por master | 29/02/12 | Ultimas Notícias
Informações divulgadas pelo site WikiLeaks e publicadas por jornais espanhóis seriam de médicos que operaram o presidente da Venezuela
O presidente Hugo Chávez desfilou em carro aberto em Caracas antes de viajar para Cuba, na última sexta-feira

Nova cirurgia foi um sucesso e presidente passa bem, diz vice
Agência Estado
A cirurgia pela qual o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, passou para a retirada de um tumor na região pélvica foi um sucesso e agora ele se recupera num hospital de Cuba, afirmou ontem o vice-presidente venezuelano, Elias Jaua.
“O presidente Chávez está em boa condição física”, disse Jaua à principal câmara da Assembleia Nacional. “A extração total da lesão pélvica foi feita… não houve complicações em órgãos próximos” e “nas próximas horas” os médicos vão determinar os procedimentos pós-cirúrgicos”, acrescentou Jaua em declarações feitas na televisão.
Jaua não revelou onde Chávez foi operado, mas afirmou que seu estado de saúde é estável e que ele se recupera adequadamente.
O vice-presidente venezuelano disse que o tumor pode ser maligno, mas não havia informações que comprovassem a notícia. “Nas próximas horas, os estudos do tecido vão determinar o melhor tratamento para a lesão”, disse Jaua.
“O presidente Chávez agradece ao povo venezuelano, do fundo de seu coração, pelo carinhoso companheirismo que recebeu.” O presidente, que não passou o cargo para o vice durante sua ausência, está em contato próximo com autoridades governamentais, afirmou Jaua.
Chávez, de 57 anos, anunciou na semana passada que os médicos cubanos haviam encontrado um novo tumor em sua região pélvica, no mesmo lugar de onde foi retirado um outro tumor, do tamanho de uma bola de beisebol, no ano passado.
Ele viajou para Cuba na sexta-feira e disse que faria exames durante o final de semana e que a cirurgia seria realizada no início desta semana.
O jornalista venezuelano Nelson Bocaranda, que é considerado simpático à oposição ao governo venezuelano, foi o primeiro a divulgar, na semana passada, a notícia de que Chávez estava em Cuba. Ele afirmou que o presidente foi operado na noite de segunda-feira e se recupera no hospital Cimeq, em Havana.
Autoridades da embaixada venezuelana em Cuba não responderam às várias ligações telefônicas feitas pela agência AP nos últimos dias pedindo informações sobre Chávez.
Os médicos russos e cubanos que atenderam o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em junho do ano passado deram a ele entre um e dois anos de vida, divulgaram ontem os jornais espanhóis Público e El País a partir de documentos revelados pelo WikiLeaks.
O site WikiLeaks teve acesso a milhares de e-mails da Stratfor Global Intelligence, uma empresa americana privada de segurança.
Chávez está em Cuba desde sexta-feira, onde foi submetido a uma nova cirurgia para retirada de uma lesão na mesma região da qual foi extraído um tumor cancerígeno em junho.
Pelos e-mails, uma mensagem de 5 de dezembro enviada por George Friedman, fundador da Stratfor, para a diretora de análise da empresa revela as críticas da equipe médica russa sobre o primeiro tratamento de Chávez em junho de 2011, quando ele foi operado de um abscesso pélvico em Havana. As informações partiram de uma fonte que trabalha com Israel.
Os médicos russos disseram que os cubanos não têm equipamentos apropriados para tratar Chávez e os acusaram de terem feito uma “cirurgia incorreta” da primeira vez para tentar extrair o tumor, acrescenta o El País.
Poucos dias depois, esta equipe russa foi encarregada de fazer a segunda intervenção de “limpeza” na região pélvica, de onde foi retirado um tumor. “É por isso que os russos dão menos de um ano de vida ao líder enquanto os cubanos dois”, acrescenta a informação.
O informante detalha – ainda de acordo com o e-mail – que o tumor de Chávez começou com o surgimento de um volume “perto da próstata e que se estendeu para o cólon”. Conforme fontes médicas confiáveis, o câncer se propagou dos nódulos linfáticos até a medula óssea.
O site do jornal espanhol Público também traz a mesma informação do WikiLeaks e ressalta que a citada equipe médica garante que o câncer de Chávez “se estendeu para os nódulos linfáticos e a medula espinhal”.
por master | 29/02/12 | Ultimas Notícias
Aprovado em comissão especial da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (28), o texto-base da Lei Geral da Copa reúne as normas para a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, entre elas medidas exigidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).
A comissão ainda precisa aprovar os destaques (mudanças) ao texto. Depois, a lei ainda precisa ser aprovada no plenário da Câmara, do Senado e ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Veja abaixo os principais pontos da proposta.
INGRESSOS
Ingressos grátis: Conforme o relator, a Fifa se comprometeu a negociar com sindicatos e entidades a distribuição de ingressos grátis a operários que atuam na construção de estádios brasileiros. A expectativa é de que cada um tenha direito a ir a pelo menos um jogo gratuitamente. O texto prevê negociação para concessão de ingressos a indígenas e proprietários de armas de fogo que aderirem a campanhas de desarmamento.
Meia-entrada e ingresso popular: O texto estabelece a venda de meia-entrada apenas para idosos (Estatudo do Idoso) e 300 mil ingressos populares a US$ 25, cerca de R$ 43 na cotação atual, para estudantes e beneficiários de programas de transferência de renda. A proposta afasta a incidência de outras leis federais ou estaduais que estabeleçam meia-entrada. Com isso, se for aprovado o Estatuto da Juventude, que prevê meia-entrada para estudantes de todo o país, a legislação não teria validade durante os jogos da Copa do Mundo.
Categorias de preços: A Copa do Mundo terá quatro categorias de ingressos, sendo que a “categoria 1” será a mais cara – em torno de US$ 900. A “categoria 2” deverá ter entradas a US$ 450 e a “categoria 3”, ingressos de US$ 100. A “categoria 4” terá entradas a US$ 50, mas estudantes, idosos e beneficiários de programas de transferência de renda pagarão metade desse valor, o chamado ingresso popular.
PROTEÇÃO DA FIFA
Marca: A lei prevê mecanismos de proteção da marca da Fifa e dos símbolos da Copa para evitar o registro de marcas semelhantes. Empresas não patrocinadoras que fizerem publicidade vinculada à Copa, exibição de partidas, venda de ingressos, entre outros, terão que indenizar a Fifa em valores relativos aos danos sofridos pela entidade.
Restrição comercial: A Fifa poderá definir áreas de restrição comercial em volta dos estádios, sem prejudicar os estabelecimentos em funcionamento desde que eles não tenham associação com os jogos . Segundo o relator, isso significa que o comércio não poderá fazer publicidade de concorrentes de patrocinadores no entorno dos estádio, mas poderá vender os produtos normalmente.
Crimes: O texto da lei prevê tipos de crimes até 31 de dezembro de 2014 pela reprodução ou falsificação de símbolos da Fifa e divulgação de produtos relacionados à Copa. A pena é de detenção de três meses a um ano mais multa e só valerá mediante representação da Fifa.
BEDIDAS EM ESTÁDIOS
A proposta autoriza a venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros somente durante os jogos da Copa do Mundo. O texto não estende a liberação para outros campeonatos. A medida é alvo de contestação porque o Estatuto do Torcedor veta a presença nos estádios de “bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”.
FÉRIAS ESCOLARES
O texto aprovado pela comissão especial prevê que o período de férias escolares em 2014 seja modificado para que não haja aulas durante a Copa do Mundo. As datas, porém, não foram definidas pois cabe a cada secretaria de educação definir as datas.
FERIADOS
A União poderá decretar feriados nacionais durante os jogos da seleção. A lei prevê que estados e municípios também poderão declarar feriados nos dias de jogos em seus territórios.
AEROPORTOS
Lei autoriza uso de aeroportos militares para embarque e desembarque de passageiros e cargas. Para a utilização, o texto prevê a assinatura de um termo de cooperação que vai prever recursos para o custeio das operações.
VISTO DE ENTRADA
Flexibiliza a emissão e concessão de vistos a estrangeiros. Ele propõe a criação de vistos especiais gratuitos para permanência de turistas e pessoas que irão trabalhar durante o evento. Esse tipo de permissão, conforme o texto, valeria por até 90 dias para turistas e até 31 de dezembro de 2014 para demais estrangeiros.
RESPONSABILIDADES DO BRASIL
A lei prevê que a União assuma a responsabilidade civil de danos resultantes em razão de incidente ou acidente de segurança relacionados ao evento. A União será responsável por disponibilizar para a Fifa segurança, serviços médicos e serviços de imigração.
PRÊMIOS A ATLETAS
Destinação de uma espécie de premiação a atletas vencedores das Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970 que estejam hoje “em difícil situação financeira”. A ideia é conceder um prêmio de R$ 100 mil de uma só vez aos jogadores, titulares ou reservas. Ainda prevê a concessão de auxílio especial mensal que, com a renda do beneficiário, atinja o valor máximo da aposentadoria concedida pelo governo, hoje em R$ 3.691,74.
Fontes: Relator Vicente Cândido (PT-SP) e substitutivo 5 do PL 2330/2011 (Projeto da Lei Geral da Copa) apresentado em 27/02/2012
por master | 29/02/12 | Ultimas Notícias
A entrevista é a etapa decisiva para quem está procurando emprego. Por isso, é a mais temida dos candidatos. De acordo com especialistas, não há respostas prontas para as perguntas, pois vai depender do que a empresa busca no profissional, e isso inclui características não apenas técnicas, mas principalmente comportamentais. Há quatro meses procurando emprego, o analista de marketing Leonardo Marchetti já passou por seis entrevistas desde outubro do ano passado. Marchetti acha que muitas perguntas são subjetivas e causam dúvidas na hora de responder.
“Algumas como ‘Qual a posição você acha que mais adequada ao seu perfil, ‘Quais são seus pontos fortes e onde você enxerga chances de desenvolvimento’ e a clássica ‘O que você almeja para os próximos cinco anos’ eu não sei se respondo falando de mim, de coisas mais técnicas do trabalho ou de tudo junto”.
Para Marchetti, muitas questões tentam desvendar a personalidade de um modo forçado. “Acredito que muita gente vai a entrevistas com respostas já pensadas, para falar aquilo que o recrutador está querendo escutar, e isso tira a chance de muitos que são até mais capazes na função, mas não têm esse jogo de cintura para respostas prontas.”O analista de marketing ficou cinco meses na Austrália fazendo intercâmbio, e ele conta que em todas as entrevistas teve de dizer por que estava há tanto tempo sem emprego. De acordo com ele, além das perguntas técnicas sobre a experiência, outras perguntas se repetem em todas as entrevistas como “O que você pretende trazer para a empresa se for contratado” ou “Onde você se vê daqui a cinco anos”. “Você não conhece a empresa por dentro ainda, não sabe se o que está falando pode ser um absurdo. As coisas acontecem tão rápido e tão de repente que cinco anos é um tempo longínquo. Acredito que são perguntas desatualizadas que não provam muito a capacidade do candidato para a vaga”, diz.
Rudney Pereira Junior, gerente de projetos do Grupo Foco, acha que a entrevista ideal é aquela que pede para o candidato dar exemplos de como se comporta em certas situações. “Eu vou conseguir saber os pontos fortes e fracos através das perguntas sobre comportamento”, afirma.
Pereira Junior diz que não dá para escapar de clichês como criativo, dinâmico, ansioso, flexível nas respostas para perguntas que pedem para o candidato falar dele mesmo. Mas ele alerta que se optar por algumas dessas palavras, é recomendado citar uma situação em que uma dessas características predominou. “Até quando for falar que é ansioso cita o exemplo, isso pode ser visto como qualidade”, diz.
“Ao responder questões como “Onde você se vê em cinco anos ou dez anos”, não pode dizer que quer ser dono de uma empresa. Por que a empresa vai contratar alguém que não quer ficar no emprego? Nem que quer ficar no mesmo lugar porque dá a ideia de ser estagnado”.
Sobre o motivo da saída do emprego anterior, Pereira Junior diz que não é preciso mentir, pode até falar de problema de relacionamento com o chefe, mas sem se aprofundar. E sobre o motivo de querer sair da empresa atual? “Pode dizer que não está mais aprendendo na função, que quer assumir mais responsabilidades e ter mais oportunidades de crescer”.
E se o recrutador perguntar o porquê de ter ficado muito tempo sem emprego, Pereira recomenda sinceridade na resposta. “Pode dizer que estudou, que viajou, que cuidou da empresa da família e que passou por algumas seleções que não deram certo”.
O gerente de projetos diz que o entrevistado tem o direito de perguntar se tiver dúvida. “Pode questionar, por exemplo, se o recrutador quer que ele aborde o aspecto pessoal ou profissional na resposta”, diz.
O G1 reuniu algumas perguntas que são comuns em entrevistas de emprego e pediu para o coach Roberto Recinella, para a gerente da prática de marketing da área de expertise da Hays Sales & Marketing da consultoria Hays Recruiting, Amanda Oliveira, e para Renato Grinberg, diretor-geral da Trabalhando.com, darem orientações sobre as respostas. Veja abaixo.
QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FORTES?
Roberto Recinella: Fale a verdade e tenha exemplos de situações em que pôde usá-los. Lembre-se de que cada função exige um ponto forte, então se você está se candidatando ao posto de auxiliar de escritório, liderança não é um diferencial, já disciplina, sim. Não aja como “papagaio de pirata” tentando dizer o que o entrevistador quer ouvir.
Amanda Oliveira: Foque sua resposta em características profissionais e evite cair em clichês como liderança e trabalho em equipe. Diga sempre a verdade e cite como projetos realizados e situações para expor as características. Se você citar como ponto forte a capacidade de tomar decisões rápidas, conte alguma situação em que tinha um grave problema e que, com poucas informações e pouco tempo (sempre definindo e detalhando qual eram essas informações e tempo), você tomou determinada decisão. Importante contar como foi esse processo de tomada de decisão e os resultados.
Renato Grinberg: Seja objetivo e fale o que realmente acredita que você tem como qualidade. Alongar-se demais pode demonstrar um excesso de autoestima ou prepotência.
QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FRACOS?
Roberto Recinella: Diga a verdade e exemplifique reforçando quais ações que você está tomando para melhorar os pontos fracos. Por exemplo: não domino inglês, mas estou fazendo um curso X ou não sou formada, mas já estou cursando a faculdade Y, estou me aperfeiçoando na área de vendas fazendo um curso em gestão comercial.
Amanda Oliveira: Os exemplos devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os pontos fracos. Se citar como ponto fraco ser impaciente, conte uma situação em que isso ocorreu, os impactos negativos que foram causados, o que fez você tomar consciência dessa fragilidade e o que está fazendo para melhorar.
Renato Grinberg: Nesse caso, seja direto e sucinto – tudo que disser pode contar pontos negativos, mas não adianta esconder uma deficiência que mais cedo ou mais tarde aparecerá.
QUAL É O SEU MAIOR DEFEITO?
Roberto Recinella: Perfeccionista ou muito sincero não são defeitos. Já dificuldade em trabalhar em equipe, inflexibilidade, mau humor são defeitos. Todos têm defeitos, ter ciência de quais são e como lidamos com eles é o que faz a diferença.
Amanda Oliveira: Os exemplos a serem dados devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os defeitos.
Renato Grinberg: Clichês como “muito organizado ou perfeccionista” não pegam bem. Diga coisas que você acredita que tenha como defeitos, mas que não o atrapalhariam na contratação como ser ansioso, por exemplo.
FALE UM POUCO DE VOCÊ.
Roberto Recinella: Fale da sua experiência de vida, viagens, empregos e projetos anteriores. Caso tenha se destacado em alguma área fora da profissional, por exemplo, musical ou esportiva, pode citar.
Amanda Oliveira: Conte sua experiência de maneira resumida. Aqui é importante achar um ponto de equilíbrio entre ser prolixo e superficial. Descreva suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos, desafios e os porquês das mudanças. Não é necessário voltar até a época de faculdade, a não ser que seja questionado, que seja uma entrevista para o primeiro emprego ou um curso muito diferente de sua profissão.
Renato Grinberg: Seja generalista, não se aprofunde ou fale demais sobre você mesmo. Diga coisas leves e sempre positivas, mas seja sucinto.
ONDE VOCÊ SE VÊ DAQUI CINCO ANOS? E DAQUI DEZ ANOS?
Roberto Recinella: Resista a responder “em seu lugar ou CEO da empresa”. Prefira ser genérico, dizendo que espera ser uma pessoa feliz que enfrentou diversos desafios, fez diversos cursos, aprimorou sua formação e que através de suas competências e comprometimento conseguiu contribuir com os objetivos da empresa.
Amanda Oliveira: Seja realista e sincero, entenda a estrutura da empresa antes de dizer algo. Por exemplo: não é possível querer ser diretor em uma companhia que não possui o cargo. Faça uma autoavaliação e analise se suas pretensões são viáveis. Pode tanto falar de planos pessoais como profissionais, desde que sejam coerentes entre si. Por exemplo, não fale que quer crescer rápido profissionalmente, mas também ter qualidade de vida.
Renato Grinberg: Fale de possibilidades concretas em relação ao seu trabalho. Foque em o que você quer estar fazendo e não no tipo de cargo.
POR QUE VOCÊ QUER DEIXAR SUA EMPRESA ATUAL?
Roberto Recinella: Diga que deseja mudar de ramo porque não está satisfeito naquele em que está atuando ou que está à procura de novas oportunidades de crescimento, por exemplo. Nunca cite salário nem insatisfação com a chefia.
Amanda Oliveira: Tome cuidado para não expor pessoas e situações sem necessidade. Isso demonstra imaturidade. Foque mais na sua carreira, nos seus objetivos e como esse novo desafio pode ajudar a alcançá-los.
Renato Grinberg: Nunca fale mal das pessoas com quem trabalha ou do chefe. Isso pega mal. Se esse for o caso, diga que não está satisfeito com o ambiente do local em que está trabalhando e dê algum exemplo.
POR QUE VOCÊ SAIU DA EMPRESA?
Roberto Recinella: Fale que está em busca de novos desafios e que quer mudar de ramo de atuação.
Amanda Oliveira: Seja sempre coerente e analise sempre os dois lados da história: o seu e o da empresa que você deixou. O mais indicado é sempre focar nos seus objetivos de carreira, as mudanças devem estar alinhadas com eles.
Renato Grinberg: Tudo vai depender do motivo real da mudança e lembre-se, que se mentir, na hora de pedir referências suas, o entrevistador vai descobrir a verdade, mas não fale mal da empresa. Procure o melhor ângulo do que realmente aconteceu.
FALE DO SEU EMPREGO ANTERIOR.
Roberto Recinella: Fale de suas conquistas, dos bons momentos, dos desafios que enfrentaram juntos, dos bons colegas, tentando sempre exemplificar as conquistas com fatos e histórias.
Amanda Oliveira: Explique suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos e desafios.
Renato Grinberg: Não aproveite esse momento para desabafar. Falar que estava acumulando funções, que estava cansado de tantas atribuições, etc. Não fale mal da empresa ou do ex-chefe, foque nos pontos positivos da sua última experiência.
POR QUE HOUVE UMA LACUNA NO SEU EMPREGO ENTRE ESSE PERÍODO?
Roberto Recinella: Pode dizer que estava se aperfeiçoando, que precisou da pausa para criar seu filho, que cuidou de um familiar que estava doente, por exemplo, desde que as opções sejam verdade. Caso não, diga que está retornando ao mercado depois de um período de reflexão sobre o rumo que deveria dar à sua carreira ou que ainda não tinha encontrado o cargo que almejava compatível com suas competências.
Amanda Oliveira: Seja sincero, explique por que ficou fora do mercado por um tempo ou as dificuldades de se recolocar. Se ficou sem trabalhar para fazer cursos na área ou fora da área de atuação ou para viajar para outros países, pode dizer, pois muitas vezes esse tipo de atitude demonstra coragem e vontade de aprender e inovar. Deixe claro como tomou essa decisão e que isso fazia parte de um plano de carreira. Por exemplo, se deixou o emprego para viajar por um ano, importante dizer que tipo de conhecimento e experiência buscava e como isso poderia ser benéfico para sua carreira.
Renato Grinberg: Mesmo que por um motivo ou outro não foi possível conseguir trabalho nesse período, seja sincero, mas mostre que você usou esse tempo de uma maneira produtiva. Fez cursos, investiu em autoconhecimento, etc.
O QUE VOCÊ PODE OFERECER QUE OUTRO CANDIDATO NÃO PODE?
Roberto Recinella: Diga que não pode responder adequadamente, já que não conhece os demais candidatos, além disso, uma competência valorizada no mercado é justamente o trabalho em equipe. Você pode falar sobre as suas competências, mas nunca da falta delas nas outras pessoas.
Amanda Oliveira: Analise bem os pré-requisitos da posição e faça uma relação com seus pontos fortes, principalmente aqueles que já foram reconhecidos por gestores anteriores. Se você sabe que a posição busca alguém para gerenciar um grande projeto de reestruturação, conte uma experiência em que já liderou um projeto parecido, ou equipes em transformação, ou como fez parte de uma empresa que estava passando por uma grande mudança. Explique como foi essa experiência e quais ações suas agregaram positivamente.
Renato Grinberg: Essa pergunta tem a ver com autoconhecimento e conhecimento do cargo e empresa. Busque o que você tem de melhor para oferecer que seja relevante para aquele cargo/empresa.
CITE TRÊS COISAS QUE SEU EX-GERENTE QUERIA QUE VOCÊ MELHORASSE.
Roberto Recinella: Pode dizer algo do tipo: “O meu ex-gerente eu não sei, mas eu acho que devo melhorar…” Isso demonstra autoconhecimento e proatividade. Seja honesto e demonstre o que você está fazendo para melhorar as coisas citadas.
Amanda Oliveira: Diga a verdade, mas traga também exemplos de atitudes recentes para melhorar.
Renato Grinberg: Seja coerente com o que você acha que tem que melhorar, mas que obviamente não eliminariam você daquela função. Por exemplo, se a função é analista financeiro e você disser que tem dificuldades com números, não será contratado.
QUAL SEU OBJETIVO NA EMPRESA?
Roberto Recinella: Pode dizer que pretende se empenhar ao máximo, superar desafios e auxiliar a empresa a atingir os resultados desejados e, se for reconhecido, crescer conforme as oportunidades oferecidas.
Amanda Oliveira: Se seu objetivo é crescer profissionalmente, mencione como você imagina que essa posição pode lhe proporcionar conhecimento, exposição, desafios e, assim, alavancar seu crescimento.
Renato Grinberg: Fale que quer contribuir para o crescimento da empresa, sempre trabalhando em equipe e também aprender novas coisas, se desenvolver e evoluir profissionalmente.
POR QUE A NOSSA EMPRESA DEVE TE CONTRATAR?
Roberto Recinella: Não fale que precisa aprender uma nova função, pois a empresa não é uma instituição de caridade ou uma escola. O melhor caminho é falar sobre seu comprometimento e citar situações em que você fez a diferença em cargos anteriores , os aprendizados e como deseja aplicá-los na empresa.
Renato Grinberg: Diga que está apto a atender às demandas e expectativas da empresa e dê alguns exemplos do que você acha que são essas expectativas.
QUAL O TIPO DE POSIÇÃO VOCÊ ACREDITA SER MAIS ADEQUADA AO SEU PERFIL?
Roberto Recinella: Diga que pode ser qualquer posição que possa fazer a diferença utilizando as competências da melhor forma. Cite resumidamente essas competências e em quais áreas elas seriam melhor utilizadas, como vendas, marketing , logística, administrativo, controladoria, etc. Aproveite a chance para recapitular e reforçar algumas de suas contribuições em empresas anteriores.
Renato Grinberg: Fale sobre liderança e motivação, mas não se esqueça de manter os pés no chão, tenha noção de quais as funções você pode desempenhar de acordo com sua experiência profissional.
O QUE VOCÊ ALMEJA NA SUA CARREIRA PROFISSIONAL?
Roberto Recinella: Diga algo na linha: ser um profissional reconhecido pelas minhas habilidades em gerar resultados sem que para isso eu precise desrespeitar normas e pessoas, além disso, ser capaz de reconhecer novas oportunidades que apareçam em minha trajetória profissional.
Amanda Oliveira: Mencione aspectos de aprendizado profissional como conhecimentos específicos, participação em algum projeto, gerenciamento de equipe pela primeira vez; e de aprendizado pessoal, como lidar com pessoas diferentes de você, vencer grandes desafios, etc.
Renato Grinberg: Pode dizer que quer se desenvolver profissionalmente e alcançar cargos cada vez mais relevantes na empresa, ou seja, ser capaz de cada vez mais agregar valor à sua função.
QUE TIPOS DE FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES VOCÊ APRECIA NO TRABALHO?
Roberto Recinella: Sugiro algo como aquelas que me desafiem, mesmo sabendo que muitas vezes terei que realizar muitas tarefas entediantes e rotineiras que são igualmente importantes para o sucesso do meu trabalho, mas algumas tarefas me encantam como finanças, vendas , logística, etc.
Renato Grinberg: Seja sincero e diga o que mais aprecia profissionalmente, mas sempre prestando atenção no perfil da vaga à qual você está concorrendo. Nunca diga: odeio falar ao telefone para uma vaga de vendas, por exemplo.
QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS E ELEMENTOS DO SEU TRABALHO QUE VOCÊ CONSIDERA MAIS IMPORTANTES?
Roberto Recinella: Trabalho em equipe, a soma do trabalho de todos que faz a empresa ser bem-sucedida e alcançar seus objetivos. Ter humildade de reconhecer quando preciso de ajuda para realizar uma tarefa e assim aprender como realizá-la. Proatividade para apresentar soluções e melhorar procedimentos e resultados.
Renato Grinberg: Fale o que realmente você acha que é relevante para aquela função.
QUAL É A COISA MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ APRENDEU NOS ÚLTIMOS ANOS?
Roberto Recinella: Pode dizer que não sabe tudo ou nem sempre tem razão, que existem muitas pessoas que possuem habilidades e conhecimentos diferentes dos seus, proporcionando a oportunidade de aprendizado e desenvolvimento pessoal e profissional. Pode dizer ainda que a entrevista, independente de você ser selecionado ou não, já está proporcionando um aprendizado.
Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição e que possa ser utilizado pelo gestor. Exemplo: se um dos pré-requisitos é gestão de equipe, conte algum desafio que teve com sua equipe anterior.
Renato Grinberg: Fale sobre coisas profissionais que você realmente tenha aprendido e que sejam importantes para a nova função que você deseja assumir.
COMENTE UMA SITUAÇÃO EM QUE VOCÊ BUSCOU UMA NOVA RESPONSABILIDADE QUE DESAFIADA SUAS HABILIDADES.
Roberto Recinella: Sempre é aconselhável que antes de qualquer entrevista você revise seu arquivo mental de histórias e experiências profissionais, tanto as bem como as mal sucedidas. Nessa hora você deve acessá-las e comentar o acontecimento com objetividade, através da exposição de fatos e não de sentimentos.
Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição. Se você sabe que um dos pré-requisitos é gestão de equipe, e citou que um dos seus pontos fracos é impaciência, conte como alguém da sua equipe anterior o ajudou a melhorar essa característica.
Renato Grinberg: Comente algo que tenha realmente acontecido, não minta, sempre explorando seus pontos fortes.
COMENTE UMA OCASIÃO NA QUAL VOCÊ TROUXE UMA NOVA E CRIATIVA IDEIA QUE IMPACTAVA A PERFORMANCE DE SUA EQUIPE.
Roberto Recinella: Se isso aconteceu mesmo, conte com detalhes de fatos, caso não tenha nada para dizer, não se preocupe, isso é o que geralmente acontece. Responda honestamente que você ainda não teve essa ocasião, mas isso não impede que ocorra a qualquer momento. Apenas não minta ou discorra sobre uma ideia esdrúxula ou comum só para poder responder.
Amanda Oliveira: Se você sabe que um dos pré-requisitos é liderar um projeto de mudança ou reestruturação, conte exemplos em que, de forma diferente de tudo o que já havia sido feito, motivou e treinou sua equipe, e que assim eles se tornaram agentes de mudança na empresa, influenciando outras áreas.
VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE UMA FUNÇÃO PARA OUTRA?
Roberto Recinella: Se responder que sim, diga que desde que seja um desafio e contribua para a carreira e com isso possa contribuir com a empresa em sua estratégia de crescimento. Mas fale isso só se realmente pensar assim.
Amanda Oliveira: Foque sua resposta em 3 pontos: experiências prévias com exemplos de sucesso que o qualifica para a função, desejo de aprendizado e desenvolvimento nos pré- requisitos que você não possui e alinhamento entre essa função e seus objetivos profissionais.
Renato Grinberg: Diga que sim, e forneça um exemplo de flexibilidade. Por exemplo, um projeto que você realizou ou contribuiu e que teoricamente não era sua função na empresa.
VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE PAÍS OU ESTADO?
Roberto Recinella: Pode dizer que depende do estado, do país e das condições para a família quanto ao acesso e qualidade dos serviços de educação e saúde. Mas não deixe claro que não pode tomar nenhuma decisão sem antes falar com a sua família. O fato de você estar interessado em uma empresa ou determinado cargo não significa que deva “vender a alma” para conquistá-lo. Ouça seu coração. Mudanças devem ser pensadas e planejadas.
Amanda Oliveira: Não faz sentido buscar posições globais ou que tenham muito contato com outros países se o profissional não tem disponibilidade para viagens.
Renato Grinberg: Só responda positivamente se for verdade e se isso fizer sentido para você. Falar que sim e depois voltar atrás é um tiro no pé.
NO QUE OS CANDIDATOS DEVEM PENSAR ANTES DE DAR AS RESPOSTAS? SEMPRE NO LADO PESSOAL, PROFISSIONAL OU NOS DOIS?
Roberto Recinella: Nos dois. O candidato deve aliar sua trajetória profissional com a sua qualidade de vida. É um ser humano que tem vida pessoal e profissional e por isso deve responder pensando em sua experiência de vida como um todo.
Amanda Oliveira: Ambos. O importante é manter a coerência, tanto o lado profissional quanto o pessoal devem estar alinhados.
Renato Grinberg: Trata-se de uma entrevista de emprego, portanto, as respostas devem ser profissionais, não pessoais.
por master | 29/02/12 | Ultimas Notícias
TST reconhece direito das empresas de consultar serviços de proteção ao crédito no momento da contratação de um profissional
As empresas devem evitar contratar funcionários endividados? Na semana passada, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que os empregadores têm o direito de consultar os serviços de proteção ao crédito durante a fase de seleção de um candidato, levantando questionamentos sobre a relação entre a dívida pessoal e o desempenho profissional. No Congresso, deputados querem proibir a medida, alegando que ela é discriminatória (leia mais nesta página). A decisão do TST foi para um caso específico de uma empresa do Sergipe, mas cria jurisprudência e deve orientar os próximos julgamentos em instâncias inferiores.
As empresas argumentam que a checagem do histórico de crédito de um candidato pode trazer informações importantes a respeito da honestidade, responsabilidade e capacidade de organização do profissional. Quem é contra esse tipo de consulta diz que nem sempre o comportamento na esfera pessoal reflete o desempenho do candidato no trabalho, e lembra que muitas dívidas são decorrentes de fatores que extrapolam a vontade própria, como o desemprego, as doenças ou o auxílio a um familiar.
Projeto de lei quer banir consulta ao SPC
No Congresso, um projeto de lei pretende proibir a consulta aos cadastros de inadimplentes no momento da contratação. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o PLS 465/09 afirma que a medida é discriminatória. O projeto foi aprovado no Senado e ainda aguarda análise na Câmara dos Deputados.
“Fiquei abismado com a decisão do Tribunal [Superior do Trabalho]. Discordo radicalmente dos ministros que, por unanimidade, decidiram que os cadastros de pesquisas analisados pelas redes de lojas e bancos são de uso irrestrito e que acessá-los não é violação”, afirmou Paim em entrevista à Agência Senado.
Relator da decisão do TST, o ministro Renato de Lacerda Paiva fez uma analogia com as regras de contratação do serviço público para argumentar sua decisão. “Se a administração pública, em praticamente todos os processos seletivos que realiza, exige dos candidatos, além do conhecimento técnico de cada área, inúmeros comprovantes de boa conduta e reputação, não há como vedar ao empregador o acesso a cadastros públicos como mais um mecanismo de melhor selecionar candidatos às suas vagas de emprego.”
“Nem todo o desonesto é endividado e nem todo endividado é desonesto”, pontua Jurandir Sell Macedo Jr., consultor de finanças pessoais do Itaú e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Acho que é um pouco complicado eliminar alguém de uma seleção apenas porque ele está endividado. É uma visão muito curta. Esse profissional pode ter as habilidades técnicas necessárias para o cargo, mas por algum motivo está endividado. Há vários motivos que levam ao endividamento, principalmente a falta de educação financeira. Ou seja, não necessariamente é uma falha de caráter”, afirma ele.
Para Marcelo Maulepes, ex-diretor de recursos humanos da Renault e hoje diretor da consultoria de coaching e gestão de pessoas Relatom, dependendo do cargo que a empresa está buscando preencher, seria uma irresponsabilidade não fazer a checagem da inadimplência antes da contratação. “Se a empresa está contratando alguém para a área financeira, alguém que vai ser responsável por cuidar do dinheiro dela, vai contratar uma pessoa endividada?”, questiona. Ele diz, porém, que os casos devem ser observados individualmente e o candidato deve ter o direito a uma explicação durante a entrevista de emprego. “O fato de ter o nome sujo é apenas uma fotografia de um instante na vida daquela pessoa. Cabe ao entrevistador conseguir informações sobre se esse problema financeiro é pontual ou é algo que ocorre com frequência.”
É preciso ver os dois lados da questão, diz o especialista em finanças pessoais Altemir Farinhas. “A empresa está tentando se resguardar de possíveis problemas. Talvez o funcionário tenha um bom currículo, mas o currículo é só a ponta do iceberg. Esse tipo de consulta permite ver um pouco mais além”, diz. Por outro lado, ele afirma que os empregados podem entrar num círculo vicioso caso a consulta aos órgãos de proteção se torne uma regra no momento da contratação. “Como essa pessoa vai conseguir limpar seu nome se ela não consegue um emprego e um salário?”
Empresa investe em educação financeira
Na tentativa de tomar ações preventivas contra o endividamento dos funcionários, algumas empresas estão investindo na educação financeira dos colaboradores. A concessionária Ecovia, por exemplo, vai iniciar um programa na área depois de perceber um aumento no número de empréstimos consignados entre os funcionários. “A preocupação com o dinheiro e a inadimplência gera falta de concentração e maior irritabilidade, o que naturalmente afeta o desempenho do funcionário”, afirma Adriana Carvalho Vasconcellos, coordenadora de recursos humanos da Ecovia. “Nosso foco é melhorar a qualidade de vida, fazer com que o colaborador tenha um equilíbrio emocional maior, e sem dúvida a parte financeira pode ajudar muito nesse sentido”, diz ela. A empresa tem 150 funcionários e inicia em março o programa de finanças, que vai incluir workshops, palestras e a possibilidade de consultoria individual.
A Associação Paranaense de Cultura (APC), mantenedora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), do Grupo Lúmen de Comunicação e da Aliança Saúde, incluiu um curso de orçamento familiar dentro do programa de desenvolvimento dos funcionários.
A Volvo do Brasil mantém desde 2003 um programa de educação financeira, com palestras, cursos e planejamento individual de aposentadoria para os empregados.