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Oposição sai da toca no Congresso

Oposição sai da toca no Congresso

O PT e Lula cresceram na política com um discurso nacionalista, de defesa da indústria nacional. Em julho do ano passado, o presidente disse que havia voltado ao Planalto não para se repetir, mas para promover “a revolução industrial”. E declarou que estava na hora de o “desenvolvimentismo ganhar” a disputa ideológica com os “financeiristas” para que o país volte a gerar oportunidades. Nos últimos dias, Lula irritou setores da indústria nacional, ao questionar a taxação de compras de até US$ 50 em sites estrangeiros, sobretudo chineses. “Eu nem sei se essas bugigangas competem com as coisas brasileiras”, disse, adiantando que poderia vetar uma lei nesse sentido.

A Câmara aprovou, na terça-feira, a cobrança de imposto de importação de 20% sobre essas compras — o relator do projeto defendia  25%.  A medida foi um “jabuti” incluído durante a votação da nova política para o setor automotivo, o Mover. A alíquota final, que terá de ser aprovada ainda pelo Senado, foi resultado de muita negociação com Arthur Lira, que pregava o fim da isenção. E Lula teve que se comprometer a não vetar a lei. Ninguém saiu satisfeito.

No ano passado, Fernando Haddad anunciou que acabaria com a isenção dessas importações entre pessoas físicas. Desistiu, a pedido do próprio Lula, que achou a medida impopular e preferiu evitá-la. À época, a primeira-dama, Janja, levou o assunto à discussão nas redes sociais e, aparentemente, influenciou no recuo de Lula.

Com as dificuldades para zerar o déficit nas contas públicas, a Fazenda insistia na taxação dos importados de baixo valor. E a indústria aumentou a pressão protecionista, alegando que a falta de isonomia tributária levava as empresas brasileiras a prejuízos “exponenciais”.

Com popularidade em declínio e às vésperas da eleição municipal, Lula achou melhor fazer um acordo. Não foi o seu pior revés da semana, que terminou com derrotas em série para o governo e mostrou sua fragilidade no Congresso. Também ficou evidente a capacidade da oposição em mobilizar votos para aprovar projetos que incomodam o governo, sobretudo na área de costumes e de defesa de uma suposta  “família tradicional”, considerados prioritários para os grupos religiosos com poder de influência nos plenários da Câmara e do Senado.

Nesses casos, a extrema-direita reivindica a paternidade da vitória, mas ela permanece dependente do centro liberal e conservador, mais interessado mesmo em forçar o governo à negociação, em especial sobre as verbas do Orçamento. A união desses dois agrupamentos, ainda que eventual, indica um cenário de dificuldades para Lula e seus aliados nas eleições deste ano e de 2026.

O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para redacao@congressoemfoco.com.br.

AUTORIA

Lydia Medeiros

LYDIA MEDEIROS Jornalista formada pela Universidade de Brasília, foi titular da coluna Poder em Jogo, em O Globo (2017-2018). Atuou ainda em veículos como O Globo, Folha de S.Paulo, Época e Correio Braziliense. Foi diretora da FSB Comunicações, onde coordenou o atendimento a corporações e atuou na definição de políticas de comunicação e gestão de imagem.

CONGRESSO EM FOCO
Oposição sai da toca no Congresso

O amargo custo do apoio irrestrito de Biden a Netanyahu

 “Países não tem amigos, países tem interesses” (John Foster Dulles)

Israel sofreu diversos reveses em termos de diplomacia internacional nos últimos dias, evidenciando cada vez mais seu isolacionismo no cenário internacional, o recente ataque a Rafah foi tão violento que Israel parece estar muito próximo de se tornar um “pária internacional”. A Corte Internacional de Justiça (CIJ) acusou tanto Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, quanto três integrantes do alto escalão do Hamas de cometerem crimes contra a humanidade e expediu pedidos de prisão internacional. Essa acusação veio dias depois de Espanha, Irlanda e Noruega reconheceram a criação de um Estado Palestino independente.

A ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, sem rodeios, classificou o conflito como um verdadeiro genocídio. Robert Habeck, vice-chanceler alemão, de origem judia, declarou que a ofensiva israelense em Rafah é incompatível com as leis internacionais. Posicionamentos com os quais o presidente em exercício dos Estados Unidos, Joe Biden, não compactua.

Se olharmos para o posicionamento de Washington com relação ao conflito Israel-Hamas numa linha do tempo, partimos de um primeiro momento de muito sensibilização da população norte-americana, que comparou de uma maneira bastante emocional o ataque terrorista do Hamas a Israel aos ataques às Torres Gêmeas norte-americanas, claramente uma ferida foi reaberta. Neste momento de comoção, o apoio, tanto diplomático quanto militar de Biden a Israel, aliado norte-americano de longa data, foi automático.

Com o decorrer do conflito e o aumento de mortes da população palestina cada vez mais desproporcional (hoje na ordem de 36 mil palestinos mortos *), além dos ataques a hospitais e civis e o agravamento da fome e da inanição em Gaza, Biden migrou de um alinhamento automático para um posicionamento mais pragmático. “No caso do conflito Israel-Palestina, os Estados Unidos se encontram num dilema: apoiar ou não apoiar Israel? Pragmatismo ou adesinismo? Este alinhamento automático a Israel tem sido, historicamente, uma tônica da política externa norte-americana ao longo do século 20 e, principalmente no século 21. Biden sabe que qualquer escolha feita implica efeitos sobre a opinião pública. A impressão que dá é que hoje Biden não tem adotado nem um pragmatismo, nem um adesismo, trata-se um comportamento dúbio, muito ambivalente”, analisa José Renato da Silveira, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Esse “pragmatismo de Biden” parece ser somente retórico. Na prática, com apoio do poderoso Comitê de Políticas Públicas de Israel em Washington, Biden autorizou bilhões de dólares em armas letais, como bombas (MK84 e MK82) e 25 jatos de combate F-35A, informações de fontes não oficiais, pois existe muito pouca transparência sobre detalhes das armas americanas enviadas a Israel, postura diferente da transferência de armas à Ucrânia, na qual há uma grande preocupação acerca das armas transferidas, o potencial de letalidade dessas armas e também no sentido de que nenhuma arma americana seja efetivamente usada em território russo.

Biden se recusa a chamar a invasão de Israel a Gaza de genocídio, vetou por três vezes o pedido de cessar-fogo enviado pelo Conselho de Segurança da ONU e condenou a resolução da Corte Internacional de Justiça com a justificativa de que houve “falsa equivalência” entre Hamas e o governo de Israel com relação às acusações de crimes de guerra. “O ICJ, no entanto, condenando as duas partes, não comete ‘falsa equivalência’, mas acerta ao expressar que crimes de guerra cometidos de um lado não justificam crimes de guerra cometidos pelo outro lado. Nenhuma declaração de ‘defesa própria’ justifica cometer-se crimes de guerra. O direito de defesa de Israel é inequívoco, a questão é COMO Israel está se ‘defendendo’”, pontua José Renato da Silveira.

Domesticamente, Biden enfrenta manifestações anti-guerra em muitas das principais universidades norte-americanas, além de encontrar dissidência dentro de seu próprio partido. O senador Bernie Sanders, muito popular entre o eleitorado democrata, universitário e mais progressista, tem se declarado abertamente contra a política norte-americana em Israel. Sanders não é a única voz a condenar o posicionamento de Washington com relação a Israel. O principal democrata do Senado, o senador judeu Chuck Schumer, discursou recentemente no plenário do Senado pedindo a condenação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eleições para substituí-lo. Seu discurso reflete o nível de insatisfação crescente dentro do partido Democrata. O discurso de Schumer aconteceu um dia antes de o senador republicano John Barrasso convidar Netanyahu para uma fala oficial aos Republicanos no Senado. Os republicanos tentam cada vez mais capitalizar politicamente as divisões do partido Democrata sobre o conflito em Israel, colocando-se como os verdadeiros defensores dos judeus nos Estados Unidos e do governo democraticamente eleito de Benjamin Netanyahu e seu legítimo direito de defesa contra o Hamas.

Assumir uma escolha clara, haja vista um conflito complexo como este é difícil e delicado, uma vez que o governo americano tem uma postura de longa data de apoio irrestrito a seus aliados. Porém, não assumir uma postura clara, principalmente após a recente e sangrenta invasão a Rafah em curso, tão condenada pelo próprio Biden e pela comunidade internacional, torna-se cada vez mais uma tarefa impossível. Como conciliar a negação de crimes de guerra da parte de Israel e manter um porto e ajuda humanitária na região juntamente a outras organizações internacionais de combate à fome? Como declarar-se domesticamente um presidente que presa pelo “rule of lawn” ou Estado democrático de Direito, mas não reconhecer as leis internacionais e os crimes de guerra claramente cometidos por Israel contra a população civil em Gaza? Qual é a “linha vermelha”?

Num ano eleitoral com cenário tão competitivo entre Trump e Biden, assumir uma posição clara com relação a Israel, para além do “pragmatismo retórico” de Biden, pode ser difícil, por outro lado, não escolher um posicionamento claro neste momento pode custar-lhe muito mais caro. Talvez as eleições.

* Estimativa de autoridades de Saúde em Gaza.

Oposição sai da toca no Congresso

A semana no Congresso: após derrota em vetos, governo tenta se reorganizar

O governo Lula (PT) entra nesta semana com a atribuição de reorganizar sua base após a sequência de derrotas no Congresso Nacional nas votações de vetos da semana anterior. O tempo é curto: no segundo semestre, as atenções dos parlamentares devem se voltar para as eleições de prefeitos e vereadores nos próprios municípios. A janela para ajustar a articulação e aprovar projetos de interesse ainda neste ano vai se estreitando.

Leia abaixo os quatro assuntos para acompanhar no Congresso na semana que começa nesta segunda-feira (3):

  1. A ressaca dos vetos

O presidente Lula (PT) deve se reunir no Palácio do Planalto, já na segunda-feira, com os líderes do governo nas Casas do Legislativo – deputado José Guimarães (PT-CE), na Câmara; senador Jaques Wagner (PT-BA), no Senado; e senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), no Congresso – e com o ministro Alexandre Padilha, responsável pela articulação política. A queda dos vetos de Lula no Congresso Nacional indica que o governo está emparedado no Legislativo.

  • Levantamento do Congresso em Foco mostra que o problema não é de hoje: em 2023, o Congresso derrubou 40% dos vetos de Lula que foram votados; no primeiro ano de Bolsonaro, em comparação, foram apenas 10%. De lá para cá, a situação parece ter se agravado.
  • Há cerca de um ano atrás, o colunista do Congresso em Foco Rudolfo Lago já alertava: Lula 3 tem sob seu comando uma presidência bem menos poderosa do que nos seus mandatos anteriores. Com a proximidade das eleições municipais e os poderes ampliados do Congresso, é incerto que o governo tenha algo a oferecer para os parlamentares que garanta uma base estável nas duas Casas.
  1. Taxação das compras importadas

O Senado pode votar nesta semana em plenário o projeto de lei do Mover, programa de estímulo para iniciativas sustentáveis na indústria automobilística. Mas o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados com um “jabuti”, um trecho adicionado no texto que acaba com a isenção de impostos para compras importadas de até US$ 50. Se o projeto passar no Senado com a redação atual, as compras em aplicativos como a Shein e a Shopee passam a receber taxação.

  • O imposto sobre importados é um assunto polêmico; por conta dele, o projeto teve uma tramitação mais longa, o que desembocou na suspensão do Programa Mover.
  • O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), diz que Lula não vai vetar a taxação sobre as compras.
  1. PEC das Drogas

Na terça-feira (4), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pode votar a PEC das Drogas, projeto já aprovado pelo Senado (veja quem votou contra) que estipula a proibição do porte e da posse de todas as drogas. O texto está sob a relatoria do deputado Ricardo Salles (PL-SP). A sessão está marcada para 14h30. Se aprovado na comissão, o texto pode seguir para o plenário, mas ainda há a chance de algum deputado pedir vista (mais tempo para analisar a proposta).

  • O texto é criticado por especialistas da área da segurança pública, que alertam para o possível aumento da violência. Um dos argumentos é que, com a legislação atual, que não define quantidade para uso e tráfico, pessoas pobres e negras (pretas e pardas) são mais frequentemente detidas como traficantes.
  1. Posse no TSE

A ministra Cármen Lúcia toma posse como presidente do TSE na segunda-feira (2), em cerimônia marcada para 19h. Assume o lugar de Alexandre de Moraes. O presidente Lula deve comparecer.

Até a última sexta-feira (31), a Corte eleitoral tinha mais de 90 processos envolvendo parlamentares do Congresso Nacional.

AUTORIA

Carlos Lins

CARLOS LINS Editor. Passou por Poder360, SBT e Fato Online. Formado em Comunicação Social e em Teoria, Crítica e História da Arte pela UnB.

CONGRESSO EM FOCO
Oposição sai da toca no Congresso

Governo é contra proposta de privatização das praias, diz Alexandre Padilha

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (3), que o governo é contrário à Proposta de Emenda da Constituição (PEC) 3/2022, também conhecida como PEC das Praias.

Relatada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a proposta, que atualmente está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, transfere os chamados terrenos de marinha mediante pagamento a ocupantes particulares e de forma gratuita para estados e municípios. “O governo é contrário a qualquer programa de privatização das praias públicas, que cerceiam o povo brasileiro de poder frequentar as praias. Do jeito que está a proposta, o governo é contrário a ela”, explicou o ministro.

Na última semana, foi realizada audiência pública na CCJ para discutir os possíveis impactos da PEC das Praias. Representantes do governo expuseram que o texto pode abrir caminho para a privatização e impactar o meio ambiente.

“Outro problema da PEC é que ela permite a alienação, a transferência do domínio pleno, favorece a ocupação desordenada, favorece a privatização e cerceamento das praias e promove perda de receita de R$ 164 bilhões por ano”, disse a secretária adjunta de Gestão do Patrimônio da União, órgão do Ministério de Gestão, Carolina Gabas.

A coordenadora geral do Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Marinez Scherer, explica que os terrenos de marinha e a faixa de segurança estão em sua maior parte em áreas de preservação permanente. E, por isso, a PEC contribui com a degradação de ecossistemas e para as mudanças climáticas.

Alexandre Padilha elogiou a audiência pública e reafirmou o esforço do governo em se opor ao texto na CCJ. Segundo o ministro, a sessão permitiu que as pessoas conheçam a proposta. “Todo mundo agora está sabendo que o tema já existe. Então, foi bom ter essa audiência pública. Teve o debate, pode ter outras audiências públicas. O governo é contrário à proposta do jeito que está nesse texto e vamos trabalhar contra na CCJ”.

O que diz a PEC das Praias

Segundo a PEC, o objetivo é propor a extinção e a transferência do domínio de áreas públicas da União, conhecidas como terrenos de marinha, para estados e municípios (gratuitamente), para foreiros, cessionários e ocupantes (sob pagamento).

Atualmente, os terrenos da marinha são áreas públicas que margeiam o mar, rios, lagos e lagoas, até a linha de preamar média (maré cheia), e são considerados bens da União.

Os ocupantes destas áreas pagam anualmente o Foro, uma receita patrimonial devida por usuários de imóveis da União inscritos na Secretaria do Patrimônio da União (SPU), sob o Regime de Aforamento. O Foro corresponde a 0,6% do valor do domínio pleno do terreno, excluídas as benfeitorias.

O texto não prevê diretamente a privatização das praias, mas permite que os municípios regularizem a participação da iniciativa privada, sendo assim uma porta de entrada para a privatização em si.

Em transmissão ao vivo na sexta-feira (31), o relator da proposta defendeu a PEC. Flávio Bolsonaro argumentou que “o governo está com medo de perder arrecadação” e o texto “quer acabar com o pagamento de taxas absurdas”, como o foro e o laudêmio, taxa que deve ser paga ao proprietário do terreno quando se vende ou transfere um imóvel que está localizado em áreas de marinha.

“Imagina se você tem um grande empreendimento que quer se instalar na Bahia, e a gente acaba com foro, laudêmio e taxa de ocupação. Obviamente, que o empresário vai ter mais interesse, porque vai ficar mais barato, o investimento vai ser menor”, justificou o senador.

AUTORIA

Pedro Sales

PEDRO SALES Jornalista em formação pela Universidade de Brasília (UnB). Integrou a equipe de comunicação interna do Ministério dos Transportes.

CONGRESSO EM FOCO
Oposição sai da toca no Congresso

CCJ do Senado pode aprovar PL contra taxa assistencial

Está na pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o PL 2.830/19, do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), que estabelece que a decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no BNDT (Banco Nacional de Devedores Trabalhistas) depois de transcorrido o prazo de 15 dias da citação do executado, se não houver garantia do juízo.

Ocorre que o relator, senador Rogério Marinho (PL-RN), acatou emenda que veda a contribuição assistencial definida em assembleia geral, em relação à celebração de acordo ou convenção coletiva de trabalho. A rigor, essa emenda nada tem a ver com o tema original. Trata-se de “jabuti”.

O projeto é o terceiro item da pauta. Anteriormente, já foi aprovado pela CAS (Comissão de Assuntos Sociais).

A reunião da comissão está agendada para esta quarta-feira (5), a partir das 10h, no anexo 2, da Ala Senador Alexandre Costa, no plenário 3.

CÂMARA DOS DEPUTADOS

REFORMA TRIBUTÁRIA: GRUPO DE TRABALHO

Normas gerais sobre o IBS e CBS
O GT (Grupo de Trabalho) da Câmara que discute a regulamentação da Reforma Tributária, nos termos do PLP 68/24, realiza, nesta segunda-feira (3), às 15h30, no plenário 2, audiência pública sobre as normas gerais do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) sobre operações. O GT foi instalado na Casa na semana passada. Veja a pauta

Terça-feira (4), às 9h, o GT realiza nova audiência pública para debater sobre o modelo operacional do IBS e da CBS. Veja a pauta

À tarde, a partir das 14h30, o GT realiza mais 1 audiência pública sobre o IBS e a CBS, que tratam sobre as exportações e importações e regimes aduaneiros especiais, zonas de processamento de exportações e regimes de bens de capital. Veja a pauta

“Cash back”
Na quarta-feira (5), o GT realiza audiência pública, às 9h, sobre “cash back”, tributação de alimentos e produtos da cesta básica. À tarde, às 14h30, debate sobre regimes diferenciados e produtos de higiene e limpeza consumidos, majoritariamente, por pessoas de baixa renda. Veja as pautas 1 e 2

Sociedades anônimas
Quinta-feira (6), a partir das 9h, o GT debate sobre: regime específico das sociedades anônimas de futebol, segurança cibernética e da informação, automóveis adquiridos por pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista e por taxistas. Veja a pauta

COLEGIADOS TEMÁTICOS

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

Ocupação de propriedade privada
Retorna à pauta, o PL 8.262/17, do ex-deputado André Amaral (MDB-PB), que autoriza o uso das forças de segurança para a liberação de terras privadas em caso de ocupação. O parecer do relator, deputado Dr. Victor Linhalis (Podemos-ES) é pela constitucionalidade da matéria.

Proteção do entregador de app
Também consta na pauta o PL 3.539/23, que dispõe sobre medidas de proteção contra violência física, psicológica, patrimonial e moral ao entregador de aplicativo em serviço. De autoria do deputado Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), o projeto tem parecer favorável do relator, deputado Kim Kataguiri (União-SP).

A comissão se reúne, nesta terça (4), às 14h, no plenário 1, e quarta-feira (5), às 10h, no plenário 1, do anexo 2.

COMISSÃO DE TRABALHO

Regulamenta profissão de trabalhador de limpeza urbana
Colegiado pode votar o PL 4.146/20, de autoria de vários parlamentares, que regulamenta a profissão de trabalhador essencial de limpeza urbana. O projeto conta com parecer favorável do deputado André Figueiredo (PDT-CE).

O colegiado se reúne, nesta quarta-feira (5), às 10h, no plenário 12, do anexo 2.

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Previdência dos Correios
Está na pauta do colegiado o Requerimento 27/24, do deputado Danilo Forte (União-CE), para realização de audiência pública para debater a sustentabilidade do Postalis (Instituto de Previdência Complementar dos Trabalhadores dos Correios).

A comissão se reúne, nesta quarta-feira (5), às 10h, no plenário 5 do anexo 2.

SENADO FEDERAL

PLENÁRIO

Casa poder votar o Mover e taxação de compras internacionais

Está na pauta desta semana, o PL (Projeto de Lei) 914/24, que institui o Mover (Programa Mobilidade Verde e Inovação). O projeto, aprovado pela Câmara na semana passada, prevê incentivos financeiros de R$ 19,3 bilhões em 5 anos e redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para estimular a pesquisa e o desenvolvimento de soluções tecnológicas e a produção de veículos com menor emissão de gases do efeito estufa.

O projeto também trata da taxação de produtos importados no valor de até US$ 50. A tendência é que o plenário aprove o texto e o envie à sanção presidencial.

COLEGIADOS TEMÁTICOS

COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS

Licença-maternidade
Colegiado pode apreciar, o PL 2.840/22, que altera o § 3º do art. 392 da CLT, para dispor sobre a licença-maternidade e o salário-maternidade, em caso de parto antecipado. De autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), a proposta conta com parecer favorável do senador Randolfe Rodrigues (Sem Partido-AP).

O colegiado se reúne, nesta terça-feira (4), no anexo 2, da Ala Senador Alexandre Costa, no plenário 19.

PODER EXECUTIVO

Governo realiza primeira reunião com líderes

Depois das derrotas sofridas na semana passada, em votações de vetos presidenciais, o governo vai fazer reuniões semanais com os líderes. Na pauta, ajustes nos encaminhamentos da agenda do governo no Congresso.

Nesta primeira reunião, o presidente Lula se encontra, nesta segunda-feira (3), às 9h, com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, deputado federal licenciado Alexandre Padilha (PT-SP), e os líderes do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Sem Partido-AP), no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

Governo pode anunciar medidas à desoneração da folha

O governo pode anunciar, nesta semana, medidas para compensar a desoneração da folha de pagamento para empresas e prefeituras. A tendência é que seja aprovado nas 2 casas do Congresso — Câmara e senado — ao longo de junho. Isto é, antes do recesso parlamentar, que começa dia 18 de julho.

O relator do projeto no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), aguarda o anúncio de medidas compensatórias para apresentar parecer. Uma vez
aprovado pelo Senado, o texto segue para a análise da Câmara dos Deputados.

A Receita calcula que serão necessários R$ 25,8 bilhões para compensar a perda arrecadatória com a prorrogação da desoneração: R$ 15,8 bilhões se referem à renúncia fiscal com o benefício concedido a 17 setores da economia; os outros R$ 10 bilhões se referem à mudança na tributação das prefeituras. O governo espera fazer isso sem aumentar impostos.

Conforme acordo, as empresas estarão isentas ao longo de 2024. Em 2025, a alíquota sobe 5%, até chegar em 20% em 2028.

Para os municípios, a alíquota este ano será de 8%. Mas, nesse caso, ainda não foi negociado escalonamento.

PODER JUDICIÁRIO

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

STF retoma julgamento de recurso contra prisão de Collor

O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma, nesta sexta-feira (7), por meio do plenário virtual, a análise de recurso apresentado pelo ex-presidente Fernando Collor contra a decisão que o condenou a 8 anos e 10 meses de prisão, tomada pela Corte, em maio de 2023. O julgamento vai até dia 14.

O julgamento anterior foi suspenso em fevereiro após pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

Em fevereiro, o ministro Dias Toffoli paralisou o julgamento com um pedido de vista. O prazo de 90 dias que ele podia ficar com o processo terminou, e o caso voltou automaticamente para a pauta, conforme o regimento do STF.

Até o pedido de vista de Toffoli, só havia o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, para rejeitar o recurso de Collor e manter a condenação. Edson Fachin antecipou a posição dele para acompanhar Moraes.

Collor foi condenado à prisão pelo STF pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em esquema na BR Distribuidora que envolveu recebimento de propina para viabilizar contratos com a estatal.

A punição estabeleceu pagamento de multa, indenização e proibição para exercer funções públicas.

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

Ministra Cármen Lúcia assume presidência da Corte Eleitoral

A ministra Cármen Lúcia toma posse como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nesta segunda-feira (3), quando se encerra o mandato do ministro Alexandre de Moraes como presidente da Corte Eleitoral.

Na mesma ocasião, o ministro Nunes Marques vai ser empossado vice-presidente da Casa. A cerimônia vai ser transmitida ao vivo pelo canal do TSE no YouTube e pela TV Justiça.

A eleição dos ministros Cármen Lúcia e Nunes Marques para os cargos ocorreu dia 7 de maio, durante sessão plenária do TSE. Eles serão responsáveis por conduzir as eleições municipais de 2024.

A cerimônia deve contar com a presença de convidados e autoridades dos Três Poderes da República e poderá ser acompanhada pelos profissionais de imprensa que se credenciaram previamente.

A cerimônia de posse vai ser no plenário da Corte, em Brasília, às 19h.

DIAP

https://diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/91847-ccj-do-senado-pode-aprovar-pl-contra-taxa-assistencial