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Governo define limites de subsídio do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e estabelece meta de atender 2 milhões de famílias até 2026

Governo define limites de subsídio do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e estabelece meta de atender 2 milhões de famílias até 2026

Teto do subsídio será de R$ 170 mil para imóveis novos em áreas urbanas e de R$ 75 mil na área rural. Programa atenderá famílias com renda mensal bruta de até R$ 8 mil.

Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

O governo publicou uma portaria que estabelece limites de subsídios para unidades do Minha Casa, Minha Vida. O documento também oficializou a meta de o programa atender 2 milhões de famílias até 2026. A portaria está presente na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (13).

O subsídio é a parte do financiamento que é paga pela União por meio do programa habitacional. Em alguns casos, o subsídio do governo pode chegar a 95%, ou seja, a família paga apenas 5% do montante.

 

De acordo com a portaria, as linhas de atendimento do programa serão limitadas da seguinte maneira:

  • Até R$ 170 mil para novos imóveis em áreas urbanas e locação social, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial ou do Fundo de Desenvolvimento Social;

 

  • Até R$ 75 mil para novos imóveis em áreas rurais, com recursos da União;

 

  • Até R$ 40 mil para melhoria habitacional em áreas rurais, com recursos da União.

 

A portaria estabelece que os subsídios que serão concedidos com recursos da União estarão limitados às famílias que estão enquadradas nas faixas de renda urbano e rural 1 e 2. Confira as faixas a seguir:

 

URBANO

 

  • Faixa 1: renda bruta familiar mensal até R$ 2.640;

 

  • Faixa 2: renda bruta familiar mensal de R$ 2.640,01 a R$ 4,4 mil;

 

  • Faixa 3: renda bruta familiar mensal de R$ 4.400,01 a R$ 8 mil.

 

RURAL

 

  • Faixa 1: renda bruta familiar anual até R$ 31.680;

 

  • Faixa 2: renda bruta familiar anual de R$ 31.680,01 até R$ 52,8 mil;

 

  • Faixa 3: renda bruta familiar anual de R$ 52.800,01 até R$ 96 mil.

 

A meta de atender 2 milhões de famílias até 2026 leva em consideração os benefícios do programa que forem distribuídos entre todas as faixas do Minha Casa, Minha Vida.

Minha Casa, Minha Vida

O programa habitacional foi criado em 2009, no segundo mandato do governo Lula.

 

Em 2020, sob a gestão de Jair Bolsonaro, foi substituído pelo Casa Verde e Amarela – que alterou alguns pontos do programa original, mas mantinha o objetivo de facilitar o acesso a moradias para famílias de baixa renda.

 

Governo define limites de subsídio do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e estabelece meta de atender 2 milhões de famílias até 2026

Redução da jornada de trabalho é aprovada no Chile

Iniciativa de deputadas comunistas para a redução da jornada de trabalho de 45 para 40 horas foi enviada ao Congresso em 2017; proposta vai para sanção presidencial

por Murilo da Silva

O Congresso do Chile aprovou a redução da jornada de trabalho no país que passará a ser de 40 horas semanais. A medida que reduz a carga de 45 horas teve 127 votos favoráveis, 14 contrários e 3 abstenções na Câmara dos deputados, na terça-feira (11). O projeto de lei apresentado por deputadas comunistas em 2017 já tinha sido aprovado de forma unânime no Senado em março e agora segue para a sanção do presidente Gabriel Boric.

A diminuição da carga horária será feita de forma escalonada após entrar em vigor:

  • 2024 até 44 horas;
  • 2026 até 42 horas;
  • 2028 a meta de 40 horas.

A redução de jornada não implica o corte de salários, terminantemente proibido pela lei. A medida ao ser alcançada em 2028 igualará ao que já é empregado no Equador, sendo o segundo país da América Latina a adotar a recomendação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) por 40 horas semanais.

Além disso, a lei traz a possibilidade de uma jornada de quatro dias de trabalho por semana e três dias de descanso – uma ideia moderna que encontra respaldo nas principais tendências sobre a relação do trabalho e produtividade em consonância com qualidade de vida dos funcionários. Com a lei atual os trabalhadores chilenos têm um mínimo de cinco dias úteis.

Também fica limitado a quantidade de horas extras de 5 horas por semana com a nova legislação, atualmente são 12 horas. O projeto ainda traz faixas horárias flexíveis de trabalho com entradas e saídas diferenciadas para pais, mães e tutores de menores de 12 anos.

Veja as regras divulgadas pelo ministério do Trabalho chileno:

Atuação comunista

A Lei aprovada no Congresso para a redução da jornada de trabalho se deve a atuação de deputadas comunistas. Karol Cariola e Camila Vallejo foram as responsáveis por apresentar o projeto em 2017.

Em suas redes sociais, Cariola, que permanece como deputada, disse: “Depois de 6 anos, 1 mês e 3 dias, finalmente foram aprovadas as 40 horas, um desejo tão esperado das trabalhadoras e trabalhadores do Chile. Agradeço o esforço de todos os que fizeram parte da tramitação desta lei que hoje já é uma realidade”.

Para Camila Vallejo, atual ministra da Secretaria Geral do Governo, a aprovação depois de tanto trabalho foi emocionante e demonstra que a política deve atuar em benefício das melhores condições para as pessoas.

“É inevitável se emocionar. A ideia do 40 Horas surgiu há 6 anos, conversando com mulheres trabalhadoras de La Pintana. Seis anos depois, foi aprovada a lei que beneficiará mais de 4 milhões de pessoas e suas famílias. A política não só deve, mas pode estar à altura das tarefas dos cidadãos. Hoje ficou demonstrado que com debate, diálogo e vontade podem ser feitas as transformações que as pessoas necessitam para viver melhor”, colocou a ministra em suas redes.

O presidente chileno também se manifestou em aprovação à medida apoiada por seu governo.

“O mandato do nosso Governo do Chile é caminhar para uma maior justiça e não tenho dúvidas de que melhorias como das 40 horas são essenciais para nos aproximarmos de um novo Chile, mais justo e com uma vida mais plena […] Depois de muitos anos somando apoio e diálogo, hoje podemos finalmente comemorar a aprovação deste projeto que reduz a jornada de trabalho, um projeto pró-família que visa o bem viver de todos.”

É esperado que Boric sancione a medida no dia 1º de maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras.

* Com informações da BBC.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/04/12/reducao-da-jornada-de-trabalho-e-aprovada-no-chile/

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MP Eleitoral defende Bolsonaro inelegível por abuso de poder político

O ex-presidente será julgado por denunciar, sem provas, fraudes nas urnas eletrônicas e colocar sob suspeita o sistema eleitoral brasileiro durante reunião com embaixadores

por Iram Alfaia

O Ministério Público Eleitoral entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (12) à noite, parecer no qual defende que a corte torne Bolsonaro inelegível pelo crime eleitoral de abuso de poder político.

O ex-presidente será julgado por denunciar, sem provas, fraudes nas urnas eletrônicas e colocar sob suspeita o sistema eleitoral brasileiro durante reunião com embaixadores estrangeiros em julho do ano passado.

Além disso, Bolsonaro teria usado indevidamente a estrutura do Palácio da Alvorada e os meios de comunicação oficial do governo, leia-se TV Brasil, para atacar a Justiça Eleitoral.

Na ação do PDT, também foi incluída nos autos a chamada minuta do golpe encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Pelo documento golpista, o ex-presidente decretaria Estado de Defesa no TSE, anularia a eleição presidencial e afastaria os ministros da corte.

De acordo com o G1, o vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet Branco, afirmou que as provas reunidas indicam que houve abuso de poder político de Bolsonaro. Sobre o candidato a vice-presidente, Braga Netto, o parecer foi pela rejeição das acusações.

A expectativa é que o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves, finalize seu parecer e libere o processo para julgamento na próxima semana. Bolsonaro responde por mais 15 ações na corte.

Repercussão

Com o avanço do processo, a inelegibilidade de Bolsonaro passou a ser defendida com mais ênfase.

“ATENÇÃO! A Procuradoria Eleitoral se manifestou favorável a que Bolsonaro fique INELEGÍVEL por 8 anos! A ação questiona a grotesca reunião com embaixadores para atacar o sistema eleitoral e a minuta do golpe achada com Anderson Torres. BOLSONARO INELEGÍVEL E NA CADEIA!”, escreveu no Twitter o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

“ATENÇÃO! A Procuradoria Eleitoral se posicionou pela INELEGIBILIDADE de Bolsonaro. A ação questiona o episódio em que o ex-presidente, durante uma reunião com embaixadores, divulgou informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro. Tem de responder pelos crimes que cometeu!”, publicou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

No mesmo tom, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) comemorou o parecer: “BOLSONARO INELEGÍVEL E NA CADEIA! A Procuradoria Eleitoral defendeu que Bolsonaro fique inelegível por 8 anos por causa da reunião bizarra que ele promoveu com embaixadores estrangeiros para atacar as urnas eletrônicas. Mais que inelegível, Bolsonaro deve ser preso!”.

“URGENTE! O Ministério Público Eleitoral (MPE) defende tornar Bolsonaro inelegível por 8 anos. O MPE acredita que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e fez ataques ao sistema eleitoral brasileiro”, postou o senador Humberto Costa (PT-PE).

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/04/13/mp-eleitoral-defende-bolsonaro-inelegivel-por-abuso-de-poder-politico/

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Inflação menor e queda do dólar apontam que é possível baixar juros

Desaceleração da inflação em março e queda do dólar aumentam expectativa para que finalmente Banco Central iniciei processo de redução da taxa Selic para destravar economia

por Priscila Lobregatte

A semana tem sido marcada por sinais positivos na economia. O dólar está em queda, fechando em R$ 5 na terça-feira (11), menor valor em dez meses, enquanto a bolsa de valores subiu mais de 4%, no seu melhor dia desde outubro. Um dos fatores a influenciar esse quadro foi a desaceleração da inflação, que fechou março abaixo do que era previsto por economistas. Pela primeira vez em dois anos, a inflação acumulada em 12 meses ficou menor do que 5%.

A redução no ritmo da inflação ficou demonstrada na divulgação, nesta terça-feira (11), do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do país, que ficou em 0,71% em março e em 4,65% no acumulado em 12 meses. Na comparação com fevereiro, a inflação desacelerou — naquele mês, o índice havia sido de 0,84%.

“Vale lembrar que a inflação em março não caiu mais porque tivemos a reoneração dos combustíveis, o que está correto, pois a política dos subsídios a alguns segmentos vai na contramão do reequilíbrio fiscal que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenta promover”, explica ao Vermelho a economista Daniela Cardoso, professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp).

Ela pondera que, em relação à queda do dólar, “podemos mencionar a visão otimista como o mercado está recebendo as políticas econômicas do governo Lula. Não acredito que o dólar se mantenha abaixo dos R$ 5,10, pois temos uma guerra na Europa ocorrendo e a China em fase de reformulação de sua cadeia produtiva, o que encarece o preço dos produtos importados. De todo modo, a queda neste momento é muito positiva, principalmente se lembrarmos que muitos analistas acreditavam que o dólar iria a R$ 8,00 se Lula ganhasse a eleição”.

Nesse cenário, aumenta a expectativa de que o Banco Central (BC) finalmente inicie o processo de queda da taxa de juros, que hoje figura em 13,75%, uma das mais altas do mundo. “Veja os efeitos da queda da inflação, o câmbio com o real mais valorizado, variáveis se estabilizando, curva de juros futuros caindo. Há sinais evidentes, e economistas de várias escolas se manifestando até pela imprensa, que dizem que chegou o momento de iniciarmos uma trajetória de queda consistente [de juros] com o que o Brasil atingiu”, declarou o ministro Fernando Haddad ao jornal O Globo nesta quinta-feira (13).

Na avaliação de Daniela Cardoso, “se a inflação continuar a cair, a tendência é de queda da Selic também”. O que deve ser revisto no Brasil, diz, “é a meta de inflação, não faz mais sentido termos uma meta de inflação tão baixa”.

Segundo afirmou à BBC o Nobel de economia, Joseph Stiglitz, “metas de inflação – que na Europa [e nos EUA] é de 2%, e 3% [no Brasil] – são tiradas do nada. Elas não têm base alguma na teoria econômica ou na experiência econômica”.

Para ele, “há um custo enorme em ter taxas de juros altas. Isso coloca o Brasil em desvantagem competitiva, estrangula as empresas brasileiras, enfraquece a economia do país”. Então, completou, “o presidente Lula está absolutamente correto em estar preocupado com essas questões”.

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https://vermelho.org.br/2023/04/13/inflacao-menor-e-queda-do-dolar-apontam-que-e-possivel-baixar-juros/

Governo define limites de subsídio do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e estabelece meta de atender 2 milhões de famílias até 2026

Pesquisa mostra a cara do trabalhador “uberizado” no Brasil

Eles são majoritariamente homens negros com ensino médio completo, mas as semelhanças param por aí. A idade, jornada e a renda média de cada categoria, por exemplo, são distintas.

por André Cintra

O trabalho mediado por plataformas como o Uber e o iFood se tornou fonte de renda para mais de 1,6 milhão de brasileiros. É o que aponta a pesquisa “Mobilidade Urbana e Logística de Entregas – Um Panorama Sobre o Trabalho de Motoristas e Entregadores com Aplicativos”.

O estudo – que é inédito, pela abrangência – foi feito em conjunto pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec). Seus resultados mostram a cara do trabalhador “uberizado” no Brasil.

Além de usar dados disponibilizados por quatro empresas (iFood, Uber, 99 e Zé Delivery), os pesquisadores entrevistaram mais de 3 mil motoristas e entregadores de aplicativos. Os resultados são, portanto, de ordem quantitativa e qualitativa.

A primeira conclusão, já indicada por pesquisas anteriores, é que, a despeito de traços comuns, há também diferenças significativas entre esses trabalhadores uberizados. Eles são majoritariamente homens negros com ensino médio completo, mas as semelhanças param por aí. A idade, jornada e a renda média de cada categoria, por exemplo, são distintas.

No caso dos motoristas – que têm, em média, 39 anos de idade, 95% são homens, 62% são pretos ou pardos (ante 35% brancos) e 60% completaram o ensino médio. A maioria (63%) trabalha somente com apps, enquanto 37% têm outro trabalho.

Como esses trabalhadores decidiram aderir a plataformas como Uber e 99? Conforme o levantamento, 45% tinham ocupação anterior e mantiveram essas atividades depois de começar a trabalhar com aplicativos; 36% estavam procurando trabalho; 22% tinham ocupação prévia, mas abandonaram as atividades para se dedicar aos apps; e 3% não estavam procurando trabalho.

Já os entregadores por aplicativos, com 33 anos de idade média, também são majoritariamente homens (97%) e negros (68% se declaram pretos ou pardos), com ensino médio completo (59%).

Antes de se tornarem entregadores, 31% tinham ocupação prévia e continuaram com essas atividades; 28% estavam procurando trabalho; 26% tinham ocupação prévia, mas abandonaram o posto para se dedicar exclusivamente aos apps; 7% não estavam procurando trabalho; e 2% nunca tinham trabalhado antes.

Tanto entregadores quanto motoristas reclamam das condições de trabalho, mas não pretendem mudar de ocupação. Entre os entregadores, 63% dizem que querem continuar trabalhando com apps – e 15% dizem querer muito. Só 14% desejam mudar. Entre os motoristas, 54% querem permanecer na área e 10% querem muito. Outros 23% gostariam de sair.

Os motoristas trabalham, em média, de 22 a 31 horas semanais e têm uma renda líquida média que varia entre R$ 2.925 e R$ 4.756. Os entregadores têm jornada e renda menores: trabalham, em média, de 13 a 17 horas semanais para ganhar um rendimento médio que oscila de R$ 1.980 a R$ 3.039.

“A pesquisa confirma nossas hipóteses de que esse é um modelo novo e de que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), como está estruturada, não se adequa a esse modelo”, afirma André Porto, diretor-executivo da Amobitec. O levantamento ouviu 3.025 trabalhadores uberizados, de agosto a novembro de 2022. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

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https://vermelho.org.br/2023/04/13/pesquisa-mostra-a-cara-do-trabalhador-uberizado-no-brasil/