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Ostentação e egoísmo: 39% da riqueza nas mãos de 0,4% da população

Ostentação e egoísmo: 39% da riqueza nas mãos de 0,4% da população

A acumulação de riquezas nas mãos de cada vez menos pessoas tem se acentuado. Estados Unidos e Europa, que passam por uma crise econômica persistente, em flagrante e revoltoso contraste, possuem dois terços dos milionários do planeta.

O mundo testemunha uma dramática piora dos indicadores sociais nos países ricos. Os mais pobres perdem oportunidades e suas economias, mas alguns poucos continuam enriquecendo, aproveitando a “chance de lucrar”, torcendo, inescrupulosamente, por recessão global e ganhando sobre o desespero da esmagadora maioria da população.

Movimentos como o Occupy Wall Street denunciam a jogatina do sistema financeiro, a ganância absurda dos bancos e sua ética da acumulação de riquezas desenfreada e egoísta, sem enfrentar a regulação por parte dos mecanismos de controle de capital dos estados, a despeito da crise porque passam milhões de pessoas que perdem suas casas, seus empregos e suas vidas.

No Rio de Janeiro um grupo de aproximadamente 150 pessoas, do Ocupa Rio, tomou a praça da Cinelândia no Rio de Janeiro no sábado dia 15 de outubro e fizeram nova ocupação no sábado, dia 22, para conscientizar a sociedade contra esta desigualdade que maltrata a humanidade.

Pois bem, o total de riqueza acumulada pelas pessoas do ranking que ilustra esta postagem é quase do tamanho de toda a riqueza da Colômbia, um país com 46 milhões de habitantes!

Vivemos em um mundo desregulado, ainda norteado pela ostentação e egoísmo da riqueza absurda para pouquíssimos, em 2010 a FAO estimou em mais de 1 bilhão de pessoas passando fome e os países ricos e a ONU viram as costas para esta dura realidade.

Milionários controlam 39% da riqueza global
Fortuna dos milionários, que são menos de 1% da população, cresceu duas vezes a riqueza do mundo; em 2010, mais ricos detinham 35% do total.

Os milionários e bilionários passaram a controlar 38,5% da riqueza mundial, de acordo com o Relatório da Riqueza Global, publicado pelo banco Credit Suisse. A fortuna das 29,7 milhões de pessoas que têm mais de US$ 1 milhão (R$ 1,77 milhão) – menos de 1% da população mundial – alcançou US$ 89 trilhões (R$ 157,5 trilhões) ou US$ 20 trilhões a mais do que no ano passado. Em 2010, os milionários eram donos de 35,6% da riqueza mundial.

A fortuna dos milionários cresceu 29% – percentual duas vezes maior do que a riqueza do mundo como um todo, que agora soma US$ 231 trilhões (R$ 409 trilhões). Existem hoje 84.700 pessoas que têm mais de US$ 50 milhões, sendo que 35.400 moram nos EUA. Há 29 mil pessoas com mais de US$ 100 milhões e apenas 2.700 com mais de US$ 500 milhões.

A Europa ultrapassou a América do Norte e é lar de 37,2% dos milionários do mundo em comparação aos 37% do continente americano. O Japão concentra 3,1 milhão de milionários (11% do total), seguido por China e Austrália, cada um com 1 milhão. Em termos de países, Suíça, Austrália e Noruega são as três nações mais ricas do mundo; na Ásia, tem-se também Cingapura.

Nos próximos cinco anos, a riqueza mundial deverá aumentar em 50% a US$ 345 trilhões. Os mercados emergentes devem ter mais milionários nos próximos anos. A China já conta com um milhão de milionários. A riqueza na Índia e no Brasil devem mais do que dobrar. (Fonte: iG)

Conferências Macrorregionais do Emprego e Trabalho Decente

Conferências Macrorregionais do Emprego e Trabalho Decente

Curitiba, Região Metropolitana e Litoral

imagemnoticia13Na quinta-feira (27) foi realizada na cidade de Matinhos, litoral do Paraná, a quinta Conferência Macrorregional sobre o Trabalho Decente. Mais de 400 pessoas participaram do evento, entre elas, representantes do governo e de organizações de trabalhadores e de empregadores de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral.

Entre as principais metas da conferência estavam o debate e apresentação de propostas relacionadas aos princípios e direitos fundamentais do trabalho, o fortalecimento do tripartismo e o diálogo social como instrumento democrático para a construção de políticas públicas direcionadas ao trabalho decente.

 Na avaliação do secretário de estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, o fortalecimento do diálogo direto com os atuantes em cada uma das regiões do Paraná auxiliou para mapear as condições regionais. “Todo o material que foi apresentado nas conferências servirá para desenvolver ações para garantir que o trabalho seja exercido em condições de igualdade, liberdade e segurança”, disse. 

No evento em Matinhos foram escolhidos os 190 delegados, sendo, 19 da Sociedade Civil, 57 do Governo, 57 das Organizações Patronais e 57 dos Trabalhadores, destes, 11 delegados e 1 suplente (21% da bancada trabalhista) são representantes da NCST/PR.  

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Ostentação e egoísmo: 39% da riqueza nas mãos de 0,4% da população

Crescimento demográfico: 7 bilhões

População mundial chega hoje a essa marca com crescentes desigualdades econômicas e sociais.

A população mundial chega hoje a 7 bilhões de pessoas, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), em meio a necessidades urgentes de redistribuição da riqueza para o combate a crescentes desigualdades. Cada país celebrará à própria moda esse novo recorde de explosão demográfica: alguns vão até eleger um bebê como símbolo e outros vão organizar competições esportivas e festividades.

Em Zâmbia, na África, será realizado um concurso musical, e no Vietnã, um show intitulado 7 Billion: Counting nn Each Other (7 bilhões de pessoas apoiando-se mutuamente). Na Rússia, as autoridades vão entregar presentes a alguns recém-nascidos. No entanto, para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o dia que marca a existência de 7 bilhões de seres humanos não é motivo de alegria.

Os recém-nascidos chegam a um mundo contraditório, com muita comida para uns e com a falta de alimentos para 1 bilhão de pessoas que vão dormir com fome todas as noites. “Muitas pessoas gozam de luxuosos estilos de vida e muitos outros vivem na pobreza”, disse Ban em entrevista à revista americana Time. O recorde demográfico deveria ser visto como “um chamado à ação”, insistiu. A nova cifra demográfica representa un incremento de 1 bilhão de pessoas em relação ao número anunciado à meia-noite de 12 de outubro de 1999, quando a ONU nomeou um recém-nascido bósnio, Adnan Mevic, como o terráqueo de número 6 bilhões.

O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, foi fotografado num hospital de Sarajevo, segurando Mevic em seus braços. A família da criança vive, hoje, mergulhada na pobreza, o que explica, em parte, o fato de neste ano não haver foto simbólica com o chefe da ONU para imortalizar o novo recorde demográfico. “Não se trata de números. Trata-se de pessoas”, disse Ban numa escola de Nova York semana passada. “Serão sete bilhões de pessoas que vão precisar de alimentos em quantidade suficiente, assim como de energia, além de boas oportunidades na vida de emprego e educação; direitos e a própria liberdade de criar seus próprios filhos em paz e segurança”, acrescentou.

Dirigindo-se aos estudantes, o chefe das Nações Unidas acrescentou: “Tudo o que quiserem para vocês mesmos deverá ser multiplicado por 7 bilhões”. Ban levará esta mensagem ao G20, que reunirá as economias desenvolvidas e as emergentes mais importantes, na próxima semana no sul da França.

 

Índia

Segundo estimativas da ONU, cerca de dois bebês nascem a cada segundo: a cifra de 7 bilhões continuará aumentando na próxima década, até chegar a 10 bilhões em 2100. Dez países, sozinhos, serão responsáveis por mais da metade disso. Oito são africanos. O caso mais extremo é o de Zâmbia, onde a expectativa de vida hoje é de apenas 49 anos – a média mundial é de 69. As Nações Unidas preveem que a Índia se converta no país mais povoado do mundo em 2025, quando seus habitantes somarem 1,5 bilhão, superando a China.

Enquanto isso, um relatório do Fundo de População da ONU (UNFPA) destaca que o mundo enfrentará crescentes obstáculos para criar empregos para as novas gerações, especialmente nos países pobres, e que a mudança climática e a explosão demográfica vão agravar as crises de fome e de seca. Ao mesmo tempo, o envelhecimento da população se tornará um problema para o Japão e os países europeus, com suas repercussões afetando as políticas de migração, saúde e emprego, adverte o documento.

O temor de que as condições de vida piorarão por causa do aumento populacional aflige parte da humanidade ao menos desde que o reverendo Thomas Malthus, em 1798, colocou em dúvida a capacidade do planeta de prover subsistência para todos. Até o momento, as previsões de Malthus e de outros pessimistas que ecoaram suas ideias não se confirmaram.

Consumo

Nos últimos 60 anos, apesar de termos vivido uma verdadeira explosão populacional – de 2,5 para 7 bilhões –, a expectativa de vida aumentou em mais de 20 anos. No entanto, no debate atual sobre a capacidade do planeta de prover recursos naturais para sustentar uma população crescente, há uma nova variável ainda sem resposta: o aquecimento global. Se, para alguns, são os países pobres que ameaçam sobrecarregar o planeta por causa de suas altas taxas de fecundidade, para outros, a principal responsabilidade é dos países ricos e seus atuais padrões de consumo.

No Maláui, por exemplo, a taxa de fecundidade supera a média de seis filhos por mulher. Nos EUA, está próxima de dois. No entanto, um único americano impacta no aquecimento global o equivalente, segundo a ONG Global Footprint Network, a 11 habitantes do Maláui. Esse impacto hu­­mano será ainda maior no planeta se os 3 bilhões a mais de habitantes até 2100 tiverem padrões de consumo semelhantes aos de nações ricas hoje.

 

Ostentação e egoísmo: 39% da riqueza nas mãos de 0,4% da população

Brasil importa até inflação da China

A assistente administrativa Eneide Chaves Custódio, 49 anos, vem percebendo que roupas e brinquedos importados da China estão mais caros na prateleira. A consumidora confirma uma nova fonte de pressão sobre os preços: o Brasil está importando parte da inflação chinesa. “Os brinquedos estão bem mais caros do que em qualquer época, e as roupas estão custando mais também”, constata.

O comportamento da economia chinesa provoca um impacto direto e outro indireto nos preços do país, conforme explica o ex-secretário de Política Econômica Julio Gomes de Almeida. Por um lado, o apetite do gigante asiático por matérias primas pressiona a cotação de produtos como cobre e trigo. Esses itens, que o Brasil precisa importar, acabam chegando mais caros. Por outro, houve elevação de custos de produção na China, por causa de salários mais altos. E isso resulta em produtos mais caros.

“O salário na China está subindo e os custos estão aumentando”, diz José Augusto de Castro, presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “As empresas chinesas têm de repassar esses custos maiores, é possível que estejamos trazendo um pouco de inflação de lá para cá”, avalia. “Mesmo assim, o preço chinês ainda continua muito mais vantajoso em relação ao nacional”, acrescenta.

O principal fator de pressão sobre a inflação brasileira não é mais o preço de serviços, segundo dados do Banco Central. O valor cobrado por serviços, tais como manutenção de automóveis e cabeleireiros, subiu 9,03% nos 12 meses encerrados em setembro. Agora, a ameaça principal está nos preços de bens não duráveis, como calçados, vestuário, utensílios e enfeites – muitos deles trazidos da China –, que registraram alta de 9,25% no mesmo período.

Ostentação e egoísmo: 39% da riqueza nas mãos de 0,4% da população

PT ganhou a nova classe C

O PT sai na frente na disputa pelos votos da chamada nova classe média. O grupo – cerca de 30 milhões de pessoas – é um dos principais alvos de petistas e tucanos para as eleições presidenciais de 2014. Os primeiros dados objetivos sobre o comportamento eleitoral desse grupo confirmam as hipóteses dominantes: Dilma Rousseff (PT) foi a mais favorecida em 2010. Estudo dos pesquisadores Lucio Rennó (Universidade de Brasília) e Vítor Peixoto (Universidade Estadual do Norte Fluminense) mostra de maneira inédita que a percepção de ascensão social nos anos Lula aumentou em 78% a chance de o eleitor ter votado em Dilma em 2010.

“Até seria de esperar, mas isso não tinha sido demonstrado: quem percebe ascensão social recompensa o governo. No entanto, não há diferenças tão significativas de voto entre quem percebe queda e quem identifica imobilidade”, afirma Peixoto. Em 2010, Dilma teve 48,6% dos votos no primeiro turno. Segundo o trabalho, entre os eleitores que perceberam ascensão de sua própria classe, ela chegou a 57,4%. A petista alcançou apenas 35,3% entre os que sentiram queda e ficou com 38,1% entre os que identificaram imobilidade.

No segundo turno, o impacto da mobilidade social é ainda mais visível. O candidato derrotado José Serra (PSDB), que teve 36,8% dos votos, conquistou 50,4% (suficiente para ser eleito, portanto) dos eleitores que perceberam queda de classe social e apenas 29,1% dos que viram ascensão (e 45,5% dos que notaram imobilidade). Em contrapartida, Dilma, que teve 57,2% dos votos, chegou a 66% entre os que perceberam ascensão de sua própria classe e 43% entre os que sentiram queda (e 47,1% entre os que viram imobilidade). O trabalho de Rennó e Peixoto foi feito com base nos dados do Eseb (Estudos Eleitorais Brasileiros), pesquisa realizada com 2.000 pessoas logo após as eleições de 2010. O estudo foi apresentado pela no 35º encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), em Caxambu (MG).