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Construção representou 8,1% do PIB nacional em 2010, aponta Abramat

Construção representou 8,1% do PIB nacional em 2010, aponta Abramat

SÃO PAULO – Com geração de valor de R$ 297,6 bilhões, a cadeia produtiva da construção civil representou 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2010. Os dados fazem parte de levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulgado hoje.

O PIB setorial teve crescimento de 15,3% acima do INCC no ano passado.

Os fabricantes de materiais de construção faturaram R$ 105,4 bilhões em 2010, enquanto no varejo as vendas somaram R$ 55,2 bilhões. No ano passado, a cadeia da construção arrecadou R$ 62,5 bilhões em impostos, 22,5% a mais do que o verificado em 2009.

O nível de ocupação da indústria de materiais aumentou 13,5% em 2010. De acordo com o levantamento, as importações da cadeia produtiva ficaram próximas de US$ 6 bilhões, chegando a um novo recorde histórico.

(Chiara Quintão | Valor)

Seminário: ” Assédio moral, medo e sofrimento no trabalho”

Seminário: ” Assédio moral, medo e sofrimento no trabalho”

imagem_002A NCST/PR – Nova Central Sindical de Trabalhadores do Paraná participou na ultima quarta-feira (26) das 14h às 18h no Auditório da Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região – Avenida Vicente Machado, 84 no centro de Curitiba, através de seus representantes Ilson Kondratoski – Presidente do Sindimármore e Integrante do Conselho Fiscal da NCST/PR e Luiz Dobrzanski – Secretário de Finanças do Sindimármore, do Seminário com olhar jurídico sobre Assédio moral, medo e sofrimento no trabalho realizado pelo Fórum de proteção ao Meio Ambiente de Trabalho (FPMAT).

O evento teve como palestrantes o Senhor Luciano de Toledo Coelho – Juiz da Vara do Trabalho de Araucária, Mestre em Direito pela PUCPR, Bacharel em Psicologia pela PUCPR e a Senhora Margarida Barreto – Médica Psiquiatra, Professora do Programa de Pós, Graduação do Departamento de Psicologia Social da PUC-SP.

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Construção representou 8,1% do PIB nacional em 2010, aponta Abramat

Rejeitado incentivo à contratação de trabalhador com mais de 50 anos

Brizza Cavalcante

A Comissão de Finanças e Tributação rejeitou na quarta-feira (26) o Projeto de Lei 688/99, do ex-deputado Freire Júnior (TO), que prevê a concessão de incentivo fiscal para empresas que contratarem trabalhadores com mais de 50 anos de idade. O projeto será arquivado, a menos que seja aprovado recurso contra o parecer da comissão, que é terminativo.

O relator, deputado Júlio Cesar (PSD-PI), argumentou que a proposta provoca renúncia de receita sem indicar uma forma de compensar a perda de arrecadação.

Conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, “as proposições legislativas que, direta ou indiretamente, importem ou autorizem diminuição de receita ou aumento de despesa da União deverão estar acompanhadas de estimativas desses efeitos, detalhando a respectiva compensação financeira”.

“Apesar de o propósito ser nobre, o projeto não pode ser considerado adequado ou compatível sob a ótica orçamentária e financeira”, afirmou.

Segundo Júlio Cesar, quanto ao mérito, a melhor política a ser adotada para reduzir o nível de desemprego, independentemente da idade da população, é promover o crescimento econômico do País.

“A imposição legal de reserva de vagas para serem ocupadas por determinados trabalhadores, a exemplo da prevista para beneficiários do Regime Geral de Previdência Social reabilitados ou pessoas com deficiência, não se tem revelado medida eficiente”, afirmou Júlio Cesar.

O relator destacou os resultados do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), que, segundo ele, vem indiscriminadamente ampliando as oportunidades de emprego para todos os cidadãos brasileiros.

Pelas mesmas razões, a comissão também rejeitou outras 25 propostas que tramitam apensadas ao PL 688/99 e também criam incentivos fiscais para empresas que contratarem trabalhadores na faixa etária entre 40 e 65 anos. Entre os incentivos estão a redução da contribuição previdenciária a cargo do empregador e a dedução no cálculo do Imposto de Renda.

Íntegra da proposta:

PL-688/1999

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Wilson Silveira

Construção representou 8,1% do PIB nacional em 2010, aponta Abramat

Crescimento do PIB é reduzido; inflação atinge teto da meta

A estimativa de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia – Produto Interno Bruto (PIB) – neste ano e em 2012 caiu 0,01 ponto percentual, para 3,29% e 3,50%, respectivamente. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em estimativas para os principais indicadores da economia.

A expectativa para o crescimento da produção industrial este ano permanece em 2%. Para 2012,passou de 3,90% para 4,08%. A estimativa para a cotação do dólar ao final deste ano e do próximo continua em R$ 1,75. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permanece em US$ 27 bilhões, este ano, e passou de US$ 18,90 bilhões para US$ 18,80 bilhões, em 2012.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi mantida em US$ 55,10 bilhões, em 2011, e passou de US$ 68,31 bilhões para US$ 68,86 bilhões, no próximo ano.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permanece em US$ 60 bilhões, este ano, e passou de US$ 51,80 bilhões para US$ 52 bilhões, em 2012.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB caiu de 39% para 38,85%, este ano, e continua em 38%, em 2012.

Inflação oficial

 

Para este ano, a estimativa foi ajustada para o teto da meta de 6,5% no boletim da semana passada e continuou nesse nível no documento divulgado nesta segunda. O centro da meta de inflação é 4,5% para este ano e o próximo.

Juros

A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, usada como instrumento para controlar a inflação, permanece, há sete semanas, em 11% ao ano, ao final de 2011. Assim, os analistas esperam por mais uma redução de 0,50 ponto percentual na última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 2011, marcada para novembro. Para o final de 2012, a previsão dos analistas é 10,50% ao ano, há quatro semanas.

Preços ao consumidor

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 5,87% para 5,86%, em 2011, e de 5,19% para 5,22%, em 2012. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a previsão foi ajustada de 5,82% para 5,80%, este ano, e de 5,29% para 5,39%, em 2012.

A projeção para os preços administrados continua em 5,90%, em 2011, e em 4,55%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte coletivo urbano.

A pesquisa do BC também traz a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que permanece em 5,65%, este ano, e subiu de 5,11% para 5,14%, em 2012.A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação oficial em 2012 caiu pela segunda semana seguida. Desta vez, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,60% para 5,59%.

Construção representou 8,1% do PIB nacional em 2010, aponta Abramat

Paraná fica abaixo da média nacional em recolocação

A proporção entre os trabalhadores paranaenses inscritos no Sistema Nacional do Emprego (Sine) e aqueles que efetivamente conseguiram uma nova vaga de trabalho pelo programa caiu de 22,4%, em 2009 para 21%, em 2010. Com a queda, os números do estado ficaram abaixo dos nacionais, que no mesmo período passaram de 20,7% para 25,2%. Os dados são do Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda, apresentado ontem, em Curitiba, e elaborado pelo Departa­mento Intersindical de Estatís­tica e Estudos Socioeco­nômicos (Dieese) e pelo Minis­tério do Trabalho.

Entre os possíveis motivos para a situação estaria o aquecimento do mercado de trabalho no estado, que possibilita aos trabalhadores conquistar empregos por meios diversos ao do poder público, concentrado no Sine. “Num bom momento econômico, o profissional enxerga que pode conseguir um emprego e vai em busca disso, não aguardando somente as vagas passadas pelo sistema público”, diz Lenina Formaggi, economista do Dieese.

O professor de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Luciano Nakabashi ressalta que a taxa de desemprego muito baixa na região comprova a alta procura por vagas. “Isso diz respeito não somente às oportunidades cadastradas no sistema público. As pessoas estão conseguindo empregos por formas diferentes do Sine”, afirma.

Vagas

Entre 2009 e 2010, o número de inscritos no Ministério do Trabalho subiu 17,7% no estado, chegando a 759 mil tra­­ba­lhadores. Destes, apenas 172,3 mil candidatos foram recolocados pelo Sine. O número também é inferior ao índice de vagas ofertadas pelo programa público no estado, que chegou a 237,8 mil em 2010, com crescimento de 30,6% em relação ao ano anterior.

De acordo com Lenina, outro motivo que poderia explicar o quadro seria um possível descolamento entre as vagas ofertadas e o perfil dos candidatos. “Por vezes, a empresa pode esperar uma determinada qualificação para o cargo e não encontrá-lo, assim como o candidato achar que o trabalho não é o que ele procura”, diz.