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Justiça do Trabalho gaúcha condena transportadora por discriminação racial

Justiça do Trabalho gaúcha condena transportadora por discriminação racial

A transportadora Rápido Transpaulo deve indenizar por danos morais, no valor de R$ 15 mil, um empregado que alegou ter sido chamado pejorativamente de “negro” e “macaco” por seu supervisor durante o horário de trabalho. A decisão é da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) e mantém sentença do juiz Luiz Fernando Bonn Henzel, da 3ª Vara do Trabalho de Canoas. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A empresa não compareceu à audiência em que devia depor. Por isso, o juiz de primeiro grau aplicou a chamada confissão ficta – dedução de que houve aceitação das alegações da parte contrária. O procedimento é previsto pela Súmula Nº 74 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O magistrado salientou na sentença que a discriminação racial é crime inafiançável e imprescritível, com pena de reclusão, previsto pelo artigo 5º, inciso 42, da Constituição Federal. Destacou que, no âmbito das relações de trabalho, os atos discriminatórios praticados por empregadores, que têm como incumbência assegurar os direitos personalíssimos de seus empregados, devem ser combatidos de maneira eficaz pela Justiça do Trabalho. “Os atos discriminatórios em razão da cor da pele do reclamante configuram ofensa à honra e à dignidade do autor, autorizando o deferimento de indenização a título de dano moral”, decidiu.
 
Em recurso ao TRT-RS, a empresa argumentou que o ônus da prova seria do trabalhador, e que este não produziu provas objetivas, como data do fato e o nome de quem o ofendeu. Sustentou, também, que o empregado deveria ter provado o abalo moral sofrido, demonstrando seu constrangimento, dor grave ou humilhação. O relator do acórdão no TRT-RS, desembargador Fabiano de Castilhos Bertolucci, destacou, entretanto, que a reclamada, mesmo declarada confessa, poderia ter produzido provas contrárias ao alegado pelo reclamante, mas apenas negou o fato, o que não é suficiente para que seja absolvida. “A falta de prova a respeito da questão, nessa circunstância, permite que se acolha a tese sustentada pelo reclamante”, afirmou. O desembargador ressaltou a dificuldade de mensurar objetivamente o dano nessas hipóteses, mas considerou o valor determinado pelo juiz de origem como razoável, consideradas a extensão do dano causado, a relativa capacidade econômica da empresa e o caráter pedagógico e punitivo da pena.
 
Processo 0224800-36.2009.5.04.0203 (RO)
Justiça do Trabalho gaúcha condena transportadora por discriminação racial

Operário morre soterrado em Belo Horizonte

Um funcionário da construção civil morreu soterrado na manhã de hoje, em uma obra, em Belo Horizonte, Minas. O acidente aconteceu por volta das 11 horas, no bairro Sion. Segundo o Corpo de bombeiros, o barranco desabou sobre Charles Barros da Cruz, de 27 anos, quando ele realizava trabalhos de escavação de uma tubulação, em uma obra na Rua Patagônia, 300. O operário chegou a ser socorrido por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Justiça do Trabalho gaúcha condena transportadora por discriminação racial

Sinduscon-SP: Custo Unitário Básico tem alta de 0,14% em setembro

SÃO PAULO – O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo cresceu 0,14% em setembro, na comparação com a agosto, para R$ 953,75 por metro quadrado.

O indicador reflete a variação dos custos do setor para uso nos reajustes dos contratos de obras e é medido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No ano, o CUB acumula alta de 5,71% e, nos 12 meses encerrados em setembro, elevação de 5,43%.

As despesas das construtoras com materiais de construção subiram 0,16% em setembro ante agosto, os custos com mão de obra aumentaram 0,13% e os salários dos engenheiros não tiveram alteração. Dez dos 41 itens pesquisados subiram acima do IGP-M de setembro.

(Chiara Quintão | Valor)

Justiça do Trabalho gaúcha condena transportadora por discriminação racial

Ministro do Trabalho prevê pleno emprego em 2012, apesar da crise

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, acredita que o Brasil alcançará o pleno emprego ao longo de 2012. Para ele, a condição, caracterizada quando a taxa de desemprego fica próxima a 5%, é possível de ser alcançada a despeito dos efeitos decorrentes da crise internacional, que atinge principalmente os Estados Unidos e a Europa.

“Minha expectativa é de que possamos alcançar o pleno emprego no ano que vem”, afirmou Lupi, após participar de Convenção Estadual de seu partido, o PDT, em São Paulo. Em agosto, a taxa de desemprego medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou estável em 6,0%.

A geração de empregos ao longo de 2011 deverá totalizar 2,7 milhão de postos formais, afirmou Lupi. O resultado é inferior à meta anterior, de 3 milhões de vagas, mas ainda é considerado positivo pelo executivo.

“Atingiremos agora, neste mês, dois milhões (de novos empregos) com a presidenta Dilma e 18 milhões nos governos Lula e Dilma”, disse Lupi. “É um número monstruoso. Já está faltando trabalhador”, destacou.

Até agosto, a geração de vagas formais somava 1.825.382 postos, abaixo das 2.195.370 vagas geradas nos oito primeiros meses de 2010.

Para Lupi, a geração de 2,7 milhões de postos no ano é expressiva, principalmente quando comparada com o resultado de outros países. Os Estados Unidos, por exemplo, preveem a abertura de 150 mil vagas, lembrou o ministro.

No último dia 14 de setembro, Lupi havia comentado que a projeção de empregos gerados este ano estava entre 2,7 milhões e 3 milhões. Duas semanas e meia depois, ele acaba de ajustar a estimativa para o piso do intervalo.

“A crise internacional sempre acaba, de alguma maneira, afetando o emprego regional, porque há uma diminuição das encomendas. Mas não é nada que fará com que o Brasil, por exemplo, deixe de continuar gerando emprego recorde no mundo”, ressaltou Lupi.

A taxa de desemprego registrada em agosto passado foi a menor para o mês desde o início da série da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada pelo IBGE desde 2002. O recorde do levantamento foi registrado em dezembro do ano passado (mês sazonalmente mais favorável para a geração de vagas), quando a taxa de desemprego alcançou 5,3%.

‘Faxina’
Carlos Lupi também minimizou comentários de que a “faxina” promovida pela presidente Dilma Rousseff em ministérios de seu governo pudesse atingir a pasta que comanda. A possibilidade, cogitada por assessores do governo no momento mais turbulento envolvendo investigações no ministério dos Transportes, seria defendida por algumas pessoas que desejam a queda de Lupi, segundo análise do próprio ministro.

“Àqueles que desejam (queda), falo sempre uma coisa. Eu sou cana de canavial, que é uma planta que você queima, corta, e ela brota. Sabe por quê? Porque ela tem raiz profunda. Ela busca a água”, disse. “Para me cortarem e para me queimarem, muitos podem (tentar) fazer. Mas não vão conseguir”, complementou.

O ministro destacou que está na política há 35 anos e que nunca teve o nome envolvido em irregularidades. “Não existe um fato que envolva Carlos Lupi com coisa errada”, ressaltou.

Lupi tem sido alvo de uma série de acusações por parte da oposição. Na terça-feira passada, o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP) entrou com duas representações, uma na Procuradoria Geral da República e outra no Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF), contra Lupi. A oposição pede que seja feito um pente-fino nos órgãos de investigação a respeito de um possível aparelhamento do Ministério do Trabalho.

PR ‘ganha’ mais de 100 cadeiras de vereador

PR ‘ganha’ mais de 100 cadeiras de vereador

Emenda Constitucional que define limites de vereadores de acordo com o número de habitantes já provocou mudanças em 38 Câmaras Mais 26 Casas também querem aumentar

vereadoreslistaQuase 40 Câmaras do Paraná já aumentaram o número de cadeiras de vereador para a próxima legislatura, que se inicia em 2013. É o que revela um estudo feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado ontem em Porto Alegre. Das 399 Câmaras do Paraná, 121 poderiam aumentar o número de cadeiras levando em conta a Emenda Constitucional 58/2009, que definiu para todo o País o limite de vagas nos legislativos municipais de acordo com o tamanho da população. Das 121 Casas, 38 já aprovaram o aumento de cadeiras e outras 26 confirmaram a intenção de alterar, o que pode ocorrer, segundo a CNM, até 30 de junho de 2012, data que coincide com o final das convenções partidárias. 

Os 26 municípios paranaenses que informaram que ainda vão alterar o número de cadeiras são: Ampére, Antonina, Arapongas, Arapoti, Araucária, Campina Grande do Sul, Cerro Azul, Faxinal, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Guaratuba, Irati, Jandaia do Sul, Mandirituba, Mangueirinha, Marialva, Morretes, Nova Esperança, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Prudentópolis, Reserva, Santa Helena, Toledo e Umuarama. 

Já o município de Cornélio Procópio aparece na pesquisa da CNM entre aqueles que não alteraram o número de cadeiras. Mas, no último dia 27, os vereadores daquela cidade voltaram atrás e aumentaram o número de vereadores. 

No Paraná, existem hoje 1.107 cadeiras de vereador. Com as alterações já feitas por causa da EC 58/2009, o número passa a ser 1.241, ou seja, 134 cadeiras a mais por enquanto. 

Em todo País, entre os 5.565 municípios brasileiros, 2.153 podem alterar o número de cadeiras, com base na EC 58/2009. Segundo a CNM, 930 já fizeram a alteração. 

O levantamento constatou que metade dos municípios que podem mudar preferiram aumentar o número de cadeiras, com exceção de Conchal (SP), que diminuiu as vagas de 13 para 11. Na outra metade, que ainda não mudaram, 62% das câmaras indicaram que ainda pretendem alterar o número de cadeiras. 

Para chegar à projeção, a área técnica da CNM consultou todas as 2.153 Câmaras que, pela legislação atual, podem mudar o número de cadeiras, e obteve resposta de 1.857 (87,7%) delas, o que fez o presidente da entidade, Paulo Roberto Ziulkoski, considerar os dados como ”quase um censo”.