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Confiança da indústria cai pelo 9º mês seguido, diz FGV

Confiança da indústria cai pelo 9º mês seguido, diz FGV

Pela nona vez consecutiva, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) mostrou queda, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador recuou 1,6% em setembro, após cair 2,2% em agosto. O recuo na confiança em setembro foi influenciada principalmente pela piora das perspectivas em relação aos próximos meses.

O ICI, que vai até 200 pontos, caiu de 102,7 pontos em agosto para 101,1 pontos em setembro. Este é o menor patamar de confiança desde agosto de 2009 (100,2 pontos), ano em que o País sofria os efeitos negativos da crise global em sua economia. O resultado também ficou 2,9 pontos abaixo da média histórica do indicador, apurada desde 2003.

Entre os dois subindicadores componentes do ICI, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,6%, após mostrar um recuo de 3,6% em agosto. Mas o segundo componente do ICI, o Índice de Expectativas (IE), teve queda mais intensa em setembro, de 2,6%, ante retração de 0,7% apurada em agosto. No caso do IE, o nível do indicador em setembro ficou abaixo da linha divisória entre expectativas favoráveis e desfavoráveis pela primeira vez desde agosto de 2009.

Na comparação com setembro do ano passado, o ICI registrou queda de 11% em setembro deste ano, mais forte que a apurada em agosto (-9,2%), no mesmo tipo de comparação. Ainda na comparação com setembro do ano passado, houve quedas de 10,7% e de 11,2%, respectivamente, para o Índice de Situação Atual e para o Índice de Expectativas, em setembro deste ano.

O levantamento para o cálculo do índice foi feito entre os dias 5 e 27 deste mês, em uma amostra de 1.241 empresas informantes.

Confiança da indústria cai pelo 9º mês seguido, diz FGV

Novo seguro-desemprego prejudica atendimento em São Paulo

Maria Aparecida Silva
do Agora

A nova regra do seguro-desemprego aumentou o tempo de espera e reduziu o número de atendimentos para os trabalhadores que pedem o benefício nos postos de São Paulo.

Agora, o seguro pode ser suspenso caso o trabalhador recuse, sem justificativa, um emprego oferecido pelo governo.

No Poupatempo da Sé (região central da capital), por exemplo, os trabalhadores aguardam mais de oito horas para serem atendidos desde segunda-feira, quando a nova regra foi implantada no posto.

A reportagem, anteontem, pegou a senha de atendimento às 10h, e teve o atendimento marcado para às 18h. Antes, a espera era de duas horas. Segundo os servidores, o número de atendimentos foi reduzido de 600 para 230 por dia.

O motorista de carreto Claudemir Inácio, 41 anos, mora em Pirituba (zona norte) e foi encaminhado para uma vaga na Água Rasa (zona leste).

Tentou recusar o emprego por ser distante de sua casa. Ele levaria uma hora para chegar, de ônibus. Porém, sua justificativa não foi aceita pelo ministério.

Resposta

Procurado para comentar as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, Rodolfo Peres Torelly, diretor do Departamento de Emprego e Salário, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, justifica a redução dos atendimentos ao fato de ser um sistema novo que unifica as vagas em todo o país e que, por problemas técnicos, às vezes sai do ar.

Em relação à situação do motorista, Torelly diz acreditar que o entrevistador “usou um mau parâmetro no encaminhamento do profissional”.

Ele confirmou que o seguro será liberado em 30 dias após o pedido, independentemente da duração da seleção e disse que “os postos serão reorientados a serem mais criteriosos na análise dos dados”.

Confiança da indústria cai pelo 9º mês seguido, diz FGV

Apesar de modesto, desempenho da indústria surpreende Fiesp

São Paulo – O diretor adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Walter Sacca, disse hoje (29) que o desempenho da indústria de transformação paulista em agosto chegou a surpreender, porque as estimativas mostravam a indústria enfraquecida, sem resultados significativos. “Porém, a estimativa para o restante do ano é que vamos ter uma acomodação no crescimento da indústria, que está em 3,5%”. Para ele, o setor vai fechar o ano com  uma taxa ligeiramente inferior.

Segundo o Indicador de Nível de Atividade (INA), a indústria paulista cresceu 0,8% em agosto, na comparação com o mês anterior, com ajustes sazonais. Na comparação com agosto de 2010, o INA cresceu 3%. No acumulado do ano, houve elevação de 2,6% e, em 12 meses, de 3,1%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), com ajuste sazonal em agosto, ficou em 82,6 pontos, o mesmo nível de julho.

Entre os setores, os destaques foram para celulose, papel e produtos de papel que registrou queda de 0,9%. Na comparação com agosto do ano passado, a queda foi 5,9%. No acumulado do ano, -2,1% e, no acumulado dos 12 meses, -0,8%.

Minerais não metálicos registraram alta de 1,5% com ajuste sazonal. Na comparação com agosto de 2010, a elevação foi 6,4%. De janeiro a agosto, o setor cresceu 3,6% e, no acumulado de 12 meses, 3,8%. O setor de metalurgia básica cresceu 1,2% com ajuste sazonal, mas acumula queda de 0,9% no ano e de 1,5% no período de 12 meses terminado em agosto.

Sacca disse que a indústria fica receosa com os reflexos do agravamento da crise econômica mundial. “Temos esperança de que passaremos incólumes, e estamos convictos de que os efeitos do que fatalmente está para acontecer aqui serão menores do que na Europa e Estados Unidos”.

O Sensor, pesquisa da Fiesp que avalia as expectativas da indústria, indicou para setembro o valor de 48,9, número aproximado ao de agosto (48,5). Segundo Sacca, índices abaixo de 50 indicam expectativa negativa. “Como o Sensor estava abaixo de 50 no mês passado, [o resultado deste mês] indica estabilidade. Entretanto, nos meses anteriores, o Sensor ficou sempre acima de 50”. O mercado ficou em 54,5, as vendas em 49,4, o estoque em 38,1, o emprego em 47 e os investimentos em 52,4.

Edição: Vinicius Doria

Confiança da indústria cai pelo 9º mês seguido, diz FGV

Aumenta adesão de bancários à greve no terceiro dia do movimento; mais de 7 mil agências fecharam as portas

Brasília – O terceiro dia da greve nacional dos bancários provocou a paralisação de 7.672 agências nesta quinta-feira (29). Houve aumento de 22,6% na adesão da categoria à paralisação em relação ao segundo dia (28), quando 6.258 instituições financeiras fecharam as portas.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), agências e centros administrativos de bancos públicos e privados de 25 estados e do Distrito Federal participam do movimento. Apenas os bancários de Roraima não aderiram à greve. No entanto, os roraimenses concordaram em participar da mobilização a partir da próxima segunda-feira (3).

Os bancários entraram de greve por tempo indeterminado na última terça-feira (27). A categoria reivindica reajuste de 12,8% nos salários, o que representa 5% de aumento acima da inflação. Eles também pedem aumento nas contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes e fim de metas instituídas pelos bancos que os bancários consideram abusivas. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado a negociações sindicais, ofereceu 0,56% de reajuste superior à inflação.

Em nota, o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, disse que o “silêncio” dos bancos e do governo vai provocar uma das maiores greves feita pela categoria nos últimos anos. “O silêncio dos bancos e do governo tem indignado os trabalhadores e fortalecido a greve. Enquanto a Fenaban não apresentar uma proposta decente, o movimento seguirá crescendo em todo o país.”

Confiança da indústria cai pelo 9º mês seguido, diz FGV

Grevistas dos Correios exigem pagamento dos dias parados e travam negociação

Brasília – Depois de mais uma rodada de negociações entre a direção dos Correios e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores não aceitaram a proposta da estatal de descontar os dias parados. Pela proposta, seria descontado um dia de paralisação por mês. A greve continua por tempo indeterminado.

Segundo Saul da Cruz, do comando de negociações da Fentect, a proposta foi recusada porque os trabalhadores não aceitam nenhuma forma de desconto dos dias não trabalhados. “Virou uma queda de braço. Os trabalhadores não aceitam os descontos, mas aceitam repor os dias, trabalhar para colocar o serviço dos Correios em dia”.

A empresa manteve a proposta de aumento linear de R$ 80 a todos empregados, reajuste salarial e dos benefícios em 6,87% e abono imediato de R$ 500. Segundo a empresa, os valores representam 9,9% de ganho real no salário-base inicial de agente de correios.

O representante dos trabalhadores disse que a proposta da estatal até poderia ser levada à discussão com a categoria se não estivesse atrelada ao desconto dos dias parados. Os trabalhadores reivindicam aumento linear de R$ 200, reposição da inflação de 7,16% e aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. A categoria também exige a contratação imediata de todos os aprovados no último concurso público dos Correios.

Edição: Vinicius Doria