por master | 05/03/12 | Ultimas Notícias
FIQ, feira que começa amanhã em Arapongas, deve receber cerca de 20 mil visitantes
No Expoara, estão sendo organizados os últimos detalhes para a abertura
da feira: previsão é gerar 1 mil postos de trabalhos diretos e indiretos
No Expoara, estão sendo organizados os últimos detalhes para a abertura da feira: Previsão é gerar 1 mil postos de trabalhos diretos e indiretos.
A 8 edição da FIQ – Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira -, que começa amanhã em Arapongas, Norte do Paraná, promete movimentar R$ 300 milhões. O evento direcionado ao polo moveleiro irá reunir por volta de 180 expositores, sendo que um terço deles são de empresas ligadas ao segmento de máquinas em vários formatos e diversas especialidades. A expectativa é que o Expoara Centro de Eventos receba por volta de 20 mil visitantes do setor e que a feira gere em torno de 1 mil empregos diretos e indiretos.
Wanderley Vaz de Lima, presidente do Expoara, salienta que a FIQ (que ocorre de dois em dois anos) é de extrema importância porque abre o calendário de eventos da indústria moveleira do Brasil. ”Por ser a primeira (feira), recebemos diversas empresas de todo o País que vêm até aqui em busca de novidades e tecnologia de ponta”. Já estão confirmadas as presenças de diretores de importantes grupos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. ”Nossos expositores também estão bem pulverizados, o que acaba atraindo muitos profissionais do nosso polo moveleiro”, complementa Vaz.
Boa parte deles visita o evento em busca das novidades em relação ao maquinário para incrementar as indústrias da região. O presidente do Expoara explica que este é o grande atrativo da feira, já que nem sempre os visitantes podem conferir máquinas de grande porte funcionando a qualquer momento. ”É algo que geralmente só pode ser visto em eventos deste porte. Designers, engenheiros, profissionais de compra, todos querem conferir as novidades e se manterem atualizados no mercado”, salienta.
Outro segmento importante do setor é o de acessórios. Os expositores trazem diferenciais estéticos e funcionais para produtos, atendendo à necessidade de inovação exigida pelo consumidor. As matérias-primas apontam possibilidades de acabamentos, revelam tendências, levando ao mercado novas opções mobiliárias. Outro espaço no evento é para o setor de logística e serviços que contará com a presença de empresas referenciais em transporte e embalagens para o segmento moveleiro.
Para Vaz, a ótima movimentação do setor é justificada devido ao contínuo aquecimento da construção civil nos últimos anos. Mais uma vez, os programas governamentais, como exemplo o Minha Casa Minha Vida, foram lembrados. ”Este é bem o mercado que estamos atuando, já que a demanda está elevada”.
Marcenaria
Em paralelo à Feira, foi criado o Espaço Marceneiro. O objetivo é atender a um mercado em crescimento formado por marcenarias de todos os portes. O projeto prevê o contato direto dos visitantes com máquinas e equipamentos do processo produtivo de uma indústria moveleira e o conhecimento de novas técnicas de operação fabril, gestão industrial e design. Oficinas tecnológicas serão realizadas pelo Senai Arapongas e empresas parceiras, em diversos horários, e serão fontes de informação nas áreas de gestão industrial, design, processo produtivo, maquinários, sofwares e matérias-primas, voltadas aos segmentos de marcenaria, móveis planejados e móveis seriados.
por master | 05/03/12 | Ultimas Notícias
O Centro de Apoio vai funcionar no âmbito da Diretoria Legislativa e será composto por seis técnicos selecionados entre os servidores que já fazem parte do quadro administrativo da Assembleia. Segundo a assessoria de imprensa da Assembleia, embora suas atividades façam parte da atribuição institucional dessa diretoria, elas não vinham sendo executadas por falta de uma estrutura adequada para tanto.
A proposta da Diretoria Legislativa é difundir a informação e o conhecimento pertinentes à produção legislativa, interagindo com as assessorias de gabinetes, principalmente na elaboração de propostas de lei. Mas atuará conforme a demanda, partindo a iniciativa, sempre, dos próprios deputados.
Segundo o coordenador do Centro, Mauro Borges, como o centro não é previsto no Regimento Interno da Casa, a partir de seu funcionamento é que o trabalho vai ser adaptado conforme a demanda.
Ainda será analisado se o auxílio do Centro de Apoio terá que passar por protocolo e o prazo para liberar cada solicitação. O atendimento deve ser feito em ordem cronológica.
É importante também ressaltar que a passagem dos projetos de lei pelo centro não será obrigatória. Borges acredita que os deputados acabarão utilizando da assessora para propostas mais complexas, e os projetos mais simples continuarão a cargo dos assessores.
por master | 05/03/12 | Ultimas Notícias
Evitar o descarte incorreto e o dano ao meio ambiente, com móveis de grande porte ou eletrodomésticos deixados nas ruas é o que pretende requerimento para implantação de coleta especial para este tipo de lixo. O documento, de autoria do vereador João do Suco (PSDB), líder do prefeito no Legislativo, contendo a sugestão para que a prefeitura estude um projeto de coleta de lixo de grande porte, com periodicidade mensal, foi aprovado pelo plenário da Casa, nesta semana. No texto, o vereador argumenta que “o padrão de consumo da capital paranaense mudou nos últimos anos, acompanhando a evolução do capitalismo brasileiro e provocando um descarte incorreto, com sérios danos ao meio ambiente”.
Anteriormente, qualquer tipo de móvel ou eletrodoméstico tinha condições acessíveis de conserto, com pessoal capacitado. Atualmente, os preços inviabilizam o reaproveitamento, “sendo mais interessante a compra de um móvel ou aparelho novo”, afirmou o parlamentar, chamando atenção para a necessidade do poder público intervir na questão, que “é de ordem pública”.
O requerimento sugere uma coleta especial para este tipo de entulho com pré-agendamento. Poderia ser “realizada no último final de semana de cada mês, abrangendo os 75 bairros da capital”, sinalizou o vereador.
por master | 05/03/12 | Ultimas Notícias
AÇÃO REGRESSIVA
Uma construtora do Tocantis terá de devolver aos cofres públicos os valores pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em auxílio-doença a dois trabalhadores que caíram das obras de um prédio em Palmas. A decisão da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Tocantins obriga a companhia a ressarcir o INSS em R$ 4.040.
A Procuradoria Federal do Tocantins e a Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS sustentaram que a empresa não havia adotado as normas de segurança exigidas.
O acidente aconteceu em setembro de 2010. Após o almoço, os segurados, um pedreiro e um servente, estavam no 7º andar quando se recostaram em uma parede de alvenaria que havia sido erguida no mesmo dia. A estrutura cedeu, provocando a queda dos funcionários que ficaram gravemente feridos.
Segundo a AGU, foi constatada falta de local adequado para descanso dos funcionários durante o intervalo do trabalho e ausência de elevador de passageiros. Além disso, não havia sinalização e nem proteções coletivas contra quedas ao redor da construção.
Ainda de acordo com o laudo, os trabalhadores eram submetidos a jornadas excessivas. Por fim, as procuradorias destacaram que a obra foi embargada e multada, até que as medidas para sanar as irregularidades fossem implementadas.
O procurador-chefe da Procuradoria Federal do Tocantis, Eduardo Prado dos Santos, afirmou que acima do valor recuperado, “o ajuizamento dessas ações regressivas mostra-se como um instrumento de conscientização dos empregadores, além de ser um mecanismo legal e ágil de recuperação de créditos. (…) Essa é uma mensagem de que a segurança no trabalho deve ser levada a sério pelos empregadores”.
O próprio presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministo João Oreste Dalazen, já pediu aos Tribunais Regionais do Trabalho que, nas ações judiciais por danos morais e materiais decorrentes de acidentes de trabalho em que haja condenação da empresa, seja expedido ofício ao INSS, para que a instituição previdenciária possa ajuizar ação civil regressiva. Com informações da Assessoria de Imprensa da Advocacia-Geral da União.
Ação Regressiva 469-96.2011.4.01.4300
por master | 05/03/12 | Ultimas Notícias
Os números de 2011 levam a crer que a maioria dos deputados estaduais tem dificuldade em saber sobre o que podem legislar. No ano passado, eles apresentaram 674 projetos de lei. Desses, quase metade — 294 (43,6%) – foi rejeitada já na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, onde é analisada a constitucionalidade da matéria. Porém, um novo departamento criado na Assembleia Legislativa pode ajudar a reverter esses números. A presidência da Casa anunciou na última semana a criação do Centro de Apoio Legislativo, que irá auxiliar os deputados na elaboração de projetos de lei.
“O Centro vem ao encontro de uma das metas principais da atual Comissão Executiva, que é a melhoria da produção legislativa, garantindo maior transparência ao processo de elaboração de novos projetos. Com a oferta dessa assistência aos parlamentares pretendemos também incrementar uma maior integração de seus gabinetes à estrutura administrativa da Casa”, explica o diretor legislativo da Assembleia e coordenador do centro de Apoio, Mauro Borges.
Ou seja, a idéia é fornecer um auxílio para melhorar a qualidade dos projetos apresentados na Assembleia. Apesar dos números oficiais, o número de projetos inconstitucionais que são protocolados na Casa pode ser ainda maior. Isso porque antes de chegar à CCJ, a diretora legislativa já faz uma primeira triagem nas propostas dos parlamentares e chegam a devolver alguns projetos para seus autores. Esses números não entram na estatística apresentada acima.
Atualmente, a elaboração do projeto de lei cabe a cada deputado, que conta com a ajuda de seus assessores. Segundo o cientista político, Ricardo Costa de Oliveira, isso acaba influenciando na qualidade dos projetos. “Como os assessores são comissionados, na maioria das vezes não tem o conhecimento adequado”, explica.
O coordenador do Centro de Apoio acrescenta mas um ponto de vista. Para ele, o alto número de projetos inconstitucionais ocorre, muitas vezes, devido à limitação na ação do legislador. Casos assim, com o novo departamento poderão ser evitados. Apesar da consulta ao centro não ser obrigatória, ela atuará auxiliando tanto na parte de pesquisa, para ver se a proposta é viável, como no desenvolvimento da idéia.
Expectativa — Para Oliveira, o novo departamento cria uma expectativa positiva. De acordo com o cientista político, além do grande número de propostas inconstitucionais, o que se vê hoje na Assembleia e em outras casas legislativas é um acúmulo de projetos que concedem homenagem e que declaram alguma entidade de utilidade pública. “Isso é muito caro para o eleitor brasileiro. Gastar tanto para se ter resultados tão modestos. Por isso o centro aparece com uma expectativa positiva”, diz.
por master | 05/03/12 | Ultimas Notícias
O consumo das famílias, que vem sustentando a expansão da economia, tem a classe média como principal alavanca. Mas ninguém sabe ao certo o real tamanho dessa massa de brasileiros. Dependendo da fonte consultada, o principal grupo consumidor no país equivale a 43% ou até 55% da população – 82 milhões de pessoas ou 104,5 milhões. Essa discrepância não é nada trivial, nem para empresas que vendem produtos ou serviços, nem para governos, que dependem dela para serem eleitos.
Na falta de uma classificação oficial, o governo federal, por meio da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), decidiu, em meados do ano passado, iniciar discussões sobre a classe média. O grupo técnico, que inclui economistas, professores e representantes do governo federal, já realizou dois encontros, no fim do ano passado e em janeiro. Nessas reuniões ficou decidido que o caminho para saber quantos brasileiros estão na classe média será o nível de renda per capita. Falta decidir se vai se optar pela renda per capita individual ou pela renda familiar per capita (a renda da família é dividida pelo número de seus integrantes).
A discussão – sempre difícil – sobre outros critérios de classificação socioeconômica, como nível de educação ou acesso a água e esgoto tratados, já foi encerrada pelos técnicos: eles não serão usados. A opção foi por um modelo mais simples, que considera apenas o nível de renda. Portanto, não se deve esperar das discussões na SAE o surgimento de um modelo que mostre uma classe social, mas, sim, uma classe de renda.
“Classe social versus classe de renda é assunto polêmico”, diz a diretora da subsecretaria de Ações Estratégicas,Diana Grosner, que está coordenando os trabalhos na SAE. “A Marilena [Chauí, filósofa e professora da USP] sugeriu que deveríamos optar pelo critério da renda”, diz a diretora. “Entendemos que a renda é o melhor jeito de classificar. É simples, de fácil compreensão e pode ser adotado por governo federal, Estados e municípios.”
O grupo técnico da SAE ainda não definiu qual é a faixa de renda que coloca um brasileiro na classe média. Estudo recente dos professores Wagner Kamakura, da Duke University, e José Afonso Mazzon, da USP, mostra que a renda per capita de um brasileiro da classe média pode variar de R$ 398 a R$ 863. Para a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), a renda média de uma família de classe média vai de R$ 1.024 a R$ 1.541.
Usando uma amostra de 104 mil lares e dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), Mazzon e Kamakurausaram 36 critérios – desde o número de aparelhos de TV em cores, computadores pessoais e automóveis, até nível de educação e ocupação do chefe da casa, passando pelo número de empregados domésticos. Critérios como acesso a esgoto, água tratada tratada e ruas pavimentadas também foram considerados.
A SAE requisitou o estudo, mas a avaliação inicial é que se trata de um modelo sofisticado. Os professores argumentam que o modelo é simples. Para se classificar um cidadão, baste que ele responda a 15 perguntas (e não a todas 36 questões usadas no estudo).
Na SAE, para saber qual é o nível de renda que vai definir um cidadão de classe média, o grupo de técnicos está estudando “critérios de corte”, como quantidade de calorias consumidas e quais eletrodomésticos há dentro de casa. Funcionaria da seguinte maneira: apura-se quais bens duráveis o cidadão possui. Depois, vê-se qual é a sua renda. A partir daí, divide-se a população. “Quais os cortes mais convincentes? Ainda não sabemos. Estamos fazendo simulações”, afirma Diana.
A base de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem sido usada pela secretaria para fazer simulações. A Pnad foi escolhida por ter uma série histórica mais longa, o que permite testar hipóteses para trás, na escala do tempo.
As simulações são importantes, pois pode dar indicações, por exemplo, de como um cidadão de classe média está mais ou menos vulnerável a voltar para o patamar de baixa renda ou tem potencial para subir de patamar.
Sobre a pobreza, a diretora da SAE diz que já é assunto discutida no país há mais tempo – o Bolsa Família, programa de apoio a famílias de baixa renda, foi adotado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas teve seu embrião, o Bolsa Escola, criado pelo antecessor Fernando Henrique Cardoso, em meados dos anos 90. Mas estudar a classe média é algo novo no país. De 2003 a 2009, estima-se que cerca de 20,5 milhões de pessoas tenham migrado da base da pirâmide populacional para o meio dela.
Os debates na SAE, cujo relatório final deve ser terminado em maio, quando será entregue à presidente Dilma Rousseff e a seu ministério, contemplam uma segunda fase, que ainda não está completamente desenhada. Depois de definido qual é o real tamanho da classe média, o objetivo é elaborar e aplicar políticas públicas voltadas para ela.
Para isso, pondera Diana, será preciso sofisticar a discussão atualmente feita na secretaria. Ter apenas a renda como critério de classificação será insuficiente. “Até que ponto esse nova classe média é homogênea? Ela acredita nas mesmas coisas? Imaginamos que seja composta de grupos diferentes”, afirma a diretora. “Para aplicar políticas públicas, é necessário ver essas divisões dentro da classe média.”
André Portela, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), participa do grupo técnico coordenado pela SAE. Em sua visão, adotar apenas a renda como critério de classificação limita a abrangência do trabalho, “mas pode servir para uma primeira aproximação”. Ele acredita que os técnicos acabarão optando pela renda familiar per capita, mas mesmo depois disso decidido, há nuances a serem avaliadas. “Se a classificação quiser refletir a necessidade de consumo, o adulto [da família] teria que ter um peso maior. Esses detalhes ainda serão discutidos”, diz ele.
A renda familiar per capita também é vista como medida ideal por um membro do grupo técnico, que prefere não ter seu nome revelado. Mas, em vez de compilar dados sobre consumo de calorias ou posse de bens duráveis para chegar à informação sobre a renda, ele defende que seja perguntado ao cidadão qual é a renda dele. Essa resposta já existe no Censo, na Pnad e na POF, diz a fonte. No grupo técnico, foi levantada a hipótese de o cidadão mentir sobre a renda, quando perguntado pelos pesquisadores. “Mas não acreditar na resposta do entrevistado, põe em dúvida todas as pesquisas”, afirma ele.
O modelo que tende a ser adotado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, de medida absoluta, é diferente do sistema da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A entidade internacional usa a renda familiar per capita, mas determina um valor relativo em torno da renda mediana – 20% da população acima da mediana e 20% abaixo da mediana formariam, por exemplo, a classe média.
“O tamanho desse grupo é sempre o mesmo. No Brasil, queremos saber o tamanho da classe média, saber por que houve a ascensão. Na OCDE, a discussão sobre a distribuição de renda já foi feita. É algo estável”, avalia Portela, da FGV.
Para ele, o fato de a base de dados escolhida no trabalho da secretaria ser a Pnad tem uma desvantagem: sabe-se apenas a renda do trabalho (o salário), mas não a renda proveniente de outras fontes, como receita de aluguel ou o valor investido na caderneta de poupança. Mas o professor concorda com a diretora da SAE sobre as vantagens: a Pnad oferece uma série história longa, com dados anuais e com a possibilidade futura de atualizações trimestrais.
Jefferson Mariano, analista socioeconômico do IBGE, não participa do grupo técnico da SAE, mas acompanha o assunto com atenção e tem um grupo de estudos que discute mobilidade social. Para ele, o modelo que tende a ser adotado na SAE deverá definir uma classe de renda, mas não uma classe social.
Mariano dá um exemplo: “A renda do cidadão aumentou, mas ele continua morando numa casa que não tem esgoto tratado, nem rua pavimentada. Ele mudou de classe?”, pergunta. Para ele, não. Adotar a renda como critério para dividir a população e saber qual é o tamanho da classe média no Brasil, diz Mariano, “é algo insuficiente”. Mas ele entende que o “como fazer” é tema complexo, é um desafio.
O IBGE, que sempre evitou fazer classificações sociais da população brasileira, está reformulando suas pesquisas socioeconômicas. Elas estão deixando de ser feitas apenas nas regiões metropolitanas, a abrangência está crescendo, lembra Mariano, que elogia a iniciativa da SAE: “Esse debate é um começo, é positivo”.