por master | 07/03/12 | Ultimas Notícias
Segurando um exemplar da primeira edição da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), publicada em 1943, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou nesta terça-feira (6), que não concordará nem aceitará qualquer mudança na legislação que signifique retirada ou diminuição de direitos trabalhistas. O senador informou ter recebido o presente da “família Breda”, de Novo Hamburgo (RS), como homenagem por sua trajetória “pela luta dos trabalhadores”.
– Estou muito preocupado porque entendo que está em plena gestação no Brasil mais um movimento para flexibilizar a CLT, a maior conquista dos trabalhadores brasileiros – disse.
Paim lembrou que a CLT entrou em vigor em 1º de maio de 1943, por meio de decreto-lei do governo Getúlio Vargas. O texto original, disse o senador, já trazia inúmeros direitos, como previdência, vale-transporte, férias, décimo-terceiro, licenças maternidade e paternidade, fundo de garantia por tempo de serviço e outros.
Desde então, pontuou o parlamentar, mais de 200 alterações já foram feitas na CLT, desfigurando o texto original e diminuindo ou suprimindo alguns direitos trabalhistas.
O senador disse ainda que vários atos, manifestações e assembleias já estão programados por todo o país em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra a flexibilização da CLT.
Da Redação
por master | 07/03/12 | Ultimas Notícias
Feira de máquinas que começou ontem em Arapongas deve movimentar cerca de R$ 300 milhões
180 expositores participam da feira: muitas novidades para a
indústria moveleira
No primeiro dia da 8 edição da FIQ – Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira – que acontece em Arapongas até a próxima sexta-feira, grande parte dos 180 expositores que participam do evento mostrou que está otimista e acredita que a meta de R$ 300 milhões em negócios possa ser alcançada. Durante a abertura do evento, a FOLHA conversou com diversos empresários do setor, que levaram todo seu mostruário de produtos com tecnologia de ponta para a feira. Nas primeiras horas de FIQ, muitos visitantes do polo moveleiro de Arapongas também mostraram que estão dispostos a investir este ano.
Wanderley Vaz de Lima, presidente do Expoara, local onde acontece a FIQ, salientou durante entrevista coletiva que ”sem as inovações, a indústria não é capaz de atender o mercado consumidor, cada vez mais exigente”. Já José Luis Diaz Fernandez, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) relatou que só em feiras como esta, o empresário consegue negociar melhores preços. ”Dez porcento de toda a produção nacional de móveis sai de Arapongas. O mercado é um dos quatro maiores polos exportadores do País. A produtividade aqui é muito grande. Agora, é preciso aproveitar este boom da construção civil para investir”, relatou.
Como o pessoal da organização, os expositores também estão empolgados com as vendas. Wilson Alves da Silva, da empresa londrinense Rizon, que produz máquinas fresadoras (desenha em qualquer tipo de material), disse que é a primeira vez que participa da FIQ. ”A feira não é específica da nossa área, mas acreditamos que é possível comercializar em torno de 30 máquinas, principalmente as que desenham em madeira”, explicou.
Já o gerente de vendas da empresa curitibana Marjos do Brasil, Daniel Becker, salientou que a empresa aposta na diversidade para faturar R$ 2 milhões em quatro dias. ”Trabalhamos com máquinas que variam de R$ 900 até R$ 250 mil. Atendemos principalmente pequenos e médios empresários, que podem ver aqui o maquinário em funcionamento”.
Além do setor de máquinas, os setores de logística e acessórios também apostam em bons negócios. Paulo Scalf, diretor comercial da transportadora londrinense Real 2000, relatou que o principal objetivo da empresa é apresentar soluções de transporte para o polo moveleiro. ”Atuamos em todo o País, nos adequando a cada setor”.
Já o supervisor de vendas da Darony Indústria de Tecidos, de São Paulo, José Luiz Sola, comentou que esta é a primeira feira do ramo moveleiro que participa. Sola disse que a empresa atua muito na área de calçados e diz que alguns tecidos agora estão sendo utilizados neste setor. ”Vim para a FIQ para fechar em torno de R$ 200 mil em negócios. Menos do que isso, é prejuízo”.
Visitantes
Pelo lado dos 20 mil visitantes que devem passar pela FIQ até sexta-feira, a ideia também é incrementar suas indústrias com novas tecnologias. O casal Luís Antonio e Maria Augusta da Silva, proprietários da Jalmac, de Jaci (SP), veio em busca de uma frisadeira, um compressor e uma linha de pintura. ”Fabricamos 30 mil laterais de gaveta por dia e precisamos de uma linha de pintura para expandir nosso negócio. Não podemos deixar de crescer e por isso vamos ter que investir em torno de R$ 600 mil”, ressaltaram.
O casal Claudemir e Karin Rodrigues, do Móveis Name, de Arapongas, disse que está em busca de novos parceiros. ”Já fizemos hoje (ontem) alguns contatos de empresas que fornecem tecido, puxadores, embalagens e tintas”.
por master | 07/03/12 | Ultimas Notícias
O Senado lança oficialmente nesta quarta-feira (7) o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, que tem por objetivo promover a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres nas organizações públicas e privadas por meio do desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas, na cultura organizacional e no mundo do trabalho. A solenidade acontece às 19h na Sala de Audiências da Presidência do Senado, com a presença da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Minicucci.
A adesão do Senado ao programa ocorreu em julho do ano passado, a partir de proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP), aprovada pela Mesa Diretora.
O programa é executado pela SPM e conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ao aderir ao programa, a instituição elabora o perfil da organização e um plano explicitando como vai desenvolver as ações de equidade de gênero e etnicorracial.
Da Redação
por master | 07/03/12 | Ultimas Notícias
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) destacou em Plenário nesta terça-feira (6) estudo do Banco Mundial que aponta o aumento da produtividade no mercado de trabalho pode chegar a 25% nos países em que há inserção da força de trabalho feminina. O Brasil foi escolhido para a divulgação desse estudo por ter sido citado 40 vezes, das quais dez delas, do ponto de vista negativo, informou a parlamentar.
Marta Suplicy afirmou que estudo também elogia a decisão do governo brasileiro de conceder à mulher o dinheiro dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
– E aí trouxe uma coisa interessante, que também ocorreu no México. Este tipo de medida de dar o recurso do Bolsa Família para a mulher levou ao aumento da violência doméstica. É que a mulher recebe o dinheiro, e o indivíduo quer o dinheiro para usar no que ele quer usar. E aí dá uma briga. Mas, em geral, tem levado ao aumento do poder de barganha da mulher no lar, favorecendo uma mudança no papel das donas de casa – explicou a parlamentar.
O relatório do Banco Mundial também apresentou “dados fortíssimos” sobre a violência contra a mulher, observou Marta Suplicy. De acordo com o estudo, 27% das mulheres já tiveram algum episódio de violência doméstica, o que equivale a 1,6 milhão de mulheres sendo vítimas de maus tratos dentro de suas casas.
Por sua longa experiência na análise de dados sobre a mulher, a senadora afirmou “ter clareza” e disse que o relatório da instituição confirma sua percepção apontando o perigo de se fazer generalizações com dados estatísticos. Segundo a pesquisa, quanto maior a escolaridade, mais aumenta a diferença salarial do homem para a mulher, o que, segundo Marta Suplicy, contraria as expectativas dos estudiosos.
– Só com a educação não romperemos as barreiras [salariais]. Seria muito mais fácil investir em uma só meta. O estudo mostra também que tem a ver com a responsabilidade familiar, a dificuldade de locomoção em países muito grandes como o nosso, a mulher é responsável pelos filhos, ela é que tem que tomar providências, e na política o preço é muitíssimo alto – comparou.
Da Redação
por master | 07/03/12 | Ultimas Notícias
O vice-presidente do Departamento de Redução da Pobreza e Gestão Econômica do Banco Mundial, Otaviano Canuto, declarou que manter as desigualdades entre homens e mulheres, além de ser moralmente condenável, é também uma “burrice econômica”. O relatório Igualdade de Gênero e Desenvolvimento, apresentado hoje pela instituição, aponta, pela primeira vez, que desigualdades de gêneros trazem prejuízos econômicos aos países.
Segundo Canuto, o estudo mostra que a produtividade de um país pode subir em até 25% apenas com a eliminação das desigualdades no emprego. “Se as mulheres que atuam na agricultura tivessem acesso igual a insumos – terra e fertilizantes – o produto agrícola subiria em até 4%”, acrescentou.
O mesmo relatório mostra que a ascensão de mulheres aos parlamentos estaduais na Índia levou a um aumento dos investimentos em recursos hídricos e à redução da corrupção. Enquanto nos Estados Unidos, a conquista dos direitos políticos por mulheres reduziu a mortalidade infantil “em algo que pode chegar a 15%”, defendeu Canuto.
Ao analisar os dados apresentados, a deputada Benedita da Silva (PT/RJ) reforçou que “o fortalecimento das mulheres, com representação em diferentes níveis, permitirá ao País alcançar a paridade de gênero na reforma política”, que para a parlamentar é uma questão fundamental.
O relatório foi apresentado durante o Seminário em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, realizado pela Procuradoria Especial da Mulher da Câmara, no Auditório Nereu Ramos.
Reportagem – Maria Neves
Edição – Juliano Pires
por master | 07/03/12 | Ultimas Notícias
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) mantém a estimativa de expansão do setor de 4,8% no ano passado, ainda que, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento tenha sido de 3,6%. A diferença deve-se, de acordo com o Sinduscon-SP, ao fato de a medição do IBGE considerar, basicamente, a produção física de materiais de construção.
Em nota, o vice-presidente de economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, citou que o varejo de materiais cresceu 9,1% no ano passado, incluindo a participação dos itens importados, enquanto a produção nacional foi de 4%.