por master | 18/11/11 | Ultimas Notícias
DE SÃO PAULO
A Abradee (Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica) disse que a terceirização no setor serve para especialização.
Segundo Nelson Fonseca Leite, presidente da Abradee, essa especialização busca “eficiência econômica”, uma exigência da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A Neoenergia, alvo das primeiras ações do MPT (Ministério Público do Trabalho), afirmou que a Lei de Concessões autoriza as concessionárias a contratar com terceiros a prestação de serviço para atividades-fim. Essa tese, porém, é recusada pelo MPT.
Em nota, a Neoenergia disse que controla suas prestadoras de serviços e que aplica punições às empresas que descumprem a legislação trabalhista.
por master | 18/11/11 | Ultimas Notícias
A ideia é melhorar a organização das instalações provisórias para reduzir o número de acidentes em obras
Nos últimos cinco anos, as construtoras do Ceará começaram a adotar um recurso para reduzir o número de acidentes nas obras. É o projeto do canteiro de obras, que organiza as instalações provisórias. “A indústria da construção civil é uma fábrica que vai embora e o produto fica”, afirma o vice-presidente da área de Tecnologia Eugênio Montenegro. “Uma mudança de filosofia na construção civil incorporou o projeto do canteiro de obras para evitar acidentes. Ele projeta a arquitetura, instalações e a movimentação de pessoas e materiais”.
Montenegro destaca que as normas de segurança do trabalho estão mais exigentes. “A construtora treina o pessoal, dedicando técnicos para providencias durante a obra. A melhoria reflete-se na mão de obra treinada e acompanhada”, afirma. “Além disso, novos exames médicos são requeridos pelo Ministério do Trabalho, como espirometria e raio-x na entrada e saída do funcionário”. Para ele, uma “nova forma de trabalhar” foi adotada por todas as empresas do setor no Estado. Em relação aos equipamentos, o vice-presidente cita a adoção do guincho de cremalheira no lugar do tradicional guincho de coluna e da balança elétrica em substituição a balança manual, que funciona como um elevador de obras para transporte de materiais e pessoas. “O guincho de cremalheira oferece uma frenagem mais eficiente e será adotado em todas as obras. Além disso, para se deslocar horizontalmente nas fachadas, em andaimes de 80 metros de altura, o operário vai ter mais segurança com a balança elétrica”.
A segurança da obra também passa pela obrigatoriedade de um profissional habilitado para se responsabilizar pelo projeto. Para fiscalizar a existência dos engenheiros, nas diversas atuações (civil, elétrico), o Crea-CE realiza vistorias diárias nas obras do Estado. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Estado, Antônio Salvador, diz que o profissional responsável qualificado pressupõe uma obra bem feita. “Na possibilidade de problemas, abre-se um processo para investigar o que aconteceu, apurar o procedimento do engenheiro, partindo dos princípios de imperícia ou má fé. Mas nem todo acidente depende do profissional”, afirma. O presidente eleito do Crea-CE, que toma posse dia 6 de janeiro, Victor Frota Pinto, diz que vai continuar o trabalho de interiorizar a fiscalização das obras. “Além de Fortaleza, temos oito inspetorias e queremos construir uma nova em Maracanaú. Toda a fiscalização da região metropolitana está concentrada nas equipes de Fortaleza”. Para ele, muitas obras clandestinas resultam em acidentes.
por master | 18/11/11 | Ultimas Notícias
A ideia é melhorar a organização das instalações provisórias para reduzir o número de acidentes em obras
Nos últimos cinco anos, as construtoras do Ceará começaram a adotar um recurso para reduzir o número de acidentes nas obras. É o projeto do canteiro de obras, que organiza as instalações provisórias. “A indústria da construção civil é uma fábrica que vai embora e o produto fica”, afirma o vice-presidente da área de Tecnologia Eugênio Montenegro. “Uma mudança de filosofia na construção civil incorporou o projeto do canteiro de obras para evitar acidentes. Ele projeta a arquitetura, instalações e a movimentação de pessoas e materiais”.
Montenegro destaca que as normas de segurança do trabalho estão mais exigentes. “A construtora treina o pessoal, dedicando técnicos para providencias durante a obra. A melhoria reflete-se na mão de obra treinada e acompanhada”, afirma. “Além disso, novos exames médicos são requeridos pelo Ministério do Trabalho, como espirometria e raio-x na entrada e saída do funcionário”. Para ele, uma “nova forma de trabalhar” foi adotada por todas as empresas do setor no Estado. Em relação aos equipamentos, o vice-presidente cita a adoção do guincho de cremalheira no lugar do tradicional guincho de coluna e da balança elétrica em substituição a balança manual, que funciona como um elevador de obras para transporte de materiais e pessoas. “O guincho de cremalheira oferece uma frenagem mais eficiente e será adotado em todas as obras. Além disso, para se deslocar horizontalmente nas fachadas, em andaimes de 80 metros de altura, o operário vai ter mais segurança com a balança elétrica”.
A segurança da obra também passa pela obrigatoriedade de um profissional habilitado para se responsabilizar pelo projeto. Para fiscalizar a existência dos engenheiros, nas diversas atuações (civil, elétrico), o Crea-CE realiza vistorias diárias nas obras do Estado. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Estado, Antônio Salvador, diz que o profissional responsável qualificado pressupõe uma obra bem feita. “Na possibilidade de problemas, abre-se um processo para investigar o que aconteceu, apurar o procedimento do engenheiro, partindo dos princípios de imperícia ou má fé. Mas nem todo acidente depende do profissional”, afirma. O presidente eleito do Crea-CE, que toma posse dia 6 de janeiro, Victor Frota Pinto, diz que vai continuar o trabalho de interiorizar a fiscalização das obras. “Além de Fortaleza, temos oito inspetorias e queremos construir uma nova em Maracanaú. Toda a fiscalização da região metropolitana está concentrada nas equipes de Fortaleza”. Para ele, muitas obras clandestinas resultam em acidentes.
por master | 18/11/11 | Ultimas Notícias
O Censo 2010, divulgado nesta quarta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), mostra que, apesar do crescimento da economia do país, milhões de brasileiros ainda vivem em condições precárias. O estudo revela que, no ano passado, quase 6 milhões de pessoas moravam em casas sem banheiro ou sanitário. São 5.780.694 brasileiros que para poder fazer suas necessidades biológicas básicas precisavam sair de casa.
A maior parte dessas pessoas (4,8 milhões) vive nas áreas rurais do território nacional. Dos 57 milhões de domicílios catalogados pelo IGBE em 2010, 1,5 milhão não possuem esses cômodos. A maior parte dessas casas (1,2 milhão) fica nas áreas rurais das cinco regiões do país.
O estudo faz ainda um recorte a partir da renda das famílias que vivem nesses imóveis. Aquelas que ganham até um salário mínimo (R$ 545) correspondem a cerca de 60% dos domicílios brasileiros sem essa estrutura essencial. A partir daí, o número de casas sem banheiro ou sanitário vai diminuindo com o aumento da renda mensal domiciliar.
Cenário nacional
No decorrer de dez anos, entre os Censos de 2000 e 2010, a proporção de domicílios ligados à rede geral de esgoto e fossa séptica aumentou em quatro das cinco regiões do país.
A região Sudeste continua com as melhores condições de esgotamento sanitário, passando de 82,3% dos domicílios com o serviço em 2000, para 86,5%, em 2010. Nas áreas rurais, apenas 26,5% das casas são atendidas por esse tipo de serviço. Em 2000, eram 23,9%.
A região Centro-Oeste registrou aumento de cerca de 10%, nos últimos dez anos, no total de casas com esgoto integrado. Nas áreas urbanas, mais de um terço continua sem o serviço. Nas áreas rurais, apenas 12,7% da população contam uma forma adequada de eliminar dejetos.
Queda
Norte e Nordeste apresentaram, em 2010, patamares ainda mais críticos. Em 2000, 46,6% das casas nas áreas urbanas da primeira região contavam com esgoto ligado à rede geral. No ano passado, esse percentual havia caído para 40,6%. Nas áreas rurais, o crescimento foi bastante tímido no Norte: saltou de 6,4% para 8,4% em dez anos.
Ainda nessas regiões, as fossas rudimentares eram a solução de esgotamento sanitário tanto para os domicílios urbanos quanto para rurais.
por master | 18/11/11 | Ultimas Notícias
O Censo 2010, divulgado nesta quarta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), mostra que, apesar do crescimento da economia do país, milhões de brasileiros ainda vivem em condições precárias. O estudo revela que, no ano passado, quase 6 milhões de pessoas moravam em casas sem banheiro ou sanitário. São 5.780.694 brasileiros que para poder fazer suas necessidades biológicas básicas precisavam sair de casa.
A maior parte dessas pessoas (4,8 milhões) vive nas áreas rurais do território nacional. Dos 57 milhões de domicílios catalogados pelo IGBE em 2010, 1,5 milhão não possuem esses cômodos. A maior parte dessas casas (1,2 milhão) fica nas áreas rurais das cinco regiões do país.
O estudo faz ainda um recorte a partir da renda das famílias que vivem nesses imóveis. Aquelas que ganham até um salário mínimo (R$ 545) correspondem a cerca de 60% dos domicílios brasileiros sem essa estrutura essencial. A partir daí, o número de casas sem banheiro ou sanitário vai diminuindo com o aumento da renda mensal domiciliar.
Cenário nacional
No decorrer de dez anos, entre os Censos de 2000 e 2010, a proporção de domicílios ligados à rede geral de esgoto e fossa séptica aumentou em quatro das cinco regiões do país.
A região Sudeste continua com as melhores condições de esgotamento sanitário, passando de 82,3% dos domicílios com o serviço em 2000, para 86,5%, em 2010. Nas áreas rurais, apenas 26,5% das casas são atendidas por esse tipo de serviço. Em 2000, eram 23,9%.
A região Centro-Oeste registrou aumento de cerca de 10%, nos últimos dez anos, no total de casas com esgoto integrado. Nas áreas urbanas, mais de um terço continua sem o serviço. Nas áreas rurais, apenas 12,7% da população contam uma forma adequada de eliminar dejetos.
Queda
Norte e Nordeste apresentaram, em 2010, patamares ainda mais críticos. Em 2000, 46,6% das casas nas áreas urbanas da primeira região contavam com esgoto ligado à rede geral. No ano passado, esse percentual havia caído para 40,6%. Nas áreas rurais, o crescimento foi bastante tímido no Norte: saltou de 6,4% para 8,4% em dez anos.
Ainda nessas regiões, as fossas rudimentares eram a solução de esgotamento sanitário tanto para os domicílios urbanos quanto para rurais.