por master | 20/10/11 | Ultimas Notícias
Após os depoimentos do preposto e de uma testemunha confirmarem que ele ficava inteiramente à disposição da empresa nos dias de viagem em que trabalhava para a Martins Comércio e Serviços de Distribuição S.A., um motorista de caminhão receberá horas de sobreaviso, conforme pleiteara na Justiça do Trabalho. A empregadora vem tentando modificar sem sucesso, com diversos recursos, a sentença que determinou o pagamento dessas horas extras. Por último, foi a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho que não conheceu dos embargos da empresa.
Previstas no artigo 244 da CLT, as horas de sobreaviso são aquelas em que o empregado se mantém à disposição da empresa, além da jornada normal. Estabelecidas inicialmente para a categoria dos ferroviários, ao longo do tempo a jurisprudência estendeu-as a outras atividades. Para ter direito a recebê-las, o empregado deve permanecer à disposição do empregador, aguardando suas ordens, o que o impede de exercer alguma atividade pessoal sem descumprir sua função. Ou seja, tem de ficar caracterizado que o empregado está tolhido do seu direito de ir e vir, aguardando as ordens em sua residência.
Dormir no caminhão
O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA), ao confirmar a sentença, ressaltou a importância dos depoimentos harmônicos colhidos durante a fase de instrução processual, em que preposto e testemunha do autor afirmaram que o motorista ficava “inteiramente à disposição da empresa nos seis dias de viagem que realizava”.
À SDI-1, a Martins Comércio e Serviços de Distribuição alegou que o sobreaviso postulado pelo motorista referia-se ao período em que ele permanecia dormindo no veículo. Por essa razão, não corresponderia a tempo à disposição da empresa, nem ao sobreaviso. A empregadora recorreu da decisão proferida pela Quarta Turma do TST, que não conhecera do recurso de revista no qual a empresa argumentara que dormir na cabine do caminhão, na condição de motorista, não podia ser computado como tempo à disposição da empresa, porque essa “particularidade é inerente à profissão”.
Para o relator dos embargos, ministro Augusto César Leite de Carvalho, os julgados apresentados para demonstração da divergência jurisprudencial eram inespecíficos e não permitiam o conhecimento do recurso. Ao esclarecer que o caso trazido para comprovação da divergência tratava de empregado que pernoitava no caminhão, o relator destacou que esse aspecto não foi revelado pela Quarta Turma, incidindo, assim, o obstáculo previsto pela Súmula 296, item I, do TST.
(Lourdes Tavares/CF)
Processo: E-ED-RR – 19900-53.2006.5.05.0661
por master | 20/10/11 | Ultimas Notícias
Para 40% de entrevistados, quebra de regras afeta imagem de profissional.
1 em cada 3 executivos viveu problema com comportamento de funcionário.
Pesquisa da Robert Half, empresa de recrutamento especializado, mostra que o envio errado de e-mail ou um comentário maldoso sobre o chefe ou a empresa publicado no Twitter ou no Facebook, por exemplo, podem deixar a pessoa numa situação constrangedora, comprometer a reputação e a carreira e até gerar demissões.
No Brasil, de acordo com a pesquisa, 70% dos executivos entrevistados disseram que já enviaram e-mail errado ou copiarem algum destinatário por engano.
Para 40% dos executivos brasileiros, a quebra de regras de etiqueta digital prejudica “muito” a imagem do profissional e mais de 90% acredita que afeta “pelo menos um pouco” a imagem do profissional.
O estudo ainda mostra que a massificação do uso de aparelhos móveis, segundo 78,8% dos entrevistados, também “fez aumentar” o número de quebra de regras de etiqueta no ambiente de trabalho.
De acordo com 92,4% dos entrevistados pela pesquisa, as redes sociais são “capazes de gerar negócios”. Por outro lado, parte dos usuários ainda não está preparada para utilizar as ferramentas de forma profissional no ambiente corporativo. O levantamento mostra que um em cada três executivos já viveu problemas com o comportamento de funcionários em redes sociais.
A pesquisa mostra também que a rede social com viés profissional LinkedIn é unanimidade entre os executivos brasileiros. Mais de 90% dos entrevistados possuem perfil na rede e 85,5% deles utilizam a ferramenta para buscar emprego.
Veja dicas de especialistas da Robert Half:
– Se decidir adicionar colegas de trabalho, chefes e clientes em redes sociais mantenha uma abordagem inteiramente profissional. Evite colocar, por exemplo, o que comeu hoje ou em qual bar vai à noite. Avalie se não é o caso de usar um perfil apenas profissional e outro apenas pessoal.
– Se você utiliza as redes sociais de forma profissional, evite deixar o seu perfil sem foto. Uma foto vai confirmar se você é a mesma pessoa que o seu contato conhece. Evite ainda fotos muito informais.
– Em muitas redes sociais, o que você escreve pode ser lido por outros usuários. Portanto, qualquer um de seus amigos (incluindo colegas de trabalho, chefes etc) pode ver seus comentários, fotos e links do YouTube, gostar ou não gostar. Opte por mandar um e-mail ou use o sistema de mensagens privadas, caso o assunto seja mais profissional ou muito informal.
– Ao usar o Twitter para fins profissionais, seja atencioso e generoso. Ao invés de tweetar apenas detalhes irrelevantes, agregue valor aos seus seguidores compartilhando links para artigos interessantes e fontes online.
– Se o uso de redes sociais pessoais no ambiente coorporativo já alerta para a necessidade de cuidados, a atenção deve ser ainda maior quando se trata de redes de natureza profissionais, como o Linkedin. Evite postar assuntos triviais. Seu objetivo deve ser tornar-se uma referência e não um chato na rede.
– Em sites de networking profissional, o perfil é o cartão de visitas para a rede de relacionamento e futuros contatos. Para deixá-lo mais atrativo, evite lacunas de informações. Complete o perfil com seu resumo profissional, histórico profissional e formação acadêmica. Acrescente realizações importantes de sua carreira para que seus contatos possam ter uma clara ideia de suas qualificações.
– A demora em responder convites para ampliar a rede de relacionamento pode afetar sua imagem. Responda aos pedidos prontamente – em menos de 24 horas, se possível.
– As novas tecnologias tornaram o acesso ao e-mail mais fácil, mas também reforçaram a necessidade de se atentar a cuidados para não se comprometer e tampouco ser indelicado com os destinatários.
– Deixar as pessoas esperando por você não é nunca uma boa opção, principalmente no ambiente coorporativo. Tente responder a todas as mensagens em menos de 24 horas. Se você está em reuniões consecutivas, deixe uma mensagem de ausência temporária.
– Dependendo do teor do e-mail, um engano no campo destinatários pode trazer consequências ruins. Sempre revise a lista de distribuição quando enviar uma mensagem.
– Ao se comunicar via e-mail, evite ser prolixo. Explique logo no início o que você deseja. Depois no corpo da mensagem entre nos detalhes e use tópicos, que facilitam a leitura.
– Lotar a caixa do destinatário ou evitar que o e-mail chegue por conta de anexos enormes é algo considerado indelicado. Antes de enviar, pense em zipar o arquivo ou utilizar outro programa que permita compartilhar arquivos pela internet.
– Celulares e smartphones são ferramentas praticamente indispensáveis no ambiente coorporativo. Porém, a maneira como são utilizados dizem bastante quanto à sua postura profissional. Em reuniões, é importante mostrar que está focado, e olhar o celular constantemente ou ficar escrevendo mensagens mostra aos outros que o seu foco está em outro lugar. Em situações urgentes, saia da sala para responder uma mensagem ou fazer uma ligação.
– Antes de iniciar uma ligação pense em quem eventualmente poderá ouvi-la. Faça ligações delicadas de um lugar privado.
– Não utilize o recurso de mensagens para diálogos extensos. É uma ferramenta útil para enviar um endereço ou avisar os colegas que você vai se atrasar.
por master | 20/10/11 | Ultimas Notícias
CNI consultou 400 empresas do setor em pesquisa divulgada nesta terça.
Escassez e custo de trabalhadores foram citados por 71%.
A menos de 32 meses para o início da Copa do Mundo no Brasil, a indústria da construção civil, responsável pelas obras do campeonato, aponta a escassez de mão de obra como o maior obstáculo para a realização do evento.
De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta terça-feira (18), com mais de 400 empresas, 71% acreditam que a falta ou alto custo da mão de obra são os principais gargalos para a execução dos jogos mundiais em 2014.
Entre as empresas de grande porte, a percepção é ainda pior: 76% disseram considerar o problema de mão e obra a principal dificuldade para a realização da Copa.
Outras dificuldades apontadas na sondagem da CNI foram a burocracia do processo de licitação (48% do total); prazo curto para o término da obra ou do serviço (45%) e a alta tributação (43%). Considerando apenas as grandes empresas ouvidas pela pesquisa, a segunda principal queixa é quanto ao tempo restrito para finalizar as obras e serviços (57%). Em seguida, aparece a burocracia, que, para as pequenas empresas, é a segunda maior preocupação.
“Hoje, há um problema de mão de obra qualificada e vai continuar existindo no país nos próximos anos. Isso é fato. As empresas colocam isso. Mas, é preciso levar em conta que já houve um desaquecimento do setor em relação a 2010, e a oferta de mão de obra continua aumentando, mesmo que a demanda também tenha esse comportamento. Além disso, tem o aumento dos investimentos em capacitação. As próprias empresas estão fazendo isso”, disse Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa da CNI.
Para Fonseca, os riscos que os jogos mundiais enfrentam dizem respeito à chance de atraso da entrega e do crescente encarecimento do custo das obras. “Atrasa porque, se você contrata pessoas não qualificadas, essa pessoa leva mais tempo para fazer aquele trabalho.”
Efeitos positivos
A percepção da maioria das empresas que foram ouvidas pela sondagem é de que a Copa trará impactos positivos para a indústria da construção (85%). Quanto aos benefícios que os jogos trarão para a própria empresa, 47% disseram acreditar que haverá.
por master | 20/10/11 | Ultimas Notícias
São Paulo – Oitenta e cinco por cento das empresas de construção civil acreditam que a Copa do Mundo de 2014 trará impactos positivos para o setor e 18% informaram já perceber esses efeitos em seus negócios. As informações fazem parte de um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado ontem. A pesquisa consultou 411 empresas de todo o País, entre 1º e 15 de julho. Foram 212 de pequeno porte, 149 de médio porte e 50 grandes empresas.
Para metade (47%) das empresas consultadas, o megaevento esportivo provocará benefícios na própria empresa. A expectativa sobre os efeitos da Copa do Mundo no setor aumentam conforme o porte da empresa. Todas as empresas de grande porte ouvidas afirmaram acreditar no impacto positivo do megaevento esportivo.
Entre as de médio porte, 86% concordam com a afirmação. O número cai para 81% entre as pequenas empresas. Das médias, 6% acham que o impacto será negativo e 8% que não haverá alterações. Entre as pequenas, 12% avaliam que a influência da Copa no setor será negativa e 8% dizem que não haverá impacto.
Mão de obra
A razão para o pessimismo de algumas pequenas e médias empresas pode ser a possibilidade de falta de mão de obra e aumento de custo que as obras da Copa poderão ocasionar, segundo o gerente-executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. ”A própria pesquisa mostra que isso pode acontecer. As empresas que acham que os impactos podem ser negativos devem ter feito essa avaliação.”
Na avaliação dos empresários do setor, a mão de obra é o maior gargalo para a execução da Copa no Brasil. A falta/alto custo de mão de obra foi a resposta mais citada, com 71%. ”Hoje existe um problema da falta de mão de obra e que vai continuar existindo, porque a demanda esta maior do que a oferta”, diz Fonseca.
por master | 20/10/11 | Ultimas Notícias
Ter profissionais mais maduros traz equilíbrio e propicia troca de experiência saudável no ambiente de trabalho
Engana-se quem pensa que o mercado de trabalho está em baixa para aqueles que têm mais de 40 anos de idade. Com a retomada econômica as empresas estão redescobrindo os profissionais acima desta faixa etária e driblando a falta de mão de obra qualificada. Quem constata isso é a professora de psicologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Regina Márcia Brolesi, para quem o cenário é bastante promissor.
Mesmo que o número de desemprego venha diminuindo, a crise para contratação de mão de obra qualificada continua. ”Os setores que mais sofrem com essa escassez são os que requerem trabalho operacional e braçal”, diz Regina Márcia. De acordo com ela, os jovens estão estudando mais e preferindo profissões ”mais tranquilas”.
Por outro lado, a evolução do emprego e as exigências com relação às competências fez com que as empresas voltassem a contratar profissionais mais maduros. Segundo o diretor da Labor Trabalhos Temporários, Sílvio Lopes, as pessoas com mais de 40 anos estão entre os mais procurados por conta da experiência adquirida. Lopes ressalta, porém, que é preciso estar atualizado. Saiba mais na reportagem de Kalinka Amorin.