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Após greve vitoriosa, professores de Campo Largo garantem 17% de aumento salarial

Após greve vitoriosa, professores de Campo Largo garantem 17% de aumento salarial

Após reunião entre representantes dos professores e o prefeito de Campo Largo, Edson Basso (PMDB), no final da manhã de hoje, a categoria decidiu aceitar a proposta de 17% de aumento salarial e encerrar a greve que paralisou por dois dias as aulas na rede pública municipal na cidade.

Segundo a presidente do Sindicato do Magistério Municipal de Campo Largo (SMMCL), Márcia do Rocio Carloto Tottene, a conversa foi difícil, e após muita pressão a prefeitura aumentou sua proposta, que até então era de 15%. Participaram da negociação o prefeito, sua equipe, representantes do sindicato e um representante de cada instituição de ensino.

Cerca de 90% dos professores compareceram à mobilização que durou dois dias. A greve foi definida em assembleia geral da categoria realizada na última segunda-feira. “Resolvemos partir para a greve pois sabíamos que a prefeitura possuía margem orçamentária para ceder aos professores um aumento real merecido” relata a presidente, Márcia Tottene.

O SMMCL realizou estudo e levantou que o percentual mínimo de 25% do orçamento a ser investido em educação pela prefeitura poderia ser ampliado para até 30%. Márcia ainda aponta que “tivemos três novas indústrias instaladas na cidade nos últimos anos que em 2012 começam a recolher impostos, o que irá gerar um incremento considerável na arrecadação municipal”.


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Denilson é o novo presidente do Conselho Estadual do Trabalho (CET)

Denilson é o novo presidente do Conselho Estadual do Trabalho (CET)

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Na quarta-feira (28) o Conselho Estadual do Trabalho do Paraná (CET) elegeu Denilson Pestana da Costa, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores como novo presidente e Ildemar Borges, da Força Sindical para vice. A eleição aconteceu na 182° reunião ordinária do conselho, na Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego e Economia Solidária (Sets). O mandato dos candidatos eleitos vai até março de 2013.

De acordo com Pestana, a nova gestão dará continuidade ao trabalho realizado pela anterior, além de outros projetos, como a descentralização das atividades do Conselho estimulando a participação de todos os conselhos municipais do trabalho, montar uma estrutura física para o Conselho, entre outras.

Na reunião, o secretário estadual do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli, falou sobre o novo piso regional do Paraná, a proposta vai ser construída na próxima reunião do Conselho, marcada para o dia (3) de abril, terça-feira. “Vamos elaborar uma proposta consensual tripartite, na qual, definiremos um índice de reajuste que permitirá aos empresários atenderem aos anseios e demandas dos trabalhadores”, destacou.

A presidência do Conselho era ocupada pelo secretário Romanelli e a vice-presidência pelo diretor-geral da Secretaria, Iram de Rezende.

 

Confira mais fotos da reunião do Conselho:

 

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Governador do Rio Grande do Sul sanciona lei do salário mínimo regional

Governador do Rio Grande do Sul sanciona lei do salário mínimo regional

4f736bcd57c0bO governador Tarso Genro sancionou nesta terça-feira a lei que reajusta em 14,75% o valor do salário mínimo regional no Rio Grande do Sul. Com o aumento, o piso passa a ser de R$ 700 na faixa inicial, com efeito retroativo a 1ª de março.

A medida beneficia 1,2 milhão de trabalhadores gaúchos em 34 categorias profissionais sem representação sindical ou que não possuem acordo coletivo de trabalho. Em 2011, foi concedido 11,9% de aumento.

Durante a cerimônia, Tarso disse que o plano do governo é estabelecer uma política definitiva de reajuste do salário mínimo regional:

— Estes dois reajustes são uma conquista significativa, que combinam nossa política local com a política de valorização do salário mínimo em nível nacional.


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Após greve vitoriosa, professores de Campo Largo garantem 17% de aumento salarial

Marisa assina Pacto contra escravidão e anuncia mudanças

Junto com mais 19 fornecedores, rede varejista assina compromisso para combater o trabalho escravo e promove alterações na sua cadeia produtiva

Texto e fotos Bianca Pyl

São Paulo (SP) –
A rede varejista Marisa e 19 de seus fornecedores assinaram nesta terça-feira, 27 de março, o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (leia o conteúdo do Pacto na íntegra). O compromisso foi assumido em um evento na sede da empresa na Barra Funda, em São Paulo, no qual foram anunciadas mudanças na produção das peças. Após o flagrante de escravidão na sua cadeia produtiva, em fevereiro de 2010, a Marisa passou por um processo de revisão das exigências feitas aos fornecedores. “O nosso modelo antigo se mostrou falho”, diz Roberto Sampaio, diretor de compras da Marisa. “Foi preciso ir a fundo para entender o problema para pensarmos em como saná-lo”, conta Roberto.

Roberto Sampaio, diretor de compras, apresenta as mudanças adotadas pela empresa
Segundo Roberto, uma equipe formada por auditores da empresa – com formação específica para detectar irregularidades relacionadas ao meio ambiente de trabalho – realiza vistoria in loco em todos os fornecedores e subcontratados sem avisá-los com antecedências. “Antes fazíamos visitas agendadas aos fornecedores e mais dois subcontratados”, explica o diretor de compras. Quando algum problema é detectado, a Marisa e o fornecedor fazem um plano de ação, com prazo determinado para cumprimento.
O resultado desta mudança de postura foi o corte de mais de 70 fornecedores diretos e indiretos que não se adequaram. “Foi um trabalho árduo, muitos parceiros antigos não entenderam as mudanças e tivemos que cortar relações, assim como fornecedores cortaram oficinas que não se adequaram”, relata Roberto.

Auditoria interna

De acordo com Rene Eduardo Flávio, responsável pelo Controle de Qualidade e por coordenar a equipe de auditores da Marisa, alguns fornecedores ou subcontratados se recusaram a abrir a porta para os auditores e houve casos de recusa em se adequar. Em 2010, a Marisa realizou auditorias em 50 fornecedores e 437 oficinas de costura. Em 2011 esse número passou para 74 e 418, respectivamente. Este ano já foram vistoriados 94 fornecedores e mais 474 subcontratados. Além disso, a varejista passou a rastrear a produção por meio da nota fiscal para saber exatamente onde o pedido foi confeccionado e ter total controle.

 
Em cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta, assinado em setembro de 2010 com a Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região (PRT-2), a Marisa tem enviado relatórios das auditorias realizadas em seus fornecedores para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP). Foram enviados mais de mil relatórios, entre 2010 e 2011, de acordo com Rene.
Os relatórios são enviados ao Grupo de Combate ao Trabalho Escravo Urbano da SRTE/SP, coordenado por Luís Alexandre Faria. Segundo o auditor fiscal, que coordena as fiscalizações nas oficinas, há dois anos não são encontradas peças das Marisa em oficinas com trabalho degradante. Outro indício positivo apontado pelo coordenador do Grupo de Combate ao Trabalho Escravo é o aumento do número de trabalhadores formais, apesar da diminuição do número de pessoas jurídicas na cadeia de fornecedores da Marisa. Foi um salto de 4,5 mil para 6,5 mil trabalhadores na costura, em média, de acordo com Luís.
“A indústria têxtil não cresceu tanto a ponto de justificar a criação de 2 mil postos de trabalho, isso é resultado do processo de mudança na cadeia produtiva da Marisa”, avalia Luís. O coordenador confirma que recebe periodicamente relatórios das auditorias realizadas pela empresa, bem como informações sobre o corte ou adesão de fornecedores na cadeia produtiva.
Para Caio Magri, do Instituto Ethos, a Marisa tende a ser referência no setor pelas ações desenvolvidas em um curto prazo. “Não é fácil assumir a responsabilidade como a Marisa fez, ainda mais em uma situação como esta que envolve direitos humanos”, disse Caio.

Após greve vitoriosa, professores de Campo Largo garantem 17% de aumento salarial

Probabilidade de madeireiro ilegal ser punido no Brasil é baixa, revela estudo do Banco Mundial

A corrupção em cargos elevados e a falta da aplicação da lei florestal fomentam o mercado de extração ilegal de madeira no Brasil. Essa conclusão é detalhada no relatório do Banco Mundial “Justiça para as Florestas: Melhoria dos Esforços da Justiça Criminal para Combater a Extração Ilegal de Madeira” divulgado na última terça-feira (20/03).
De acordo com o estudo, que teve duração de quatro anos, a probabilidade de um madeireiro ilegal ser penalizado no Brasil e em outros três países (México, Indonésia e Filipinas) é menor que 0,08%. “Precisamos combater o crime organizado na extração ilegal, da mesma forma como vamos atrás de bandidos organizados que vendem drogas ou de organizações criminosas”, diz o gerente da equipe do Banco Mundial encarregada da Integridade dos Mercados Financeiros, Jean Pesme.
Além disso, o documento afirma haver uma “confusão jurisdicional” no Brasil. Conforme o estudo, atores responsáveis pela aplicação da legislação florestal, como juízes, guardas florestais e investigadores criminais, não cooperam entre si de forma correta. “Se cada uma dessas partes tivesse uma apreciação mais detalhada do papel dos outros jogadores, a cooperação, sem dúvida, melhoraria, ajudando a remover um dos principais obstáculos à condenação: falhas de comunicação entre as várias partes do sistema”, afirma o relatório.

O relatório cita casos de corrupção no Brasil envolvendo administradores locais e funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). “Operações gigantes de extração ilegal da madeira causaram um dano estimado em 500 milhões de dólares para a Floresta Amazônica”, diz o documento sobre um caso de 2010.

Apesar dos problemas, o relatório lembra, ao citar o papel de ONG’s no combate ao comércio ilegal de madeira, a bem sucedida parceria do Greenpeace com o IBAMA. Em 2000, durante uma inspeção de cinco dias, a organização e a agência brasileira apreenderam o maior volume de toras de mogno, orçado em sete milhões de dólares.
Clique aqui para baixar o estudo em inglês.
Após greve vitoriosa, professores de Campo Largo garantem 17% de aumento salarial

Turma confirma dano moral por anotação em carteira de ausência com atestado

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho ratificou a condenação imposta à G. Barbosa Comercial Ltda. de reparar dano moral infligido a um empregado, por considerar abusiva a anotação feita em sua carteira de trabalho de falta justificada com atestado médico.
O trabalhador ajuizou a ação pretendendo a reparação sob a alegação de que a anotação estaria causando dificuldades para sua reinserção no mercado de trabalho. Ao defender-se, a empresa negou a ocorrência de lesão à dignidade do empregado, na medida em que a legislação trabalhista autoriza a anotação de atestados médicos.
Em apreciação ao recurso ordinário da G. Barbosa, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA) destacou que os dados relativos a atestado médico que podem ser registrados na CTPS são aqueles que dispõem de relevância ao contrato de trabalho. Ressaltou que as demais faltas justificadas, a exemplo daquelas descritas no artigo 473 da CLT, não são passíveis de registro. Nesse sentido, considerou que em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a indicação de possível doença do trabalhador pode ser um elemento de dificuldade na busca de novo posto de trabalho.
Na decisão proferida pela Turma do TST, por meio da qual confirmou-se a condenação, foi assentado que a vedação ao empregador de efetuar anotações desabonadoras à conduta do empregado em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social está estabelecida no artigo 29, parágrafo 4º, da CLT, além de reconhecer-se que o ato empresarial se constituiu em prática abusiva e discriminatória, ensejando a reparação.
(Cristina Gimenes/CF)