por NCSTPR | 01/06/23 | Ultimas Notícias
Resultado foi impulsionado pela agropecuária, que teve um avanço de 21,6% no período, a maior alta desde 1996.
Por Bruna Miato, g1
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,9% no 1º trimestre deste ano, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (1). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,6 trilhões no trimestre.
O resultado foi impulsionado, principalmente, pela agropecuária, que teve uma alta de 21,6% no período, na maior alta para o setor desde o quarto trimestre de 1996.
Em relação ao mesmo trimestre de 2022, o PIB cresceu 4,0%. Enquanto isso, no acumulado dos quatro trimestres terminados em março de 2023, a alta foi de 3,3% na comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores.
O resultado representa uma forte aceleração em relação aos números observados no último trimestre do ano passado, quando o PIB apresentou uma queda de 0,1%, segundo dados revisados do IBGE.
O PIB do 1° trimestre veio bem acima das projeções do mercado. O Itaú Unibanco previa um crescimento de 1,4% entre janeiro e março e de 3,4% na comparação anual. Já as projeções do BTG Pactual apontavam para um aumento de 1,1% no trimestre ante o trimestre anterior e de 2,9% ano a ano.
Destaques do PIB do 1º trimestre
- Agropecuária: alta de 21,6%
- Serviços: alta de 0,6%
- Indústria: baixa de 0,1%
- Consumo das famílias: alta de 0,2%
- Consumo do governo: alta de 0,3%
- Investimentos: baixa de 3,4%
- Exportações: baixa de 0,4%
- Importação: baixa de 7,1%
Já era esperado pelos especialistas que a agropecuária apresentasse um resultado bastante positivo, mas as projeções apontavam para uma alta bem menos expressiva do que realmente foi.
Além do crescimento de 21,6% no trimestre, o setor teve um avanço de 18,8% na comparação anual. As expectativas do Itaú, por exemplo, apontavam para uma alta de 14% ano a ano.
O IBGE destaca que a agropecuária tem um peso de cerca de 8% sobre toda a economia do país.
De acordo com Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, após um período de problemas climáticos que impactaram negativamente o setor no último ano, as previsões para 2023 são de uma safra recorde de soja, com avanço de mais de 24% na produção.
“A safra da soja é concentrada no primeiro semestre do ano. Ao compararmos o quarto trimestre de um ano ruim com um primeiro trimestre bom, observamos esse crescimento expressivo da Agropecuária”, pontua.
por NCSTPR | 01/06/23 | Ultimas Notícias
Jovens negros estão dez anos atrás dos estudantes brancos no acesso e conclusão do Ensino Médio no Brasil. Desigualdade, porém, reduziu entre 2012 e 2022.
por Redação
Jovens negros estão dez anos atrás dos estudantes brancos no acesso e conclusão do Ensino Médio no Brasil. Entre os pretos, a cada 10 jovens apenas seis concluíram o ensino médio. O levantamento é do Todos Pela Educação, com base em dados do IBGE, entre 2012 e 2022.
A taxa de conclusão do ensino médio entre jovens pretos apresentou um aumento considerável desde 2012, dobrando de 3 para 6 a cada 10 jovens na faixa etária. No entanto, a taxa ainda é menor em comparação com jovens brancos da mesma idade.
Em relação aos jovens pardos, observou-se uma melhora na taxa de conclusão do ensino médio a partir de 2012. Naquele ano, cerca de quatro a cada 10 jovens pardos haviam concluído essa etapa educacional. Em 2022, essa marca evoluiu para seis a cada 10 jovens pardos.
Com os dados, o Todos Pela Educação concluiu que o acesso e a conclusão de estudantes pretos e pardos ao Ensino Médio ainda equivale a uma década de atraso, na comparação com indicadores de estudantes brancos.
Isto porque, em 2012, seis em cada 10 jovens brancos concluíram o ensino médio, taxa parecida dos jovens negros em 2022. Ano passado, 7 em cada 10 jovens brancos concluíram esta etapa de ensino.
“No panorama geral, incluindo todos os alunos, é válido ressaltar que o Brasil avançou no acesso e na conclusão do Ensino Médio desde 2012. Naquele ano, 63,5% dos alunos (de 15 e 17 anos) estavam matriculados ou já haviam concluído os estudos. Em 2022, eram 76,7%. Já entre os jovens de 19 anos, 50,4% haviam terminado a etapa em 2012. O número subiu para 67,3% em 2022”, afirma o Todos Pela Educação.
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/05/31/apenas-seis-a-cada-10-jovens-negros-concluem-o-ensino-medio-aponta-levantamento-do-todos-pela-educacao/
por NCSTPR | 01/06/23 | Ultimas Notícias
“A luta para barrar o marco temporal não acabou. Temos o Senado e o STF pra impedir o avanço dessa barbárie”, disse o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA)
por Iram Alfaia
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para barrar no Senado o avanço do projeto do marco temporal, aprovado na Câmara nesta terça-feira (30). A proposta é uma ofensiva da bancada ruralista contra o movimento indígena.
Sem levar em conta o direito originário constitucional dos povos indígenas sobre suas terras ancestrais, os ruralistas aprovaram que só serão demarcadas as áreas ocupadas pelos povos em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.
“A luta para barrar o marco temporal não acabou. Temos o Senado e o STF pra impedir o avanço dessa barbárie, que fragiliza o acesso à terra aos povos indígenas. O PL 490 é inconstitucional, fere cláusula pétrea, e não pode avançar porque a bancada ruralista quer empurrar goela abaixo sua sede pelos territórios”, considerou o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA).
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que recebeu a demanda da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, para que a matéria tramite de forma “prudente e com cautela”.
“Talvez seja uma oportunidade boa de uma grande concertação e consenso em relação a esse tema que busque equilibrar todos os interesses”, disse Pacheco.
De acordo com o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a matéria é um ataque frontal aos direitos dos povos indígenas.
“Vamos lutar para reverter esse retrocesso e essa violação aqui no Senado, debatendo amplamente em todas as comissões. A luta em defesa dos povos originários é nossa desde sempre”, afirmou o líder.
Randolfe disse que já o acerto com a ministra Guajajara é para que a matéria seja discutida profundamente, ouvindo os povos originários quanto a suas reivindicações por direitos.
“No Senado, não teremos atropelo! O tema será tratado com a prudência necessária e com o devido respeito”, avisou o líder.
“A Câmara optou por reforçar seu compromisso com o trágico e violento apagamento dos povos indígenas. A aprovação do Marco Temporal é o derradeiro gesto de crueldade colonialista que desferimos contra nosso próprio povo. Vergonhoso”, avaliou Fabiano Contarato (ES), líder do PT no Senado.
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/05/31/governo-aposta-no-senado-para-impedir-avanco-do-marco-temporal/
por NCSTPR | 01/06/23 | Ultimas Notícias
Cenário é de desaceleração do crédito, aponta o Banco Central, que mantém juros em 13,75%: Empréstimos a empresas caiu 24,2%
por Redação
Dados do Banco Central indicam que o volume de novos empréstimos e financiamentos caiu 1,2% em abril comparado com março. De forma isolada, a queda foi de 0,4% para pessoas físicas e o número se repetiu para pessoas jurídicas. Estes números se referem ao que é chamado de série dessazonalizada, em que se procura igualar todos os meses em número de dias úteis.
A queda de 17,5% no volume de concessões de crédito no mês (de forma não dessazonalizada), teve redução de 24,2% de empréstimos corporativos e de 12% para as famílias. Isto fez com que o estoque total de crédito também entrasse em declínio, recuando em 0,1% em abril, para R$ 5,363 trilhões. Em outros tipos de concessões os volumes também caíram.
Apesar disso, enquanto o crédito fica escasso, a taxa de juros cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito subiu 0,4% no mês de referência, com um aumento acumulado em 12 meses de 4,4%. A taxa de juros média cobrada em abril foi de 32,2%.
Para completar, a inadimplência subiu nas operações de crédito em 0,1%, chegando em 3,4% em abril.
Selic e o crédito
Todo este cenário de retração é condicionado pelo alto patamar da taxa básica de juros (Selic), mantida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, em 13,75% ao ano. O nível elevado restringe a atividade econômica, dentre as quais a oferta de crédito, sob alegação de controle inflacionário.
De acordo com a última ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), também do BC, a desaceleração da oferta de crédito é condizente com o “estágio do ciclo de política monetária”.
“O crescimento do crédito amplo continuou desacelerando nas diferentes modalidades. Esse movimento mostra-se compatível com a atual estágio do ciclo de política monetária. Nas pessoas físicas, a desaceleração continuou maior nas operações de maior risco, como as ligadas a transações de pagamento. Nas pessoas jurídicas, aumentou a desaceleração do crédito bancário. O mercado de capitais seguiu reduzindo o seu ritmo de expansão, mas se mantém como fonte relevante de financiamento, principalmente para as grandes empresas”, traz a ata.
*Informações de agências. Edição Vermelho, Murilo da Silva.
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/06/01/oferta-de-credito-diminui-enquanto-juros-e-inadimplencia-crescem/
por NCSTPR | 01/06/23 | Ultimas Notícias
EDSON SARDINHA
Mesmo com três ministérios sob seu comando, o União Brasil atua como um partido oposicionista na Câmara. Levantamento feito pelo Radar do Congresso, ferramenta de monitoramento do Congresso em Foco, revela que o União tem a quinta bancada que mais vota contra o governo Lula. O índice de governismo da legenda é de 63,49%. Esse é o percentual das vezes em que deputados do partido votaram em conformidade com a orientação do governo. Apenas o PSDB, o Cidadania, o PL e o Novo são mais oposicionistas, isto é, votaram mais vezes de maneira oposta à recomendação do Palácio do Planalto.
A bancada mais governista, como era de se esperar, é a petista, com índice de governismo de 98,88%. Outros seis partidos somam mais de 80% de adesão ao governo. São eles: PV, PCdoB, PSB, PDT, Avante e Solidariedade. O alinhamento de toda a Câmara com o governo é de 67% (veja mais abaixo o índice de governismo de cada partido e cada parlamentar).
O levantamento considera 62 votações nominais (aquelas em que o parlamentar declara o voto) registradas de fevereiro até o último dia 25. O índice não leva em conta a aprovação do PL 490/07, nessa terça-feira (30), que limita a demarcação de terras indígenas. A aprovação dessa proposta foi considerada uma derrota para o governo, que tem enfrentado sérias dificuldades para constituir sua base aliada no Congresso.
Os três deputados que mais votaram contra o governo até agora são Osmar Terra (MDB-RS), Marcelo Alvaro Antônio (PL-MG) e Carla Zambelli (PL-SP). Os dois primeiros foram ministros de Jair Bolsonaro.
Descontentamento
Para o cientista político Ricardo de João Braga, há lógica nos números encontrados, que demonstram que o centro e a centro-direita da Câmara não estão contentes com o governo e estão sendo liderados de forma eficaz para demonstrar essa sua insatisfação.
“A coisa fica um pouco interessante é no miolo: os partidos que flertam com o governo, recebem benefícios dele, e ora votam a favor, ora contra. Aí a pergunta é qual a causa dessa rejeição seletiva ao governo”, avalia o coordenador do Congresso em Foco Análise.
Ricardo mesmo responde à pergunta: “Essa manobra para demonstrar insatisfação com o governo e exigir negociação mostra-se como um movimento do dito Centrão, liderado hoje por Arthur Lira. A razão para isso é a conquista de cargos e controle da liberação de emendas, hoje presos pelo governo.”
O cientista político pondera que é preciso analisar também a diferença qualitativa entre as votações, ou seja, a importância que a deliberação tem para os planos do governo. “Essa diferença pode demonstrar que o estrago causado pelos partidos do meio da tabela podem ser maiores ou menores – precisaria ser avaliado”, destaca.
* Colaboraram Lucas Vinicius (levantamento) e Thiago Freitas (design)
AUTORIA
EDSON SARDINHA Diretor de redação. Formado em Jornalismo pela UFG, foi assessor de imprensa do governo de Goiás. É um dos autores da série de reportagens sobre a farra das passagens, vencedora do prêmio Embratel de Jornalismo Investigativo em 2009. Ganhou duas vezes o Prêmio Vladimir Herzog. Está no site desde sua criação, em 2004.