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STICM de União da Vitória faz valer cláusula Convencional

STICM de União da Vitória faz valer cláusula Convencional

camifra2004O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de União da Vitória esteve ontem no município de Clevelândia, conversando com os trabalhadores da madeireira CAMIFRA, devido a empresa não ter pago o feriado municipal de 28 de junho naquele município. 

Os trabalhadores trabalharam naquele dia e pela  cláusula 8ª letra b da convenção coletiva de trabalho, os feriados trabalhados deverão ser remunerados com adicional de 100% independente do recebimento do próprio dia.

O Presidente do Sindicato José Orlando dos Santos, acompanhado dos diretores  Lorenço Cirino dos Santos e Itacir Braz Bazzi informaram aos 65 trabalhadores da empresa que todos irão receber o feriado trabalhado. Convenção Coletiva de Trabalho tem força de lei e Lei é para ser cumprida, disse o presidente do Sindicato.

Paralisação na Gold Engenharia em Foz do Iguaçu

Paralisação na Gold Engenharia em Foz do Iguaçu

Os Trabalhadores da Construtora Gold Engenharia paralisaram as atividades desde segunda-feira (26/09), devido a empresa deixar de pagar o vale compras.

Alguns trabalhadores retornaram nesta quarta-feira (28/09), outros permanecem em greve até que a empresa cumpra com o seu dever, pagando na sua totalidade o vale compras.

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral de Foz do Iguaçu, Antonio Barros França está acompanhando de perto.

Paralisação na Gold Engenharia em Foz do Iguaçu

Déficit da Previdência Social sobe 87,5% em agosto

O déficit da Previdência Social teve um aumento significativo em agosto, no confronto mensal, enquanto no anual houve queda também acentuada. De acordo com balanço divulgado nesta terça-feira (27/09), o saldo entre arrecadação e pagamento de benefícios fechou negativo em R$ 3,9 bilhões no mês passado, o que representa aumento de 87,5% em relação a julho e queda de 32,5% ante igual mês do ano anterior.

Em agosto, o setor urbano registrou superavit de R$ 1,7 bilhão. Por outro lado, o setor rural ficou com as contas negativas em R$ 5,6 bilhões.

No geral, a Previdência arrecadou R$ 20,4 bilhões e registrou despesas de R$ 24,3 bilhões com pagamento de benefícios.

Acumulado

Em relação ao acumulado do ano, houve queda em comparação com igual período do ano passado. O balanço mostra que o saldo entre arrecadação e pagamento de benefícios fechou negativo em R$ 25,88 bilhões entre janeiro e agosto, o que representa redução de 21,7% em relação aos sete primeiros meses do ano passado.

Os valores foram deflacionados pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O montante considera o passivo judicial e a Comprev (compensação previdenciária) e exclui as renúncias com o Simples Nacional e entidades filantrópicas.

Ainda conforme o levantamento, a arrecadação líquida ficou em R$ 152 bilhões no acumulado do ano até agosto, o que representa alta de 9,4% frente ao mesmo período de 2010. Já as despesas com benefícios previdenciários somaram R$ 178 bilhões, crescendo 3,4% na mesma base comparativa.

Arrecadação e pagamento

Na área urbana, a arrecadação líquida atingiu R$ 19,9 bilhões no oitavo mês do ano, um aumento de 3% ante o mês anterior e de 10% ante agosto do ano passado. Os benefícios pagos, por sua vez, atingiram R$ 18,2 bilhões no mês passado, valor 6,4% maior que o do mês de julho e 0,2% a agosto de 2010.

Já na área rural, a arrecadação também apresentou aumento, neste caso, de 6,4%, na comparação de julho de 2011, para R$ 472,5 milhões. Já as despesas com benefícios rurais somaram R$ 6,2 bilhões em agosto, ante R$ 4,7 bilhões em julho.

Paralisação na Gold Engenharia em Foz do Iguaçu

Mais de 6 mil agências bancárias param de funcionar no segundo dia de greve

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O número de agências fechadas no segundo dia da greve nacional dos bancários aumentou em relação a ontem (27). Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), resultou no fechamento de 6.258 agências e centros administrativos em 25 estados e no Distrito Federal, contra 4.191 unidades paralisadas no primeiro dia do movimento.

Apenas em Roraima, os bancários ainda não entraram de greve. A categoria fez assembleia ontem e aprovou o início da paralisação no estado a partir da próxima segunda-feira (3).

De acordo com a Contraf, a greve começou mais forte que a do ano passado. No primeiro dia de paralisação em 2010, informou a entidade, 3.864 unidades foram fechadas.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica reajuste de 12,8% nos salários, o que representa 5% de aumento acima da inflação. Os bancários também pedem aumento nas contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes e fim de metas abusivas impostas pelos bancos. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado a negociações sindicais, ofereceu 0,56% de reajuste superior à inflação.

Câmara absolve deputado enquanto veta protesto contra corrupção

Câmara absolve deputado enquanto veta protesto contra corrupção

vassourasplanaltoManifestantes que pretendiam distribuir vassouras a parlamentares são impedidos de entrar no Congresso. Ao mesmo tempo, Câmara inocentava deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), acusado de participar de esquema de desvios no ministério dos Transportes, em mais um sinal de que Congresso está descolado da sociedade.

Najla Passos – Especial para a Carta Maior

BRASÍLIA – O Conselho de Ética da Câmara absolveu nesta quarta-feira (28) o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), que havia sido acusado por dois partidos (PPS e PSOL) de quebra de decoro por participar de suposto esquema de desvio de verba pública no ministério dos Transportes.

Enquanto o Conselho, por 16 votos a 2, inocentava Costa Neto, cerca de 30 manifestantes ligados a grupos de combate à corrupção promoviam a faxina simbólica da rampa do Congresso Nacional. A coindicência é mais um exemplo de como o Congresso está descolado da opinião pública e contribui para desmoralizar a classe política perante a sociedade.

Os manifestantes, que ignoravam o julgamento no Conselho de Ética, foram proibidos de entrar no Congresso. Eles planejavam entregar vassouras verde-amarelas aos 513 deputados e 81 senadores, numa tentativa de pressionar os parlamentares a votar medidas anti corrupção.

Impedidos de distribuir os “brindes”, os protestantes recolheram as vassouras – que, desde a véspera, estavam fincadas em gramado em frente ao Congresso – para reaproveitá-las num ato marcado para o dia 12 de outubro.

“Todos falam muito da importância do papel da sociedade civil na luta contra a corrupção, mas quando nos organizamos e realizamos uma manifestação pacífica, somos proibidos de entrar no parlamento. Será que os deputados e senadores estão com medo das nossas vassouras?”, questionou a ativista de direitos humanos Leiliane Rebouças.

Antônio Carlos Costas, presidente da Organização Não-Governamental Rio de Paz, explicou que a vassoura foi usada como metáfora para expressar o desejo de todo o povo brasileiro de ver o Congresso envolvido nesta campanha nacional de combate à corrupção. “Queremos um país mais justo, menos desigual, onde não haja corrupção, onde a verba pública seja canalizada para outra finalidade”, disse.

Revolta

Dentro da Câmara, parlamentares se revoltaram com a decisão do Conselho de Ética de rejeitar a denúncia contra Costa Neto. “Se nada aconteceu no Ministério dos Transportes, por que a presidente Dilma afastou o ministro e 20 funcionários do órgão?”, questionou o relator do processo, deputado Fernando Francischini (PSDB-PR).

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) propôs a extinção do órgão colegiado. “É melhor fecharmos logo esse Conselho de Ética que, primeiro, teve sua decisão de cassar a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) derrotada em plenário e, agora, elimina na raiz a possibilidade de investigar Costa Neto, para evitar que o problema se repita”, afirmou.

Mais cedo, Alencar havia participado do pequeno grupo de parlamentares que deixou o Congresso para cumprimentar os manifestantes do ato contra a corrupção. “Vocês deviam ficar de olho também no Supremo Tribunal Federal, ali do outro lado da rua, que está ameaçando dar um golpe na democracia ao cassar os poderes do Conselho Nacional de Justiça”, recomendou.

Senador de primeiro mandato, Pedro Taques (PDT-MT), que foi até os manifestantes para receber uma vassoura. “Falar contra a corrupção, hoje, é defender a cidadania e a democracia. Segundo o Tribunal de Contas da União, um terço do dinheiro da saúde é desviado pela corrupção. Há muita coisa errada. A corrupção mata e rouba o futuro de uma geração”, afirmou.

O presidente da Frente Parlamentar Mista Contra a Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT-AM), lembrou que há mais de 100 projetos de combate à corrupção tramitando na Câmara e do Senado, sendo que 21 deles, prontos para serem votados, como é o caso do projeto que propõe o fim do voto fechado para os casos previstos pelo regimento, como nas votações de quebra de decoro parlamentar. “Se a sociedade não brigar, se a imprensa não ajudar, não vamos ter nunca o voto aberto nessa Casa”, afirmou.

Panfletagem

Após participar do ato, Praciano comandou uma panfletagem, dentro da Câmara, com o objetivo de sensibilizar seus colegas a agilizar a tramitação dos projetos que tratam do combate à corrupção. Um dos primeiros parlamentares a receber o material preparado pela Frente foi o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS).

Segundo Praciano, o encaminhamento de projetos como o que propõe o voto aberto será discutido na próxima reunião do colegiado de líderes, semana que vem.

Marco Maia, que assinou o manifesto lançado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa do Voto Aberto, em conjunto com outros 270 senadores e deputados, afirmou que é a favor da medida, mas com exceções, como a eleição para presidir a Câmara e o Senado.