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Produção industrial avança, em outubro, em apenas 6 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Produção industrial avança, em outubro, em apenas 6 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Pará, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os únicos estados com alta na produção. Indústria nacional fechou o mês com alta de 0,3% na comparação com setembro.

Por g1 — Rio de Janeiro

A produção industrial em outubro teve alta em apenas seis dentre os 15 locais pesquisados, apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O baixo desempenho regional ajuda a explicar a alta de 0,3% da produção nacional na passagem de setembro para outubro, resultado próximo à estabilidade.

 

Já na comparação com outubro do ano passado, em que a indústria brasileira como um todo avançou 1,7%, houve crescimento da produção em sete dos 15 locais pesquisados.

 

O acumulado no ano foi negativo em oito dos 15 locais. Já o acumulado em 12 meses teve taxas negativas em nove dos 15 locais pesquisados.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/12/09/producao-industrial-avanca-em-outubro-em-apenas-6-dos-15-locais-pesquisados-pelo-ibge.ghtml

Produção industrial avança, em outubro, em apenas 6 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

IPCA tem alta de 0,41% em novembro, influenciado pelos combustíveis

Indicador desacelerou em relação a outubro; inflação acumulada nos últimos 12 meses chega a 5,90%, abaixo dos 6,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Por Marta Cavallini, g1

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, teve alta de 0,41% em novembro, divulgou nesta sexta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

A inflação acumulada no ano chega a 5,13% e, nos últimos 12 meses, a 5,90%, abaixo dos 6,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

 

O indicador ficou 0,18 ponto percentual abaixo do que foi registrado em outubro (0,59%). Em novembro de 2021, a taxa havia sido de 0,95%.

 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em novembro.

 

Os grupos Transportes e Alimentação e bebidas foram os que impactaram de forma mais expressiva o índice do mês. Juntos, os dois contribuíram com cerca de 71% do IPCA de novembro.

 

Já a maior variação veio de Vestuário, ficando acima de 1% pelo quarto mês consecutivo. O grupo Saúde e cuidados pessoais ficou próximo da estabilidade, mostrando uma desaceleração em relação a outubro (1,16%). Habitação, por sua vez, ficou acima do observado no mês anterior (0,34%).

 

Veja a variação por grupos pesquisados:

 

  • Alimentação e bebidas: 0,53%
  • Habitação: 0,51%
  • Artigos de residência: -0,68%
  • Vestuário: 1,10%
  • Transportes: 0,83%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,02%
  • Despesas pessoais: 0,21%
  • Educação: 0,02%
  • Comunicação: -0,14%

O que puxou a alta dos combustíveis

 

A alta do grupo Transportes foi provocada, principalmente, pelo aumento dos combustíveis (3,29%), que em outubro haviam recuado 1,27%. Os preços do etanol (7,57%), da gasolina (2,99%) e do óleo diesel (0,11%) subiram em novembro.

 

A exceção foi o gás veicular, com queda de 1,77%. A gasolina, em particular, exerceu o maior impacto individual no índice do mês, com 0,14 p.p.

 

Houve alta ainda em emplacamento e licença (1,72%), automóvel novo (0,50%) e seguro voluntário de veículo (0,97%), que contribuíram conjuntamente com 0,07 p.p.

 

No lado das quedas, os preços das passagens aéreas recuaram 9,80%, após as altas de 8,22% em setembro e 27,38% em outubro.

 

“A alta da gasolina está ligada ao aumento do preço do etanol. Isso ocorreu por conta de um período de entressafra da produção de cana de açúcar. A gasolina leva álcool anidro em sua composição”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Alimentação desacelerou

 

O grupo Alimentação e bebidas desacelerou de outubro para novembro. A alta de 0,53% foi puxada pelos alimentos para consumo no domicílio (0,58%).

 

As maiores variações vieram da cebola (23,02%) e do tomate (15,71%), cujos preços já haviam subido em outubro (9,31% e 17,63%, respectivamente). Além disso, houve alta nos preços das frutas (2,91%) e do arroz (1,46%).

O destaque no lado das quedas foi o leite longa vida (-7,09%), assim como já havia acontecido nos meses anteriores. No ano, a variação acumulada do produto, que chegou a 77,84% em julho, está agora em 31,20%. Houve recuo também nos preços do frango em pedaços (-1,75%) e do queijo (-1,38%).

 

A variação da alimentação fora do domicílio (0,39%) ficou abaixo do mês anterior (0,49%). Enquanto a refeição desacelerou de 0,61% em outubro para 0,36% em novembro, o lanche seguiu caminho inverso, passando de 0,30% para 0,42%.

Brasília tem maior alta

 

Todas as áreas tiveram variação positiva em novembro. O maior índice foi o de Brasília (1,03%), por conta da alta da energia elétrica (19,85%). Já a menor variação foi em Vitória (0,09%), especialmente por conta da queda de 22,25% nos preços das passagens aéreas.

INPC tem alta de 0,38%

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,38% em novembro, 0,09 p.p. abaixo do resultado de outubro (0,47%). No ano, o indicador acumula alta de 5,21% e, nos últimos 12 meses, de 5,97%, abaixo dos 6,46% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2021, a taxa havia sido de 0,84%.

 

Os produtos alimentícios passaram de 0,60% em outubro para 0,55% em novembro. Os preços dos não alimentícios também subiram menos, indo de 0,43% em outubro para 0,32% em novembro.

Nos índices regionais, apenas Aracaju (-0,04%) teve variação negativa em novembro, principalmente devido à redução nos preços do leite longa vida (-13,03%). Já a maior variação ocorreu em Brasília (1,20%), puxada pela alta da energia elétrica (19,36%).

Expectativas

 

Os economistas do mercado financeiro voltaram a elevar a estimativa de inflação para este ano, que passou de 5,91% para 5,92%, sexta alta seguida no indicador.

 

Quanto maior é a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam sem que o salário necessariamente acompanhe esse crescimento.

 

A meta de inflação para este ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% e será considerada cumprida se oscilar entre 2% e 5%. O Banco Central vê chance grande de estouro da meta em 2022, assim como aconteceu no ano passado.

 

Em 2021, a inflação fechou em 10,06%, bem acima do teto da meta (5,25%), representando o maior aumento desde 2015.

 

Para atingir a meta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta ou diminui a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o maior percentual dos últimos seis anos.

Para o próximo ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. De acordo com o boletim Focus, a previsão para 2023 subiu de 5,02% para 5,08%.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/12/09/ipca-tem-alta-de-041percent-em-novembro.ghtml

Produção industrial avança, em outubro, em apenas 6 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Consumidor brasileiro vai usar 13º para pagar dívidas, informa CNC

Apesar do crescimento de 0,4% nas vendas do varejo em outubro, volta da inflação e endividamento elevado devem contribuir para a desaceleração da atividade

Rosana Hessel

O crescimento das vendas do varejo desacelerou em outubro para 0,4%, e, pelas estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), deve continuar desacelerando neste fim de ano. As informações são baseadas nos dados divulgados nesta quinta-feira (8/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com Fabio Bentes, economista sênior da CNC, a segunda parcela do 13º será utilizada para pagar dívidas e não para o consumo de bens e serviços. “Este será o quarto ano seguido que o brasileiro deverá priorizar o pagamento de dívidas devido ao comprometimento recorde no comprometimento de renda”, destacou.

Bentes ressaltou que o crescimento das vendas no varejo perdeu fôlego após a volta da inflação em outubro, interrompendo três meses de variação negativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — em grande parte, devido à redução dos impostos por combustíveis. “Em outubro, a redução dos impostos sobre os combustíveis, que têm um importante peso na inflação, perdeu o efeito e o IPCA voltou a subir acima das estimativas”, disse. Conforme os dados do IBGE, o indicador da inflação oficial registrou alta de 0,59% depois de três meses de deflação.

Na avaliação do economista da CNC, apesar de o varejo ter registrado o terceiro crescimento mensal consecutivo no mês passado, após a queda de 0,2% em junho, o setor de varejo está perdendo fôlego diante do elevado endividamento das famílias e dos preços cada vez mais elevados atingindo quase 80% dos brasileiros.

Por isso, ele afirmou que, apesar da sequência mensal positiva, a segunda parcela do 13º deverá ter um impacto menor sobre o varejo neste ano. Segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao fim deste ano, pelo segundo ano seguido, o pagamento de dívidas deverá ser o principal destino desses recursos (38% do total ou R$ 42,7 bilhões), seguido pelos gastos no consumo de bens (33% do total), gastos com serviços (17%) e poupança (12%).

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/12/5057658-consumidor-vai-usar-13-para-pagar-dividas-informa-cnc.html

Produção industrial avança, em outubro, em apenas 6 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Custo da construção desacelera para 0,15% em novembro, diz IBGE

Dados do Sinapi

Esse foi o menor resultado desde julho de 2020; no acumulado de 12 meses, a taxa está em 11,38% e ,no ano, está em 10,81%

 

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), subiu 0,15% em novembro, uma desaceleração 0,23 ponto porcentual em relação à taxa de outubro (0,38%), informou nesta sexta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o menor resultado desde julho de 2020.

No acumulado em 12 meses, a taxa está em 11,38%, abaixo dos 12,41% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. O acumulado no ano está em 10,81%. Em novembro de 2021, esse índice estava em 1,07%.

Segundo Augusto Oliveira, gerente da Sinapi, a pesquisa mostra variações mensais dos custos da construção civil em um patamar mais próximo ao do período pré-pandemia e uma desaceleração que pode ser observada nas quedas contínuas nos indicadores dos acumulados nos 12 meses.

“Os custos estão chegando a uma normalidade, sem a influência de um período de pandemia, com as variações dos preços mais comportados, acompanhando os movimentos do mercado da construção civil”, disse Oliveira em nota.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que em outubro fechou em R$ 1.675,46, passou em novembro para R$ 1.677,96, sendo R$ 1.000,47 relativos aos materiais, e R$ 677,49 à mão de obra.

O gerente do Sinapi destaca que os materiais, que puxaram as altas nos anos em 2020 e 2021, são os que mais têm contribuído para a desaceleração em 2022. A parcela dos materiais foi de 0,01%, mantendo o patamar do mês anterior (0,04%) e o movimento de retração dos últimos meses.

A taxa de novembro no setor de materiais de construção foi a menor desde janeiro de 2020. Em relação a novembro de 2021 (1,66%), houve queda de 1,65 ponto percentual.

Já a parcela da mão de obra foi de 0,35%, com apenas um reajuste observado, caindo 0,53 ponto porcentual em relação ao mês anterior (0,88%). Houve um aumento de 0,17 ponto porcentual frente a novembro do ano anterior (0,18%).

Os acumulados no ano foram: 9,94% (materiais) e 12,09% (mão de obra). Já os acumulados em doze meses ficaram em 10,78% (materiais) e 12,26% (mão de obra), respectivamente.

Destaques regionais

A Região Centro-Oeste apresentou a maior variação regional em novembro, de 0,54%, influenciada pelo reajuste previsto em convenção observado no Distrito Federal.

As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,50% (Norte), 0,05% (Nordeste), -0,01% (Sudeste) e 0,33% (Sul). Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.686,47 (Norte), R$ 1.561,13 (Nordeste), R$ 1.736,53 (Sudeste), R$ 1.756,20 (Sul) e R$ 1.719,10 (Centro-Oeste).

Entre as unidades da federação, o Distrito Federal teve maior alta, 1,97%, também influenciada por reajuste previsto em convenção coletiva no setor da mão de obra.

“Mesmo com a redução na parcela dos materiais, o Distrito Federal foi o destaque devido ao acordo coletivo. Em todos os estados, o custo da mão de obra tem se mantido estável com alteração apenas quando ocorre dissídios, alguns com impactos imediatos e outros mais tardios”, diz o gerente da pesquisa.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/economia/custo-da-construcao-desacelera-para-015-em-novembro-diz-ibge/

Produção industrial avança, em outubro, em apenas 6 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Autoridades discutem estratégias para combater tráfico de pessoas

Representantes da Interpol e da Embaixada dos EUA participaram de seminário no TST sobre o tema

O ato de levar pessoas a outros estados ou países com falsas promessas ou com uso de força, ameaça ou coerção é considerado tráfico humano. O combate a esse tipo de crime motivou a realização, pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), do seminário “Estratégias e ações para o enfrentamento e o combate ao tráfico de pessoas”. O evento foi realizado nesta quarta-feira (7), no edifício-sede do Tribunal, em Brasília.

Segundo dados da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, foram iniciadas 285 investigações envolvendo tráfico sexual e trabalho escravo no país em 2021. Em 2020, foram registradas 206 ocorrências.

Para o presidente do TST, ministro Lelio Bentes Corrêa, o tráfico humano é um dos piores crimes da humanidade, pois desumaniza as vítimas, tratando-as como verdadeiras mercadorias. “A vítima do tráfico de pessoas é ‘coisificada’ e tem sua identidade humana desconstruída. É o pior desrespeito aos direitos inalienáveis”, destacou, na abertura do evento.

Responsabilização

Segundo a diretora interina do Escritório de Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas do Departamento de Estado dos EUA, Kari Johnstone, o Brasil é um dos países que, desde o início da elaboração dos relatórios, em 2001, mostra preocupação com a temática. “No nosso ranking, o Brasil tem se esforçado para identificar traficantes e responsabilizar os culpados pelos crimes”, enfatizou.

Lista Suja

Ela ainda lembrou que nosso país tem um grande diferencial: a chamada “Lista Suja”, elaborada desde 2003 e que inclui os nomes de quem manteve ou mantém pessoas trabalhando de forma análoga à escravidão em território nacional. A lista é divulgada pelo Ministério do Trabalho a cada seis meses.

Esforços coordenados

O vice-presidente para as Américas da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e delegado da Polícia Federal brasileira Valdecy Urquiza explicou como a temática tem sido tratada no âmbito da Interpol e como acordos com outros países são essenciais para combater o crime. “É preciso ter esforços coordenados e envolver também as empresas privadas e a sociedade civil, além dos governos de vários países, para conseguirmos atuar ativamente na redução dos casos registrados atualmente”, pontuou.

Banco de dados

Ele também listou algumas iniciativas já em andamento pela Interpol, como a “Difusão Verde”, lista com os nomes de pessoas já condenadas por crimes sexuais ou tráfico de pessoas. Segundo ele, é o próprio Poder Judiciário que alimenta esse banco de dados, auxiliando o trabalho das forças policiais de vários países no cruzamento de dados para serem usados em operações de fiscalização de fronteiras.

“Liberdade no Ar”

Também estiveram presentes no evento a vice-procuradora-geral do Trabalho, Maria Aparecida Gugel, o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA, Douglas Koneff, a desembargadora e conselheira do Conselho Nacional de Justiça, Jane Granzoto, além da procuradora do trabalho Andrea Gondim, gerente do projeto “Liberdade no Ar” idealizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A iniciativa tem o objetivo de capacitar e treinas as pessoas que trabalham nas fronteiras a estarem atentas aos sinais de tráfico humano em rodoviárias, portos e aeroportos.

Legislação

Desde 2016, com a mudança do Código Penal brasileiro, o rol de situações que se enquadram como tráfico de pessoas, tráfico sexual e formas de trabalho forçado foi ampliado. Em setembro deste ano, o TST e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) assinaram termo com o MPT pelo qual se comprometem a executar ações para fortalecer o combate a aesse crime.

Denúncias

As denúncias sobre trabalho escravo e tráfico de pessoas podem ser feitas pelo Disque 100 do governo federal ou pelo site do MPT.

TST

https://www.tst.jus.br/web/guest/-/autoridades-discutem-estrat%C3%A9gias-para-combater-tr%C3%A1fico-de-pessoas