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JUSTIÇA SOCIAL

Proibição da demissão sem justa causa e seu julgamento pelo STF

Proibição da demissão sem justa causa e seu julgamento pelo STF

OPINIÃO

Por Leonardo Boaventura e Tamiris Poit

Num julgamento que dura mais de 25 anos, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidirá uma ação que interfere no poder diretivo do empregador de demitir seus empregados sem justa causa.

 

A OIT (Organização Internacional do Trabalho), em 1982, firmou a Convenção n° 158 prevendo regras sobre o “Término da Relação de Trabalho por Iniciativa do Empregador”, tirando do empresário a decisão de pôr fim às relações de trabalho, sem que existisse uma causa justificada para tanto.

 

Diante do grave impacto gerado na outrora economia, Fernando Henrique Cardoso, por meio de um decreto, afastou a vigência da Convenção da OIT no Brasil, mas, não satisfeitas, a CUT (Central Única dos Trabalhadores)  e a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura) ajuizaram, em 1997, perante o STF, ação com pedido de declaração de inconstitucionalidade do decreto presidencial.

 

Oito dos 11 ministros do Supremo já proferiram seus votos, e a maioria já decidiu que o presidente não poderia, sozinho, revogar acordos internacionais sem a aprovação do Congresso. Ou seja, levando em consideração os votos já proferidos, é aguardada a retomada da Convenção n° 158 da OIT no Brasil.

 

Impactos imediatos não se esperam, pois a retomada da Convenção dependerá de uma nova regulamentação legislativa, o que quer dizer que não necessariamente todas as demissões sem justa causa estariam automaticamente proibidas no Brasil.

 

De todo modo, considerando as intenções do novo governo, não deixa de ser preocupante o efeito que tal julgamento poderá causar nas relações empregatícias, já que há interferência direta no direito do empregador de demitir seus empregados, passando para as empresas o ônus de ter que comprovar um justo motivo para tanto.

 

Haverá um desequilíbrio ainda maior nessa balança que envolve as relações empregatícias, podendo, cabalmente, desencorajar novas admissões, aumentar o desemprego e, em vias paralelas, incentivar contratações irregulares e marginalizadas.

 

Por fim, espera-se que, ao final do julgamento, o próprio Supremo estabeleça os parâmetros de modulação dos efeitos de sua decisão, em especial, posicionando-se sobre as demissões ocorridas durante esse período de quase três décadas, evitando uma enxurrada de ações trabalhistas que possam rediscutir a matéria.

 

 é sócio da LBZ Advocacia.

 é coordenadora da área trabalhista da LBZ Advocacia.

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2023-jan-07/boaventura-poit-proibicao-demissao-justa-causa

Proibição da demissão sem justa causa e seu julgamento pelo STF

Mensagens mostram como bolsonaristas articularam ato em Brasília que levou a invasão de STF, Congresso e Planalto

Veja algumas das mensagens enviadas em grupos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro com convocações para atos antidemocráticos em Brasília, capital federal.

Por g1 — São Paulo

Dias antes da invasão por golpistas do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto, que ocorreu neste domingo (8), bolsonaristas radicais se articulavam por meio de aplicativos de mensagens.

 

Eles usavam, por exemplo, Telegram e WhatsApp, para convocar os demais apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro a irem à Brasília, capital federal, para a realização de atos antidemocráticos.

 

As mensagens de convocação podem ser vista logo após o resumo.

Resumo

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no WhatsApp em 7 de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no WhatsApp em 7 de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no Telegram no início de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no Telegram no início de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem compartilhada em grupo bolsonarista no Telegram em 7 de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem compartilhada em grupo bolsonarista no Telegram em 7 de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo de bolsonaristas no Telegram no início de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo de bolsonaristas no Telegram no início de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no WhatsApp no início de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no WhatsApp no início de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagens enviadas em grupo bolsonarista no Telegram em 7 de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagens enviadas em grupo bolsonarista no Telegram em 7 de janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no Telegram em janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no Telegram em janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no Telegram em janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

Mensagem enviada em grupo bolsonarista no Telegram em janeiro de 2023 — Foto: Reprodução

G1

https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/01/08/mensagens-bolsonaristas-terroristas-brasilia.ghtml

Proibição da demissão sem justa causa e seu julgamento pelo STF

Passo a passo dos atos terroristas contra Congresso, Planalto e STF

Bolsonaristas radicais chegaram em ônibus e se juntaram aos acampados em frente ao quartel do Exército. Sem ser contida pela PM, multidão andou 8 km até a Praça dos Três Poderes, onde invadiu e vandalizou prédios.

Veja passo a passo dos atos terroristas de bolsonaristas radicais contra o Congresso, o STF e o Planalto — Foto: Guilherme Gomes/g1

Veja passo a passo dos atos terroristas de bolsonaristas radicais contra o Congresso, o STF e o Planalto — Foto: Guilherme Gomes/g1

G1

https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2023/01/08/passo-a-passo-dos-atos-terroristas-contra-congresso-planalto-e-stf.ghtml

Proibição da demissão sem justa causa e seu julgamento pelo STF

‘Isso é terrorismo, é golpismo’, diz Dino sobre atos terroristas contra sedes dos três poderes

Ministro da Justiça disse ainda que terroristas ‘não conseguirão destruir a democracia’ no país. Dino informou que 200 pessoas haviam sido presas até as 21h e ônibus foram apreendidos.

Por Rosanne D’Agostino, Letícia Carvalho e Paloma Rodrigues, g1 e TV Globo — Brasília

O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse em entrevista coletiva que os atos de vândalos bolsonaristas em Brasília neste domingo (8) são “terrorismo” e “golpismo”.

 

No meio da tarde, os vândalos invadiram os prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), do Palácio do Planalto e do Congresso. Eles rasgaram obras de arte, quebraram vidraças e destruíram móveis.

 

“Isso é terrorismo, é golpismo. Temos a certeza de que a imensa maioria da população não quer a implementação dessas trevas”, afirmou Dino.

 

O ministro afirmou ainda que os terroristas não destruirão a democracia.

 

“Não conseguirão destruir a democracia brasileira. É preciso dizer isso cabalmente, com toda firmeza e convicção”, completou.

 

Dino disse ainda que “criminoso será tratado como criminoso”.

Governo do DF dizia que segurança era ‘adequada’

 

Dino relatou que o governo do Distrito Federal, em reuniões preparatórias, dizia que a segurança para este domingo (8) era “adequada” e que a situação estaria “sob controle”.

 

“Havia por parte do governo do Distrito Federal uma visão de que a situação estaria sob controle”, afirmou Dino.

 

“O governador Ibaneis, com toda certeza, ao efetuar um pedido de desculpas públicas ao chefe dos poderes da União, está reconhecendo que algo deu errado nesse planejamento. E quero crer que o senhor governador vai apurar as responsabilidades em relação àqueles que não cumpriram seus deveres constitucionais”, continuou o ministro da Justiça.

 

Dino afirmou que ideologia política tem se infiltrado nas polícias e atrapalhou o combate aos terroristas.

 

“Há, sim, objetivamente, preferências ideológicas nas instituições atrapalhando o cumprimento de deveres constitucionais”, disse.

 

“Vamos ter que separar o joio do trigo. Uma coisa é preferência eleitoral, todo mundo tem direito. Usar a preferência eleitoral para se omitir, prevaricar, para ser conivente com o crime, não é compatível com a função de servidor público”, completou.

Intervenção federal

Após os atos terroristas em Brasília, o presidente Lula decretou intervenção na segurança pública na capital federal. O interventor será o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Capelli.

 

“O interventor vai amanhã dirigir um expediente ao Ministério da Defesa pedindo também a cessão de militares para poderem apoiar esse esforço de manutenção da ordem pública sob comando do interventor”, relatou Dino.

Presos

 

Dino disse ainda que 200 pessoas já foram presas em flagrante e que as prisões podem continuar ao longo da noite. Segundo o ministro, a situação de flagrante permanece mesmo os terroristas já tendo deixado a Praça dos Três Poderes.

 

O ministro também afirmou que o governo identificou os ônibus que levaram terroristas a Brasília. Os veículos foram apreendidos.

“Nós chegaremos nos financiadores”, garantiu Dino.

G1

https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/01/08/dino-invasoes.ghtml

Proibição da demissão sem justa causa e seu julgamento pelo STF

Então ministro de Bolsonaro, Anderson Torres assistiu Brasília pegar fogo enquanto jantava com a família

Ministro da Justiça não se moveu para impedir ataques a Brasília durante a diplomação de Lula, em 13 de dezembro, uma espécie de ensaio técnico para os ataques deste domingo (8).

G1

O então ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, jantava com sua família em Brasília, no dia 13 de dezembro, quando a cidade foi atacada por bolsonaristas após a diplomação de Lula.

 

Os terroristas tentaram invadir a sede da Polícia Federal, colocaram fogo em carros, ônibus e depredaram patrimônio público. O que Torres fez? Nada. Continuou jantando.

 

O ministro estava em um restaurante de bacalhau. Ao lado, em uma mesa próxima, estava o senador Renan Calheiros.

 

Ao ser avisado sobre os ataques, Calheiros estranhou. “Impossível, o ministro da Justiça está aqui”. Ao saber dos ataques, o senador viu que Anderson Torres continua jantando tranquilamente com a família enquanto Brasília pegava fogo.

Torres era o responsável pela Segurança Pública do país naquele momento e deveria, como ministro, ter uma posição ativa, diante do que estava acontecendo. Contudo, ficou mais duas horas no restaurante. Teve tempo de comer e desfrutar de sua sobremesa.

 

Os atos daquele dia podem ser classificados como uma espécie de ensaio técnico para o terrorismo visto na capital federal neste domingo (8), com invasão e depredação da sede dos três poderes.

G1

https://g1.globo.com/politica/blog/octavio-guedes/post/2023/01/08/entao-ministro-de-bolsonaro-anderson-torres-assistiu-brasilia-pegar-fogo-enquanto-jantava-com-a-familia.ghtml

Proibição da demissão sem justa causa e seu julgamento pelo STF

Após atos golpistas, Lula decreta intervenção na segurança pública do DF

ORDEM NA CASA

Por causa dos atos golpistas não reprimidos em Brasília neste domingo (8/1), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou no fim da tarde uma intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. O decreto foi lido por ele em pronunciamento em que condenou a atuação dos vândalos, e vai durar até o dia 31 deste mês.

 

Manifestantes golpistas deprederam o
prédio do STF, entre outras instalações

O interventor será Ricardo Garcia Capelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O objetivo é “conter o grave comprometimento da ordem pública no Distrito Federal, marcada por atos de violência e invasão de prédios públicos”.

 

Capelli não estará sujeito às normas distritais e poderá requisitar recursos financeiros, estruturais e de pessoal ao governo do DF para cumprir os atos necessários durante a intervenção.

 

Em sua fala, Lula direcionou duras críticas à atuação do governo distrital durante os atos golpistas. O presidente afirmou que houve “incompetência, má vontade ou má-fé” e acrescentou que todos os envolvidos serão encontrados, investigados e punidos.

 

“Eles vão perceber que a democracia garante direitos e liberdades, mas também exige que as pessoas respeitem as instituições que foram criadas para fortalecer a democracia. E esses vândalos, que poderíamos chamar de fascistas fanáticos, fizeram o que nunca foi feito na história deste país.”

 

As falas são direcionadas ao governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), alvo de muitas críticas por causa da conivência explícita da PM distrital com os golpistas na Esplanada dos Ministérios. Em meio à crise, ele anunciou a exoneração do secretário de segurança do DF, o ex-ministro da Justiça e de Segurança Pública do governo Bolsonaro Anderson Torres.

 

“Não tem precedente na história do país o que essa gente fez. Por isso, essa gente terá de ser punida. E vamos descobrir quem são os financiadores desses vândalos. Todos eles pagarão com a força da lei esse gesto de irresponsabilidade, esse gesto antidemocrático de vândalos e fascistas”, acrescentou Lula.

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2023-jan-08/lula-decreta-intervencao-federal-seguranca-publica-df