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Gestante demitida que negou reintegração deve ser indenizada, decide juíza

Gestante demitida que negou reintegração deve ser indenizada, decide juíza

ESTABILIDADE GRAVÍDICA

A juíza Maria Rafaela de Castro, da 12ª Vara do Trabalho de Fortaleza, reconheceu o direito de indenização de uma gestante demitida sem justa causa, mesmo ela tendo negado oferta de reintegração. Na decisão, a magistrada verificou a existência dos requisitos que caracterizam o princípio da proteção à trabalhadora grávida, que exercia a função de vendedora de loja.

A julgadora declarou que a modalidade de rescisão do contrato de trabalho é sem justa causa com a garantia provisória do emprego pela condição de gestante e condenou a empresa ao pagamento de R$ 15 mil, referentes a aviso-prévio, férias, 13º salário, FGTS e estabilidade gestante.

 

Segundo a juíza, a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho decidiu que a recusa à reintegração no emprego não impede o seu direito à indenização compensatória decorrente da estabilidade gravídica.

 

A gestante pleiteou ainda indenização por dano moral, que foi negada pela juíza. A trabalhadora alegou que havia sofrido dano moral por ter sido dispensada estando gestante, tendo a empresa informado que não iria reintegrá-la. Quando a funcionária comunicou que buscaria os seus direitos na Justiça, a empresa afirmou que não a iria reintegrar nas mesmas condições de trabalho, mas recontratá-la para laborar em outro local e em outra jornada.

 

A grávida argumentou que seria inaceitável e bastante prejudicial à sua saúde mental. Que, devido ao início de sua gestação, requeria cuidados especiais, uma vez que os primeiros meses desse período para qualquer mulher são os mais críticos.

 

A trabalhadora ainda alegou que teria sofrido assédio moral por parte de sua supervisora, que por várias vezes teria a desrespeitado, chamando-a de “ridícula”. Mas a trabalhadora não trouxe aos autos do processo qualquer prova do assédio moral sofrido. A empresa negou esses fatos.

 

Além disso, conforme a juíza, a opção concedida de reintegração pela empresa não tem a prerrogativa de ofender ninguém, pois está no cumprimento da lei, não podendo este comportamento lícito ser usado contra a própria ré. “Quem não concordou com a reintegração foi a reclamante, não podendo querer danos morais por ter sido a opção que a empresa lhe concedeu”, sentenciou a magistrada. Com informações da assessoria de comunicação do TRT-7.

 

Processo 000031-83.2022.5.07.0012

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-02/gestante-demitida-negou-reintegracao-indenizada

Gestante demitida que negou reintegração deve ser indenizada, decide juíza

TSE aplica multa em quem descumpriu decisão de excluir fake news sobre Lula

DOR NO BOLSO

Não se pode permitir a reprodução indiscriminada de reportagens com divulgação de fatos dados como verdadeiros quando não houve busca pela verdade. As notícias falsas, discriminatórias, difamatórias, caluniosas ou injuriosas, especialmente no âmbito político-eleitoral, trazem grave prejuízo à democracia, pois prejudicam o cidadão, que não consegue ter segurança sobre o conteúdo de qualquer material a que tenha acesso.

 

Esse foi o entendimento utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ao aplicar multa de R$ 15 mil ao site O Antagonista (Mare Clausum Publicacoes Ltda) e a Cláudio Dantas, Flávio Bolsonaro, Kim Paim, Bernardo Kuster, Leandro Ruschell e Barbara Destefani, todos por causa de descumprimento de decisão judicial.

 

Na manhã deste domingo (2/10), o ministro determinou a exclusão de reportagem de O Antagonista que, com base em suposta interceptação da Polícia Federal, de maio do ano passado, afirma que Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), havia declarado voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Para Alexandre, os diálogos apresentavam “apenas conotação política”, pois retratavam uma suposta discussão de Marcola com interlocutores a respeito de Lula e Bolsonaro. Embora as conversas revelassem uma discussão comparativa entre os candidatos, não houve declaração de voto.

 

O ministro ainda lembrou que os direitos políticos de Marcola estão suspensos, pois ele foi condenado por decisão transitada em julgado. Ou seja, o líder do PCC sequer pode votar atualmente.

 

“A conduta dos representados demonstra, em verdade, o desprezo ao Estado democrático de Direito, em momento cujos excessos devem ser coibidos, como forma de proteger as instituições e a vontade popular.”

 

O site foi multado por não retirar do ar a reportagem e os demais punidos, por não apagarem a postagem com esse conteúdo de seus perfis nas redes sociais.

 

O escritório Pinheiro Neto, que representa o Twitter, apresentou petição que informa que a plataforma removeu o conteúdo falso assim que tomou conhecimento da decisão judicial e que parte das publicações já havia sido removida por iniciativa dos próprios usuários.

 

Clique aqui para ler a decisão

Clique aqui para ler a petição do Twitter

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-02/tse-multa-quem-descumpriu-decisao-excluir-fake-news-lula

Gestante demitida que negou reintegração deve ser indenizada, decide juíza

Lula e Bolsonaro decidirão no segundo turno a eleição para presidente da República

SEGUE O JOGO

As eleições presidenciais deste ano serão decididas em um segundo turno entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Até as 21h25, com 94,21% das urnas apuradas, o candidato do PT havia somado 54,887.668 milhões de votos (47,85% dos votos válidos), contra 50,117.086 milhões de votos do atual presidente (43,70% dos válidos).

 

No próximo dia 30, o Brasil vai escolher quem será seu presidente de 2023 até 2027.

 

A candidata Simone Tebet (MDB) ficou em terceiro lugar, com 4,21%, seguida por Ciro Gomes (PDT), com 3,05%. A divulgação dos resultados começou a ser feita às 17h deste domingo (2/10), horário limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral para todos os eleitores do país neste ano.

 

O candidato petista teve a maioria dos votos válidos em 14 estados. Já Bolsonaro ganhou em 13 estados, incluindo São Paulo e o Distrito Federal.

 

A candidata Soraya Thronicke (União Brasil) ficou em quinto lugar, seguida por Felipe D’Avila, Padre Kelmon (PTB), Léo Péricles (UP), Sofia Manzano (PCB), Vera (PSTU) e Eymael (DC).


Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-02/lula-bolsonaro-decidirao-segundo-turno-eleicao-presidente

Gestante demitida que negou reintegração deve ser indenizada, decide juíza

Eleições vão a segundo turno em 12 estados; 14 já têm vencedores

SURPRESAS E BARBADAS

A disputa para governador será decidida no segundo turno em 12 estados — casos de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Em outras 14 unidades da federação, porém, a eleição foi definida já neste domingo (2/10) — Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal estão nessa lista.

 

A apuração dos votos teve algumas surpresas, como a virada de Tarcisio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto até a véspera do pleito, o bolsonarista obteve 42,38% dos votos válidos, contra 35,63 de Fernando Haddad (PT), com quem disputará o segundo turno, colocando fim à hegemonia tucana no estado.

 

Outro que até este sábado (1º/10) aparecia na vice-liderança das pesquisas, o candidato Jerônimo Rodrigues (PT) também surpreendeu e obteve o primeiro lugar na Bahia; agora, vai à próxima rodada como favorito, com 48,9%, contra 41,2% do segundo colocado, ACM Neto. No Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni (PL), com 37,50%, chegou na frente e enfrentará Eduardo Leite (PSDB), com 26,81%.

 

Nos outros nove estados que voltarão às urnas no próximo dia 30, Pernambuco terá disputa entre Marília Arraes (Solidariedade), com 23,84%, e Raquel Lyra (PSDB), com 20,81%; no Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), com 46,94%, enfrentará Manato (PL), com 38,48%; Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que obteve 38,62%, terá pela frente o petista Décio Lima, com 17,40%.

 

Já Alagoas terá segundo turno entre Paulo Dantas (MDB) e Rodrigo Cunha (União Brasil); em Mato Grosso do Sul, Capitão Contar (PRTB) enfrentará Eduardo Riedel (PSDB); na Paraíba, a corrida será entre João Azevedo (PSB) e Pedro Cunha Lima (PSDB); em Rondônia, Coronel Marcos Rocha (União Brasil) e Marcos Rogerio (PL); e em Sergipe, Rogério Carvalho (PT) disputará com Fábio (PSD). No Amazonas, Wilson Lima (União Brasil) buscará a reeleição contra Eduardo Braga (MDB).

 

Primeiro turno

Candidatos alinhados ao presidente Jair Bolsonaro mostraram força em colégios eleitorais importantes, como o Rio de Janeiro, com a reeleição de Cláudio Castro, com 58,5%, contra 27,43 de Marcelo Freixo (PSB); no Paraná, com Ratinho Jr. (PSD), reeleito com 69,7%; no Distrito Federal, com Ibaneis Rocha (MDB), reeleito com 50,30%; e em Minas Gerais, com Romeu Zema (Novo), garantido no cargo com 56,2%.

 

Outros que fecharam a fatura já no primeiro turno foram Gladson Cameli (PP), no Acre; Clécio (Solidariedade), no Amapá; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Ronaldo Caiado (União Brasil), reeleito em Goiás; Mauro Mendes (União Brasil), em Mato Grosso; Helder Barbalho, no Pará; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte; Antônio Denarium (PP), em Roraima; e Wanderley Barbosa (Republicanos), em Tocantins.

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-02/eleicoes-segundo-turno-nove-estados-14-definiram

Gestante demitida que negou reintegração deve ser indenizada, decide juíza

Congresso Nacional dará uma forte guinada à direita nos próximos quatro anos

ONDA CONSERVADORA

A população brasileira decidiu neste domingo (2/10) que, a partir de 2023, o Congresso Nacional será ainda mais conservador do que já é. Uma inesperada “onda direitista” — inesperada porque passou longe do radar dos mais tradicionais institutos de pesquisa do país — inundou o Brasil nestas eleições e certamente vai influir decisivamente na agenda legislativa dos próximos anos.

Com um Congresso pendendo fortemente para o lado direito, deverão perder força pautas identitárias e de direitos humanos, ganhando espaço discussões de costumes e os temas que interessam à chamada “bancada da bala”.

 

Não por acaso, o presidente Jair Bolsonaro falou como vencedor na noite deste domingo, mesmo tendo ficado em segundo lugar no primeiro turno da eleição presidencial.

 

“Hoje foi o dia em que vencemos a mentira. O DataFolha falava em 51 a 33”, disse o presidente, referindo-se ao instituto de pesquisa.

 

A guinada à direita dos eleitores esfriou a tal “nova política”, moda lançada em 2018. Para o cientista político e professor da FGV Sérgio Praça, trata-se de um fenômeno natural. Com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições e a polarização com Jair Bolsonaro, o espaço para novas forças ficou muito reduzido.

 

“Essa eleição foi, e ainda continua a ser, tomada por duas forças muito poderosas: o bolsonarismo e o petismo. Sobra pouco espaço para qualquer outra coisa. Em 2018, como o petismo estava em baixa, o bolsonarismo ainda conviveu com essa coisa da nova política”, explicou ele à revista eletrônica Consultor Jurídico.

 

Praça destacou que, apesar de escanteada, a tal “nova política” ainda conseguiu manter alguns de seus primeiros expoentes. Em São Paulo, por exemplo, Tabata Amaral (PSB) e Kim Kataguiri (União) tiveram votações relevantes, com 337,8 mil e 295,4 mil, respectivamente.

 

Impressionante mesmo foi a votação de Nikolas Ferreira (PL), possivelmente a prova mais clara da força do bolsonarismo no pleito deste ano. Aos 26 anos, o vereador de Belo Horizonte obteve mais de 1,4 milhão de votos para se tornar o deputado federal mais votado do Brasil. Ele teve o apoio direto de Jair Bolsonaro.

 

No Rio de Janeiro, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi o segundo mais votado para a Câmara. Em São Paulo, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles — nomes fortes do bolsonarismo — foram segunda, terceiro e quarto deputados mais votados do estado, respectivamente.

 

A outra casa legislativa, o Senado, também terá clara guinada conservadora. A partir de 2023, o PL, partido de Bolsonaro, terá a maior bancada da casa, com 14 das 81 cadeiras. Essa posição ainda pode ser ultrapassada se União Brasil e PP levarem adiante a fusão partidária que foi anunciada no sábado (1º/10) por seus dirigentes.

 

O Senado é composto por três parlamentares eleitos por cada estado e pelo Distrito Federal, com mandato de oito anos. A renovação da casa legislativa é feita a cada quatro anos, de forma alternada por um e dois terços.

 

Em 2022, o eleitor votou em apenas um nome. Ou seja, a renovação foi de 27 cadeiras. Entre elas, em apenas 12 estados houve tentativa de reeleição. Cinco deles conseguiram o objetivo, incluindo o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (PSD-AM), e Romário (PSL-RJ).

 

Além do ex-jogador de futebol, o PL elegeu Magno Malta (ES), Wilder Morais (GO), Wellington Fagundes (MT), Rogério Marinho (RN), Jaime Bagattoli (RO), Jorge Seif (SC) e Marcos Pontes (SP). A segunda maior bancada será do PSD (12 senadores), seguido de União Brasil e MDB (de senadores cada) e PT (nove senadores).

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-03/congresso-abandona-politica-guinada-conservadora