por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
O protesto realizado nesta segunda-feira em frente à reitoria da USP reuniu alunos da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e estudantes de outros cursos como Psicologia, Ciências Moleculares, Computação, Biblioteconomia, Física, Educação Física e Pedagogia.
Segundo levantamento realizado aleatoriamente pela Folha com 37 participantes, 28 responderam ser contrários à presença da PM no campus. Dois afirmaram ser favoráveis e os sete não souberam opinar sobre o assunto.
Quatro professores do curso de História também participaram da manifestação. O docente Henrique Carneiro disse concordar com o protesto dos estudantes. “A função da PM não pode ser a repressão de costume”,afirmou. Porém, o professor disee ser contrário à ocupação do prédio da USP.
A manifestação terminou por volta das 19h40 e reuniu cerca de 300 estudantes.
PROTESTO
Na quinta-feira (27), três estudantes de geografia foram flagrados com maconha no estacionamento da faculdade e isso desencadeou um confronto entre policiais e alunos, quando estes reagiram contra a prisão dos colegas.
Desde então, alunos ocupam um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Os estudantes afirmam que a polícia tem realizado abordagens truculentas e perseguição, até dentro dos prédios.
APOIO
Um grupo de estudantes da USP (Universidade de São Paulo) marcou um protesto para apoiar a presença da Polícia Militar no campus. O evento está previsto para acontecer às 17h de terça (1º) na praça do Relógio.
De acordo com o texto publicado no Facebook, o movimento repudia o episódio de quinta-feira. “A Cidade Universitária é parte da cidade de São Paulo e deve ser tratada como tal. Aqui a lei se cumpre e os fora da lei são devidamente punidos!”, diz a nota. “A minoria contra tudo e todos não pode nos impedir de querer o que é nosso de direito!”, afirma o grupo em outro trecho.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
A produção da indústria brasileira caiu 2% em setembro na comparação livre de influência sazonais com agosto. O resultado representa uma acentuação da queda frente ao desempenho de agosto, quando o setor havia registradado recuo de 0,1%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado mostra uma forte freada da indústria, que sente os efeitos de alta dos juros (processo encerrado em agosto), a menor demanda global diante da crise e a desaceleração do consumo doméstico. A queda de agosto para setembro é a maior desde abril (-2,3%).
Em relação a setembro de 2010, houve queda de 1,6%. Já no acumulado do ano, a indústria soma alta de 1,1%. Nos últimos 12 meses, o índice ficou positivo em 1,6%.
Segundo o IBGE, as categorias com piores desempenhos foram as de bens duráveis (-9%), bens de capital (-5,5%), semi e não duráveis (-1,3%), intermediários (estável); na comparação setembro ante agosto.
Já os setores com as quedas mais expressivas, na mesma comparação, foram: fumo (-30,6%), material elétrico e equipamentos de comunicação (-13,6%), veículos automotores (-11%). Por outro lado, as altas de destaque ficaram com material de escritório e informária (9,6%) e outros produtos químicos (4,2%).
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
Dilma defenderá no G-20 adoção de políticas não recessivas
GENEBRA e SÃO PAULO. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou ontem um panorama sombrio do mercado de trabalho mundial. Segundo a entidade, para recuperar o nível de emprego anterior à crise global seria preciso criar 80 milhões de vagas nos próximos dois anos, sendo 27 milhões nos países ricos, e o restante, naqueles em desenvolvimento.
No “Relatório Mundo do Trabalho 2011: Fazendo os mercados trabalharem por empregos”, a OIT afirma que a economia global está às portas de uma nova recessão laboral, que vai retardar a recuperação econômica e provocar tensões sociais em muitos países. Isso se aplica, segundo o relatório, à União Europeia, à região árabe e, em menor proporção, à Ásia.
Ontem, em São Paulo, durante premiação das empresas mais admiradas, na revista “Carta Capital”, a presidente Dima Rousseff defendeu:
– Inegavelmente, a solução dessa crise, apesar de ela ser de responsabilidade dos países avançados, e em especial dos europeus, não pode passar apenas por ajustes recessivos. Do contrário, a recessão será uma profecia auto-realizável – disse, lembrando que levará essa ideia à reunião do G-20, em Cannes.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
O relator do projeto de lei (PL 8.035/10), do Executivo, que institui o Programa Nacional de Educação (PNE), deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), deve apresentar, nesta terça-feira (1º), seu parecer na comissão especial que analisa o tema.
A expectativa do relator é votá-lo na comissão até o fim de novembro.
Vanhoni ressaltou a importância do PNE, que define as metas da educação brasileira para os próximos dez anos.
“Além da universalização do ensino para toda a população de 4 a 17 anos, o PNE abrange temas como a oferta de ensino em tempo integral em 50% das escolas públicas, o alcance de índices mínimos de qualidade da educação básica e a duplicação das matrículas do ensino profissional”, disse.
Na última semana, Angelo Vanhoni e a presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), receberam um abaixo-assinado com 140 mil cartões postais de apoio à aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação.
“Nós estamos finalizando os estudos sobre todas as necessidades da educação, envolvendo a inclusão de quatro milhões de crianças nas creches; o ensino infantil; a expansão do ensino superior, o problema do ensino médio; a valorização do magistério; o diálogo com a Ciência e Tecnologia e a qualidade da educação responsável pela formação de doutores e mestres em todo o território nacional. Em função dessas demandas, vamos fixar números. Poderá ser 10%, 9% ou 8% do PIB”, destacou o relator.
Atualmente, União, estados e municípios aplicam juntos 5% do PIB. A proposta do PNE 2012-2015 prevê a ampliação para 7% até 2020. No entanto, entidades da sociedade civil – educadores e estudantes pedem a destinação de pelo menos 10% do PIB para a educação.
Na última quarta-feira (26) entidades dos trabalhadores em educação sob o comando da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) fizeram uma marcha na Esplanada dos Ministérios em defesa da aplicação de 10% do PIB para educação.
por master | 01/11/11 | Ultimas Notícias
A acumulação de riquezas nas mãos de cada vez menos pessoas tem se acentuado. Estados Unidos e Europa, que passam por uma crise econômica persistente, em flagrante e revoltoso contraste, possuem dois terços dos milionários do planeta.
O mundo testemunha uma dramática piora dos indicadores sociais nos países ricos. Os mais pobres perdem oportunidades e suas economias, mas alguns poucos continuam enriquecendo, aproveitando a “chance de lucrar”, torcendo, inescrupulosamente, por recessão global e ganhando sobre o desespero da esmagadora maioria da população.
Movimentos como o Occupy Wall Street denunciam a jogatina do sistema financeiro, a ganância absurda dos bancos e sua ética da acumulação de riquezas desenfreada e egoísta, sem enfrentar a regulação por parte dos mecanismos de controle de capital dos estados, a despeito da crise porque passam milhões de pessoas que perdem suas casas, seus empregos e suas vidas.
No Rio de Janeiro um grupo de aproximadamente 150 pessoas, do Ocupa Rio, tomou a praça da Cinelândia no Rio de Janeiro no sábado dia 15 de outubro e fizeram nova ocupação no sábado, dia 22, para conscientizar a sociedade contra esta desigualdade que maltrata a humanidade.
Pois bem, o total de riqueza acumulada pelas pessoas do ranking que ilustra esta postagem é quase do tamanho de toda a riqueza da Colômbia, um país com 46 milhões de habitantes!
Vivemos em um mundo desregulado, ainda norteado pela ostentação e egoísmo da riqueza absurda para pouquíssimos, em 2010 a FAO estimou em mais de 1 bilhão de pessoas passando fome e os países ricos e a ONU viram as costas para esta dura realidade.
Milionários controlam 39% da riqueza global
Fortuna dos milionários, que são menos de 1% da população, cresceu duas vezes a riqueza do mundo; em 2010, mais ricos detinham 35% do total.
Os milionários e bilionários passaram a controlar 38,5% da riqueza mundial, de acordo com o Relatório da Riqueza Global, publicado pelo banco Credit Suisse. A fortuna das 29,7 milhões de pessoas que têm mais de US$ 1 milhão (R$ 1,77 milhão) – menos de 1% da população mundial – alcançou US$ 89 trilhões (R$ 157,5 trilhões) ou US$ 20 trilhões a mais do que no ano passado. Em 2010, os milionários eram donos de 35,6% da riqueza mundial.
A fortuna dos milionários cresceu 29% – percentual duas vezes maior do que a riqueza do mundo como um todo, que agora soma US$ 231 trilhões (R$ 409 trilhões). Existem hoje 84.700 pessoas que têm mais de US$ 50 milhões, sendo que 35.400 moram nos EUA. Há 29 mil pessoas com mais de US$ 100 milhões e apenas 2.700 com mais de US$ 500 milhões.
A Europa ultrapassou a América do Norte e é lar de 37,2% dos milionários do mundo em comparação aos 37% do continente americano. O Japão concentra 3,1 milhão de milionários (11% do total), seguido por China e Austrália, cada um com 1 milhão. Em termos de países, Suíça, Austrália e Noruega são as três nações mais ricas do mundo; na Ásia, tem-se também Cingapura.
Nos próximos cinco anos, a riqueza mundial deverá aumentar em 50% a US$ 345 trilhões. Os mercados emergentes devem ter mais milionários nos próximos anos. A China já conta com um milhão de milionários. A riqueza na Índia e no Brasil devem mais do que dobrar. (Fonte: iG)