por master | 09/11/11 | Ultimas Notícias
A expansão da classe C no País deve continuar a ocorrer em ritmo acelerado. De acordo com estudo elaborado pelo instituto Data Popular, 58% da população pertencerá à classe C em 2014. Hoje, 54% dos brasileiros se enquadram nesse estrato social que, segundo critérios do levantamento, reúne famílias com renda média de R$ 2.295.
“Os padrões de consumo dessa nova classe C não serão iguais aos de hoje. Há uma mudança em andamento”, avisa Wagner Sarnelli, sócio do Data Popular, especializado em pesquisas de consumo. “Portanto, a empresa que quiser vender para esse público deve entender bem seus códigos e seus valores para se comunicar corretamente.”
A reportagem é de Carolina Dallolio
Sarnelli foi um dos participantes do 1.º Encontro Estadão PME. Direcionado a pequenos e médios empresários, o evento foi realizado ontem em São Paulo e contou com a participação de analistas econômicos e empreendedores de sucesso. Cerca de 180 pessoas acompanharam os quatro módulos do encontro.
Na primeira etapa, os palestrantes discutiram as perspectivas de desempenho da economia para 2012. O otimismo deu o tom das análises. “Caso haja um agravamento da crise na Europa, o impacto poderá ser sentido pela economia brasileira. Mas este não me parece o cenário mais provável”, afirmou Caio Megale, analista econômico do Itaú.
O Brasil, na visão de Megale, também está mais preparado para enfrentar eventuais problemas. “Em 2008, quando houve a quebra do banco americano Lehman Brothers, a economia brasileira seguia a 120 quilômetros por hora. Hoje, a velocidade é de 70 quilômetros por hora. Portanto, qualquer pisada no freio teria um impacto menor.”
Por considerar que o desempenho da economia brasileira não deve sofrer alterações bruscas no próximo ano, José Luiz Rossi Junior, professor do Insper, recomendou aos pequenos e médios empresários que mantenham os investimentos programados. “Não há motivos para as empresas reverem suas decisões”, declarou o professor.
“Enquanto o consumo interno mostrar força, os pequenos e médios negócios não sentirão impactos bruscos em seu faturamento”, completou Bruno Caetano, superintendente do Sebrae de São Paulo.
Histórias de sucesso
No segundo módulo do evento, Antonio Carlos Carbonari Netto, fundador da Anhanguera Educacional, narrou sua trajetória empresarial e deu dicas aos participantes do evento. “É preciso ter foco e saber identificar as oportunidades”, ensinou o empreendedor.
Por constatar que os estudantes das classes C e D não frequentavam as universidades por falta de recursos, o empresário decidiu criar uma faculdade que oferecesse cursos baratos, com foco na formação de mão de obra para o mercado de trabalho.
Carbonari deu conselhos pragmáticos. “Retenção de talentos nas empresas se faz com muito carinho e dinheiro”, sentenciou.
Mas também não escondeu suas falhas e fragilidades. “Meu principal erro foi achar que era dono da empresa”, disse. “O empresário deve ter uma postura de gestor, e não de dono, porque o dono tende a imprimir uma gestão caseira.”
Carbonari admitiu ainda que, até hoje, sente medo. “Empresário tem medo porque raciocina na frente e enxerga o perigo. Ter medo é bom, mas é preciso controlá-lo.”
O terceiro módulo do evento tratou de segmentação. Sarnelli, do Data Popular, e Gabriela Otto, professora de marketing de luxo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), falaram sobre as oportunidades que o mercado popular e o segmento de luxo oferecem para as pequenas empresas.
“Os pequenos negócios dirigidos ao mercado de luxo devem apostar na valorização da cultura local como forma de diferenciação”, sugeriu Gabriela.
O evento terminou com o depoimento de Ivani Calarezi, sócia da rede Amor aos Pedaços. A empresária contou que, até hoje, continua a testar receitas. “Mesmo que elas não se transformem em produtos, eu gosto de continuar criando coisas novas”, disse. Ivani finalizou a apresentação com uma observação simples, mas preciosa: “Quem ouve o cliente está no caminho certo”
por master | 09/11/11 | Ultimas Notícias
A expansão da classe C no País deve continuar a ocorrer em ritmo acelerado. De acordo com estudo elaborado pelo instituto Data Popular, 58% da população pertencerá à classe C em 2014. Hoje, 54% dos brasileiros se enquadram nesse estrato social que, segundo critérios do levantamento, reúne famílias com renda média de R$ 2.295.
“Os padrões de consumo dessa nova classe C não serão iguais aos de hoje. Há uma mudança em andamento”, avisa Wagner Sarnelli, sócio do Data Popular, especializado em pesquisas de consumo. “Portanto, a empresa que quiser vender para esse público deve entender bem seus códigos e seus valores para se comunicar corretamente.”
A reportagem é de Carolina Dallolio
Sarnelli foi um dos participantes do 1.º Encontro Estadão PME. Direcionado a pequenos e médios empresários, o evento foi realizado ontem em São Paulo e contou com a participação de analistas econômicos e empreendedores de sucesso. Cerca de 180 pessoas acompanharam os quatro módulos do encontro.
Na primeira etapa, os palestrantes discutiram as perspectivas de desempenho da economia para 2012. O otimismo deu o tom das análises. “Caso haja um agravamento da crise na Europa, o impacto poderá ser sentido pela economia brasileira. Mas este não me parece o cenário mais provável”, afirmou Caio Megale, analista econômico do Itaú.
O Brasil, na visão de Megale, também está mais preparado para enfrentar eventuais problemas. “Em 2008, quando houve a quebra do banco americano Lehman Brothers, a economia brasileira seguia a 120 quilômetros por hora. Hoje, a velocidade é de 70 quilômetros por hora. Portanto, qualquer pisada no freio teria um impacto menor.”
Por considerar que o desempenho da economia brasileira não deve sofrer alterações bruscas no próximo ano, José Luiz Rossi Junior, professor do Insper, recomendou aos pequenos e médios empresários que mantenham os investimentos programados. “Não há motivos para as empresas reverem suas decisões”, declarou o professor.
“Enquanto o consumo interno mostrar força, os pequenos e médios negócios não sentirão impactos bruscos em seu faturamento”, completou Bruno Caetano, superintendente do Sebrae de São Paulo.
Histórias de sucesso
No segundo módulo do evento, Antonio Carlos Carbonari Netto, fundador da Anhanguera Educacional, narrou sua trajetória empresarial e deu dicas aos participantes do evento. “É preciso ter foco e saber identificar as oportunidades”, ensinou o empreendedor.
Por constatar que os estudantes das classes C e D não frequentavam as universidades por falta de recursos, o empresário decidiu criar uma faculdade que oferecesse cursos baratos, com foco na formação de mão de obra para o mercado de trabalho.
Carbonari deu conselhos pragmáticos. “Retenção de talentos nas empresas se faz com muito carinho e dinheiro”, sentenciou.
Mas também não escondeu suas falhas e fragilidades. “Meu principal erro foi achar que era dono da empresa”, disse. “O empresário deve ter uma postura de gestor, e não de dono, porque o dono tende a imprimir uma gestão caseira.”
Carbonari admitiu ainda que, até hoje, sente medo. “Empresário tem medo porque raciocina na frente e enxerga o perigo. Ter medo é bom, mas é preciso controlá-lo.”
O terceiro módulo do evento tratou de segmentação. Sarnelli, do Data Popular, e Gabriela Otto, professora de marketing de luxo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), falaram sobre as oportunidades que o mercado popular e o segmento de luxo oferecem para as pequenas empresas.
“Os pequenos negócios dirigidos ao mercado de luxo devem apostar na valorização da cultura local como forma de diferenciação”, sugeriu Gabriela.
O evento terminou com o depoimento de Ivani Calarezi, sócia da rede Amor aos Pedaços. A empresária contou que, até hoje, continua a testar receitas. “Mesmo que elas não se transformem em produtos, eu gosto de continuar criando coisas novas”, disse. Ivani finalizou a apresentação com uma observação simples, mas preciosa: “Quem ouve o cliente está no caminho certo”
por master | 09/11/11 | Ultimas Notícias
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse ontem duvidar de que a presidente Dilma Rousseff o demita da pasta. Durante coletiva de imprensa, o ministro afirmou que, para tirá-lo, “só abatido a bala”.“Duvido que a Dilma me tire. Ela me conhece muito bem”, disse. “Para me tirar só abatido à bala – e precisa ser bala forte, porque eu sou pesadão”, completou.
Lupi disse ainda ter recebido da presidente a orientação de continuar trabalhando e se defendendo das acusações. Reportagem da revista Veja desta semana afirma que três servidores e ex-servidores do Ministério do Trabalho estavam envolvidos num esquema de cobrança de propinas que revertia recursos para o caixa do PDT.
Lupi se reuniu ainda com parlamentares do PDT, seu partido, no Senado e na Câmara. O ministro relatou que recebeu sugestões de integrantes do partido para se afastar do ministério, mas que não cogita a possibilidade. “Não sairei do ministério. Não vou sossegar enquanto este assunto não estiver completamente esclarecido.”
Em reunião fechada, a Executiva Nacional do PDT e deputados e senadores do partido declararam apoio a Lupi, depois de ouvir explicações dele. O ministro conseguiu, assim, o apoio político de parte do PDT. Ainda ontem, porém, dois deputados do partido, Miro Teixeira (RJ) e Antônio Reguffe (DF), ingressaram na Procuradoria-Geral da República com um pedido para que as denúncias no Trabalho sejam investigadas pela Polícia Federal.
Sem endereço
Em meio à crise e à divisão no PDT em torno de Lupi, o ministério foi alvo ontem de uma nova denúncia: de que repassou dinheiro para uma ONG fantasma. Selecionada pelo Ministério do Trabalho para oferecer cursos de qualificação para o “arranjo produtivo da indústria do carnaval”, a Associação dos Artesãos e Produtores Rudimentares do Rio de Janeiro (Aart) não funciona em nenhum dos dois endereços apresentados. O convênio foi firmado com a entidade no dia 31 de dezembro de 2009 e totaliza R$ 3,75 milhões.
No contrato, a Aart apresenta como endereço de sua sede um apartamento em um prédio residencial na zona sul do Rio. A moradora do imóvel, que pediu para não ter a identidade revelada, disse que mora no local há 11 anos e que nunca ouviu falar sobre a associação.
Já o endereço cadastrado pela Aart na Receita Federal, também na zona sul do Rio, abriga atualmente o Programa de Artesanato do Governo do Rio de Janeiro.
Segundo Altair Bittencourt, técnico da secretaria, a Aart realmente chegou a funcionar no casarão, mas deixou o local em 2008, depois que o governo do Rio rompeu o contrato que mantinha com a associação. Ainda de acordo com ele, a Aart sempre “trabalhou direitinho, nunca apresentou nenhum problema e foi um grande parceiro do governo”.
De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, o convênio assinado entre o ministério e a Aart previa o recrutamento, seleção e capacitação de 5 mil jovens de comunidades carentes para cursos de preparação para atendimento a Escolas de Samba, blocos e demais entidades envolvidas na realização do Carnaval do Rio. O convênio terminou no dia 30 de junho deste ano.
por master | 09/11/11 | Ultimas Notícias
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse ontem duvidar de que a presidente Dilma Rousseff o demita da pasta. Durante coletiva de imprensa, o ministro afirmou que, para tirá-lo, “só abatido a bala”.“Duvido que a Dilma me tire. Ela me conhece muito bem”, disse. “Para me tirar só abatido à bala – e precisa ser bala forte, porque eu sou pesadão”, completou.
Lupi disse ainda ter recebido da presidente a orientação de continuar trabalhando e se defendendo das acusações. Reportagem da revista Veja desta semana afirma que três servidores e ex-servidores do Ministério do Trabalho estavam envolvidos num esquema de cobrança de propinas que revertia recursos para o caixa do PDT.
Lupi se reuniu ainda com parlamentares do PDT, seu partido, no Senado e na Câmara. O ministro relatou que recebeu sugestões de integrantes do partido para se afastar do ministério, mas que não cogita a possibilidade. “Não sairei do ministério. Não vou sossegar enquanto este assunto não estiver completamente esclarecido.”
Em reunião fechada, a Executiva Nacional do PDT e deputados e senadores do partido declararam apoio a Lupi, depois de ouvir explicações dele. O ministro conseguiu, assim, o apoio político de parte do PDT. Ainda ontem, porém, dois deputados do partido, Miro Teixeira (RJ) e Antônio Reguffe (DF), ingressaram na Procuradoria-Geral da República com um pedido para que as denúncias no Trabalho sejam investigadas pela Polícia Federal.
Sem endereço
Em meio à crise e à divisão no PDT em torno de Lupi, o ministério foi alvo ontem de uma nova denúncia: de que repassou dinheiro para uma ONG fantasma. Selecionada pelo Ministério do Trabalho para oferecer cursos de qualificação para o “arranjo produtivo da indústria do carnaval”, a Associação dos Artesãos e Produtores Rudimentares do Rio de Janeiro (Aart) não funciona em nenhum dos dois endereços apresentados. O convênio foi firmado com a entidade no dia 31 de dezembro de 2009 e totaliza R$ 3,75 milhões.
No contrato, a Aart apresenta como endereço de sua sede um apartamento em um prédio residencial na zona sul do Rio. A moradora do imóvel, que pediu para não ter a identidade revelada, disse que mora no local há 11 anos e que nunca ouviu falar sobre a associação.
Já o endereço cadastrado pela Aart na Receita Federal, também na zona sul do Rio, abriga atualmente o Programa de Artesanato do Governo do Rio de Janeiro.
Segundo Altair Bittencourt, técnico da secretaria, a Aart realmente chegou a funcionar no casarão, mas deixou o local em 2008, depois que o governo do Rio rompeu o contrato que mantinha com a associação. Ainda de acordo com ele, a Aart sempre “trabalhou direitinho, nunca apresentou nenhum problema e foi um grande parceiro do governo”.
De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, o convênio assinado entre o ministério e a Aart previa o recrutamento, seleção e capacitação de 5 mil jovens de comunidades carentes para cursos de preparação para atendimento a Escolas de Samba, blocos e demais entidades envolvidas na realização do Carnaval do Rio. O convênio terminou no dia 30 de junho deste ano.
por master | 09/11/11 | Ultimas Notícias
Para Rosa Weber, empresas muitas vezes discriminam funcionários
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA
Casos no TST (Tribunal Superior do Trabalho) em que a ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, 63, atuou como relatora revelam decisões favoráveis aos trabalhadores que, segundo ela, muitas vezes são prejudicados por decisões discriminatórias de seus empregadores.
A ministra foi indicada anteontem pela presidente Dilma Rousseff para a vaga deixada por Ellen Gracie no STF (Supremo Tribunal Federal). Se for aprovada pelo Senado, ela será a terceira mulher a se tornar ministra da corte.
Desde que assumiu o posto no TST, Rosa Weber proferiu diversas decisões contra empresas, determinando pagamento de indenizações ou readmissão de funcionários que, segundo ela, foram dispensados injustamente.
São dela dois recentes votos considerados importantes vitórias dos trabalhadores no TST. Ambos determinaram a recontratação de pessoas que foram demitidas, sem justa causa, um por portar o vírus HIV e o outro por ser esquizofrênico e estar em tratamento na rede pública.
Na ocasião, ela disse que trabalhadores estão expostos a novas formas de discriminação, além daquelas baseadas em sexo, raça ou religião.
“Sofrem discriminação, também, os portadores de determinadas moléstias, dependentes químicos, homossexuais e, até mesmo, indivíduos que adotam estilos de vida considerados pouco saudáveis”, afirmou, ao analisar um dos casos.
Rosa Weber também foi relatora de um julgamento que reconheceu que estrangeiros têm direitos trabalhistas no Brasil, mesmo que estejam em situação ilegal.
Além disso, determinou que empregados que trabalham em câmaras frigorificas têm o direito de parar por 20 minutos a cada 1h40 de serviço ou que pessoas com deficiência devem ser readmitidas caso a empresa não contrate ninguém para seu lugar.
A ministra passou a ser a favorita no STF no decorrer do processo. Ela não era nem cogitada como candidata quando Ellen deixou a corte.
Para ser escolhida, ela teve o apoio do atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e do ex-marido de Dilma, Carlos Araújo.