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Novo seguro-desemprego prejudica atendimento em São Paulo

Novo seguro-desemprego prejudica atendimento em São Paulo

Maria Aparecida Silva
do Agora

A nova regra do seguro-desemprego aumentou o tempo de espera e reduziu o número de atendimentos para os trabalhadores que pedem o benefício nos postos de São Paulo.

Agora, o seguro pode ser suspenso caso o trabalhador recuse, sem justificativa, um emprego oferecido pelo governo.

No Poupatempo da Sé (região central da capital), por exemplo, os trabalhadores aguardam mais de oito horas para serem atendidos desde segunda-feira, quando a nova regra foi implantada no posto.

A reportagem, anteontem, pegou a senha de atendimento às 10h, e teve o atendimento marcado para às 18h. Antes, a espera era de duas horas. Segundo os servidores, o número de atendimentos foi reduzido de 600 para 230 por dia.

O motorista de carreto Claudemir Inácio, 41 anos, mora em Pirituba (zona norte) e foi encaminhado para uma vaga na Água Rasa (zona leste).

Tentou recusar o emprego por ser distante de sua casa. Ele levaria uma hora para chegar, de ônibus. Porém, sua justificativa não foi aceita pelo ministério.

Resposta

Procurado para comentar as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, Rodolfo Peres Torelly, diretor do Departamento de Emprego e Salário, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, justifica a redução dos atendimentos ao fato de ser um sistema novo que unifica as vagas em todo o país e que, por problemas técnicos, às vezes sai do ar.

Em relação à situação do motorista, Torelly diz acreditar que o entrevistador “usou um mau parâmetro no encaminhamento do profissional”.

Ele confirmou que o seguro será liberado em 30 dias após o pedido, independentemente da duração da seleção e disse que “os postos serão reorientados a serem mais criteriosos na análise dos dados”.

Novo seguro-desemprego prejudica atendimento em São Paulo

Apesar de modesto, desempenho da indústria surpreende Fiesp

São Paulo – O diretor adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Walter Sacca, disse hoje (29) que o desempenho da indústria de transformação paulista em agosto chegou a surpreender, porque as estimativas mostravam a indústria enfraquecida, sem resultados significativos. “Porém, a estimativa para o restante do ano é que vamos ter uma acomodação no crescimento da indústria, que está em 3,5%”. Para ele, o setor vai fechar o ano com  uma taxa ligeiramente inferior.

Segundo o Indicador de Nível de Atividade (INA), a indústria paulista cresceu 0,8% em agosto, na comparação com o mês anterior, com ajustes sazonais. Na comparação com agosto de 2010, o INA cresceu 3%. No acumulado do ano, houve elevação de 2,6% e, em 12 meses, de 3,1%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), com ajuste sazonal em agosto, ficou em 82,6 pontos, o mesmo nível de julho.

Entre os setores, os destaques foram para celulose, papel e produtos de papel que registrou queda de 0,9%. Na comparação com agosto do ano passado, a queda foi 5,9%. No acumulado do ano, -2,1% e, no acumulado dos 12 meses, -0,8%.

Minerais não metálicos registraram alta de 1,5% com ajuste sazonal. Na comparação com agosto de 2010, a elevação foi 6,4%. De janeiro a agosto, o setor cresceu 3,6% e, no acumulado de 12 meses, 3,8%. O setor de metalurgia básica cresceu 1,2% com ajuste sazonal, mas acumula queda de 0,9% no ano e de 1,5% no período de 12 meses terminado em agosto.

Sacca disse que a indústria fica receosa com os reflexos do agravamento da crise econômica mundial. “Temos esperança de que passaremos incólumes, e estamos convictos de que os efeitos do que fatalmente está para acontecer aqui serão menores do que na Europa e Estados Unidos”.

O Sensor, pesquisa da Fiesp que avalia as expectativas da indústria, indicou para setembro o valor de 48,9, número aproximado ao de agosto (48,5). Segundo Sacca, índices abaixo de 50 indicam expectativa negativa. “Como o Sensor estava abaixo de 50 no mês passado, [o resultado deste mês] indica estabilidade. Entretanto, nos meses anteriores, o Sensor ficou sempre acima de 50”. O mercado ficou em 54,5, as vendas em 49,4, o estoque em 38,1, o emprego em 47 e os investimentos em 52,4.

Edição: Vinicius Doria

Novo seguro-desemprego prejudica atendimento em São Paulo

Aumenta adesão de bancários à greve no terceiro dia do movimento; mais de 7 mil agências fecharam as portas

Brasília – O terceiro dia da greve nacional dos bancários provocou a paralisação de 7.672 agências nesta quinta-feira (29). Houve aumento de 22,6% na adesão da categoria à paralisação em relação ao segundo dia (28), quando 6.258 instituições financeiras fecharam as portas.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), agências e centros administrativos de bancos públicos e privados de 25 estados e do Distrito Federal participam do movimento. Apenas os bancários de Roraima não aderiram à greve. No entanto, os roraimenses concordaram em participar da mobilização a partir da próxima segunda-feira (3).

Os bancários entraram de greve por tempo indeterminado na última terça-feira (27). A categoria reivindica reajuste de 12,8% nos salários, o que representa 5% de aumento acima da inflação. Eles também pedem aumento nas contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes e fim de metas instituídas pelos bancos que os bancários consideram abusivas. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado a negociações sindicais, ofereceu 0,56% de reajuste superior à inflação.

Em nota, o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, disse que o “silêncio” dos bancos e do governo vai provocar uma das maiores greves feita pela categoria nos últimos anos. “O silêncio dos bancos e do governo tem indignado os trabalhadores e fortalecido a greve. Enquanto a Fenaban não apresentar uma proposta decente, o movimento seguirá crescendo em todo o país.”

Novo seguro-desemprego prejudica atendimento em São Paulo

Grevistas dos Correios exigem pagamento dos dias parados e travam negociação

Brasília – Depois de mais uma rodada de negociações entre a direção dos Correios e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores não aceitaram a proposta da estatal de descontar os dias parados. Pela proposta, seria descontado um dia de paralisação por mês. A greve continua por tempo indeterminado.

Segundo Saul da Cruz, do comando de negociações da Fentect, a proposta foi recusada porque os trabalhadores não aceitam nenhuma forma de desconto dos dias não trabalhados. “Virou uma queda de braço. Os trabalhadores não aceitam os descontos, mas aceitam repor os dias, trabalhar para colocar o serviço dos Correios em dia”.

A empresa manteve a proposta de aumento linear de R$ 80 a todos empregados, reajuste salarial e dos benefícios em 6,87% e abono imediato de R$ 500. Segundo a empresa, os valores representam 9,9% de ganho real no salário-base inicial de agente de correios.

O representante dos trabalhadores disse que a proposta da estatal até poderia ser levada à discussão com a categoria se não estivesse atrelada ao desconto dos dias parados. Os trabalhadores reivindicam aumento linear de R$ 200, reposição da inflação de 7,16% e aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. A categoria também exige a contratação imediata de todos os aprovados no último concurso público dos Correios.

Edição: Vinicius Doria

Novo seguro-desemprego prejudica atendimento em São Paulo

Portal Mais Trabalho com dados unificados para colocação do trabalhador no mercado ganha atuação nacional

Brasília – O Ministério do Trabalho e Emprego finalizou, nesta semana, em São Paulo, o trabalho de implantação nacional do Portal Mais Emprego. O projeto, que auxilia o trabalhador a ser recolocado no mercado de trabalho, havia sido criado em setembro do ano passado como teste, no estado da Paraíba, e agora está funcionando em todo o Brasil.

O Portal Mais Emprego é um sistema que reúne, em único banco de dados, as informações do Sistema Nacional de Emprego (Sine), das superintendências regionais do Trabalho e Emprego, da Caixa Econômica Federal e das empresas de qualificação profissional que utilizam desses dados para intermediar o processo de emprego entre a empresa e o trabalhador.

Ao dar entrada no seguro-desemprego, o trabalhador é automaticamente inscrito no processo de intermediação para conseguir outra oportunidade de emprego. Desde que foi implantado, o portal já atendeu a 1,164 milhão de beneficiários, encaminhou 17.781 habilitados do seguro-desemprego e proporcionou a colocação de 1.395 trabalhadores.

“O trabalhador poderá ser convocado a participar de processos de seleção e ser encaminhado às vagas que foram ofertadas pelos empregadores ao Sine. Com a implantação do portal, o trabalhador estará automaticamente inscrito na intermediação de emprego, independentemente de onde der entrada”, explica o diretor do Departamento de Emprego e Salário do ministério, Rodolfo Torelly.

Além de poder se inscrever para uma vaga de emprego, o trabalhador também tem como fazer consultas, obter informações sobre seu benefício, elaborar e imprimir o currículo, ter informações sobre abono salarial e acompanhar seu processo de intermediação de mão de obra no Portal Mais Emprego. Já o empregador poderá enviar requerimentos de seguro-desemprego, disponibilizar vagas, consultar currículos e acompanhar os processos de seleção das vagas disponibilizadas.

Torelly explica que, quando o trabalhador solicita o seguro-desemprego, se houver vaga compatível com seu perfil profissional, ele será convidado a comparecer ao Sine para participar de entrevista e, se possível, é encaminhado ao processo de seleção. “O que não pode é recusar uma oportunidade condizente com o último emprego e salário. Por exemplo, se, ao requerer o seguro-desemprego, o trabalhador se recusar, por três vezes, a comparecer a uma vaga condizente com seu perfil, o beneficio será cancelado. A Lei do Seguro-Desemprego é clara: sua finalidade é para assistência e colocação no mercado de trabalho.”

A Lei 7.998/90, que instituiu o seguro-desemprego, determina a suspensão do pagamento do benefício caso o trabalhador obtenha novo emprego e também se ele estiver recebendo algum benefício de prestação continuada da Previdência Social, exceto auxílio-acidente e pensão por morte de parente. Se ele tiver outra renda, também não tem direito ao benefício. A lei estabelece ainda o cancelamento do seguro-desemprego caso fique comprovado que o trabalhador deu informações falsas para a habilitação ao benefício ou que houve fraude para receber o recurso indevidamente.

Quando o trabalhador não comparece a três convocações consecutivas tem o benefício suspenso e deve apresentar-se ao Sine para atualizar o cadastro e justificar o não comparecimento. Se não houver justificativa para a recusa, o benefício é suspenso. “É muito melhor voltar ao trabalho do que ficar no seguro-desemprego. Quem troca o trabalho formal para receber o benefício é o maior prejudicado. O programa do seguro-desemprego faz parte das políticas ativas, pois visa ao retorno do trabalhador ao mercado de trabalho via Sine e qualificação profissional. Queremos fortalecer as políticas ativas. Nunca geramos tanto emprego no país”, disse Torelly.

Edição: Lana Cristina