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Boletim Focus: expectativa de inflação para 2022 volta a cair e do PIB mantém alta

Boletim Focus: expectativa de inflação para 2022 volta a cair e do PIB mantém alta

Projeções do mercado

É a décima quarta semana consecutiva de queda na projeção para o IPCA e de elevação do PIB para este ano; estimativa para o dólar continua em R$ 5,20

 

Boletim Focus - Banco Central - Eleição 2022 Primeiro Turno
(Reprodução/ BC)
 

O mercado financeiro manteve na semana a tendência de reduzir a expectativa de inflação para 2022 e 2023 e a elevar a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, conforme mostram dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (03) pelo Banco Central.

Segundo as instituições financeiras consultadas semanalmente pelo BC, a expectativa para o IPCA deste ano passou de 5,88 há uma semana para 5,74%.

Já a projeção de alta do PIB subiu de 2,67% para 2,70% neste ano e também foi elevada, de 0,50% para 0,53% em 2023.

Foi a décima quarta semana consecutiva de queda na projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano.  Para 2022, também são 14 semanas seguidas de projeções de alta para a estimativa do PIB.

A projeção do IPCA para 2024 foi mantida em 3,50%.

Câmbio e juros

A estimativa para o dólar também está estável há dez semanas, com cotação prevista em R$ 5,20 por US$ 1, tanto para 2022 como para 2023. Para 2024, está mantida em R$ 5,10.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de superávit da balança comercial em 2022 de US$ 62,00 bilhões para US$ 61,50 bilhões, ante US$ 68,03 bilhões de um mês atrás, segundo a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central. Para 2023, a projeção subiu de US$ 59,90 bilhões para US$ 60,00 bilhões, mesmo valor de quatro semanas antes.

No caso da projeção de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos em 2022, a mediana passou de US$ 27,03 bilhões para US$ 31,00 bilhões, contra US$ 19,10 bilhões de um mês atrás. Em 2023, a projeção para o rombo em transações correntes variou de US$ 31,82 bilhões para US$ 31,45 bilhões. Há um mês, a expectativa era deficitária em US$ 30,00 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o rombo em transações correntes nesses anos.

A mediana das previsões para o IDP em 2022 subiu de US$ 61,00 bilhões para US$ 65,00 bilhões, ante US$ 60,00 bilhões de um mês atrás. Para 2023, continuou em US$ 65,00 bilhões, de US$ 66,00 bilhões há quatro semanas.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/economia/boletim-focus-expectativa-de-inflacao-para-2022-volta-a-cair-e-do-pib-mantem-alta/

Boletim Focus: expectativa de inflação para 2022 volta a cair e do PIB mantém alta

Economistas de Lula querem atrair classe média e incorporar propostas de Ciro e Tebet

Eleições 2022

Avaliação é que há convergências no PT em propostas defendidas pelos dois candidatos e que isso facilitará a pavimentação das alianças

 

Por Reuters

Em busca de consolidar a dianteira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições e garantir uma vitória no segundo turno, economistas do PT ouvidos pela Reuters sugerem que o programa de governo do partido incorpore propostas de Ciro Gomes (PDT) e de Simone Tebet (MDB), além de defenderem maior foco na atração de votos da classe média.

O objetivo dos conselheiros do ex-presidente é facilitar a formação de alianças, principalmente com esses dois ex-candidatos, que reuniram 8,5 milhões de votos no primeiro turno, o equivalente a 7,2% dos votos válidos.

“Nosso programa é dinâmico, não fechou totalmente, foi um programa que definiu diretrizes, pontos programáticos, que foi aberto à discussão e continua aberto. Você não pode querer um aliado sem incorporar uma parte do seu pensamento e uma parte de suas propostas”, disse o ex-ministro da Fazenda das gestões petistas Guido Mantega.

Convergências

Um segundo conselheiro, que falou à Reuters em condição de anonimato, frisou que muitas das ideias que constam no programa de adversários do PT no primeiro turno “estão em acordo com os princípios que desenvolvemos”, e que as convergências facilitam a pavimentação das alianças.

Após a definição do resultado das eleições do domingo, com Lula obtendo uma vantagem de pouco mais de 5 pontos porcentuais sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), Tebet e Ciro pediram prazo para refletir e ter conversas com seus partidos e aliados antes do anúncio de possíveis apoios ao segundo turno, que ocorre dia 30 de outubro.

Tebet, que teve embates com Bolsonaro (PL) nos três debates entre presidenciáveis, disse no domingo que não se omitirá e que tem “lado”. Ciro – que se opõe ao presidente, mas fez duras críticas a Lula ao longo da campanha – disse que o país vive situação “potencialmente ameaçadora” e pediu tempo para se posicionar.

Citando especificamente Tebet, Mantega ressaltou que a então candidata vinha fazendo defesa de um fortalecimento de pautas da educação, agenda que ele classificou como central para o PT e facilmente incorporável ao programa de governo.

Ciro Gomes, quarto colocado na disputa em primeiro turno, é histórico defensor de um amplo programa de renegociação de dívidas, algo que foi inserido no programa preliminar do PT, mas de maneira genérica, podendo agora receber mais ênfase nessa segunda etapa da disputa.

A campanha de Lula, que indicou expressamente que acabará com o teto constitucional de gastos, chegou a cogitar detalhar publicamente, ainda antes do primeiro turno, temas como regime fiscal, crédito e reforma tributária sob um eventual terceiro termo do ex-presidente.

Mas o plano acabou suspenso sob a leitura de que abriria brecha para polêmicas num momento em que a campanha buscava justamente construir uma frente ampla para derrotar Bolsonaro no primeiro turno, atraindo críticas de que Lula estava pedindo um cheque em branco para a economia enquanto frisava que seus governos anteriores eram prova suficiente de sua responsabilidade fiscal.

Agora Mantega diz que as medidas podem ser “um pouco mais detalhadas”, ponderando que isso dependerá das conversas com aliados. Já a antecipação do nome do ministro da Fazenda caso Lula ganhe a eleição -ideia que o candidato repeliu até aqui- não está sendo a princípio estudada, indicaram os assessores.

Classe média

Atribuindo o número mais alto que o esperado de votos para Bolsonaro “ao populismo fiscal” do atual governo e a um fortalecimento do conservadorismo no país, Mantega defendeu que a campanha de Lula dê mais importância à classe média.

“O PT vai ter que repensar a sua estratégia, vai ter que atingir segmentos da população do centro, a classe média que foi capturada por Bolsonaro, mostrar que vamos fazer políticas voltadas também à classe média, que está sofrendo impacto da inflação e teve piora no padrão de vida”, disse.

“A campanha (do PT) acaba dando ênfase aos mais pobres. Claro, são os mais necessitados e que têm mais urgência, mas nós criamos um grande mercado de consumo na época do Lula que beneficiou toda a classe média”, acrescentou.

De acordo com o ex-ministro, a própria discussão sobre o endividamento das famílias, com divulgação de medidas para renegociação dos débitos, seria um aceno importante para esse segmento da população.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/economia/economistas-de-lula-querem-atrair-classe-media-e-incorporar-propostas-de-ciro-e-tebet/

Boletim Focus: expectativa de inflação para 2022 volta a cair e do PIB mantém alta

Oito de cada 10 famílias no Brasil estão endividadas, aponta CNC

Contas em atraso

É o maior volume desde 2010, quando teve início a série histórica monitorada pela Confederação; maior parte é de contas do dia a dia

 

O endividamento familiar tornou-se uma epidemia financeira no Brasil. Hoje, a cada 100 famílias no País, 79 estão endividadas, conforme levantamento mensal realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A maior parte dessas dívidas não está atrelada a bancos, e sim a serviços em geral, como contas de luz, de telefone e de internet, carnês de loja e prestações de carro e casa.

Com tanta dívida, o País tem atingido níveis recordes de inadimplência, já que muitas famílias não conseguem pagar suas contas em dia. É o maior volume desde 2010, quando teve início a série histórica monitorada pelo CNC.

As equipes de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram procuradas para detalhar que medidas cada um pretende adotar caso vença o segundo turno das eleições, em 30 de outubro.

Na campanha do petista, a ideia é criar um programa de renegociação das dívidas de famílias e de pequenas e médias empresas, com apoio de bancos públicos e parceria com bancos privados, para oferecer condições de renegociação com os devedores. O principal projeto destas ações foi batizado de “Desenrola”, que mira as dívidas não atreladas a bancos, mas a serviços em geral.

Já o plano de governo 2023-2026 apresentado por Bolsonaro não faz menção direta ao tema. Pelo que se pode deduzir, a partir de afirmações já feitas pelo presidente e que constam em seu programa, o foco é incentivar a geração de empregos para reaquecer a economia e, dessa forma, ampliar o poder de compra. Não existe, porém, nenhuma proposta clara que envolva diretamente renegociação de dívidas atuais, por exemplo.

Contas em atraso

O Brasil tem hoje mais de 67 milhões de pessoas inadimplentes, conforme dados divulgados pela Serasa em agosto. O valor dessas dívidas é superior a R$ 289 bilhões – dos quais, 28% estão relacionados a pendências com bancos e cartões de crédito. A maior parte (72%) tem a ver com contas atrasadas de serviços em geral, como luz e telefone e carnês de loja.

Coordenador do Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas da Fundação Perseu Abramo, o economista Guilherme Mello, que atua na elaboração da proposta de campanha de Lula, diz que o programa “Desenrola” mira justamente a quitação de dívidas em geral.

A proposta prevê, numa primeira etapa, ações voltadas para famílias que ganham até três salários mínimos – renda hoje de até R$ 3.636 -, mas depois ampliar o acesso para famílias com rendas mais elevadas.

“Estamos falando dessas dívidas não bancárias, que são a maioria, cerca de 73% do volume total. O plano é criar birôs de crédito no País, que serão espaços de centralização de informações, porque essas dívidas são muito dispersas, hoje você não tem esses dados centralizados. Esses birôs seriam organizados em parceria com os bancos e, também, com o SPC (Serviço de Proteção de Crédito), Serasa, Banco Central, para fazer a negociação dessas dívidas”, diz Mello.

A ideia, completa ele, é se concentrar inicialmente em clientes que foram “negativados”, cujos débitos já são tratados como “perdidos” pelas empresas.

“O plano é que se ofereça grandes descontos nessas negociações, até porque grande parte dessas dívidas é de juros e multas. Hoje, isso acontece em algumas situações; mas, muitas vezes, as empresas querem receber o valor todo de uma vez, e as famílias não têm condições de pagar.”

Não há menção ao endividamento familiar nas 48 páginas do documento entregue pela campanha de Bolsonaro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A reportagem enviou questionamentos aos ministros Paulo Guedes (Economia), Fabio Faria (Comunicações), Ciro Nogueira (Casa Civil), além do próprio comando da campanha. Não houve resposta até a conclusão desta edição.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Boletim Focus: expectativa de inflação para 2022 volta a cair e do PIB mantém alta

Veja quem são os deputados federais eleitos por estado

Nomes dos 513 postulantes já foram divulgados. PL elege a maior bancada.

Por g1

 

 

Os eleitores brasileiros escolheram no domingo (2) os deputados federais que vão representar os estados pelos próximos quatro anos na Câmara dos Deputados.

Os nomes dos 513 postulantes já foram divulgados. O número de vagas na Câmara varia conforme o estado e é proporcional ao tamanho da população.

 

Veja na tabela a seguir os eleitos em cada estado ou, mais abaixo, clique no seu estado para ver os deputados:

 

G1

https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/noticia/2022/10/03/veja-quem-sao-os-deputados-federais-eleitos-por-estado.ghtml

Boletim Focus: expectativa de inflação para 2022 volta a cair e do PIB mantém alta

PDT, PSDB e Cidadania fazem reuniões nesta terça para definir apoio no 2º turno para presidente

Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputarão segundo turno. PDT teve Ciro Gomes como candidato; PSDB e Cidadania apoiaram Simone Tebet (MDB).

Por g1 — Brasília

As cúpulas de PDTPSDB e Cidadania farão reuniões nesta terça-feira (4) para definir quem apoiarão no segundo turno para presidente da República.

 

O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) receberam 91,6% dos votos e vão disputar o segundo turno das eleições deste ano. Com 99,9% das urnas apuradas até as 7h30 desta terça, Lula havia recebido 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões de votos (43,2%).

 

No primeiro turno, PSDB e Cidadania apoiaram a candidatura de Simone Tebet (MDB). A senadora, que disputou a Presidência pela primeira vez, obteve 4,9 milhões de votos (4,1%).

No domingo (2), assim que foi confirmado o segundo turno entre Lula e Bolsonaro, Tebet fez um pronunciamento no qual não informou quem iria apoiar, mas disse que a decisão já estava tomada e que ela ficará “ao lado do povo“.

 

Já o PDT teve o ex-governador do Ceará Ciro Gomes como candidato a presidente. Ciro recebeu 3,5 milhões de votos (3%) e, durante a disputa, disse que “qualquer imbecil” sabe as diferenças entre Lula e Bolsonaro, mas criticou os dois candidatos com frequência, afirmando que os dois buscariam implementar o mesmo modelo econômico.

Estratégias dos candidatos

 

O colunista do g1 Valdo Cruz informou que Lula e Bolsonaro já começaram a definir as estratégias para conseguir mais votos para vencer no segundo turno.

 

Lula, por exemplo, informou o colunista, buscará o apoio de Simone Tebet, do MDB e de Ciro Gomes.

 

Bolsonaro, por sua vez, ainda segundo o colunista, focará a estratégia em três estados: São Paulo, Minas e Bahia.

G1

https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/noticia/2022/10/04/pdt-psdb-e-cidadania-fazem-reunioes-nesta-terca-para-definir-quem-apoiarao-no-2o-turno-para-presidente.ghtml