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DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Trabalhadores e empresários buscam acordo para aprovação de projetos

Trabalhadores e empresários buscam acordo para aprovação de projetos

André Santos*

A Comissão de Desenvolvimento Econômico e Social se reuniu para definir uma agenda de debates sobre temas relacionados ao Mundo do Trabalho. A primeira audiência será sobre terceirização com base no parecer apresentado pelo deputado Roberto Santiago (PSD-SP), relator da Comissão Especial que estuda o tema.

Empresários e trabalhadores já apresentaram suas sugestões para que a comissão possa debater e encontrar o consenso para deliberar sobre os assuntos que afligem tanto trabalhadores como empresários dentro da Câmara dos Deputados.

Foram designados dois relatores para estudo das matérias de interesse dos assalariados e dos empresários e apresentação de alternativas de negociação no colegiado. Representando interesses dos empresários, o relator será o deputado Jorge Corte Real (PTB-PE). Já pelo lado dos trabalhadores a responsabilidade ficará a cargo do deputado Vicentinho (PT-SP).

Respeito às deliberações
Para Vicentinho, a preocupação será com as garantias de aprovação das matérias que sairão do colegiado. “Em que grau essa comissão será respeitada”? Questionou o deputado, ao lembrar da comissão especial de terceirização criada pelo presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), cujas deliberações não foram acatadas pelo presidente da Comissão de Trabalho, deputado Silvio Costa (PTB-PE).

Vicentinho recordou que, mesmo após a criação do colegiado destinado a estudar o tema [terceirização], o deputado Silvio Costa colocou em votação um projeto de regulamentação do qual era relator na Comissão de Trabalho, desrespeitando o acordo proposto pelo presidente da Câmara e aceito pelas centrais sindicais.

Para o coordenador da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Social, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), “a comissão será o pré-plenário”. Gomes afirmou que as matérias ali acordadas seguirão para votação em definitivo na Casa.

Entidades
As intervenções externas serão feitas através de notas técnicas enviadas à assessoria da comissão, que repassará as intenções e os estudos elaborados pelas entidades para subsidiar as decisões dos parlamentares no colegiado.

A secretaria da comissão vai provocar as centrais sindicais de trabalhadores e as confederações patronais, entidades já definidas como representantes dos dois segmentos, para que enviem sugestões aos temas que serão debatidos na comissão.

Na primeira reunião, os deputados que representam os empresários já apresentaram uma lista de nove proposições de interesse do setor produtivo do País, entre as quais destaca-se o PL 951/11, do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que flexibiliza direitos dos trabalhadores criando o “Super Simples Trabalhista”.

Na lista dos trabalhadores, além da PEC 438/2001, que põe fim ao nefasto trabalho escravo, e da PEC 231/1995, da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a agenda conta com o PL 3.299/2009, que extingue o fator previdenciário, e ainda projetos que tratam sobre saúde e segurança do trabalhador. Outra matéria importante é a que versa sobre a regulamentação do uso de câmeras de filmagem nos ambientes de trabalho.

A Comissão voltará a se reunir na segunda quinzena de novembro para debater com o relator da proposta de regulamentação da terceirização e buscar um acordo que viabilize sua aprovação na Câmara dos Deputados.

(*) Assessor parlamentar do Diap

Trabalhadores e empresários buscam acordo para aprovação de projetos

O perigo da ‘rádio peão’

Fofocas e boatos podem causar muito mais do que constrangimento dentro do ambiente de trabalho

Uma pesquisa realizada pelo site LinkedIn, que contou com a participação de 17 mil trabalhadores de diferentes países do mundo, perguntou o que mais incomoda no ambiente de trabalho. No Brasil, a resposta de 83% dos entrevistados foi a fofoca, a famosa ‘rádio peão’. Levantamento realizado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, também indica que a predileção pela ‘rádio peão’ está presente em pelo menos 65% das conversas – considerando-se qualquer tipo de conversa. Falar da vida alheia é uma das formas mais comuns de tentar entender o comportamento humano, inclusive o próprio. Por isso, é natural que as histórias se espalhem. 

De acordo com Anderson Cavalcante, administrador de empresas e especialista em desenvolvimento das competências humanas, é possível fazer sabotagem plantando uma falsa fofoca, afinal de contas, uma mentira contada diversas vezes pode se tornar realidade. ”Quando um boato começa a se espalhar pela empresa de forma viral, ela pode ganhar força e fazer com que as pessoas tomem decisões com base em sua credibilidade, ainda que essa seja artificial. A partir deste momento tudo pode acontecer, ou seja, há riscos de que os rumos da corporação saiam do eixo programado”, diz. 

Na opinião de Cavalcante, para evitar fofocas no ambiente de trabalho uma gestão transparente atrelada à busca do equilíbrio entre as diferenças é a medida mais cabível a ser tomada. ”Quando as pessoas têm acesso a informações oficiais relacionadas às diferentes dimensões do seu trabalho, elas tendem a criar menos histórias para justificar uma decisão da empresa. Somados a uma liderança que comunica regularmente os objetivos e os resultados da organização, assim, minimizam hipóteses de fofoca na empresa”,esclarece. Para tanto é preciso clareza nos papéis e responsabilidades do colaborador em todos os níveis hierárquicos. 

Ele conta que recentemente uma das empresas que assessora teve um problema com a famosa ‘rádio-peão’ envolvendo quatro profissionais, de uma equipe de apenas dez pessoas. ”Ao longo de mais de dois meses esse núcleo manteve a troca de e-mails sobre fatos que não eram verdadeiros. Por um acaso, um dos gestores da equipe descobriu esses e-mails e toda a história veio à tona. Frente a essa realidade, todos acabaram sendo demitidos para que a companhia tivesse espaço para realizar a contratação de novos colaboradores”, conta. 

Para Cavalcante uma fofoca pode trazer muitos prejuízos para a empresa e para o colaborador, como a perda de tempo dos membros da equipe com assuntos irrelevantes, a perda de credibilidade frente às pessoas envolvidas e outros integrantes da empresa, e a perda do foco nas questões estratégicas, ”já que a fofoca pode gerar uma tomada de decisão equivocada”, diz.

Kalinka Amorim 
Reportagem Local

Trabalhadores e empresários buscam acordo para aprovação de projetos

O perigo da ‘rádio peão’

Fofocas e boatos podem causar muito mais do que constrangimento dentro do ambiente de trabalho

Uma pesquisa realizada pelo site LinkedIn, que contou com a participação de 17 mil trabalhadores de diferentes países do mundo, perguntou o que mais incomoda no ambiente de trabalho. No Brasil, a resposta de 83% dos entrevistados foi a fofoca, a famosa ‘rádio peão’. Levantamento realizado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, também indica que a predileção pela ‘rádio peão’ está presente em pelo menos 65% das conversas – considerando-se qualquer tipo de conversa. Falar da vida alheia é uma das formas mais comuns de tentar entender o comportamento humano, inclusive o próprio. Por isso, é natural que as histórias se espalhem. 

De acordo com Anderson Cavalcante, administrador de empresas e especialista em desenvolvimento das competências humanas, é possível fazer sabotagem plantando uma falsa fofoca, afinal de contas, uma mentira contada diversas vezes pode se tornar realidade. ”Quando um boato começa a se espalhar pela empresa de forma viral, ela pode ganhar força e fazer com que as pessoas tomem decisões com base em sua credibilidade, ainda que essa seja artificial. A partir deste momento tudo pode acontecer, ou seja, há riscos de que os rumos da corporação saiam do eixo programado”, diz. 

Na opinião de Cavalcante, para evitar fofocas no ambiente de trabalho uma gestão transparente atrelada à busca do equilíbrio entre as diferenças é a medida mais cabível a ser tomada. ”Quando as pessoas têm acesso a informações oficiais relacionadas às diferentes dimensões do seu trabalho, elas tendem a criar menos histórias para justificar uma decisão da empresa. Somados a uma liderança que comunica regularmente os objetivos e os resultados da organização, assim, minimizam hipóteses de fofoca na empresa”,esclarece. Para tanto é preciso clareza nos papéis e responsabilidades do colaborador em todos os níveis hierárquicos. 

Ele conta que recentemente uma das empresas que assessora teve um problema com a famosa ‘rádio-peão’ envolvendo quatro profissionais, de uma equipe de apenas dez pessoas. ”Ao longo de mais de dois meses esse núcleo manteve a troca de e-mails sobre fatos que não eram verdadeiros. Por um acaso, um dos gestores da equipe descobriu esses e-mails e toda a história veio à tona. Frente a essa realidade, todos acabaram sendo demitidos para que a companhia tivesse espaço para realizar a contratação de novos colaboradores”, conta. 

Para Cavalcante uma fofoca pode trazer muitos prejuízos para a empresa e para o colaborador, como a perda de tempo dos membros da equipe com assuntos irrelevantes, a perda de credibilidade frente às pessoas envolvidas e outros integrantes da empresa, e a perda do foco nas questões estratégicas, ”já que a fofoca pode gerar uma tomada de decisão equivocada”, diz.

Kalinka Amorim 
Reportagem Local

Trabalhadores e empresários buscam acordo para aprovação de projetos

Crise financeira deve ser enfrentada gerando emprego, diz Dilma

BRASÍLIA, 7 de novembro (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o Brasil defendeu a geração de empregos como uma das respostas para a crise financeira mundial, durante cúpula do G20 realizada semana passada na França.

‘A crise econômica mundial, que está abalando, principalmente, os países da Europa e os Estados Unidos, não pode ser resolvida com desemprego e muito menos com a redução dos direitos trabalhistas. A questão do desemprego é extremamente preocupante’, disse Dilma durante seu programa semanal de rádio ‘Café com a Presidenta’.

‘O grande desafio para essa crise é o caminho para retomar o crescimento: o caminho do investimento, do consumo e da geração de empregos,’ afirmou.

A presidente classificou a questão do desemprego mundial como ‘preocupante’, ao apontar que 200 milhões de pessoas no mundo estão desocupados, na maioria jovens, mas elogiou a proposta da Organização Intenacional do Trabalho (OIT) de criar um programa de garantia de renda mundial para famílias extremamente pobres.

Dilma, que durante seus discursos na cúpula do G20 já havia citado os efeitos da crise nos países emergentes, reafirmou a capacidade do Brasil de reagir às turbulências econômicas e disse que os emergentes também devem cooperar para superar o momento atual.

‘Todos concordaram que nós temos de ajudar, fazendo a nossa parte. Ninguém ganha com a crise. Até agora, os países emergentes vêm sustentando o crescimento da economia mundial, eles também reduziram um pouco o seu crescimento, porque foram atingidos por efeitos indiretos. Mas quem sustenta o crescimento mundial são esses países, somos nós’, disse ela.

‘Vamos continuar gerando emprego e renda, vamos continuar mantendo as nossas finanças sólidas, vamos continuar com as nossas reservas, continuar produzindo na agricultura, no setor de serviços e na indústria. Vamos continuar gerando emprego.’

Na sexta-feira, Dilma havia declarado que o Brasil e os demais países dos Brics –Rússia, Índia, China e África do Sul, estariam dispostos a contribuir para uma ajuda financeira à Europa se isso for feito por meio do Fundo Monetário Internacional, mas que não havia decisão ainda sobre o volume de recursos que poderiam ser disponibilizados. Ela descartou, no entanto, um repasse direto do Brasil para o fundo de resgate europeu.

(Por Hugo Bachega)

 

 

Trabalhadores e empresários buscam acordo para aprovação de projetos

Crise financeira deve ser enfrentada gerando emprego, diz Dilma

BRASÍLIA, 7 de novembro (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o Brasil defendeu a geração de empregos como uma das respostas para a crise financeira mundial, durante cúpula do G20 realizada semana passada na França.

‘A crise econômica mundial, que está abalando, principalmente, os países da Europa e os Estados Unidos, não pode ser resolvida com desemprego e muito menos com a redução dos direitos trabalhistas. A questão do desemprego é extremamente preocupante’, disse Dilma durante seu programa semanal de rádio ‘Café com a Presidenta’.

‘O grande desafio para essa crise é o caminho para retomar o crescimento: o caminho do investimento, do consumo e da geração de empregos,’ afirmou.

A presidente classificou a questão do desemprego mundial como ‘preocupante’, ao apontar que 200 milhões de pessoas no mundo estão desocupados, na maioria jovens, mas elogiou a proposta da Organização Intenacional do Trabalho (OIT) de criar um programa de garantia de renda mundial para famílias extremamente pobres.

Dilma, que durante seus discursos na cúpula do G20 já havia citado os efeitos da crise nos países emergentes, reafirmou a capacidade do Brasil de reagir às turbulências econômicas e disse que os emergentes também devem cooperar para superar o momento atual.

‘Todos concordaram que nós temos de ajudar, fazendo a nossa parte. Ninguém ganha com a crise. Até agora, os países emergentes vêm sustentando o crescimento da economia mundial, eles também reduziram um pouco o seu crescimento, porque foram atingidos por efeitos indiretos. Mas quem sustenta o crescimento mundial são esses países, somos nós’, disse ela.

‘Vamos continuar gerando emprego e renda, vamos continuar mantendo as nossas finanças sólidas, vamos continuar com as nossas reservas, continuar produzindo na agricultura, no setor de serviços e na indústria. Vamos continuar gerando emprego.’

Na sexta-feira, Dilma havia declarado que o Brasil e os demais países dos Brics –Rússia, Índia, China e África do Sul, estariam dispostos a contribuir para uma ajuda financeira à Europa se isso for feito por meio do Fundo Monetário Internacional, mas que não havia decisão ainda sobre o volume de recursos que poderiam ser disponibilizados. Ela descartou, no entanto, um repasse direto do Brasil para o fundo de resgate europeu.

(Por Hugo Bachega)