As pesquisas apontam diferenças pequenas entre os candidatos neste segundo turno. O eleitorado está dividido, com uma taxa de cerca de 5% de pessoas que não sabem em quem votar. Mesmo assim, chega o dia da eleição e 20% daqueles que tinham candidato simplesmente deixam de comparecer na votação.
Um número que poderia definir a eleição, pois a maioria das pessoas que se abstiveram de votar têm menor renda e tendem a votar na candidatura de Luis Inácio Lula da Silva. Para estas pessoas, o deslocamento faz diferença e pagar passagem de ônibus pode ser uma barreira.
Já o candidato à reeleição Jair Bolsonaro tem preferência entre setores de classe média que podem se abster para aproveitar o feriado, logo após a eleição. Além disso, o segundo turno costuma ter uma abstenção ainda maior que o primeiro.
Os motivos para as pessoas desistirem de votar envolvem questões subjetivas, também. Muitas pessoas não acreditam que seu voto faz diferença no meio de milhões, ou não entendem a importância do voto. Outros ainda se incomodam com questões práticas, como transporte, filas e lotação de sessões, têm preguiça de se preocupar com a documentação. O clima eleitoral tenso também afasta algumas pessoas de sair as ruas nesse dia de domingo, preferindo se proteger na segurança de casa.
Para cada um desses argumentos as campanhas pensaram em estratégias para estimular o eleitor decidido a convencer o indeciso. Criar conteúdo para as redes sociais é uma ferramenta para alcançar mais gente, mas a conversa cara a cara também ajuda. A ideia é produzir conteúdo rápido, simples e, de preferência, engraçado, para convencer o amigo ou parente a ir votar.
Veja abaixo um exemplo bem humorado de conteúdo da campanha chilena de 2017 sobre a importância do voto:
Meu voto não importa
Neste caso, os conteúdos (ou conversas) precisam estimular o sentimento de coletividade. A pessoa precisa entender que, quando ela pensa que o voto dela não vai fazer diferença, tem muitas outras pessoas pensando como ela. É preciso estimular essa pessoa a se sentir parte de um coletivo e valorizar seu voto, demostrando como pode influenciar a vida de todos. A pessoa precisa entender que sua trajetória de vida define sua posição política, que ela não precisa ser intelectual para entender de política.
Pra que votar?
Os temas da campanha acabam sendo um bom argumento para mostrar a importância de expressar sua decisão no dia da eleição. É o governo que pode definir como os preços vão variar no supermercado, se vai haver investimentos na educação, se teremos acesso a medicamentos e hospitais quando precisarmos. É também o governo que pode investir em segurança e até liberar a circulação de armas nas ruas, escolas e outros ambientes públicos.
Vou perder muito tempo e enfrentar filas
Para as pessoas que resistem a enfrentar a espera na sessão eleitoral, é bom saber que só vamos votar em menos candidatos no domingo da eleição. Vai ser mais rápido votar apenas em governador e presidente e, provavelmente, nem tenha filas. Ninguém perde o voto por chegar mais tarde. Chegando até as 17 horas (horário de Brasília), você vai poder votar, mesmo que tenha uma fila. Já pensou ter que aguentar um governo que você não escolheu, por causa de alguns minutos indo votar?
Dúvidas sobre o planejamento do dia do voto
Quem não votou no primeiro turno, pode votar no segundo, sem problemas. A documentação é muito simples, bastando qualquer documento oficial com foto. A biometria ou e-título não são impedimentos pra votar se você tiver o documento com foto. Nem precisa levar título de eleitor. Basta saber sua zona e sessão.
As vezes é bom saber se alguém precisa de ajuda para o dia. Pessoas idosas ou mães ou pessoas com algum deficiência podem precisar de uma ajudinha para se organizar. Procure saber se vai ter passe livre no transporte ou ofereça uma carona para quem precisar.
Tenho medo de violência ou conflito
Muitas pessoas desistem de votar para não entrar em conflito com familiares ou amigos. É só lembrar que o voto é secreto, ninguém precisa saber.
Para quem tem medo de violência, lembre-se que o primeiro turno foi bem tranquilo. Não houve registro de confusões ou violência generalizada. Quem teve medo do clima tenso, perdeu uma grande oportunidade de ver a beleza da democracia acontecer nas ruas. Para todos os efeitos, sempre dá pra ir votar em grupo, se tiver algum receio em seu bairro.
Decisão foi prorrogada por mais 90 dias; a análise documental será feita pela Perícia Médica Federal a partir da apresentação de atestado ou laudo médico.
Por g1
Portaria publicada pelo Ministério do Trabalho e Previdência e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prorroga por mais 90 dias a concessão do auxílio-doença por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) com dispensa da perícia médica quando o tempo de espera para a realização do procedimento for superior a 30 dias.
A análise documental deve ser feita pela Perícia Médica Federal a partir da apresentação de atestado ou laudo médico, legível e sem rasuras, com as seguintes informações:
nome completo;
data de emissão do documento, que não poderá ser superior a 30 dias da data de entrada do requerimento;
informações sobre a doença ou CID;
assinatura do profissional que emitiu o documento e carimbo de identificação, com registro do Conselho de Classe;
data de início do repouso e o prazo estimado necessário.
O benefício concedido por análise documental só poderá ter a duração de no máximo 90 dias (podendo ser apenas um afastamento com o total de 90 dias, ou vários afastamentos que, somados, não podem superar 90 dias).
Quem já teve o benefício concedido com a análise documental e quiser fazer um novo pedido deve ficar atento ao prazo: o sistema só aceitará novo pedido de benefício com análise de atestado 30 dias após o resultado da última análise.
O INSS lembra que a concessão do benefício não será automática. O atestado médico e os documentos complementares comprobatórios da doença serão submetidos à Perícia Médica Federal, que realizará a análise dos documentos.
Quando não for possível a concessão do benefício de auxílio por incapacidade temporária por meio de análise documental, em razão do não atendimento dos requisitos, bem como quando ultrapassado o prazo máximo estabelecido para a duração do benefício, será facultado ao requerente a opção de agendamento para se submeter a exame médico-pericial.
Não cabe recurso da análise documental realizada pela Perícia Médica Federal.
A emissão ou apresentação de atestado falso ou com informação falsa configura crime de falsidade documental. Isso significa que o trabalhador sofrerá as sanções penais e deverá devolver os valores indevidamente recebidos.
O requerente que tinha exame médico-pericial agendado poderá optar pelo procedimento de análise documental. Nesse caso, pode solicitar o “Auxílio por incapacidade temporária – Análise Documental – AIT” pelo Meu INSS. Isso cancelará a perícia agendada, mas a data de entrada do requerimento inicial será mantida.
O benefício não poderá ser restabelecido em caso de novo afastamento dentro de 60 dias decorrente do mesmo motivo que gerou a incapacidade anterior.
Se a soma dos períodos de duração dos benefícios concedidos apenas com a análise do atestado for maior que 90 dias, o segurado deverá solicitar a realização de perícia presencial.
Como pedir o benefício
Acessar o aplicativo do MEU INSS pelo celular ou pelo endereço meu.inss.gov.br.
Clicar em “Agendar Perícia” e, depois, em “Perícia Inicial”.
Caso os documentos médicos estejam conforme as orientações e o segurado queira o atendimento à distância, deverá clicar em “Sim” e, em seguida, em “Continuar”.
O procedimento é o mesmo tanto para quem vai dar entrada no pedido quanto para quem já tinha a perícia agendada.
Maria Cláudia Bucchianeri decidiu agora que plenário do tribunal deve analisar o caso. Ministra optou por medida após campanha do presidente Jair Bolsonaro ter apresentado recurso.
A ministra decidiu agora que o plenário do TSE deve analisar o caso. Ela optou por essa medida após a campanha de Bolsonaro ter entrado com um embargo de declaração (tipo de recurso).
Bucchianeri afirmou que esse embargo não era compatível “com a celeridade inerente aos processos de direito de resposta, bem assim com a colegialidade que norteia os julgamentos sobre propaganda”.
Por isso, ela decidiu suspender o direito de resposta de Lula enquanto o plenário não analisar o caso.
“Nesse contexto, recebo os presentes embargos declaratórios como recurso inominado […] e a ele atribuo, excepcionalmente, eficácia suspensiva, até respectiva análise colegiada”, escreveu a ministra.
Na quarta-feira (19), Bucchianeri tinha concedido os direitos de resposta a favor de Lula por entender que, em 164 vezes, a campanha de Bolsonaro veiculou fatos sobre o ex-presidente “sabidamente inverídicos por descontextualização”.
A ministra apontou propagandas em que a campanha de Bolsonaro associava Lula ao crime organizado ao dizer que o petista foi o mais votado em presídios.
Bucchianeri levou em conta também propagandas de Bolsonaro afirmando que Lula pediu para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso libertar os sequestradores do empresário Abílio Diniz.
Pesquisa entrevistou 2.912 pessoas entre os dias 17 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Por g1
Dados da pesquisa Datafolha mais recente divulgados nesta quinta-feira (20) apontam que sete em cada dez eleitores (69%) declararam que nestas eleições estão mais decididos a ir votar que em 2018. Outros 25% dizem estar igualmente decididos, e 6% afirmam estar menos decididos.
Entre os que pretendem votar em branco ou nulo para presidente, a taxa dos que dizem estar menos decididos sobe para 47%.
Entre os eleitores de Lula, 72% dizem estar mais decididos a votar, 24% estão iguais, e 4% menos decididos. Já entre eleitores de Bolsonaro, 73% estão mais decididos a ir votar, 23% estão iguais, e 4% menos decididos.
Seis em cada dez eleitores (62%) dizem estar neste ano mais informados sobre as propostas dos candidatos a presidente do que há quatro anos. Outros 28% dizem estar iguais, e 9% menos informados.
Mais da metade (57%) também declarou que que nesta eleição está acompanhando mais as notícias sobre os candidatos que em 2018; 26% estão acompanhando igual e 16% estão acompanhando menos.
Preocupação com o resultado
Uma parcela de 49% do eleitorado está mais preocupada com os resultados da eleição presidencial deste ano do que há quatro anos; 27% estão iguais e 23% menos preocupados.
A parcela dos eleitores mais preocupados com os resultados da eleição é mais alta entre os eleitores de Bolsonaro (55%) do que os eleitores de Lula (44%).
Sobre o engajamento em fazer campanha para seu candidato, 32% declararam estar mais engajados na eleição deste ano, 47% estão iguais e 17% estão menos engajados.
A pesquisa entrevistou 2.912 pessoas, em 181 municípios, entre os dias 17 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-07340/2022.
As empresas de médio e alto padrão listadas e que já divulgaram seus resultados tiveram vendas maiores entre julho e setembro
Por Ana Luiza Tieghi, Valor — São Paulo
As incorporadoras de média e alta renda surpreenderam positivamente os analistas do mercado imobiliário nas prévias do terceiro trimestre. A MRV&Co, que atua principalmente na baixa renda, foi a surpresa negativa.
Todas as empresas de médio e alto padrão listadas e que já divulgaram seus resultados tiveram vendas maiores entre julho e setembro do que no mesmo período de 2021. Trisul e Lavvi ainda não soltaram suas prévias.
“Criou-se quase um consenso de que o segmento econômico estava melhor posicionado do que o de média e alta renda, e o que vimos no terceiro trimestre não confirmou isso”, diz Bruno Mendonça, analista do Bradesco BBI.
No último mês, o volume de consumidores com contas atrasadas cresceu 11,17% em relação ao mesmo período do ano anterior
Rafaela Gonçalves
Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou que quatro em cada 10 brasileiros adultos (39,71%) estavam negativados em setembro de 2022 — o equivalente a 64,25 milhões de pessoas. De acordo com os dados, divulgados nesta quinta-feira (20/10), este é o recorde da série histórica do estudo, realizado há 8 anos. No último mês, o volume de consumidores com contas atrasadas cresceu 11,17% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na passagem de agosto para setembro, o número de devedores cresceu 0,93%. Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, apesar da melhora em alguns indicadores econômicos, muitos brasileiros ainda estão com dificuldade de fechar as contas no fim do mês. “Parte do problema pode ser explicado pela renda da população que continua baixa. O desemprego diminuiu, mas a renda não é suficiente para reverter completamente as perdas dos últimos trimestres. Apesar da inflação caindo, o preço dos alimentos continua subindo e ocupando boa parte do orçamento das famílias, especialmente daquelas com renda mais baixa”, explicou.
Setores e perfil
Em setembro, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 3.688,96 na soma de todas as dívidas. Cada inadimplente devia, em média, para 1,97 empresas credoras. Destaca-se a evolução das dívidas com o setor de Bancos, que registrou crescimento de 37,94%, seguido de Água e Luz (11,86%). Em outra direção, as dívidas com o setor credor de Comunicação (11,57%) e Comércio (0,28%) apresentaram queda no total de dívidas em atraso.
A inadimplência segue bem distribuída entre os sexos: 50,90% de mulheres e 49,10% de homens. O número de devedores com participação mais expressiva está na faixa etária de 30 a 39 anos (23,99%), o equivalente a 15 milhões de pessoas registradas em cadastro de devedores nesta faixa. O montante equivale a 43,86% do total desta deste grupo etário.
De acordo com a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges, os próximos meses podem trazer um alívio para o cenário. “A injeção de recursos na economia com o 13ª, contratação de mão de obra temporária para o fim de ano e a bandeira verde no preço da energia em dezembro podem ajudar a amenizar o cenário de inadimplência. Mas é importante o consumidor priorizar o pagamento das dívidas e não cair nas tentações das compras de fim de ano”, disse Merula Borges.