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Senai Londrina realiza semana de prevenção de acidentes

Senai Londrina realiza semana de prevenção de acidentes

Os alunos do curso Técnico em Segurança do Trabalho do Senai Londrina promovem de 26 a 28 de outubro, à noite, no auditório da instituição de ensino, a XII Sipat – Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho. 

Com o tema ”Prevenção é Vida”, o evento vai contar com palestras que irão abordar importantes assuntos como: doenças sexualmente ransmissíveis (dia 26); tópicos em segurança do trabalho e ergonomia (27); acidente doméstico (também no dia 27); noções de gerência de acidentes de grande vulto (28); e sobre meio ambiente (também agendada para o dia 28), e que será proferida pelo médico e deputado estadual, Luiz Eduardo Cheida. 

No dia 26 de outubro, será realizada também uma campanha de arrecadação de alimentos. O participante do evento poderá colaborar e trazer 1 quilo de produto não perecível (exceto sal, farinha e açúcar), que será totalmente revertida para a Associação Londrinense Interdisciplinar de AIDS (Alia).As inscrições para a XII Sipat são gratuitas e podem ser feitas pelo blog: www.senailondrina.com.br. As vagas para as palestras são limitadas.

Senai Londrina realiza semana de prevenção de acidentes

Patrões sonegam R$ 20 bi em hora extra de trabalhador, diz Anamatra

Os trabalhadores brasileiros deixam de receber por ano R$ 20 bilhões em horas extras sonegada pelos empregadores. O principal motivo, segundo a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), seria a manipulação dos registros da jornada pelas empresas. “O brasileiro trabalha muito mais do que 44 horas semanais e nem recebe por isso”, disse o desembargador Luiz Alberto de Vargas, diretor da entidade.

A implementação de ponto eletrônico nas empresas, para registrar a hora de entrada e saída dos funcionários, ajudaria a coibir a sonegação. Centrais sindicais e ministério do Trabalho tentam há tempos impor essa obrigação às empresas, por meio de uma portaria do próprio ministério. Mas entidades patronais têm resistido, e o governo acaba recuando. A previsão hoje é que entre em vigor em janeiro.

“O ponto é solução para a questão das horas extras dos trabalhadores, por garantir proteção ao trabalhador e segurança jurídica às empresas”, diz a secretária de Inspeção do Trabalho do ministério, Vera Albuquerque.

O não pagamento de hora extra subtrai dinheiro não apenas dos trabalhadores, mas do cofres públicos também, já que uma parte da remuneração vai para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Esse dinheiro poderia estar financiando a construção de casas populares”, diz o auditor fiscal do Trabalho Vandrei Barreto de Cerqueira.

Ele acrescenta um dado ainda mais dramático decorrente de uma jornada de trabalho longa, além da não remuneração. Três brasileiros morrem em média por mês, graças à sobrecarga. “Nos últimos cinco anos, tivemos 430 acidentes de trabalho causados por sobrejornada, dos quais 167 foram fatais”, afirmou.

As centrais sindicais têm pressionado o Congresso a votar a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas. Dominado por empresários – 45% dos parlamentares são patrões, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) -, o Congresso tem ignorado apelo.

A adoção do ponto eletrônico foi discutida na última segunda-feira (10) em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado. Representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no debate, Paulo Rolim disse que o setor não está preparado para arcar com os custos do ponto eletrônico (cerca de R$ 1,2 mil por unidade).

Senai Londrina realiza semana de prevenção de acidentes

SP: Terceirizados ganham metade do salário de empregado formal

De acordo com estudo do Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (Sindeepres) divulgado na segunda-feira (17), embora tenha aumentado 79% em valores reais (descontada a inflação) desde 1985, salário médio real representou 53,6% da média recebida pelo conjunto de trabalhadores formais no Estado.

Entre 2003 e 2010 (dado mais recente considerado pelo estudo), a quantidade de empregados pulou de 346,7 mil para 700,2 mil. No mesmo período, o número de empresas de terceirização cresceu 65%, chegando a 5.346 no ano passado.

Para Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e coordenador do levantamento, o avanço da terceirização ainda seria estimulado, na sua opinião, pela redução nos custos de contratação e por um enunciado do Tribunal Superior do Trabalho, de 1993, que definiu os setores cabíveis de terceirização da mão de obra e concedeu segurança jurídica às empresas. No entanto, a participação dos terceirizados entre os novos postos formais de trabalho abertos no Estado apresenta um movimento de queda desde 2000 e hoje equivale a 13,2% do saldo líquido de novos empregos.

O estudo revela ainda que “a terceirização perdeu força nos setores que exigem mão de obra menos qualificada, como na limpeza e segurança, e ganhou espaço em outros, como entre bancários e na indústria têxtil”, afirma Pochmann.

De acordo com pesquisador, “a falta de regulamentação dificulta a solução dos problemas de relações trabalhistas precárias que ainda existem no ambiente da terceirização. (…) A terceirização veio para ficar no Brasil e é preciso levantar questões referentes a esse segmento tão grande dos trabalhadores”.

Segundo o presidente do sindicato, Genival Beserra Leite, a categoria reivindica “melhores condições de trabalho, controle do número de horas de serviço e salários mais altos”.

O número de terceirizados subiu, em média, 11,1% ao ano entre 1985 e 2010, ainda segundo números do estudo. A quantidade de empresas teve aumento médio de 16,4% ao ano no período.

Senai Londrina realiza semana de prevenção de acidentes

Construção já sente efeitos do mundial

Oitenta e cinco por cento das empresas de construção civil acreditam que a Copa do Mundo de 2014 trará impactos positivos para o setor e 18% informaram já perceber esses efeitos em seus negócios. As informações fazem parte de um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado ontem. A pesquisa consultou 411 empresas de diferentes portes de todo o país, entre 1.º e 15 de julho. Para metade (47%) das empresas consultadas, o megaevento esportivo provocará benefícios na própria empresa – as expectativas aumentam conforme o porte da empresa. Na avaliação dos empresários do setor, a mão de obra é o maior gargalo para a execução da Copa no Brasil. A falta ou alto custo de mão de obra foi a resposta mais citada (71%).

Senai Londrina realiza semana de prevenção de acidentes

Custo de mão de obra na construção dispara

Escassez de pessoal provoca elevação de salários; projetos de infraestrutura acirram competição por profissionais
Mestre de obra com boa qualificação já ganha de R$ 12 mil a R$ 18 mil em SP; pedreiro recebe até R$ 5.000 mensais

AGNALDO BRITO DE SÃO PAULO
O aumento de custo da mão de obra empregada na indústria da construção civil brasileira já bateu recorde em 2011. Isso, sem que boa parte das obras da Copa de 2014 tenha começado. A previsão da indústria é que as construções relacionadas ao Mundial comecem em 2012. De janeiro a agosto, a despesa com mão de obra cresceu 10,22%. É a primeira vez, desde 2008 -quando a metodologia de cálculo para esse indicador foi alterada-, que o percentual do crescimento do custo médio nacional da mão de obra alcança dois dígitos.

“Esse é, de longe, o indicador que mais tem puxado o custo global da construção civil nos últimos meses. A questão virou a principal preocupação do setor”, diz Luís Fernando Mendes, economista da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

A razão para esse fenômeno é simples. A indústria desmobilizou mão de obra no longo período em que houve escassez de projetos. A demanda por profissionais vem de várias frentes.

O aumento da renda das famílias estimulou a pequena construção, os chamados “puxadinhos”.

A oferta de crédito deu novo impulso à construção habitacional, turbinada pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Obras de infraestrutura listadas no PAC começaram a sair do papel. Estádios, saneamento e mobilidade urbana para a Copa engrossaram a fila de projetos.

O setor da construção civil emprega atualmente 2,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Estima-se que haja ainda no país outro 1,5 milhão de informais.

Hoje, a média salarial de um trabalhador da construção civil no Brasil é de R$ 1.398,80, segundo o IBGE. Na capital paulista, o piso salarial para trabalhadores não qualificados é de R$ 910,80 e o qualificado de R$ 1.086,80.

Mas a renda já alcança níveis maiores. Segundo o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, já há mestres de obras que ganham entre R$ 12 mil e R$ 18 mil em São Paulo, ou pedreiros com renda mensal de R$ 4.000 a R$ 5.000.

SONDAGEM

Pesquisa divulgada ontem pela CBIC e pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que a escassez e o custo da mão de obra são os dois gargalos que devem atrapalhar a execução das obras da Copa do Mundo.

“A indústria está treinando gente, mas ficamos dez anos parados. Agora o setor vive um novo ciclo que deve durar 10 anos”, afirmou Renato Fonseca, gerente-executivo da CNI.

Diante dessa situação, o atraso nas obras da Copa do Mundo acabou sendo “providencial”. De acordo com Mendes, do CBIC, a indústria da construção não teria como atender a demanda.