por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
A proporção entre os trabalhadores paranaenses inscritos no Sistema Nacional do Emprego (Sine) e aqueles que efetivamente conseguiram uma nova vaga de trabalho pelo programa caiu de 22,4%, em 2009 para 21%, em 2010. Com a queda, os números do estado ficaram abaixo dos nacionais, que no mesmo período passaram de 20,7% para 25,2%. Os dados são do Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda, apresentado ontem, em Curitiba, e elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pelo Ministério do Trabalho.
Entre os possíveis motivos para a situação estaria o aquecimento do mercado de trabalho no estado, que possibilita aos trabalhadores conquistar empregos por meios diversos ao do poder público, concentrado no Sine. “Num bom momento econômico, o profissional enxerga que pode conseguir um emprego e vai em busca disso, não aguardando somente as vagas passadas pelo sistema público”, diz Lenina Formaggi, economista do Dieese.
O professor de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Luciano Nakabashi ressalta que a taxa de desemprego muito baixa na região comprova a alta procura por vagas. “Isso diz respeito não somente às oportunidades cadastradas no sistema público. As pessoas estão conseguindo empregos por formas diferentes do Sine”, afirma.
Vagas
Entre 2009 e 2010, o número de inscritos no Ministério do Trabalho subiu 17,7% no estado, chegando a 759 mil trabalhadores. Destes, apenas 172,3 mil candidatos foram recolocados pelo Sine. O número também é inferior ao índice de vagas ofertadas pelo programa público no estado, que chegou a 237,8 mil em 2010, com crescimento de 30,6% em relação ao ano anterior.
De acordo com Lenina, outro motivo que poderia explicar o quadro seria um possível descolamento entre as vagas ofertadas e o perfil dos candidatos. “Por vezes, a empresa pode esperar uma determinada qualificação para o cargo e não encontrá-lo, assim como o candidato achar que o trabalho não é o que ele procura”, diz.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
A economia mundial se encontra à beira de uma nova e mais profunda recessão do emprego. A conclusão é do Relatório sobre o Trabalho no Mundo 2011: Os mercados a serviço do emprego, divulgado ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o documento, o mercado de trabalho mundial se encontra no limite de seis meses que leva para uma desaceleração econômica impactar o emprego. “Chegamos ao momento da verdade”, diz o diretor do Instituto Internacional de Estudos Laborais da OIT, Raymond Torres, por meio de nota publicada no site da entidade. “As possibilidades de evitar uma recaída do emprego são limitadas e devemos aproveitá-las”, completa.
De acordo com o estudo, dois terços das economias avançadas e metade das economias emergentes e em desenvolvimento atravessam uma desaceleração do emprego. A entidade calcula que nos próximos dois anos a economia mundial terá de criar 80 milhões de postos de trabalho para que o cenário retorne aos índices verificados antes da crise financeira internacional, que se intensificou com a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers em setembro de 2008. Destas vagas, 27 milhões teriam de ser criadas nos países desenvolvidos.
No entanto, o quadro visto hoje pela OIT não indica que esse objetivo será atingido. “Se forem mantidas as tendências atuais, serão necessários pelo menos cinco anos para que o emprego volte aos níveis anteriores à crise nas economias avançadas, um ano depois do previsto no relatório do ano passado.”
A consequência do desemprego, segundo o documento, é o aumento da tensão social em todo o mundo. Em mais de 45 dos 118 países industrializados a tensão social está aumentando. Além disso, 69 países de uma lista de 118 registraram aumento na porcentagem de cidadãos que veem uma piora no seu nível de vida em 2010 comparado com 2006. Como solução, a entidade defende o fortalecimento de programas em favor do emprego e investimentos na economia real, além de aumentos nos salários dos trabalhadores.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
Construção civil, indústrias de máquinas, fábricas de automóveis, gás e petróleo, alimentos e bebidas são setores que estão em plena expansão.
A falta de mão de obra qualificada é tão grande que as empresas estão investindo na formação dos profissionais, apostando nos cursos técnicos. Matheus Sobral Silva passa o dia inteiro operando máquinas. De manhã o garoto de 15 anos estuda e à tarde trabalha como aprendiz em uma fábrica. Após dois anos, quando se formar, pode sair ganhando um salário de R$ 1.400.
Segundo o Caged, do Ministério do Trabalho e o Senai, este é o valor que as empresas pagam a um operador de máquinas recém formado em São Paulo. Se chegar a engenheiro, o salário inicial de Matheus salta para quase seis mil reais.
No mercado de trabalho funciona assim, quanto mais escassa a mão de obra, mais cara ela fica. Ainda mais em setores em plena expansão como o da construção civil, o de gás e petróleo, e das indústrias de máquinas, alimentos e bebidas e das fábricas de automóveis.
Um estudo do Senai aponta que 74% dos alunos saem dos cursos já empregados. “É o mercado que diz: ‘preciso de um profissional com tais características’. Isso facilita muito a inserção pós curso, porque está atrelada com demanda e oferta”, comenta João Ricardo Santa Rosa, gerente de educação Senai.
Para quem faz um curso técnico em construção civil, a pesquisa revela que os maiores salários são pagos em Pernambuco (R$ 2.920) e Rondônia (R$ 2.819).
Mato Grosso também aparece no topo dessa lista. Em Cuiabá, uma das sedes da Copa do Mundo a construção civil está a todo vapor, nos ultimos dois anos foram contratados 120.300 trabalhadores e ainda devem ser criadas mais 10 mil vagas. Na capital o salário inicial para quem termina o Ensino Médio e faz um curso técnico em construção civil pode chegar a R$ 2.500. Já o de pedreiro e carpinteiro varia de R$ 1.200 a R$ 1.500. As principais vagas são para mestre de obra, encarregado de obra, eletricista, pintor, encanador e servente. O mercado de trabalho está a procura de mão de obra qualificada.
As empresas da construção civil também pagam mais para quem concluiu uma faculdade. O Distrito Federal paga salários acima dos outros estados. A pesquisa feita pelo Senai, com base em dados do Ministério do Trabalho apurou que um diretor de operação de obras em empresas de construção civil no Distrito Federal pode chegar a ganhar até R$ 27 mil. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção afirma que os salários mais altos são pagos pelas construtoras de grande porte. O Rio de Janeiro vem logo depois e paga o segundo maior salário para quem exerce a mesma função, R$ 16.445.
Em Pernambuco são os diretores de pesquisa e desenvolvimento que estão ganhando bem, o salário chega a R$ 14.333. Em São Paulo, diretores gerais podem receber R$ 12.434,64. Em Minas Gerais o crescimento das indústrias de transformação, utilidade pública e extração estão mudando a cara do mercado. Nestes setores, os salários também chegam a R$ 12.203,31.
Na Bahia, a indústria extrativista, principalmente a mineral, está em plena expansão. Só as indústrias que fornecem areia e brita para a construção civil geram 15 mil empregos diretos e indiretos. Engenheiros de minas são profissionais muito disputados, o salário médio é de R$ 12 mil. As indústrias também têm carência de técnicos de mineração e oferecem salários que podem chegar a R$ 3.500. Para o ano que vem, previsão de mais crescimento, segundo empresários do setor, o número de vagas deve crescer 20% na indústria extrativista mineral da Bahia.
Com delicadeza, a estudante de 16 anos, Renata da Silva Santos vai lapidando as peças em ouro. Quando terminar a especialização em jóias ela quer montar um negócio próprio. “Eu fui percebendo que tem várias possibilidades. Eu pretendo criar um atelier podendo confeccionar minhas próprias jóias por meio de softwares que hoje são específicos para fazer jóias”.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
Índice de setembro foi inferior ao de agosto, aponta sondagem da CNI.
Indicador de crescimento do setor recuou de 50,1 pontos para 48 pontos.
O nível de atividade da indústria da construção civil caiu em setembro, no segundo mês consecutivo sem expansão da atividade, de acordo com sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta segunda-feira (31).
O indicador de crescimento do setor recuou de 50,1 pontos, em agosto, para 48 pontos, em setembro. Em julho, o nível de atividade ficou em 51 pontos. O indicador varia de zero a 100, sendo que valores acima de 50 pontos mostram expansão econômica.
Segundo a CNI, a queda na atividade confirma o desaquecimento do segmento industrial, que encerrou o trimestre com o nível de atividade abaixo do usual, sobretudo no setor de construção pesada, ou seja, de obras de infraestrutura.
A redução do nível de atividade foi puxada principalmente pelas empresas de grande porte, que apresentaram queda de 53,1 pontos em agosto para 47 em setembro. Em relação a setembro do ano passado, a redução nas grandes empresas foi de 9,1 pontos.
“Para os próximos seis meses a expectativa ainda é de crescimento na atividade, independente do indicador. Contudo, esse otimismo está bem menos disseminado entre os empresários de Obras de infraestrutura”, destacou a CNI, no relatório.
O indicador do número de empregados também mostra que a indústria da construção reduziu o número de funcionários. O índice recuou de 49,5 pontos para 47,8 pontos.
Em outubro, o otimismo do empresário da indústria da construção manteve-se no mesmo patamar do apurado na pesquisa do mês anterior. As expectativas para os próximos seis meses são de crescimento, ainda que o otimismo esteja menos disseminado que em igual período do ano passado.
O indicador que mede a expectativa do setor para os próximos seis meses passou de 56,2 pontos , para 57 pontos.
A sondagem foi realizada com 353 empresas entre 3 e 18 de outubro de 2011.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
SÃO PAULO (Reuters) – O Brasil vai dizer na reunião do G20, na França, que o grupo das vinte principais economias do mundo deve propor medidas financeiras urgentes e um plano de sustentação do crescimento e do emprego, afirmou nesta segunda-feira a presidente Dilma Rousseff.
Em evento na capital paulista nesta noite, Dilma também criticou a demora das autoridades europeias em oferecer soluções para a sua crise da dívida.
‘Cabe ao G20 ajudar a restabelecer a confiança no retorno do crescimento, em especial das economias desenvolvidas’, afirmou a presidente.
Dilma acrescentou que deixará claro que o país não acredita que a crise será efetivamente superada com guerra cambial ou com ‘a velha receita pura e simples da recessão e do desemprego’, ressaltando que o estímulo ao crescimento e ao emprego é umas das principais formas de superar a crise.
‘Estou convencida de que esse foco no crescimento com, redução de desigualdades, com políticas fiscal e monetária responsáveis, é parte essencial da solução para a atual crise global’, disse.
A presidente reafirmou que o país está sendo menos atingido pela atual turbulência externa graças ao mercado consumidor interno, à diversificação geográfica das exportações e à solidez das contas públicas e do setor financeiro.
‘Nós sabemos que, se a crise se agravar, a economia brasileira sofrerá alguns dos efeitos da recessão global, mas temos todos os instrumentos para resistir e proteger nosso mercado e nossos empregos’.
A presidente ressaltou que o país está cumprindo suas metas de superávit primário, que a inflação já começou a ceder e que o país já segue atraindo volumosos investimentos estrangeiros. Ela voltou a dizer que o governo está criando o ambiente para a queda sustentada dos juros.
Dilma destacou a importância de as soluções às crises não demorarem, afirmando que o atraso da União Europeia em resolver seus problemas de dívida soberana tornou os problemas mais graves.
‘A combinação de altas taxas de desemprego, redução do consumo e paralisia em algumas decisões mina a possibilidade de recuperação’, afirmou ela.
Dilma viaja na madrugada de terça-feira para a França, onde participará da cúpula dos líderes do G20, que se reúnem em Cannes nos dias 3 e 4 de novembro.
(Reportagem de José de Castro)