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Uma linha de produção no canteiro de obras

Uma linha de produção no canteiro de obras

Você já imaginou ser possível construir toda a alvenaria de uma casa, com as fiações, estrutura, paredes e tubulações em apenas um dia? Com a tecnologia de concreto moldado ”in loco”, hoje usada pela Cohabra Habitacional Brasil, empresa da Teixeira Holzmann especializada para atender o consumidor do primeiro imóvel, isso não só é possível como está sendo realizado no Residencial Village Alto da Warta. Já são 29 casas que foram construídas em menos de dois meses, formando uma verdadeira linha de produção no canteiro de obras. 

”No início demoramos cerca de dois dias para cada casa, até o pessoal aprender a montar os moldes e injetar o concreto. Hoje demoramos um dia para cada uma, um tempo que não é possível conseguir com uma construção convencional. É uma linha de produção”, explica Auro Grotti, engenheiro responsável pela obra. As casas que estão sendo construídas no local demorariam de 20 a 30 dias para ficarem prontas, e mais de um ano para que todas as 113 casas estivessem preparadas para moradia. Com a tecnologia usada, toda elas ficarão prontas em até seis meses. 

O concreto ”in loco” é um sistema que usa moldes de placas de alumínio. A fundação da casa é erguida no sistema convencional da construção e a estrutura é feita de ferro. Quando esse processo está pronto, as placas de alumínio, ajustadas por pinos, são montadas em volta da estrutura e preenchidas com concreto leve. Cerca de 12 horas após esse processo, elas são retiradas e toda estrutura – já com fiação e tubulação – está pronta para receber o telhado e o acabamento. O resultado, segundo o engenheiro, é uma parede de grande resistência, com boa acústica e conforto térmico para o morador. 

”A vantagem é que economizamos até 20% no custo final da obra, porque não necesitamos de várias equipes na obra como carpinteiros, armador, pedreiro, rebocador, só um pessoal que aprenda a usar as placas, e também usamos menos materiais. E essa economia é repassada uma parte para o morador e outra parte para comprar acabamentos de melhor qualidade”, salienta. Além disso, fazer o acabamento em uma casa moldada demora cerca de 15 dias, enquanto uma convencional demora até 45. 

Sistema monolítico 

A Construtora Rossi também investe nesse tipo de moldes de alumínio, mas os chama de Sistema de Monolítico. ”Estes diferentes sistemas de industrializações permitem atuarmos nas mais diferentes regiões do país e condições de implantações dos empreendimentos, sempre buscando ganho de produtividade, redução do desperdício, aumento de qualidade e atendendo as necessidades comerciais”, considera o diretor de engenharia da Rossi, Renato Diniz. 

Na mesma linha, a companhia utiliza outras tecnologias nos seus projetos voltados para o segmento econômico. Nas fábricas da Rossi são produzidas paredes, lajes, escadas, baldrames, contra-marcos e muro de fechamentos para as obras. Após estes materiais estarem prontos, eles são transportados para os canteiros, reduzindo o desperdício e aumentando a qualidade e precisão das obras. Juntas, as fábricas possuem uma capacidade de produção de até 4 mil unidades por ano.

Uma linha de produção no canteiro de obras

Mercado aquecido aumenta preço do metro quadrado

O bom momento da construção civil traz vantagens para quem investe em imóveis

O crescimento constante da construção civil no Brasil está causando um vertiginoso aumento nas vendas. O efeito colateral da alta procura é o aumento do preço dos materiais de construção, e consequentemente, do metro quadrado. Boa notícia para quem quer vender, mas o comprador deve ficar de olho em alguns detalhes na hora de adquirir o imóvel pronto. 

Segundo a vice-presidente do Sinduscon de Londrina, Célia Catussi, o preço do metro quadrado no município está entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. ”Depende da localização, do tempo de construção e se o imóvel é novo ou usado, mas é muito difícil achar um preço menor que esse. Há pouco tempo o preço por metro era de R$ 1 mil, mas o aquecimento do mercado e a procura refletiram diretamente nesse valor”, explica. 

Uma linha de produção no canteiro de obras

Barra de ferro cai e mata operário em obra da Zona Sul de SP

Um pedreiro morreu após ser atingido por uma barra de ferro que caiu do 18º andar de uma obra em Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (29). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), o operário Roberto Celis Alves, de 31 anos, estava no refeitório tomando café quando decidiu sair para chupar uma laranja em área próxima ao elevador de carga quando foi atingido pela barra de ferro.

Uma linha de produção no canteiro de obras

Inflação brasileira é uma das mais altas do mundo

A inflação atual brasileira, assim como as previsões para 2011 e 2012, está entre as mais elevadas do planeta. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Banco Central. Em 12 meses até agosto, quando a inflação brasileira atingiu a marca de 7,33%, ela foi superada somente pela inflação da Índia (acima de 8%) e da Rússia (cerca de 8%). 

Os números mostram que a inflação brasileira, em 12 meses até agosto, ficou acima da inflação da China, em torno de 6%, dos Estados Unidos (pouco abaixo de 4%), além da África do Sul (pouco acima de 5%), do Reino Unido (entre 4% e 5%), da Nova Zelândia (entre 5% e 6%), e da Suécia, Noruega, Colômbia, México e Chile. Estes últimos países estão com inflação corrente todos abaixo de 4%.

As previsões de inflação do Banco Central, de 6,4% para este ano e em torno de 5% para 2012, que constam no relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira, também estão acima da estimativa para a grande maioria das nações – sendo superada, novamente, pela Índia, Rússia e África do Sul (só para 2012). Para este ano, a inflação prevista para a Índia está um pouco abaixo de 9% e, para 2012, em torno de 7%. No caso da Rússia, a estimativa para 2011 está em torno de 9% e, para o ano que vem, está um pouco abaixo de 8%. No caso da África do Sul, a estimativa está em 5% para este ano e em aproximadamente 6% para 2012.

Taxa de juros – Além de ter a inflação entre as mais altas do planeta, os números mostram que a taxa de juros brasileira é a mais elevada do mundo em termos reais – após o abatimento da inflação prevista para o futuro. Atualmente, os juros reais brasileiros estão acima de 5% ao ano, enquanto que, no caso da Índia e Rússia (cuja inflação corrente também está alta, assim como as previsões para 2011 e 2012), estão entre zero e 1% ao ano. A China também possui taxa de juros neste patamar e, no caso dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Nova Zelândia, as taxas de juros estão negativas.

Uma linha de produção no canteiro de obras

Confiança da indústria cai pelo 9º mês seguido, diz FGV

Pela nona vez consecutiva, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) mostrou queda, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador recuou 1,6% em setembro, após cair 2,2% em agosto. O recuo na confiança em setembro foi influenciada principalmente pela piora das perspectivas em relação aos próximos meses.

O ICI, que vai até 200 pontos, caiu de 102,7 pontos em agosto para 101,1 pontos em setembro. Este é o menor patamar de confiança desde agosto de 2009 (100,2 pontos), ano em que o País sofria os efeitos negativos da crise global em sua economia. O resultado também ficou 2,9 pontos abaixo da média histórica do indicador, apurada desde 2003.

Entre os dois subindicadores componentes do ICI, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,6%, após mostrar um recuo de 3,6% em agosto. Mas o segundo componente do ICI, o Índice de Expectativas (IE), teve queda mais intensa em setembro, de 2,6%, ante retração de 0,7% apurada em agosto. No caso do IE, o nível do indicador em setembro ficou abaixo da linha divisória entre expectativas favoráveis e desfavoráveis pela primeira vez desde agosto de 2009.

Na comparação com setembro do ano passado, o ICI registrou queda de 11% em setembro deste ano, mais forte que a apurada em agosto (-9,2%), no mesmo tipo de comparação. Ainda na comparação com setembro do ano passado, houve quedas de 10,7% e de 11,2%, respectivamente, para o Índice de Situação Atual e para o Índice de Expectativas, em setembro deste ano.

O levantamento para o cálculo do índice foi feito entre os dias 5 e 27 deste mês, em uma amostra de 1.241 empresas informantes.