O presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná — NCST/PR, Denílson Pestana, participou nesta quinta-feira, 23 de julho, da abertura do VI Congresso Estadual da NCST de Santa Catarina, realizado no município de Nova Trento.
Durante a programação, Denílson Pestana atuou como mediador da palestra “Reafirmação da Carta de Princípios da NCST”, ministrada por José Reginaldo Inácio, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria.
A mesa destacou a importância da reafirmação dos valores que orientam a atuação da Nova Central, especialmente os princípios da ética, liberdade e autonomia sindical. O debate também reforçou a necessidade de fortalecer entidades independentes, democráticas e comprometidas com a defesa dos direitos e interesses da classe trabalhadora.
A atuação de Denílson Pestana como mediador contribuiu para a condução do debate e para a integração entre as representações estaduais da NCST. A participação da NCST/PR no congresso catarinense demonstrou a importância da unidade e do intercâmbio de experiências entre dirigentes sindicais de diferentes estados.
Presença histórica da presidente nacional da NCST
O congresso também contou com a participação da presidente da NCST Nacional, Sônia Maria Zeferino da Silva, primeira mulher a ocupar a presidência nacional da entidade.
A presença da dirigente representou um marco para o movimento sindical e reforçou o compromisso da Nova Central com a ampliação da participação feminina nos espaços de decisão, representação e liderança.
Sônia Zeferino participou da programação dedicada ao protagonismo feminino e à atuação das mulheres na luta sindical. Sua trajetória à frente da NCST Nacional simboliza o avanço da participação das trabalhadoras na construção das políticas e estratégias do movimento sindical brasileiro.
Com o tema “Lutar sempre. Vencer, talvez. Desistir, jamais”, o VI Congresso Estadual da NCST-SC reúne dirigentes, representantes de entidades filiadas e lideranças sindicais entre os dias 23 e 25 de julho de 2026.
A programação contempla debates sobre protagonismo feminino, juventude, participação dos trabalhadores de base, comunicação sindical e os desafios das novas gerações no movimento sindical. O encontro também prevê grupos de trabalho, plenárias, deliberações institucionais e a eleição e posse da nova Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da NCST-SC.
O diálogo social e o tripartismo são instrumentos essenciais para fortalecer a democracia, promover o trabalho decente e construir sociedades mais justas e inclusivas.
No âmbito da 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT 2026), realizada em Genebra, Suíça, acontece a Segunda Discussão Recorrente sobre Diálogo Social e Tripartismo, reunindo representantes de governos, empregadores e trabalhadores para debater os desafios contemporâneos das relações de trabalho e os caminhos para o fortalecimento da concertação social em nível global.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) está representada por Denilson Pestana da Costa, Diretor de Relações Internacionais da entidade, que participa ativamente dos debates e das discussões voltadas à construção de consensos, ao fortalecimento das instituições democráticas e à promoção de políticas que assegurem melhores condições de trabalho e desenvolvimento social.
A participação da NCST reafirma o compromisso do sindicalismo brasileiro com o diálogo social, a cooperação internacional e a defesa dos direitos dos trabalhadores, contribuindo para a construção de um futuro do trabalho mais equilibrado, inclusivo e sustentável.
📍 114ª Conferência Internacional do Trabalho – OIT
📅 2 a 13 de junho de 2026
📍 Genebra, Suíça
O 1º de Maio é mais do que uma data simbólica: é a expressão viva da história de luta, resistência e conquistas da classe trabalhadora. É o dia de reconhecer que tudo o que move o Brasil nasce da força de homens e mulheres que, com dignidade, constroem diariamente a riqueza do país.
Ao longo das décadas, direitos fundamentais foram conquistados com organização e mobilização coletiva. No entanto, os desafios seguem — e, em muitos casos, se intensificam. A atual conjuntura política brasileira evidencia um Congresso Nacional que, em sua maioria, tem se posicionado ao lado dos interesses do capital, frequentemente aprovando medidas que fragilizam direitos, ampliam a precarização do trabalho e dificultam o acesso à proteção social.
Diante desse cenário, a classe trabalhadora brasileira, organizada em suas centrais sindicais e movimentos sociais, vem construindo uma agenda estratégica para o futuro. As diretrizes debatidas na Conferência da Classe Trabalhadora (2026–2030) reforçam a necessidade de um novo projeto nacional de desenvolvimento, que tenha como pilares a valorização do trabalho, a redução das desigualdades e o fortalecimento da democracia.
Entre os principais eixos dessa pauta, destacam-se:
• Valorização do trabalho e emprego digno, com políticas de geração de empregos de qualidade, combate à informalidade e garantia de direitos;
• Redução da Jornada de Trabalho, com o fim da escala 6×1;
• Reforma tributária justa, que alivie a carga sobre os trabalhadores e aumente a contribuição dos mais ricos;
• Fortalecimento da negociação coletiva e da organização sindical, como instrumentos essenciais de equilíbrio nas relações de trabalho;
• Ampliação da proteção social, garantindo previdência pública, saúde e assistência acessíveis e de qualidade;
• Investimento em educação, qualificação profissional e desenvolvimento sustentável, preparando o país para os desafios do futuro;
• Defesa da democracia e dos direitos sociais, assegurando a participação popular nas decisões que impactam a vida da maioria.
Essa agenda deixa claro: o Brasil que queremos não pode ser construído sem os trabalhadores — e muito menos contra eles.
Por isso, neste 1º de Maio, além da homenagem, fazemos um chamado à reflexão e à ação. É fundamental fortalecer a consciência de classe e compreender que as decisões políticas moldam diretamente a realidade do trabalho e da vida. O voto é uma ferramenta decisiva. Ele deve ser exercido com responsabilidade, escolhendo representantes comprometidos com os interesses do povo trabalhador, e não com aqueles que lucram à custa da exploração.
A NCST/PR – Nova Central Sindical de Trabalhadores reafirma seu compromisso histórico com a defesa dos direitos, da justiça social e da dignidade humana. Seguiremos firmes na luta, construindo unidade, fortalecendo a organização sindical e defendendo um Brasil mais justo, democrático e soberano.
Neste 1º de Maio, celebramos nossa história — e renovamos nosso compromisso com o futuro.
Viva a classe trabalhadora!
Viva a unidade e a luta por direitos!
Realizada nesta quarta-feira (15), em Brasília. Com mais de 120 dirigentes sindicais, o grupo levou ao encontro a força da organização estadual e reforçou o compromisso com a construção de uma agenda unificada em defesa dos trabalhadores brasileiros.
Representando diversas categorias profissionais, os dirigentes da NCST/PR participaram ativamente dos debates que consolidaram a nova Pauta da Classe Trabalhadora para o período de 2026 a 2030. A conferência, que reuniu as principais centrais sindicais do país, teve como foco central a articulação de propostas que dialoguem com os desafios contemporâneos do mundo do trabalho e com o atual cenário político nacional.
A participação paranaense foi marcada pela defesa de temas estratégicos, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por plataformas digitais. Além disso, os dirigentes destacaram a importância do fortalecimento das entidades sindicais e do combate à precarização das relações de trabalho, especialmente diante do avanço da pejotização.
Para o presidente da NCST/PR, Denilson Pestana da Costa, a ampla presença da delegação evidencia o grau de mobilização do sindicalismo paranaense e sua disposição em influenciar os rumos das políticas públicas. “A unidade construída na Conclat é fundamental para garantir que os trabalhadores tenham voz ativa no próximo ciclo político”, destacaram lideranças presentes.
O encontro também serviu como espaço de avaliação do atual momento político sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diferentemente de 2022, quando o movimento sindical atuava em um cenário de enfrentamento, a Conclat 2026 ocorre em um contexto de disputa por avanços dentro de um governo considerado mais aberto ao diálogo com as centrais.
Outro ponto ressaltado pela delegação da NCST/PR foi a necessidade de ampliar políticas de geração de emprego, valorização do salário mínimo e fortalecimento da negociação coletiva. Os dirigentes também defenderam investimentos em desenvolvimento produtivo, inovação e infraestrutura como pilares para a criação de empregos de qualidade.
Com forte presença e atuação propositiva, a delegação paranaense contribuiu para consolidar uma pauta que busca não apenas responder às demandas imediatas da classe trabalhadora, mas também projetar um novo modelo de desenvolvimento com inclusão social, soberania e trabalho decente.
A Conclat 2026 reafirma, assim, o papel do movimento sindical como protagonista na construção de um projeto nacional voltado à melhoria das condições de vida da população trabalhadora — com a NCST/PR desempenhando um papel de destaque nesse processo.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), em conjunto com as demais centrais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB e CSB), participou na última segunda-feira (16/03) de mais uma reunião do Fórum das Centrais Sindicais para definir as estratégias de mobilização da classe trabalhadora para os próximos meses. O encontro consolidou a organização da Plenária e Marcha da Classe Trabalhadora, marcada para o dia 15 de abril, em Brasília.
Sob a marca que defende “empregos, direitos, democracia, soberania e vida digna”, o grande ato de abril terá concentração a partir das 8h e o início da marcha está programado para as 11h. As lideranças sindicais reforçam a orientação para que os sindicatos, federações e confederações nos estados se organizem de forma unitária para o deslocamento até a capital federal, apoiando também a ida de lideranças dos movimentos popular e estudantil.
Bandeiras prioritárias e Dia Nacional de Mobilização
O Fórum definiu eixos centrais de reivindicação que guiarão os atos e as negociações. Os grandes destaques da mobilização são:
Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1.
Regulamentação do trabalho por aplicativos.
Fim da “Pejotização”.
Direito à negociação coletiva para os servidores públicos.
Combate ao feminicídio.
Para impulsionar a pauta das 40 horas e o fim da escala 6×1, as centrais definiram o dia 20 de março como um dia nacional de mobilização. A orientação é que as entidades sindicais de base realizem panfletagens em locais de trabalho e de grande circulação de pessoas, como ruas e terminais de transporte. Além da pressão nas ruas, a estratégia envolve forte atuação no Congresso Nacional e diálogo direto com os parlamentares.
Pauta da Classe Trabalhadora 2026/2030
Durante a reunião, também foi oficialmente aprovado o texto e a logomarca da “Pauta da Classe Trabalhadora 2026/2030”. O documento reúne as principais demandas dos trabalhadores e será entregue em agendas específicas ao Presidente da República, bem como aos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do STF, do TST e à Procuradoria-Geral do Trabalho.
A partir do mês de maio, essa Pauta será lançada oficialmente nas capitais dos estados. As centrais também já iniciaram a organização para o 1º de Maio, incentivando os sindicatos a produzirem materiais a partir dessas bandeiras prioritárias e a promoverem atos e mobilizações em todo o país.
Outras frentes de atuação
O Fórum das Centrais também encaminhou ações para outras lutas cruciais, incluindo:
Feminicídio: O Fórum das Mulheres finalizou uma proposta de Plano, com meta de lançamento ainda para o mês de março e construção de um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério das Mulheres.
Trabalho por Aplicativos: Foi pautada urgência em reuniões com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e com a bancada no Congresso.
Combate à Pejotização: As centrais organizarão um seminário em parceria com DIEESE, Unicamp e FGV para debater a seguridade social e a proteção universal, além de buscar audiências com Ministros do STF.
Reforma Tributária: O DIEESE produzirá um mapeamento de temas e cláusulas que permitam desconto tributário quando firmados em acordo ou convenção coletiva, visando reuniões com o Ministério da Fazenda.
Debate reuniu parlamentares, dirigentes sindicais, especialistas e movimentos sociais para discutir a redução da jornada e mais qualidade de vida para a classe trabalhadora
Representantes das centrais sindicais, parlamentares, especialistas e movimentos sociais participaram nesta terça-feira (10) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), em Curitiba, para debater o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal. O encontro foi promovido pela bancada de oposição da Casa e reuniu trabalhadores de diversas categorias no plenário do Legislativo estadual.
O objetivo da audiência foi ampliar o debate sobre os impactos da jornada atual na qualidade de vida da população trabalhadora e discutir alternativas que garantam mais tempo para descanso, convívio familiar, estudo e cuidados com a saúde física e mental.
O debate ocorre em um momento em que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho ganha força em todo o país, impulsionada por estudos e mobilizações sociais que apontam a necessidade de equilibrar produtividade econômica e qualidade de vida.
Movimento sindical defende mais tempo de vida para os trabalhadores
Durante a audiência, dirigentes das centrais sindicais reafirmaram que o fim da escala 6×1 representa um avanço civilizatório e uma resposta às condições de trabalho enfrentadas por milhões de brasileiros.
Representando a Nova Central Sindical de Trabalhadores do Paraná (NCST/PR), o presidente Denilson Pestana destacou que a atual escala impõe uma rotina exaustiva que retira dos trabalhadores o direito ao descanso, à convivência familiar e ao desenvolvimento pessoal.
Em sua intervenção, o dirigente afirmou que a luta pela redução da jornada faz parte da história das conquistas da classe trabalhadora e comparou a resistência atual às mudanças com argumentos utilizados no passado para justificar modelos de exploração do trabalho.
Segundo ele, assim como ocorreu em outros momentos históricos — quando setores da sociedade afirmavam que o fim da escravidão ou a redução das jornadas quebraria a economia —, hoje também surgem discursos alarmistas para impedir avanços nos direitos trabalhistas.
Para o presidente da NCST/PR, a escala 6×1 representa uma forma contemporânea de exploração que precisa ser superada.
“Não é aceitável que, em pleno século XXI, milhões de trabalhadores vivam apenas para trabalhar e sobreviver. A luta pelo fim da escala 6×1 é uma luta por dignidade e pelo direito ao tempo de viver”, afirmou.
Debate ganha força no Brasil
Parlamentares que participaram da audiência também destacaram que o modelo de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso gera impactos significativos na saúde física e mental dos trabalhadores, além de dificultar o convívio familiar e o acesso à educação e ao lazer.
Segundo os organizadores, discutir novas formas de organização do trabalho é fundamental para acompanhar as transformações econômicas e sociais, além de garantir melhores condições de vida para quem vive do próprio trabalho.
A audiência contou com a presença de representantes de diversas entidades sindicais, especialistas em direito do trabalho, integrantes do Ministério Público do Trabalho e lideranças de movimentos sociais que atuam na defesa da redução da jornada e da melhoria das condições de trabalho.
Luta histórica da classe trabalhadora
Para as centrais sindicais, a redução da jornada sem redução salarial é uma bandeira histórica do movimento sindical e faz parte da construção de uma sociedade mais justa.
Os dirigentes destacaram que conquistas importantes — como a jornada de oito horas diárias e os limites legais da jornada semanal — foram resultado de décadas de mobilização da classe trabalhadora.
Nesse sentido, o fim da escala 6×1 é apontado como um passo importante para garantir mais saúde, dignidade e qualidade de vida aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.