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Arthur Lira é o primeiro a reconhecer vitória de Lula

Arthur Lira é o primeiro a reconhecer vitória de Lula

Presidente da Câmara, líder do Centrão, e um dos principais aliados de Jair Bolsonaro, o deputado Arthur Lira (PP-AL) foi a primeira autoridade a reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, nas eleições presidenciais deste ano.

Ao lado do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PT-PR), e do líder do PP, André Fufuca (MA), Lira deu “parabéns” ao presidente eleito e disse: “É hora de desarmar os espíritos, estender a mão aos adversários”.

“Ao mesmo tempo em que aceitamos a vitória, não podemos aceitar revanchismos”, disse Arthur Lira. “A Câmara dos Deputados estará sempre cumprindo o seu papel crucial de casa do povo brasileiro”.

Veja abaixo o discurso de Arthur Lira:

CONGRESSO EM FOCO

https://congressoemfoco.uol.com.br/area/pais/arthur-lira-e-o-primeiro-a-reconhecer-vitoria-de-lula/

Arthur Lira é o primeiro a reconhecer vitória de Lula

PT e União Brasil elegem maior número de governadores. Veja todos os eleitos

ELEIÇÕES 2022

CONGRESSO EM FOCO
Arthur Lira é o primeiro a reconhecer vitória de Lula

Estados se dividiram entre Lula e Bolsonaro. Veja qual foi a votação deles em cada um

ELEIÇÕES 2022

O país se dividiu ao meio na eleição presidencial deste domingo (30): o presidente eleito Lula (PT) venceu em 13 estados, Jair Bolsonaro (PL) foi o mais votado no Distrito Federal e outros 13 estados. Passe o cursor sobre cada estado para ver a votação dos dois:

Arthur Lira é o primeiro a reconhecer vitória de Lula

“Não há risco de contestação das eleições”, diz Alexandre de Moraes

Encerrado o segundo turno das eleições, Alexandre de Moraes reforçou o fato das urnas serem seguras, e garantiu que não haverá contestação.

ELEIÇÕES 2022

Concluída a apuração das urnas no segundo turno das eleições, o presidente do Tribunal Superior EleitoralAlexandre de Moraes, convocou uma coletiva de imprensa para seu pronunciamento de encerramento do pleito, que resultou na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL). Em sua fala, Moraes ressaltou a confiabilidade das urnas e, quando questionado, garantiu que não há risco de contestação por parte do lado perdedor.

“Não vislumbramos nenhum risco real de nenhuma contestação. O resultado foi proclamado, o resultado será aceito e, aqueles que foram eleitos à Presidência e Vice-presidência da República (…) serão diplomados no dia 19 de dezembro e tomarão posse dia em 1º de janeiro”, declarou Moraes. A preocupação de uma não aceitação por parte de Bolsonaro não se dá por acaso: em diversos momentos, o atual presidente questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas, e chegou a dizer que as eleições municipais de 2020 não deveriam ter acontecido.

O ministro também conta que, concluída a eleição, ele ligou para Lula e Bolsonaro, seguindo o rito de cumprimentar os dois candidatos pela participação nas eleições e anunciar que faria em breve a proclamação do resultado. Sobre a conversa, ele afirma ter sido recebido com cordialidade pelo atual presidente, que agradeceu a ligação.

Moraes também aponta que as evidências até o momento confirmam a segurança das urnas eletrônicas, citando a fiscalização paralela realizada pelo Tribunal de Contas da União sobre os boletins de urnas. “Foi uma mega apuração, com mais de 4 mil boletins de urna, analisando um mostruário gigantesco, e concluiu-se que não há uma diferença. Não é 0,0000001%, é nada. Concluiu o que nós todos sabemos: o que é depositado na urna eletrônica e apurado é a vontade exata do eleitor e da eleitora”, relatou. Ele ainda conta que aguarda o relatório das Forças Armadas, mas que este, com menos de 500 urnas, já perdeu utilidade.

Até o momento, não houve manifestação pública por parte de Jair Bolsonaro sobre a derrota eleitoral.

Caso das rádios

Às vésperas do segundo turno, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, protagonizou um esforço junto à campanha de Jair Bolsonaro para acusar emissoras de rádio nos estados do Nordeste de não transmitir as inserções de rádio do presidente na quantidade estabelecida em lei, e de terem privilegiado as inserções de Lula. Moraes acredita que não há motivos para as eleições serem questionadas com base nas acusações.

“O próprio ministro das Comunicações já deu declarações em relação a esse assunto. Não houve recurso em relação à minha decisão porque ficou muito claro: houve no mínimo um erro de análise. Uma coisa são ondas de rádio, outra é o streaming. Uma série de erros foram relatados. Nos apresentaram oito rádios, e das oito, cinco mostraram que aqueles números não batiam e as outras três disseram que o atraso foi da própria campanha em não levar [o material]. Então, esse assunto está totalmente superado.

LUCAS NEIVA Repórter. Jornalista formado pelo UniCeub, foi repórter da edição impressa do Jornal de Brasília, onde atuou na editoria de Cidades.

CONGRESSO EM FOCO
Arthur Lira é o primeiro a reconhecer vitória de Lula

Líderes internacionais parabenizam Lula logo após as eleições

CONSERTANDO PONTES

Líderes e ex-líderes políticos mundiais parabenizaram o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória nas urnas neste domingo (30/10).

 

Ex-presidente Lula foi eleito para seu terceiro mandato a partir de 2023Ricardo Stuckert/PT

Muitas das mensagens vieram logo na primeira hora após a proclamação do resultado. O movimento reforça a confiança da comunidade internacional no sistema eleitoral brasileiro, amplamente atacado pelo atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

 

O presidente dos EUA, Joe Biden, enviou uma mensagem de parabéns ao petista e disse que a eleição brasileira foi “livre, justa e digna de confiança”.

 

“Espero que possamos trabalhar juntos e manter a cooperação entre nossos dois países nos próximos meses e nos anos que virão”, disse o democrata em documento divulgado pela Casa Branca.

 

Vacinados contra a possibilidade de tentativa de ruptura institucional pelo presidente derrotado, os EUA deram uma resposta rápida também como um recado a Bolsonaro de que qualquer tentativa de questionar os resultados das eleições não terá apoio internacional.

 

O presidente da França, Emmanuel Macron, usou seu Twitter para homenagear Lula: “Juntos, vamos unir nossas forças para enfrentar os muitos desafios comuns e renovar o vínculo de amizade entre nossos dois países”.

 

O ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, que foi adversário de Lula nas eleições de 1994 e 1998, publicou uma foto com o petista e também o felicitou: “Parabéns Lula pela vitória. Venceu a Democracia, venceu o Brasil!”.

 

Alberto Fernández, presidente da Argentina, saudou Lula e disse que a vitória do petista “abre um novo tempo para a história da América Latina. Um tempo de esperança e de futuro que começa hoje mesmo”. Ele resssaltou que o próximo chefe do Executivo brasileiro conseguiu se eleger “depois de tantas injustiças”.

 

O presidente do Chile, Gabriel Boric Font, republicou uma foto da mão do petista sobre a bandeira do Brasil, com a legenda: “Lula. Alegria”. Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, postou: “Viva Lula”.

 

O vencedor do pleito de hoje também recebeu congratulações de líderes da Península Ibérica. O primeiro-ministro português, António Costa, disse: “Encaro com grande entusiasmo o nosso trabalho conjunto nos próximos anos, em prol de Portugal e do Brasil, mas também em torno das grandes causas globais”.

 

Já o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que ele e Lula vão trabalhar “juntos pela justiça social, a igualdade e contra as mudanças climáticas”. Segundo ele, os brasileiros votaram pelo “progresso e esperança”.

 

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse que aguarda ansiosamente para trabalhar com Lula e “fortalecer a parceria entre nossos países, para entregar resultados aos canadenses e brasileiros e avançar em prioridades compartilhadas — como a proteção ambiental”.

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-30/lideres-internacionais-parabenizam-lula-vitoria-eleicoes

Arthur Lira é o primeiro a reconhecer vitória de Lula

Em discurso após vitória, Lula pede união para “consertar o país”

UNIDOS VENCEREMOS

Após derrotar Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva pediu, em discurso na noite de deste domingo (30), união aos brasileiros para “consertar o país”.

 

Em discurso após vencer a eleição, Lula pediu união e falou em “novo tempo de paz”
Divulgação

“Para isso, convido a cada brasileiro e brasileira, independentemente de quem votou nesta eleição, mais do que nunca, para irmos juntos pelo Brasil”, disse Lula ao discursar em um hotel na região central de São Paulo. “Sei a magnitude da missão que a história me legou e não vou conseguir cumpri-la sozinho, vou precisar de todos que sonham com um país mais justo e melhor”, completou.

 

Ele destacou, ainda, que é preciso “restabelecer o diálogo com o Legislativo e o Judiciário, sem tentativa de intervir, controlar ou cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa entre os três poderes. A Constituição estabelece as obrigações de cada poder, rege a noss existência coletiva e ninguém está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou afrontá-la”.

 

Sem citar Bolsonaro, o presidente eleito afirmou que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente, disse estar aberto à cooperação internacional para preservar a Amazônia, mas sem “renunciar à soberania”, e declarou ter compromisso com indígenas e com a biodiversidade.

 

Em tom de conciliação, Lula disse ainda que a “mais importante virtude de um bom governante será sempre o amor pelo seu país e pelo seu povo”.

 

“Não faltará amor neste país, viveremos um novo tempo de paz, amor e esperança, um tempo em que o povo tenha de novo o direito de sonhar.”

 

Lula agradeceu ao povo brasileiro, a seu vice, “companheiro Geraldo Alckmin” e aos “governadores que foram eleitos e aos que não foram”. Disse ainda que não se sente velho, pois tem uma causa: o povo e o combate à miséria, razão pela qual irá “viver até o fim”.

 

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2022-out-30/discurso-vitoria-lula-uniao-consertar-pais