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Para 36% dos trabalhadores americanos, demissão é o maior medo

Para 36% dos trabalhadores americanos, demissão é o maior medo

O medo de ser despedido é o que mais assusta os trabalhadores americanos, seguido de cortes no salário, excesso na carga de trabalho e falar em público, mostrou uma pesquisa do site CareerBuilder com mais de 4 mil funcionários.

Por Letícia Arcoverde, do  Valor

Para 36%, o maior temor é enfrentar uma demissão. Uma queda na remuneração é o que mais assusta 13% dos pesquisados e 9% dizem ter receio do excesso de funções e de fazer apresentações na frente dos outros.

A pesquisa também enumerou as profissões consideradas mais assustadoras pelos trabalhadores. Técnico de esquadrão de desarmamento de bombas, limpador de janelas de arranha-céus e membro das forças armadas foram as três carreiras mais temidas. Também fazem parte do ranking agente funerário, dublê, professor de ensino médio e político.

Para 36% dos trabalhadores americanos, demissão é o maior medo

Em declínio, Europa pede socorro à China, mas teme contrapartida

Em mais um sinal dos novos tempos, que confirmam o deslocamento do poder econômico mundial do Ocidente para o Oriente e parecem carregar o germe de uma nova ordem mundial, líderes europeus voltam os olhos para a China na esperança de uma solução para a renitente crise da dívida que abala o velho continente e ameaça a União Europeia e o euro.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy informou que pretende conversar por telefone com seu colega chinês Hu Jintao para pedir socorro. A idéia é que a China, assim como outros países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e África do Sul) apliquem parte de suas reservas no Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, que teve sua capacidade elevada pelos líderes da União Europeia nesta quinta de 440 bilhões para 1 trilhão de euros.

Potência financeira

Pelo visto, o dinheiro à disposição dos governos europeus, quase todos atormentados por altos déficits públicos, parece insuficiente para fazer frente à crise. Já a China dispõe de reservas estimadas em US$ 3,2 trilhões, valor bem superior ao do fundo europeu ampliado. Líderes do país asiático já anunciaram a disposição de ajudar, mas os europeus estão preocupados com as contrapartidas.

O episódio revela a transformação da China, que já é a maior credora dos EUA, numa potência financeira. O dinheiro de Pequim não virá de graça. O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, já tinha adiantado, em setembro, que espera uma contrapartida para a ajuda.

Ele indicou que a China quer ampliar investimentos na Europa, mas, preferencialmente, em empresas, ao invés de adquirir títulos de dívidas públicas de valor duvidoso. Para socorrer a eurozona, o governo comunista quer que a União Europeia conceda rapidamente o status de economia de mercado ao país. Isso dificultaria a aplicação de medidas de defesa comercial, como sobretaxas antidumping, que têm se multiplicado contra produtos chineses baratos. Para Jiabao, a União Europeia deveria acelerar a concessão desse status para a China porque “é assim que a gente se comporta entre amigos”.

Autoridades chinesas asseguraram nesta quinta (27) que “apoiam as medidas ativas da Europa para responder à crise financeira”.

Reservas

“Devemos explorar os meios para reforçar a cooperação bilateral sobre a base de um benefício mútuo”, afirmou um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores. O bloco dos 27 países europeus é o maior parceiro comercial e principal receptor das exportações chinesas, razão pela qual a estabilidade e prosperidade da região interessa diretamente à China.

E do lado europeu a tentação é grande: a China está “sentada” em suas confortáveis reservas de 3,2 trilhões de dólares, investe uma parte crescente de seus ativos em euros e já prometeu apoiar Grécia, Espanha ou Portugal.

Segundo especialistas franceses e alemães, a China possui o equivalente a 500 bilhões de dólares em títulos de dívida pública europeia, mas a maior parte de suas reservas está em dólares, e busca diversificá-las.

O diretor do fundo europeu (Feef), Klaus Regling, chegará na sexta-feira a Pequim antes de seguir para o Japão, outro dos potenciais candidatos a resgatar a Europa. De qualquer forma, ainda há poucos detalhes sobre como a China poderia utilizar esse fundo de emergência para ajudar os europeus.

Preocupação

Mas alguns líderes europeus, pouco afeitos à humildade, estão preocupados com os riscos tanto financeiros como morais de pedir ajuda a países não europeus. As ofertas de ajuda de Pequim a países como Grécia e Portugal, poucos meses atrás, provocaram resistências e manifestações de protesto contra o “colonialismo chinês”.

“Podemos imaginar que se Pequim resgatar a Zona Euro, o fará sem nenhuma contrapartida?”, questionou o candidato socialista à presidência François Hollande. “Seria se colocar em uma situação de fragilidade diante de um país, é necessário estar preparado”, disse o deputado francês Michel Sapin.

“Aberração”

A necessidade, porém, tende a falar mais alto e calar a arrogância imperialista dos líderes europeus. A iniciativa do presidente francês é um claro sinal disto. A decadência da Europa, assim como dos EUA, e o deslocamento do poder econômico para a China são fenômenos objetivos da história, aos quais os líderes europeus, conduzidos pelo pragmatismo, terão que se adaptar, engolindo a própria arrogância.

Para o deputado europeu Daniel Cohn-Bendit, trata-se de uma “aberração”. “Não podemos negociar uma proteção ao meio ambiente com um país e ao mesmo tempo pedir que ele pague sua crise financeira”, opinou.A União Europeia e as autoridades do Feef ainda finalizam os detalhes de como e quando colocarão em andamento um “veículo” financeiro ligado ao Fundo Monetário Internacional que atrairá “investidores do setor privado, público ou de países emergentes”.

Para 36% dos trabalhadores americanos, demissão é o maior medo

Maria do Rosário critica ações judiciais para trabalho infantil

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, declarlou hoje (27) que as autorizações de trabalho que juízes e promotores têm concedido a crianças são inconstitucionais e que o Poder Executivo tenta convencer os magistrados a abolir tal prática.

“As autorizações são inconstitucionais e pretendemos verificar que medidas legais o Poder Executivo pode tomar [para reverter os despachos já concedidos]. O principal, contudo, é convencermos os juízes a encerrarem este expediente”, afirmou a ministra ao chegar à sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília (DF), onde participa da gravação do programa 3 a 1, transmitido pela TV Brasil.

Juízes e promotores da infância e da juventude e do trabalho concederam, entre os anos de 2005 e 2010, mais de 33 mil autorizações de trabalho a jovens com menos de 16 anos, como revelou a Agência Brasil no último dia 21. Os números são do Ministério do Trabalho e Emprego e foram colhidos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

A maior parte envolve adolescentes de 14 a 15 anos, mas há um número expressivo de autorizações para crianças menores – 131 autorizações para menores de 10 anos, 350 para as de 11 anos, 563 para as de 12 e 676 para as de 13 anos.

A maioria das decisões autorizam elas a trabalharem no comércio ou na prestação de serviços, há casos de empregados em atividades agropecuárias, fabricação de fertilizantes (onde elas têm contato com agrotóxicos), construção civil, oficinas mecânicas e pavimentação de ruas, entre outras.

A Constituição Federal proíbe o trabalho para menores de 16 anos, exceto na condição de menor aprendiz, a partir dos 14 anos. No caso de atividades insalubres ou perigosas, contudo, é vedada a contratação de menores de 18 anos. Apesar disso, os juízes e promotores alegam que, na maioria das vezes, os jovens vêm de famílias carentes e precisam trabalhar para ajudar os pais a se manter.

Na terça-feira (25), o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, declarou que considera muito grave a concessão das autorizações judiciais que, segundo ele, ferem a lei e prejudicam o serviço dos fiscais do trabalho.

O presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Nelson Calandra, ressaltou, no entanto, que a Constituição também garante outros direitos aos cidadãos, como a proteção à vida e à família, de forma que, ao julgar os pedidos de trabalho, os magistrados levam em consideração outros valores, e não só o artigo que proíbe o trabalho infantil.

“Quando um juiz conclui que é imprescindível autorizar um jovem a trabalhar porque ele [juiz] não dispõe de outra ferramenta legal para socorrer uma família de baixa renda, não há nada de inconstitucional nessas decisões”, disse Calandra à reportagem.

Para a ministra Maria do Rosário, o argumento é um contrassenso. “As autorizações judiciais se contrapõem à defesa dos direitos da criança e do adolescente, ao direito de estarem na escola. A criança que trabalha, em geral, o faz para garantir seu próprio sustento e o de sua família e isso caracteriza trabalha infantil. Nestas condições, lhe é negado o direito à escola e ao desenvolvimento”, afirmou a ministra.

Para 36% dos trabalhadores americanos, demissão é o maior medo

Comissão da Reforma Política adia votação do parecer para 9 de novembro

A reunião da Comissão Especial da Reforma Política foi encerrada sem a votação do relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS).

Como o anteprojeto de Fontana apresentou mudanças em relação ao texto emendado anteriormente, o presidente da comissão, deputado Almeida Lima (PMDB-SE), decidiu abrir novo prazo para emendas até o dia 8 de novembro, com previsão para começar a votação no dia seguinte.

O relator apresentou a versão final do seu texto para ser votado com uma importante mudança na forma de apuração dos votos para deputados.

Pela proposta, a escolha dos deputados continuará seguindo o sistema proporcional, com o eleitor votando uma vez: na legenda ou no candidato, como é hoje.

Já a apuração seguirá a chamada Fórmula D’Hondt, na qual os votos dados à legenda são usados para fortalecer o resultado dos primeiros colocados da lista partidária.

Na versão anterior do relatório, havia a previsão de o eleitor ter direito a votar duas vezes para deputado: na legenda e no candidato, sendo o resultado definido a partir de uma combinação de ambos.

Para 36% dos trabalhadores americanos, demissão é o maior medo

Impostômetro atingirá marca de R$ 1,2 trilhão no domingo

O Impostômetro, painel afixado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro da capital paulista, deverá mostrar, no próximo domingo, que os brasileiros terão desembolsado no ano até aquela data R$ 1,2 trilhão em impostos para os governos federal, estaduais e municipais. A previsão é de que o valor seja atingido por volta das 23 horas. Em 2010, a arrecadação só atingiu esse mesmo valor no dia 14 de dezembro, a primeira vez em que chegou a esse montante. O mostrador vai marcar o valor 45 dias antes neste ano. A ACSP estima que até o fim de 2011 seja arrecadado R$ 1,4 trilhão em tributos. 

O presidente da ACSP, Rogério Amato, afirma que a qualidade de vida dos brasileiros deveria acompanhar o crescimento da carga tributária, o que não acontece hoje, na avaliação dele. “As pessoas precisam de bons hospitais, as crianças dependem de uma boa escola para ter formação de qualidade e o transporte tem de suprir a necessidade do cidadão. Temos que saber que somos pagadores de impostos e não contribuintes, e cobrar o retorno desse dinheiro em serviços públicos eficientes“, disse, por meio de nota. Desde 2005, quando o Impostômetro foi instalado, no dia 20 de abril, a arrecadação de impostos tem aumentado todos os anos.