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Vendas de material de construção recuam em fevereiro

Vendas de material de construção recuam em fevereiro

Dados da Anamaco mostram que as vendas do varejo de material de construção apresentaram queda de 6% em fevereiro na comparação com o mês anterior.
 
Já na relação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi 2,3% menor.
 
“Apesar de preocupante, não podemos entender isto como o início de uma desaceleração, pois as expectativas para março são as mais otimistas medidas mensalmente nos últimos 24 meses”, declara o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.
 
Apesar da queda nas vendas em todo o Brasil, as regiões Sudeste e Centro-Oeste foram as que tiveram melhor desempenho, ficando o Nordeste com a pior performance.
 
Dentre os segmentos pesquisados, o de tubos de PVC é o que tem mantido a maior estabilidade. Com isto, o acumulado dos últimos 12 meses deste segmento está 6% superior ao mesmo período anterior.
 
Já o setor de cimento, mesmo apresentando resultado negativo de 3% neste mês, tem desempenho estável no comparativo com fevereiro de 2011, acumulando um crescimento de 9% nos últimos 12 meses.
 
Metais, Argamassas, Portas e Esquadrias de Alumínio, Fechaduras e Cadeados apresentaram queda em fevereiro sobre janeiro.
Vendas de material de construção recuam em fevereiro

Governo adotará medidas para ajudar a indústria

O governo prepara um pacote de medidas para estimular o setor industrial, que abrangerá novas medidas para impedir a sobrevalorização do câmbio, anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“O setor industrial precisa de alguns estímulos que serão dados”, afirmou Mantega. “As medidas não estão prontas, faremos ao longo do ano para estimular o investimento e o setor industrial”, afirmou o ministro ao comentar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A economia brasileira cresceu 0,3 por cento no quarto trimestre de 2011 em comparação com o terceiro, levando a expansão acumulada no ano a 2,7 por cento. O desempenho indica que a atividade econômica começou a melhorar no fim do ano passado, apesar de o setor industrial continuar patinando bastante.

Entre os estímulos já conhecidos, o ministro citou os cortes já feitos na taxa Selic, a redução de juros e spread a ser feita pelos bancos públicos e a ampliação do investimento público. Ele também ressaltou o efeito do reajuste do salário mínimo -que segundo ele injetará 50 bilhões de reais na economia- e a continuidade de expansão do mercado de trabalho, que amplia a massa salarial e estimula o consumo.


Mantega voltou a falar que o governo continuará atuando no câmbio, para evitar que o real tenha forte valorização diante o dólar.

“Não permitiremos grande ingresso de capital em busca de especulação e arbitragem, vamos coibir essas operações. Vamos manter o real desvalorizado com um arsenal de medidas”, afirmou o ministro, acrescentando que o arsenal do governo é “infinito”.

“Podemos criar outras medidas e temos várias em curso, tanto no âmbito do mercado futuro de derivativos quanto no mercado spot”, afirmou Mantega.

Para proteger o setor industrial, o ministro da Fazenda afirmou, em outra entrevista a jornalistas estrangeiros, que o governo vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC), principalmente o setor têxtil que tem sido afetado por importação de produtos baratos da China.

Mantega também aproveitou a entrevista que deu depois aos jornalistas estrangeiros para enfatizar que, além de sofrer com a concorrência internacional, o setor industrial brasileiro não tem sido capaz de aproveitar o mercado interno. Com isso, também abre-se espaço para a demanda de consumo dos brasileiros ser atendida pelos produtos estrangeiros.
Vendas de material de construção recuam em fevereiro

Três políticos paranaenses enquadrados na ficha limpa

Ex-prefeito Cássio Taniguchi, prefeito de Jandaia do Sul, José Borba, e deputado Bernardo Carli estão inelegíveis. Confira porquê.

O site Congresso em Foco divulgou a lista dos políticos que deverão ser considerados inelegíveis este ano devido a Lei Ficha Limpa, aprovada no dia 16 de fevereiro após quase dois anos de discussão.
 
Entre os paranaenses enquadrados estão o ex-prefeito de Curitiba e atual secretário de Planejamento do Paraná, Cássio Taniguchi (DEM); o ex-deputado e atual prefeito de Jandaia do Sul, José Borba (PR); e o deputado estadual Bernardo Carli (PSDB).
 
Taniguchi foi condenado por crime de responsabilidade pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento realizado em maio. Apesar de não ter de cumprir os seis meses de prisão a que foi sentenciado por mau uso de dinheiro público, porque o STF considerou o caso prescrito, ele está na mira da Ficha Limpa por causa da condenação. Pode ficar oito anos inelegível.
 
José Borba era acusado de ser um dos beneficiários do mensalão quando renunciou, em 2005, ao mandato de deputado federal para evitar cassação. Foi eleito prefeito de Jandaia do Sul em 2008, mas pode ficar impedido de disputar eleições até 2015.
 
O jovem deputado Estadual, Bernardo Carli, foi condenado, em outubro passado, à perda do mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por crime eleitoral. De acordo com a denúncia, o parlamentar não declarou em sua prestação de contas o pagamento a 36 cabos eleitorais em Guarapuava, cidade administrada por seu pai, o prefeito Fernando Carli. Segundo a acusação, o trabalho foi informado como “voluntário”.
 
A defesa do tucano recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde conseguiu a suspensão da decisão graças a uma liminar do ministro Marco Aurélio. Com a liminar, ele segue no cargo, mas falta a análise do mérito da decisão do TRE-PR. Caso o TSE mantenha a condenação, Carli poderá ficar inelegível com base na Ficha Limpa, que prevê inelegibilidade por oito anos a contar do término do mandato, previsto, no caso, para janeiro de 2015. Bernardo é irmão do ex-deputado estadual Fernando Carli Filho, que renunciou ao mandato após causar um acidente que resultou na morte de dois jovens em Curitiba. Carli Filho será julgado em júri popular.
 
A grande surpresa foi a “ausência” de Paulo Maluf (PP-SP), que fora inocentado em dezembro de 2010 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que aceitou recurso do parlamentar e o absolveu da acusação de compra superfaturada de frangos quando era prefeito de São Paulo. Um político pode escapar caso sua condenação seja rervertida em instância superior, como aconteceu com Maluf.
 
Você pode acessar a lista completa dos políticos inelegíveis clicando aqui.

Vendas de material de construção recuam em fevereiro

PIB brasileiro crescerá entre 4% e 4,5% em 2012, estima Mantega; Economistas preveem alta de 3,5%

Apesar de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ter sido menor do que o esperado pelo governo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manteve o tom otimista e já prevê, para 2012, um crescimento médio próximo a 4,5%.
 
“O importante é que começamos 2012 com a economia se aquecendo. Isso pode ser visto pelo desempenho de novembro e dezembro. Essa trajetória continuará no primeiro e no segundo semestre de 2012, e [o crescimento do PIB] será maior do que o do ano passado, atingindo o ápice no segundo semestre de 2012, quando a economia estará crescendo mais de 5%. A média deverá ficar entre 4% e 4,5%”, disse Mantega nesta terça-feira (6), durante coletiva de imprensa.
 
Para o ministro, 2011 foi um ano positivo para a economia brasileira, principalmente porque a geração de emprego se manteve em um bom patamar. “Podemos concluir que foi um bom ano, embora o PIB não tinha apresentado um crescimento do tamanho que esperávamos. Apesar de o [índice de] 2,7% de crescimento não ter sido tão alto, o desempenho da economia foi satisfatório porque geramos mais de 2 milhões de empregos”, avaliou.
 
Crise econômica internacional

Mantega destacou que os números só não foram melhores porque o governo foi surpreendido pela dimensão da crise econômica internacional. “Não contávamos com o agravamento da crise no segundo semestre. Se ela não tivesse acontecido, nosso crescimento seria mais próximo dos 4% do que dos 3%”.
 
Apesar disso, avalia o ministro, o país colheu bons resultados em relação à inflação. “Ela foi reduzida, e esse era um dos objetivos da equipe econômica.”
 
Condições “são positivas e estão dadas”

Segundo Mantega, as condições para o crescimento de 2012 “são positivas e estão dadas”. Para isso, o governo estuda uma série de medidas de incentivo à indústria e para a desvalorização do real. “Haverá uma ação mais forte do governo para que esse crescimento se realize, por meio de uma série de estímulos monetários e de redução de juros. O governo preparou um grande programa de investimentos que aumentará ainda mais ao longo do ano”, antecipou.
 
O PIB cresceu 2,7% em 2011, na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 4,143 trilhões. Em 2010, o PIB brasileiro havia crescido 7,5%. Em termos proporcionais, o PIB brasileiro apresentou crescimento menor do que a média mundial, que ficou em 3,8%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI),
 
Sob a ótica da produção, a agropecuária cresceu 3,9%; a indústria, 1,6%; e os serviços, 2,7%. Sob a ótica da demanda, foram registrados crescimentos no consumo das famílias (4,1%), no consumo do governo (1,9%) e na formação bruta de capital fixo, isto é, nos investimentos (4,7%).
 
Em termos per capita, o PIB teve uma expansão de 1,8% em 2011. Com isso, o PIB per capita alcançou R$ 21.252, em valores correntes. Em 2010, o PIB per capita havia crescido 6,5%.

Economistas preveem alta de 3,5% do PIB para 2012

A economia brasileira começou 2012 como terminou 2011: em ritmo muito fraco. Mas economistas ouvidos pelo GLOBO apostam numa virada no ritmo de crescimento a partir do segundo trimestre, e estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) encerrará o ano com uma expansão de cerca de 3,5%, puxado principalmente pela volta do investimento e pelo consumo das famílias. No momento, avaliam os especialistas, o principal problema continua sendo o ritmo fraco da indústria, que deve apresentar nos três primeiros meses do ano um desempenho pior do que no quarto trimestre, quando teve contração de 0,5%.

Para Luciano Rostagno, economista-chefe do banco WestLB, os serviços, que cresceram 0,6% no quarto trimestre de 2011, e o consumo das famílias, que teve expansão de 1,1% no mesmo período, continuam sustentando a alta do PIB neste início de ano. Com os cortes na taxa básica de juro (Selic), esperados pelo economista, a tendência é de recuperação já no segundo trimestre.— Esperamos uma contração de 0,8% no desempenho da indústria em janeiro em relação a dezembro. Setores da indústria que sofreram com a alta da importação em 2011 (bens de capital e duráveis) devem sofrer mais. E, no exterior, a situação da Grécia preocupa com um possível contágio para Itália, Espanha, Hungria, o que coloca em xeque o crescimento das exportações. Começamos o ano com incerteza, mas apostamos numa expansão de 3,5% — avalia José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.

— Esperamos uma queda da Selic até 9,5%, podendo chegar a 9%, e acreditamos que o mercado de trabalho se manterá forte, sustentando o consumo das famílias. Com isso, nossa expectativa de crescimento para este ano é de 3,5% — diz Rostagno.
 
O superintendente do Departamento Econômico do Citibank no Brasil, Marcelo Kfouri, diz que a economia começou o ano com uma “carga negativa” do último trimestre. Mas o banco também aposta numa “virada”:
 
— Começamos o ano mais ou menos como terminamos. Indústria fraca em janeiro, consumo em alta, com vendas no varejo mostrando boa performance. Mas a economia vai fazer o caminho inverso de 2011, quando começou forte e desacelerou.
 
O economista-chefe do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octávio de Barros, prevê um crescimento um pouco maior, de 3,7%. Em relatório, ele afirma que os impactos da redução de juros, iniciada em 2011, começam a ser sentidos agora. O aumento do salário mínimo e a expansão prevista nos investimentos públicos vão ajudar a acelerar a economia a partir do segundo trimestre.
Vendas de material de construção recuam em fevereiro

PIB do Paraná cresce 4% em 2011 e fica acima da média do País

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 4% em 2011 e ficou acima da média nacional que fechou em 2,7%. No ano passado, o PIB do Estado totalizou R$ 251,6 bilhões e o do País atingiu R$ 4,143 trilhões. Com este resultado, a participação paranaense na formação da riqueza nacional voltou a subir, chegando a 6,07%. O índice foi divulgado ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Os dados revelam a quebra de uma tendência. De acordo com o presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, entre 2003 e 2010, o PIB paranaense evoluiu 3,6% ao ano, contra 4% no País. Isso tinha feito a participação do Paraná na geração de renda do Brasil encolher de 6,4% para 6%. No ano passado, a participação paranaense voltou a subir e atingiu 6,07%.

Para ele, o resultado alcançado pelo Paraná é reflexo de três fatores. O primeiro seria a ”enorme capacidade de resistência do setor privado à orientação macroeconômica restritiva predominante no País, em nome da exagerada preocupação com a espiral inflacionária”.

O outro ponto é o poder de resposta do segmento produtivo regional às medidas de flexibilização monetária promovidas pelo Banco Central para evitar uma propagação da crise internacional no mercado doméstico. O terceiro fator é a melhoria do clima de negócios no Paraná.

Em 2011, o Estado também teve um crescimento de 7% na produção industrial, contra 0,3% no País e liderou o ranking nacional. No ano passado, as vendas do comércio cresceram 8,8% no Paraná, enquanto no Brasil a elevação foi de 6,6%. Lourenço disse que a evolução destes setores tem ligação direta com o aumento da massa de salários, crédito ao consumo e incentivos à construção civil. Lourenço preferiu não fazer uma estimativa para o PIB do Paraná de 2012, mas acredita que vai ser novamente o do Brasil. Porém isso ainda vai depender do impacto da quebra da safra provocada pela estiagem.

O vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, disse que o resultado do PIB do Brasil foi baixo para uma economia emergente como a brasileira. ”Precisamos reduzir os juros para o País crescer mais”, destacou.

Segundo ele, com os juros altos não é possível criar vagas para as pessoas que estão iniciando no mercado de trabalho. ”O Brasil precisa crescer 4,5% ao ano para gerar emprego”, disse. No entanto, apesar de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter estimado um crescimento de 4,5% para o PIB neste ano, Oliveira estima uma elevação de 3% a 3,5%. Para ele, o resultado do PIB do País vai depender da crise econômica da Europa e da China. Oliveira disse que para chegar aos 4,5% de crescimento, seria necessário, além de reduzir os juros, aumentar a oferta de crédito e diminuir impostos.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, disse que o resultado do Estado é reflexo da atração de novos investimentos, do aumento do parque fabril, da qualidade da mão de obra e da energia elétrica eficiente. O economista da Fiep, Maurílio Schmitt, afirmou que é ”hora de o governo admitir que os problemas não estão fora do País, mas dentro”, ou seja, não colocar todas as razões na crise econômica internacional. Ele disse que no Brasil pesam muito a falta de infraestrutura, o custo financeiro e a alta carga tributária.
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Pesquisa: Empresários vão investir mais em 2012

O empresariado brasileiro está otimista com os rumos da economia. É o que apontou uma pesquisa realizada no final de 2011 – e divulgada este ano – pela empresa americana de recrutamento e seleção Robert Half. Oitenta e seis por cento das pessoas ouvidas disseram acreditar que o desempenho de suas empresas será melhor do que em 2011. A maioria (93%) também está disposta a investir mais ou o mesmo do que no ano passado.

Foram ouvidos 155 empresários e executivos de 128 empresas do setor bancário, seguros, telecomunicações, automobilística, petróleo e gás, bens de capital e construção civil. Os dados da pesquisa foram apresentados ontem, em Curitiba, pelo diretor de Operações da Robert Half, Fernando Mantovani, durante a reunião do Comitê de Presidentes e Dirigentes PAEX.

As razões para o otimismo, segundo o diretor da Robert Half, são o crescimento da economia; a realização da Copa, em 2014, e da Olimpíada, em 2016; o Pré-sal; as medidas tomadas para solucionar a crise internacional, além de outros fatores como a expansão do crédito e a continuidade de inserção da classe C no mercado consumidor. ”Nossa economia é governada pela pujança do mercado interno”, lembra o consultor.

Segundo Mantovani, a intenção da pesquisa era perceber como a crise europeia, do ano passado havia afetado o ânimo dos dirigentes de empresas. Mas o resultado revelou um forte otimismo.

Quase metade dos que responderam à pesquisa espera um crescimento da economia brasileira em 2012 e 80% querem contratar mais ou pelo menos o mesmo número de pessoas que em 2011. Setenta por cento das empresas pretende crescer em 2012 investindo em tecnologia e produtividade, enquanto 18% espera esse resultado contratando mais funcionários.

A principal dificuldade citada pelos empresários é a falta de mão de obra qualificada. Mantovani lembra que é comum ouvir dirigentes de multinacionais dizerem que eles têm de dinheiro para investir, mas não encontram bons projetos. Na opinião do diretor, o brasileiro precisa estar mais focado em melhorias. ”Ele (o empresário) tem que olhar um pouco mais para o que está funcionando e pensar em ser melhor amanhã do que está sendo hoje”, resume.