por master | 07/11/11 | Ultimas Notícias
A Etapa Nordeste do 5º Congresso Nacional do PDT, promovida pela Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini e realizada em Fortaleza, nos dias 20 e 21 de outubro, retratou que, ainda hoje, os 9 estados do Nordeste, que detêm 28% da população brasileira, concentram 60% dos pobres do pais.
Com a palestra do professor Adriano Sarquis Bezerra de Menezes, diretor de Estudos Econômicos do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), foi possível conhecer a dinâmica do desenvolvimento sócio-econômica da região.
Adriano sistematizou dados de demografia, de pobreza e da economia da região. Apontou que regionalmente, até os anos 70, havia a expulsão dos nordestinos para o centro-sul do país e a partir dos anos 80, a migração passou a ser intra-regional. “isso porque tivemos algumas cidades de porte médio que passaram a ter uma dinâmica maior. Nessa nova morfologia da demografia de transmigração , as cidades pequenas perderam população com a migração para as cidades de médio e grande porte”, disse o professor.
Hoje um verdadeiro cinturão de miséria pode ser visto em todas as grandes cidades do Nordeste e a zona rural sofre pela pobreza que se caracteriza na baixa produtividade do trabalhador agrícola, que sofre com a falta de capacitação e assistência, apesar do novo padrão de desenvolvimento adotado pelo governo Lula pela inclusão social, que tirou da miséria e pobreza extrema boa parte dos moradores da região.
Na opinião do professor, o Nordeste que detém 28% da população do país e tem apenas 13% do PIB brasileiro, e ainda apresenta essa grande desigualdade interna: 10% dos municípios, em torno de 24 cidades, concentram a metade da riqueza do Nordeste, “concentração de renda e de desigualdade muito grande”.
Adriano acredita que o desafio é o de criar políticas para que a população não migre para os grandes e médios centros do Nordeste. “É melhor reduzir a desigualdade do que estimular o crescimento econômico”. Ele aponta à necessidade de distribuição de ativos: ativos de capital humano, como melhorar a escola pública, pois “com uma escola de qualidade você está redistribuindo renda do capital humano”.
Ele não considera mais possível a redistribuição capital físico, a reforma agrária, que deveria ter sito feita anteriormente, não mais no momento. Em relação ao capital financeiro, o professor afirmou que poucas são as pessoas que têm acesso aos fundos públicos de desenvolvimento.
Economicamente, Adriano, que também é do BnB – Banco do Nordeste do Brasil, considera necessário priorizar programas de estruturação econômica da região para gerar efeitos de longo prazo.
Atualmente a atividade econômica do Nordeste é de desenvolvimento monocêntrico, com tendência concentradora na faixa litorânea e forte dependência extra-regional: importa de outros estados muitos produtos que poderiam ser produzidos na região.
As indústrias, na sua maioria de alimentos, bebidas e têxtil, são de setores que não têm encadeamentos muito forte e não geram mudanças estruturadoras.
Adriano defende que, para equilibrar o desenvolvimento do Nordeste e as desigualdades urbanas e rurais, é preciso rediscutir o papel do estado, o papel da Sudene, criar critérios para políticas de incentivos e estabelecer quais são as estratégias mais importantes. “É preciso reavaliar o arcabouço institucional e revitalizar o planejamento na escala urbana das grandes e médias cidades”.
Na avaliação dos participantes do debate das perspectivas para o Nordeste, há necessidade de se discutir um novo modelo de desenvolvimento do conhecimento para a região, um modelo mais moderno e que privilegie a integração dos estados, a inclusão social e a educação integral de qualidade.
por master | 07/11/11 | Ultimas Notícias
A Etapa Nordeste do 5º Congresso Nacional do PDT, promovida pela Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini e realizada em Fortaleza, nos dias 20 e 21 de outubro, retratou que, ainda hoje, os 9 estados do Nordeste, que detêm 28% da população brasileira, concentram 60% dos pobres do pais.
Com a palestra do professor Adriano Sarquis Bezerra de Menezes, diretor de Estudos Econômicos do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), foi possível conhecer a dinâmica do desenvolvimento sócio-econômica da região.
Adriano sistematizou dados de demografia, de pobreza e da economia da região. Apontou que regionalmente, até os anos 70, havia a expulsão dos nordestinos para o centro-sul do país e a partir dos anos 80, a migração passou a ser intra-regional. “isso porque tivemos algumas cidades de porte médio que passaram a ter uma dinâmica maior. Nessa nova morfologia da demografia de transmigração , as cidades pequenas perderam população com a migração para as cidades de médio e grande porte”, disse o professor.
Hoje um verdadeiro cinturão de miséria pode ser visto em todas as grandes cidades do Nordeste e a zona rural sofre pela pobreza que se caracteriza na baixa produtividade do trabalhador agrícola, que sofre com a falta de capacitação e assistência, apesar do novo padrão de desenvolvimento adotado pelo governo Lula pela inclusão social, que tirou da miséria e pobreza extrema boa parte dos moradores da região.
Na opinião do professor, o Nordeste que detém 28% da população do país e tem apenas 13% do PIB brasileiro, e ainda apresenta essa grande desigualdade interna: 10% dos municípios, em torno de 24 cidades, concentram a metade da riqueza do Nordeste, “concentração de renda e de desigualdade muito grande”.
Adriano acredita que o desafio é o de criar políticas para que a população não migre para os grandes e médios centros do Nordeste. “É melhor reduzir a desigualdade do que estimular o crescimento econômico”. Ele aponta à necessidade de distribuição de ativos: ativos de capital humano, como melhorar a escola pública, pois “com uma escola de qualidade você está redistribuindo renda do capital humano”.
Ele não considera mais possível a redistribuição capital físico, a reforma agrária, que deveria ter sito feita anteriormente, não mais no momento. Em relação ao capital financeiro, o professor afirmou que poucas são as pessoas que têm acesso aos fundos públicos de desenvolvimento.
Economicamente, Adriano, que também é do BnB – Banco do Nordeste do Brasil, considera necessário priorizar programas de estruturação econômica da região para gerar efeitos de longo prazo.
Atualmente a atividade econômica do Nordeste é de desenvolvimento monocêntrico, com tendência concentradora na faixa litorânea e forte dependência extra-regional: importa de outros estados muitos produtos que poderiam ser produzidos na região.
As indústrias, na sua maioria de alimentos, bebidas e têxtil, são de setores que não têm encadeamentos muito forte e não geram mudanças estruturadoras.
Adriano defende que, para equilibrar o desenvolvimento do Nordeste e as desigualdades urbanas e rurais, é preciso rediscutir o papel do estado, o papel da Sudene, criar critérios para políticas de incentivos e estabelecer quais são as estratégias mais importantes. “É preciso reavaliar o arcabouço institucional e revitalizar o planejamento na escala urbana das grandes e médias cidades”.
Na avaliação dos participantes do debate das perspectivas para o Nordeste, há necessidade de se discutir um novo modelo de desenvolvimento do conhecimento para a região, um modelo mais moderno e que privilegie a integração dos estados, a inclusão social e a educação integral de qualidade.
por master | 07/11/11 | Ultimas Notícias
Os trabalhadores aeronautas e aeroviários e o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) reuniram-se sexta-feira (4), no Rio, para negociar a campanha salarial das categorias, mas não avançaram nas discussões.
Os sindicatos das categorias entregaram a pauta de reivindicação ao Snea em 15 de setembro, duas semanas antes do prazo, para evitar que a campanha se estende ultrapassando a data-base, em 1º de dezembro. Os trabalhadores reivindicam 13% de aumento salarial e 20% de aumento sobre os pisos, compostos pela inflação do período e o ganho de produtividade das empresas.
Mesmo recebendo a pauta adiantada, 49 dias depois as empresas apresentaram uma contraproposta com índice inferior à inflação, que prevê 3% de reajuste para todas as cláusulas econômicas e 5% para os pisos salariais.
Os dirigentes sindicais dos trabalhadores consideraram a proposta “ridícula” e afirmaram que não irão negociar um reajuste que não reponha as perdas inflacionárias medidas pelo INPC, cuja projeção para o período é de 7,3%.
O representante do Snea argumentou que nenhum país do mundo faz negociações salariais partindo da inflação e que essa indexação acabaria com a moeda nacional.
Em resposta, o assessor econômico do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Cláudio Toledo, lembrou que o presidente da Gol, Constantino Oliveira, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em 29 de outubro, justificou que o reajuste médio do setor, medido pelo IBGE, em 40,96 % nas tarifas aéreas se deu por conta da variação no preço do combustível, da inflação e da Convenção Coletiva de Trabalho (que sequer foi definida).
Ainda segundo Toledo, um reajuste de 2,6% nas tarifas aéreas já daria conta do aumento de 13% reivindicado pelos trabalhadores.
O índice proposto pelo Snea, na avaliação dos sindicalistas, é o pior já apresentado pelo sindicato patronal. Entre as 470 negociações realizadas este ano e acompanhadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), esta seria a pior proposta apresentada aos trabalhadores, ressaltou o economista.
O comandante Gelson Fochesato, presidente do SNA, ironizou a “proposta patriótica dos empresários” e desafiou os presidentes das companhias aéreas a participarem da mesa de negociações e defenderem pessoalmente esse índice inferior à inflação.
Participaram da rodada de negociação com o Snea representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo (FNTTA), Sindicato Nacional dos Aeronautas, Sindicato Nacional dos Aeroviários, Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos, Sindicato dos Aeroviários de Pernambuco, Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Aéreo do município do Rio de Janeiro e Sindicato dos Aeroviários no estado de São Paulo.
por master | 07/11/11 | Ultimas Notícias
Os trabalhadores aeronautas e aeroviários e o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) reuniram-se sexta-feira (4), no Rio, para negociar a campanha salarial das categorias, mas não avançaram nas discussões.
Os sindicatos das categorias entregaram a pauta de reivindicação ao Snea em 15 de setembro, duas semanas antes do prazo, para evitar que a campanha se estende ultrapassando a data-base, em 1º de dezembro. Os trabalhadores reivindicam 13% de aumento salarial e 20% de aumento sobre os pisos, compostos pela inflação do período e o ganho de produtividade das empresas.
Mesmo recebendo a pauta adiantada, 49 dias depois as empresas apresentaram uma contraproposta com índice inferior à inflação, que prevê 3% de reajuste para todas as cláusulas econômicas e 5% para os pisos salariais.
Os dirigentes sindicais dos trabalhadores consideraram a proposta “ridícula” e afirmaram que não irão negociar um reajuste que não reponha as perdas inflacionárias medidas pelo INPC, cuja projeção para o período é de 7,3%.
O representante do Snea argumentou que nenhum país do mundo faz negociações salariais partindo da inflação e que essa indexação acabaria com a moeda nacional.
Em resposta, o assessor econômico do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Cláudio Toledo, lembrou que o presidente da Gol, Constantino Oliveira, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em 29 de outubro, justificou que o reajuste médio do setor, medido pelo IBGE, em 40,96 % nas tarifas aéreas se deu por conta da variação no preço do combustível, da inflação e da Convenção Coletiva de Trabalho (que sequer foi definida).
Ainda segundo Toledo, um reajuste de 2,6% nas tarifas aéreas já daria conta do aumento de 13% reivindicado pelos trabalhadores.
O índice proposto pelo Snea, na avaliação dos sindicalistas, é o pior já apresentado pelo sindicato patronal. Entre as 470 negociações realizadas este ano e acompanhadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), esta seria a pior proposta apresentada aos trabalhadores, ressaltou o economista.
O comandante Gelson Fochesato, presidente do SNA, ironizou a “proposta patriótica dos empresários” e desafiou os presidentes das companhias aéreas a participarem da mesa de negociações e defenderem pessoalmente esse índice inferior à inflação.
Participaram da rodada de negociação com o Snea representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo (FNTTA), Sindicato Nacional dos Aeronautas, Sindicato Nacional dos Aeroviários, Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos, Sindicato dos Aeroviários de Pernambuco, Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Aéreo do município do Rio de Janeiro e Sindicato dos Aeroviários no estado de São Paulo.
por master | 07/11/11 | Ultimas Notícias
André Santos*
A Comissão de Desenvolvimento Econômico e Social se reuniu para definir uma agenda de debates sobre temas relacionados ao Mundo do Trabalho. A primeira audiência será sobre terceirização com base no parecer apresentado pelo deputado Roberto Santiago (PSD-SP), relator da Comissão Especial que estuda o tema.
Empresários e trabalhadores já apresentaram suas sugestões para que a comissão possa debater e encontrar o consenso para deliberar sobre os assuntos que afligem tanto trabalhadores como empresários dentro da Câmara dos Deputados.
Foram designados dois relatores para estudo das matérias de interesse dos assalariados e dos empresários e apresentação de alternativas de negociação no colegiado. Representando interesses dos empresários, o relator será o deputado Jorge Corte Real (PTB-PE). Já pelo lado dos trabalhadores a responsabilidade ficará a cargo do deputado Vicentinho (PT-SP).
Respeito às deliberações
Para Vicentinho, a preocupação será com as garantias de aprovação das matérias que sairão do colegiado. “Em que grau essa comissão será respeitada”? Questionou o deputado, ao lembrar da comissão especial de terceirização criada pelo presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), cujas deliberações não foram acatadas pelo presidente da Comissão de Trabalho, deputado Silvio Costa (PTB-PE).
Vicentinho recordou que, mesmo após a criação do colegiado destinado a estudar o tema [terceirização], o deputado Silvio Costa colocou em votação um projeto de regulamentação do qual era relator na Comissão de Trabalho, desrespeitando o acordo proposto pelo presidente da Câmara e aceito pelas centrais sindicais.
Para o coordenador da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Social, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), “a comissão será o pré-plenário”. Gomes afirmou que as matérias ali acordadas seguirão para votação em definitivo na Casa.
Entidades
As intervenções externas serão feitas através de notas técnicas enviadas à assessoria da comissão, que repassará as intenções e os estudos elaborados pelas entidades para subsidiar as decisões dos parlamentares no colegiado.
A secretaria da comissão vai provocar as centrais sindicais de trabalhadores e as confederações patronais, entidades já definidas como representantes dos dois segmentos, para que enviem sugestões aos temas que serão debatidos na comissão.
Na primeira reunião, os deputados que representam os empresários já apresentaram uma lista de nove proposições de interesse do setor produtivo do País, entre as quais destaca-se o PL 951/11, do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que flexibiliza direitos dos trabalhadores criando o “Super Simples Trabalhista”.
Na lista dos trabalhadores, além da PEC 438/2001, que põe fim ao nefasto trabalho escravo, e da PEC 231/1995, da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a agenda conta com o PL 3.299/2009, que extingue o fator previdenciário, e ainda projetos que tratam sobre saúde e segurança do trabalhador. Outra matéria importante é a que versa sobre a regulamentação do uso de câmeras de filmagem nos ambientes de trabalho.
A Comissão voltará a se reunir na segunda quinzena de novembro para debater com o relator da proposta de regulamentação da terceirização e buscar um acordo que viabilize sua aprovação na Câmara dos Deputados.
(*) Assessor parlamentar do Diap