com horizonte acima de dez anos. Assim, se a intenção é usar os recursos logo, esse tipo de investimento não vale a pena”, diz Valter Police Júnior, planejador financeiro pessoal. Outro alerta é quanto a dívidas pessoais. “Para quem tem débitos, o ideal é usar o 13.º para pagá-los. Não há investimento que compense os altos juros de uma dívida”, afirma Police. “Além disso, não vale a pena investir, no PGBL, mais que os 12% da renda bruta, pois o excedente não será dedutível do IR.”
Aplicações
83 mil paranaenses fizeram aplicações em planos do tipo PGBL neste ano, de janeiro a maio, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
“Para quem tem débitos, o ideal é usar o 13.º para pagá-los. Não há investimento que compense os altos juros de uma dívida.”
Valter Police Júnior, planejador financeiro pessoal
por master | 29/11/11 | Ultimas Notícias
OPORTUNIDADE | Opção pelo PGBL permite deduzir aplicação do Imposto de Renda, mas só para quem opta pela declaração completa
O fim do ano é a época eleita pelos bancos para fazer a busca ativa por novos clientes para seus planos de previdência privada. O argumento de venda é a possibilidade de deduzir o valor das aplicações do Imposto de Renda do ano seguinte. “Os clientes tendem a ficar mais atentos à diferença quando se aproxima o fim do ano”, diz Lúcio Flávio de Oliveira, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência. Mas o contribuinte não fica isento do tributo definitivamente. “A pessoa vai pagar o imposto lá na frente, quando resgatar o que acumulou no plano de previdência”, diz Sandro Bonfim da Costa, gerente de inteligência de mercado da Brasilprev, braço do Banco do Brasil para a área de previdência. “Por isso, para ter ganho efetivo, o ideal é investir em outra aplicação a quantia que deixou de ser paga no momento em IR.”
O benefício tributário serve só para quem opta pela modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Nesse caso, a aplicação pode ser integralmente deduzida do IR, até o limite de 12% da base de cálculo do imposto devido. Por isso a vantagem só está disponível para quem faz a declaração completa, aquela em que todas as deduções – em saúde e educação, por exemplo – são relatadas. Quem usa a declaração simplificada ou é isento não tem benefício adicional. Outra modalidade de aplicação, o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não é dedutível.
Este ano, de janeiro a maio, o país registrou 2,5 milhões de contribuintes ativos para planos PGBL (83 mil no Paraná). As contribuições no período somaram R$ 2,5 bilhões. Para a modalidade VGBL, as contribuições no mesmo período somaram R$ 165 bilhões. Os dados são da Superintendência de Seguros Privados (Susep), responsável por fiscalizar e normatizar o segmento.
Pessoas da área de finanças costumam ser entusiastas dessa modalidade. Para compor a renda desejada para a aposentadoria, Leonardo Soares, 44, fez três planos de previdência privada, iniciados em diferentes fases da vida. Um deles, recém-aberto, vai ter a primeira aplicação neste fim de ano, com ajuda do 13.º salário. “Vou usar o recurso para que esse plano também feche o ano com aplicação no limite máximo permitido para dedução do Imposto de Renda”, diz ele, que é diretor-executivo de produtos da Boa Vista Serviços, empresa de informações financeiras. Os três planos de Soares são PGBL.
Apesar dos benefícios fiscais, é preciso considerar, antes de destinar o 13.º salário ao PGBL, os objetivos para aquele dinheiro e o prazo imaginado para atingi-los. “O PGBL, como todo plano de previdência, é uma aplicação de longo prazo, com horizonte acima de dez anos. Assim, se a intenção é usar os recursos logo, esse tipo de investimento não vale a pena”, diz Valter Police Júnior, planejador financeiro pessoal. Outro alerta é quanto a dívidas pessoais. “Para quem tem débitos, o ideal é usar o 13.º para pagá-los. Não há investimento que compense os altos juros de uma dívida”, afirma Police. “Além disso, não vale a pena investir, no PGBL, mais que os 12% da renda bruta, pois o excedente não será dedutível do IR.”
Aplicações
83 mil paranaenses fizeram aplicações em planos do tipo PGBL neste ano, de janeiro a maio, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
“Para quem tem débitos, o ideal é usar o 13.º para pagá-los. Não há investimento que compense os altos juros de uma dívida.”
Valter Police Júnior, planejador financeiro pessoal
por master | 29/11/11 | Ultimas Notícias
Para profissionais qualificados e dispostos a continuar investindo na carreira e acessando novos conhecimentos, as perspectivas são alvissareiras. E não somente para 2012. De acordo com o analista de mercado de trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Junior Macambira, o setor terciário ou de serviços, que responde por mais de 65% das vagas criadas no Estado do Ceará, deve manter sua trajetória positiva, prometendo ser um dos mais promissores.
A conjugação das crescentes exigências do mercado globalizado e do aquecimento da economia cearense indica o surgimento de mais oportunidades de trabalho na área de tecnologia da informação (TI). O cenário econômico favorece também a ampliação da oferta de vagas na indústria de transformação, bem como na construção civil, cuja expansão se baseia na série de investimentos previstos para Copa de 2014, além do programa habitacional, Minha Casa Minha Vida, e das obras no Pecém.
Porém, independentemente do segmento, Macambira garante que as melhores vagas serão preenchidas por profissionais com qualificação. “Os desafios para obtenção de funções mais qualificadas e com maior rendimento perpassa pela qualificação profissional e pela ampliação da educação. Esses são elementos fundamentais para mudanças na gestão e na produção do trabalho”, afirma.
Nova realidade
A tendência, seja no mercado de trabalho local ou nos cenários nacional e mundial, é do crescimento contínuo do trabalho imaterial. Segundo ele, cada vez mais o trabalhador continua atuando além do seu espaço tradicional do trabalho. “São novos processos, novas tecnologias, gerando mais produtividade e muito mais riqueza”. Por outro lado, a nova realidade do mercado de trabalho impõe ao profissional uma jornada maior (extra empresa), além de exigir maior qualificação. “É importante despertar para novas oportunidades no mercado de trabalho, quer seja no campo da inovação tecnológica, na tecnologia da informação, na indústria de transformação ou no setor terciário. Também a construção civil, que passa por ascensão da atividade, exige profissionais cada vez mais qualificados e abertos às mudanças no processo de produção e organização do trabalho. É preciso olhar para a nova configuração produtiva da economia local, numa ligação das estruturas mais tradicionais dessa economia com o surgimento de novos parques produtivos em diferentes espaços regionais”, analisa Macambira.
Para o analista do IDT, urge a implementação de políticas educacionais mais ousadas, que não adotem o modelo educacional vigente com foco numa única vertente, mas uma educação permanente por toda a vida.
Postura
Aos profissionais, ele recomenda uma postura mais proativa. “Só tem um caminho: investir em educação e qualificação, no conjunto diversificado de qualificações focadas no comportamento do mercado, avanços econômicos e tecnológicos.
por master | 29/11/11 | Ultimas Notícias
Para profissionais qualificados e dispostos a continuar investindo na carreira e acessando novos conhecimentos, as perspectivas são alvissareiras. E não somente para 2012. De acordo com o analista de mercado de trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Junior Macambira, o setor terciário ou de serviços, que responde por mais de 65% das vagas criadas no Estado do Ceará, deve manter sua trajetória positiva, prometendo ser um dos mais promissores.
A conjugação das crescentes exigências do mercado globalizado e do aquecimento da economia cearense indica o surgimento de mais oportunidades de trabalho na área de tecnologia da informação (TI). O cenário econômico favorece também a ampliação da oferta de vagas na indústria de transformação, bem como na construção civil, cuja expansão se baseia na série de investimentos previstos para Copa de 2014, além do programa habitacional, Minha Casa Minha Vida, e das obras no Pecém.
Porém, independentemente do segmento, Macambira garante que as melhores vagas serão preenchidas por profissionais com qualificação. “Os desafios para obtenção de funções mais qualificadas e com maior rendimento perpassa pela qualificação profissional e pela ampliação da educação. Esses são elementos fundamentais para mudanças na gestão e na produção do trabalho”, afirma.
Nova realidade
A tendência, seja no mercado de trabalho local ou nos cenários nacional e mundial, é do crescimento contínuo do trabalho imaterial. Segundo ele, cada vez mais o trabalhador continua atuando além do seu espaço tradicional do trabalho. “São novos processos, novas tecnologias, gerando mais produtividade e muito mais riqueza”. Por outro lado, a nova realidade do mercado de trabalho impõe ao profissional uma jornada maior (extra empresa), além de exigir maior qualificação. “É importante despertar para novas oportunidades no mercado de trabalho, quer seja no campo da inovação tecnológica, na tecnologia da informação, na indústria de transformação ou no setor terciário. Também a construção civil, que passa por ascensão da atividade, exige profissionais cada vez mais qualificados e abertos às mudanças no processo de produção e organização do trabalho. É preciso olhar para a nova configuração produtiva da economia local, numa ligação das estruturas mais tradicionais dessa economia com o surgimento de novos parques produtivos em diferentes espaços regionais”, analisa Macambira.
Para o analista do IDT, urge a implementação de políticas educacionais mais ousadas, que não adotem o modelo educacional vigente com foco numa única vertente, mas uma educação permanente por toda a vida.
Postura
Aos profissionais, ele recomenda uma postura mais proativa. “Só tem um caminho: investir em educação e qualificação, no conjunto diversificado de qualificações focadas no comportamento do mercado, avanços econômicos e tecnológicos.