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Brasil perde 18 posições em ranking global de produção industrial

Brasil perde 18 posições em ranking global de produção industrial

Levantamento feito pelo Iedi com base em dados da Unido sobre a produção manufatureira no primeiro semestre, Brasil passou da 82ª colocação para 100ª posição em um ranking de 113 países

Rosana Hessel

Devido à baixa competitividade da indústria nacional, o Brasil não para de perder posições no ranking global. Conforme levantamento feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), divulgado nesta segunda-feira (24/10), a indústria da transformação brasileira perdeu 18 posições e encerrou o primeiro semestre de 2022 na 100ª colocação em uma listagem de 113 países.

A comparação foi feita pelo Iedi com base em dados divulgados pela United Nations Industrial Development Organization (Unido) sobre a evolução da produção da indústria de transformação no mundo na primeira metade de 2022. Rafael Cagnin, economista do Iedi, contou que, no fim de 2021, o Brasil estava na 82ª nesse ranking.

Conforme os dados divulgado pelo Iedi, no acumulado primeiro semestre do ano, o Brasil registrou recuo de 2% na produção industrial, na comparação com o mesmo período do ano passado. O ranking mostrou Filipinas na liderança, com salto de 33,7% na produção industrial, e Trinidad e Tobago na segunda posição, com 25% de crescimento no mesmo período. A Geórgia e a Irlanda ficaram na lanterna com quedas de 10% e 10,1%, respectivamente.

Além da baixa competitividade da indústria nacional e do baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), Cagnin destacou que há uma série de fatores que contribuem para essa perda de posições da indústria brasileira. “Falta de competitividade, baixo crescimento do PIB, gargalos nas cadeias e pressão de custo, suporte a inovação comprometido pelos contingenciamentos do governo, ausência de estratégia industrial. É um combo antigo, mas que vai cobrando um preço cada vez mais alto”, enumerou.

Desaceleração

A indústria mundial apresentou desaceleração na primeira metade do ano, passando de um crescimento de 3,7%, no primeiro trimestre de 2022, para avanço de 3,1% no segundo trimestre do ano, nas comparações anuais, conforme os dados compilados pelo Iedi. O desempenho do setor, entre abril e julho, em relação aos três meses anteriores foi de apenas 0,2%, também na série com ajustes sazonais.

No caso do Brasil, na comparação anual do primeiro trimestre para o segundo trimestre deste ano, o desempenho da indústria nacional passou de queda de 4,5% para alta de 0,6%. Contudo, Cagnin destacou no relatório que essa taxa equivale a do resultado do setor no mundo, que cresceu 3,1%.

Quando comparado com o desempenho de países industrializados com renda média parecida com a do Brasil, de 4%, a produção da indústria brasileira cresce sete vezes menos. Já no agregado da América Latina, que chegou a registrar crescimento de 4,9%, o ritmo de expansão brasileiro é oito vezes menor.

Entre os países da região com melhor performance destacaram-se Argentina, com alta de 7,8% no segundo trimestre, México (5,2%) e Colômbia (21,2%).

Cobertura do Correio Braziliense

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/10/5046528-brasil-perde-18-posicoes-em-ranking-global-de-producao-industrial.html

Brasil perde 18 posições em ranking global de produção industrial

Construção civil tem quase 2 mil vagas abertas de emprego

Cargos com mais oportunidades são de eletricista e pedreiro; especialista avalia que setor está em crescimento no pós-pandemia

Por Valor Investe — São Paulo

O crescimento das atividades na construção civil, apontado pelo Índice Nacional da Construção Civil, do IBGE, está refletindo no mercado de trabalho e o aumento da oferta de vagas.

 

O portal Empregos.com.br está com 1.921 vagas abertas no setor. O cargo com mais oportunidades, segundo a empresa, é o de eletricista, com 467 vagas, seguido por pedreiro (423), pintor (176), armador (121) e arquiteto (117).

 

“O setor da construção civil mostrou resiliência durante o período de isolamento imposto pela pandemia de covid-19. E tem apresentado uma recuperação vigorosa desde o início da fase de reabertura”, avalia Tatiana Fasolari, vice-presidente da Fast Engenharia.

 

De acordo com a coordenadoria de Projetos da Construção no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), o setor que estimava um crescimento de 3,5%, vê agora uma alta de um ponto percentual, para 4,5% para este ano.

 

Brasil perde 18 posições em ranking global de produção industrial

Desigualdade salarial persiste mesmo com avanço do ensino

Homens ganham, sempre em média, 100% a mais que mulheres se ambos têm nível superior completo

Por Marcelo Osakabe, Valor — São Paulo

Apesar da melhora da oferta de ensino em todos os níveis no país, os 10% mais ricos seguem ganhando até 50% mais que a média dos 50% mais pobres para um mesmo nível de educação.

 

Essa diferença é maior ainda entre homens e mulheres. Eles ganham, sempre em média, 100% a mais que elas se ambos têm nível superior completo, 200% no caso do ensino médio completo e praticamente 250% para o caso do ensino fundamental completo. Já a diferença entre brancos e amarelos em relação a pretos, pardos e indígenas também fica perto de 50% para os três níveis de ensino.

 

Estes são alguns dos resultados de um estudo recém-publicado por economistas brasileiros da Universidade de Zurique e da USP com dados entre 1980 e 2021. O levantamento usa o Censo Demográfico e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) para calcular o prêmio salarial para cada nível educacional, ou seja, o quanto uma pessoa deve esperar ganhar a mais caso tenha completado um determinado patamar de estudo, em relação aos que não chegaram ao mesmo nível.

Leia a matéria completa no Valor Econômico

 — Foto: Valor

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VALOR INVESTE

https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2022/10/25/desigualdade-salarial-persiste-mesmo-com-avanco-do-ensino.ghtml

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Relação Bolsonaro-Roberto Jefferson beira duas décadas e inclui emprego para filho do presidente

Jair foi filiado ao PTB por dois anos, empregou o filho 03, Eduardo, no gabinete de Roberto Jefferson e já disse ter “longa história” com o deputado cassado. Afinidade inclui lobby a favor do armamento da população.

Ainda que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tente se desvincular de Roberto Jefferson (PTB) depois de o deputado federal cassado atacar a tiros e granadas policiais federais, a relação dos dois foi iniciada há quase 20 anos.

 

Jefferson fez campanha aberta ao longo de 2022 pela reeleição de Bolsonaro, mesmo ele próprio tendo tentado concorrer à Presidência – o TSE invalidou sua candidatura.

 

Em seu lugar, o PTB de Jefferson colocou Padre Kelmon como candidato. Ele fez dupla com Bolsonaro no debate da TV Globo ao bater boca com Lula (PT).

Ele e Bolsonaro chegaram a trocar papeis nos bastidores e, neste fim de semana, o presidente agradeceu Kelmon por ser um “padre que caiu no céu” – isso antes do caso envolvendo Roberto Jefferson.

 

Um dos pontos iniciais da proximidade entre os dois envolve o primeiro emprego político para o filho 03 de Bolsonaro. Jefferson contratou Eduardo, então com 18 anos, para ser seu assessor em 2003, como revelou a BBC Brasil.

Isso ocorreu quando o agora deputado federal por São Paulo era universitário de Direito e vivia no Rio de Janeiro, mesmo com um cargo de atuação obrigatória em Brasília. O salário era de R$ 9,8 mil.

 

Nesta época, Jair Bolsonaro já era deputado federal e estava filiado justamente ao PTB de Roberto Jefferson. Foram dois anos no partido, até 2005, quando ingressou no PFL e depois, no mesmo ano, ao PP – Bolsonaro já esteve em dez partidos diferentes.

 

Em um vídeo que circula as redes sociais, o já presidente Bolsonaro recebe Graciela Nienov, que presidiu o PTB entre 2021 e 2022. Ele comenta sobre a relação com o partido e Roberto Jefferson.

“Tenho uma longa história com o Roberto Jefferson também, já fui do PTB. E, obviamente, partido que nos apoia estará junto conosco… Ou melhor, continuará junto conosco ao longo desse ano e de outros anos também”, afirmou o presidente.

 

A afinidade entre os dois inclui a defesa do armamento da população. Roberto Jefferson propôs em 2005, enquanto deputado, um projeto de lei que beneficiaria advogados.

 

“Com o advento do estatuto do desarmamento, os advogados ficaram totalmente desprotegidos. A proibição para o porte de arma de fogo atingiu em cheio esta nobre classe de profissionais que, se forem apanhados portando arma de fogo, serão presos”, defendeu Jefferson.

 

Assim que assumiu a presidência, em 2019, Bolsonaro assinou decretos com essa finalidade e gerou o crescimento de armas nas mãos dos colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) — entre eles, Roberto Jefferson.

 

Antes de se filiar ao PL para disputar a reeleição, Bolsonaro recebeu convite para voltar ao PTB em julho de 2020, ainda quando estava sem partido.

 

Roberto Jefferson divulgou um vídeo em que conta que, em uma visita ao ministro Luiz Eduardo Ramos, da secretaria-Geral da Presidência, fez o convite formal para Jair voltar ao partido. O que não aconteceu.

 

Presidente da sigla, ele disse na gravação que o PTB “é uma resposta aos partidos comunistas e socialistas que se apresentam como os únicos representantes do trabalhador”. “Somos os leões conservadores, somos o rugido da vida, somos o rugido da liberdade. Força e vitória”.

A posição de Bolsonaro mudou drasticamente com o caso do domingo (23). O presidente disse que quem ataca policiais é “bandido”, ao se referir ao caso do aliado.

G1

https://g1.globo.com/politica/blog/octavio-guedes/post/2022/10/24/relacao-bolsonaro-roberto-jefferson-beira-duas-decadas-e-inclui-emprego-para-filho-do-presidente.ghtml

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Philips vai dispensar 4 mil trabalhadores após prejuízos

Número representa cerca de 5% dos funcionários da fabricante holandesa de equipamentos médicos.

Por Reuters

O novo presidente-executivo da Philips, Roy Jakobs, anunciou nesta segunda-feira (24) cortes de cerca de 4 mil empregos após queda nas vendas da empresa e um recall maciço que reduziu cerca de 70% do valor de mercado da fabricante holandesa de equipamentos médicos no ano passado.

 

“Já tivemos cinco trimestres de queda nas vendas, queda no lucro e agora… (no terceiro trimestre) também nos tornamos deficitários”, disse Jakobs, que está há apenas uma semana no cargo.

Ele descreveu as demissões, que se concentrarão nos Estados Unidos e na Holanda e afetarão principalmente as linhas de negócios com queda nas vendas, como “infelizes, mas necessárias”.

Jakobs disse que a empresa está vendo a demanda desacelerando rapidamente na China e em menor grau na Europa Ocidental devido à inflação, com a América do Norte “ainda se mantendo forte”.

 

Os cortes representam pouco mais de 5% da força de trabalho da empresa, com base no total de 78 mil funcionários no ano passado. A Philips disse que espera que a reorganização custe cerca de 300 milhões de euros nos próximos trimestres.

 

A empresa reportou um prejuízo líquido de 1,3 bilhão de euros no terceiro trimestre devido a uma redução no valor da divisão de produtos voltados a cuidados respiratórios, que fabrica as máquinas que foram alvo do recall.

 

As vendas comparáveis ​​caíram 6%, para 4,3 bilhões de euros, entre julho e setembro. A Philips afirmou que os problemas da cadeia de suprimentos foram piores do que o previsto e continuarão a pesar sobre as vendas nos últimos meses de 2022.

 

Jakobs disse que suas principais prioridades são reparar a reputação da empresa, garantindo que o recall seja concluído o mais rápido possível e resolvendo os problemas da cadeia de suprimentos.

 

A Philips perdeu cerca de 30 bilhões de euros em seu valor de mercado desde que chocou os investidores em junho do ano passado ao fazer o recall de 5,5 milhões de ventiladores usados ​​para tratar apneia do sono, devido a preocupações de que a espuma usada nas máquinas possa se tornar tóxica.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/10/24/philips-vai-dispensar-4-mil-trabalhadores-apos-prejuizos.ghtml