por master | 30/01/12 | Ultimas Notícias
Pela primeira vez em cinco anos, o salário inicial da construção civil está próximo do pago pela indústria da transformação na região. Em 2006, a remuneração média nos canteiros de obras era R$ 1.080,17 e no chão de fábrica chegava a R$ 1.277,64, valor 18% maior. Mas no ano passado, a disparidade caiu para 12%, com as empreiteiras pagando R$ 1.266,62 e as fábricas, quantia de R$ 1.418,20. Os dados foram extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego.
A falta de mão de obra qualificada na construção somada ao boom imobiliário que a região vivencia foi um dos responsáveis pela alta dos salários. A diretora do Sindicato da Indústria da Construção do Grande ABC, Rosana Carnevalli, explica que desde 2006, além da correção da inflação, os trabalhadores do setor têm ganho real na remuneração. A formalização foi outro aspecto importante. “Foi um plano do SindusCon-SP para valorizar a categoria e tentar reter profissionais no momento em que a construção se recuperava de um período de recessão.”
Atualmente, o salário de admissão nos canteiros das sete cidades está à frente do comércio (R$ 943,08), serviços (R$ 977,79) e administração pública (R$ 908,47). Para o professor do Observatório Econômico da Universidade Metodista Sandro Maskio, que fez o levantamento a pedido do Diário, a tendência é que o valor pago aos pedreiros, marceneiros, ferreiros e carpinteiros se eleve nos próximos anos devido às obras de infraestrutura para os eventos esportivos e a demanda do programa Minha Casa, Minha Vida.
INDÚSTRIA – Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Sivaldo da Silva Pereira, o Espirro, afirma que a importação desenfreada por parte das montadoras está ocasionando desindustrialização e deixando de gerar empregos. “A cada ano, os profissionais experientes, com maiores salários, são dispensados. No lugar deles são contratados metalúrgicos que ganham o piso. Essa prática está achatando o salário na indústria do Grande ABC”, critica.
Espirro salienta que o aumento com ganho real de 3,1% no ano passado não tem conseguido superar a alta rotatividade nas fábricas. Ele destaca que a valorização dos profissionais da construção com carteira assinada, pagamento de benefícios e capacitação nos próprios canteiros é uma situação pela qual a indústria passou há muitos anos.
A diretora regional do SindusCon acredita que é uma questão de tempo para que a remuneração na construção civil alcance o da indústria. Essa situação é, inclusive, cada vez mais real no País. Dados do Ministério do Trabalho mostram que o salário na contratação do setor em 2011 foi de R$ 933,33, enquanto na indústria da transformação foi de R$ 941,83.
por master | 30/01/12 | Ultimas Notícias
Pela primeira vez em cinco anos, o salário inicial da construção civil está próximo do pago pela indústria da transformação na região. Em 2006, a remuneração média nos canteiros de obras era R$ 1.080,17 e no chão de fábrica chegava a R$ 1.277,64, valor 18% maior. Mas no ano passado, a disparidade caiu para 12%, com as empreiteiras pagando R$ 1.266,62 e as fábricas, quantia de R$ 1.418,20. Os dados foram extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego.
A falta de mão de obra qualificada na construção somada ao boom imobiliário que a região vivencia foi um dos responsáveis pela alta dos salários. A diretora do Sindicato da Indústria da Construção do Grande ABC, Rosana Carnevalli, explica que desde 2006, além da correção da inflação, os trabalhadores do setor têm ganho real na remuneração. A formalização foi outro aspecto importante. “Foi um plano do SindusCon-SP para valorizar a categoria e tentar reter profissionais no momento em que a construção se recuperava de um período de recessão.”
Atualmente, o salário de admissão nos canteiros das sete cidades está à frente do comércio (R$ 943,08), serviços (R$ 977,79) e administração pública (R$ 908,47). Para o professor do Observatório Econômico da Universidade Metodista Sandro Maskio, que fez o levantamento a pedido do Diário, a tendência é que o valor pago aos pedreiros, marceneiros, ferreiros e carpinteiros se eleve nos próximos anos devido às obras de infraestrutura para os eventos esportivos e a demanda do programa Minha Casa, Minha Vida.
INDÚSTRIA – Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Sivaldo da Silva Pereira, o Espirro, afirma que a importação desenfreada por parte das montadoras está ocasionando desindustrialização e deixando de gerar empregos. “A cada ano, os profissionais experientes, com maiores salários, são dispensados. No lugar deles são contratados metalúrgicos que ganham o piso. Essa prática está achatando o salário na indústria do Grande ABC”, critica.
Espirro salienta que o aumento com ganho real de 3,1% no ano passado não tem conseguido superar a alta rotatividade nas fábricas. Ele destaca que a valorização dos profissionais da construção com carteira assinada, pagamento de benefícios e capacitação nos próprios canteiros é uma situação pela qual a indústria passou há muitos anos.
A diretora regional do SindusCon acredita que é uma questão de tempo para que a remuneração na construção civil alcance o da indústria. Essa situação é, inclusive, cada vez mais real no País. Dados do Ministério do Trabalho mostram que o salário na contratação do setor em 2011 foi de R$ 933,33, enquanto na indústria da transformação foi de R$ 941,83.
por master | 30/01/12 | Ultimas Notícias
Por SIMON ROMERO
BRASILEIA, Brasil – Meses atrás, Wesley Saint-Fleur pegou um ônibus no Haiti, depois um avião na República Dominicana, que pousou primeiro no Panamá e depois no Equador. Foi aí que sua mulher deu à luz a seu filho. Então eles continuaram de ônibus novamente, atravessando o Equador e o Peru. Em seguida, caminharam a pé pela Bolívia, onde ele disse que a polícia roubou suas poupanças: US$ 320.
“Finalmente chegamos ao Brasil, que segundo me disseram está construindo tudo – estádios, represas, estradas”, disse Saint-Fleur, 27, um trabalhador da construção civil. “Tudo o que eu quero é trabalho. O Brasil graças a Deus tem empregos para nós.”
Milhares de haitianos percorreram as Américas para alcançar as pequenas cidades da Amazônia brasileira durante o último ano, em uma busca desesperada por trabalho, incluindo centenas que chegaram nas últimas semanas entre temores de que o governo brasileiro possa conter o influxo.
Suas jornadas dizem muito sobre as péssimas condições econômicas no Haiti dois anos depois do terremoto de 2010, assim como sobre o perfil econômico ascendente do Brasil, que rapidamente está se tornando um ímã não apenas para trabalhadores estrangeiros pobres como também para um número crescente de profissionais da Europa, Estados Unidos e América Latina.
Ao chegar, os haitianos geralmente recebem vacinas, água limpa e duas refeições por dia. Muitos ficam semanas em Brasileia e em outras cidades antes de receber vistos humanitários que lhes permitam trabalhar no Brasil.
Mas nessa onda de recém-chegados outros não têm tanta sorte. Alguns se amontoam em um pequeno quarto de hotel ou dormem nas ruas. “Não posso permitir que a tristeza me domine. A oportunidade virá depois da fase difícil”, disse Simonvil Cenel, 33, um alfaiate que espera um visto.
Cerca de 6.000 haitianos emigraram para o Brasil desde o terremoto, passando primeiro pelo Equador, um país mais pobre que tem políticas de visto mais brandas. O Brasil fez uma exceção para os haitianos, em contraste com cidadãos que chegam de países como Paquistão, Índia e Bangladesh por rotas amazônicas semelhantes, buscando emprego, mas que geralmente são deportados.
“O Haiti está se recuperando de um período de crise extrema e o Brasil tem condições de ajudar essas pessoas”, disse Valdecir Nicácio, uma autoridade de direitos humanos do Estado do Acre, onde se situa Brasileia. “Antes de chegar aqui elas ficam à mercê dos traficantes humanos”, disse ele. “O Brasil é grande o suficiente para absorver os haitianos, que apenas querem empregos.”
As autoridades nas cidades de fronteira advertiram sobre as dificuldades de alimentar e abrigar os haitianos enquanto os pedidos de visto são analisados. As autoridades federais enviaram toneladas de alimentos para os imigrantes, que são mais de mil em cada assentamento de fronteira.
Até recentemente, o Brasil estava mais preocupado com a saída de seus cidadãos, que buscavam oportunidades nos países ricos. Embora o crescimento econômico tenha desacelerado, o desemprego está em um nível historicamente baixo, de 5,2%, e muitas empresas têm dificuldade para encontrar trabalhadores. Os salários também subiram para a camada mais baixa: a renda dos brasileiros pobres cresceu sete vezes mais que a dos ricos de 2003 a 2009.
A cidade de Porto Velho fica na parte alta da bacia amazônica, onde o Brasil está empregando milhares de pessoas para construir duas grandes represas. Ana Terezinha Carvalho, analista de gestão de pessoal da Marquise, uma empresa local, disse que contratou 37 haitianos no ano passado para recolher lixo. Alguns ganham mais de US$ 800 por mês.
O esforço para permitir que haitianos trabalhem no Brasil também denota as ambições do país em exercer maior influência regional, buscando aliviar problemas no país mais pobre do hemisfério. Desde 2004 o Brasil enviou tropas para liderar uma missão de paz da ONU no Haiti. Hoje, há mais haitianos no Brasil do que soldados brasileiros no Haiti -cerca de 2 mil homens, atualmente.
por master | 30/01/12 | Ultimas Notícias
Por SIMON ROMERO
BRASILEIA, Brasil – Meses atrás, Wesley Saint-Fleur pegou um ônibus no Haiti, depois um avião na República Dominicana, que pousou primeiro no Panamá e depois no Equador. Foi aí que sua mulher deu à luz a seu filho. Então eles continuaram de ônibus novamente, atravessando o Equador e o Peru. Em seguida, caminharam a pé pela Bolívia, onde ele disse que a polícia roubou suas poupanças: US$ 320.
“Finalmente chegamos ao Brasil, que segundo me disseram está construindo tudo – estádios, represas, estradas”, disse Saint-Fleur, 27, um trabalhador da construção civil. “Tudo o que eu quero é trabalho. O Brasil graças a Deus tem empregos para nós.”
Milhares de haitianos percorreram as Américas para alcançar as pequenas cidades da Amazônia brasileira durante o último ano, em uma busca desesperada por trabalho, incluindo centenas que chegaram nas últimas semanas entre temores de que o governo brasileiro possa conter o influxo.
Suas jornadas dizem muito sobre as péssimas condições econômicas no Haiti dois anos depois do terremoto de 2010, assim como sobre o perfil econômico ascendente do Brasil, que rapidamente está se tornando um ímã não apenas para trabalhadores estrangeiros pobres como também para um número crescente de profissionais da Europa, Estados Unidos e América Latina.
Ao chegar, os haitianos geralmente recebem vacinas, água limpa e duas refeições por dia. Muitos ficam semanas em Brasileia e em outras cidades antes de receber vistos humanitários que lhes permitam trabalhar no Brasil.
Mas nessa onda de recém-chegados outros não têm tanta sorte. Alguns se amontoam em um pequeno quarto de hotel ou dormem nas ruas. “Não posso permitir que a tristeza me domine. A oportunidade virá depois da fase difícil”, disse Simonvil Cenel, 33, um alfaiate que espera um visto.
Cerca de 6.000 haitianos emigraram para o Brasil desde o terremoto, passando primeiro pelo Equador, um país mais pobre que tem políticas de visto mais brandas. O Brasil fez uma exceção para os haitianos, em contraste com cidadãos que chegam de países como Paquistão, Índia e Bangladesh por rotas amazônicas semelhantes, buscando emprego, mas que geralmente são deportados.
“O Haiti está se recuperando de um período de crise extrema e o Brasil tem condições de ajudar essas pessoas”, disse Valdecir Nicácio, uma autoridade de direitos humanos do Estado do Acre, onde se situa Brasileia. “Antes de chegar aqui elas ficam à mercê dos traficantes humanos”, disse ele. “O Brasil é grande o suficiente para absorver os haitianos, que apenas querem empregos.”
As autoridades nas cidades de fronteira advertiram sobre as dificuldades de alimentar e abrigar os haitianos enquanto os pedidos de visto são analisados. As autoridades federais enviaram toneladas de alimentos para os imigrantes, que são mais de mil em cada assentamento de fronteira.
Até recentemente, o Brasil estava mais preocupado com a saída de seus cidadãos, que buscavam oportunidades nos países ricos. Embora o crescimento econômico tenha desacelerado, o desemprego está em um nível historicamente baixo, de 5,2%, e muitas empresas têm dificuldade para encontrar trabalhadores. Os salários também subiram para a camada mais baixa: a renda dos brasileiros pobres cresceu sete vezes mais que a dos ricos de 2003 a 2009.
A cidade de Porto Velho fica na parte alta da bacia amazônica, onde o Brasil está empregando milhares de pessoas para construir duas grandes represas. Ana Terezinha Carvalho, analista de gestão de pessoal da Marquise, uma empresa local, disse que contratou 37 haitianos no ano passado para recolher lixo. Alguns ganham mais de US$ 800 por mês.
O esforço para permitir que haitianos trabalhem no Brasil também denota as ambições do país em exercer maior influência regional, buscando aliviar problemas no país mais pobre do hemisfério. Desde 2004 o Brasil enviou tropas para liderar uma missão de paz da ONU no Haiti. Hoje, há mais haitianos no Brasil do que soldados brasileiros no Haiti -cerca de 2 mil homens, atualmente.
por master | 30/01/12 | Ultimas Notícias
Cerca de 200 militantes anticapitalistas do Ocupe DC protestaram no sábado à noite diante de um hotel de Washington onde estava reunida a elite da cidade com o presidente americano, Barack Obama, e sua esposa, Michelle, enquanto em Oakland (próximo a San Francisco, na Califórnia), cerca de 200 membros do Ocupe Oakland foram presos. O movimento Occupy, que protesta contra a crise econômica e contra a cobiça das corporações começou em setembro em Nova Iorque, com o Ocupe Wall Street e se estendeu para Washington em dois acampamentos: o Ocupe DC na Praça McPherson e o Ocupe Washington DC na Freedom Plaza, ambas próximas à Casa Branca.
Os manifestantes do Ocupe DC reagiram ante uma ameaça de desmantelamento hoje de seu acampamento na praça McPherson. Em frente ao hotel cinco estrelas onde era realizada a noite de gala anual do exclusivo Alfalfa Club, os manifestantes dançaram e pularam diante de policiais perplexos. Apesar do frio, jovens dançarinas exibiam os seios.
As autoridades, que por muito tempo aceitaram os protestos, apresentaram recentemente sinais de aborrecimento devido à persistência do movimento em Washington, último bastião visível do protesto depois do despejo dos militantes da praça Zuccotti, em Nova Iorque.
Os manifestantes do Ocupe Oakland tentaram inicialmente ocupar o centro de convenções Henry Kaiser e, depois, o centro esportivo YMCA e a prefeitura da cidade, onde queimaram uma bandeira americana. O movimento desalojado de seu acampamento na praça Frank Ogawa em outubro, após confrontos com a Polícia, tinha anunciado para o fim de semana um “festival de revolta”.
por master | 30/01/12 | Ultimas Notícias
Cerca de 200 militantes anticapitalistas do Ocupe DC protestaram no sábado à noite diante de um hotel de Washington onde estava reunida a elite da cidade com o presidente americano, Barack Obama, e sua esposa, Michelle, enquanto em Oakland (próximo a San Francisco, na Califórnia), cerca de 200 membros do Ocupe Oakland foram presos. O movimento Occupy, que protesta contra a crise econômica e contra a cobiça das corporações começou em setembro em Nova Iorque, com o Ocupe Wall Street e se estendeu para Washington em dois acampamentos: o Ocupe DC na Praça McPherson e o Ocupe Washington DC na Freedom Plaza, ambas próximas à Casa Branca.
Os manifestantes do Ocupe DC reagiram ante uma ameaça de desmantelamento hoje de seu acampamento na praça McPherson. Em frente ao hotel cinco estrelas onde era realizada a noite de gala anual do exclusivo Alfalfa Club, os manifestantes dançaram e pularam diante de policiais perplexos. Apesar do frio, jovens dançarinas exibiam os seios.
As autoridades, que por muito tempo aceitaram os protestos, apresentaram recentemente sinais de aborrecimento devido à persistência do movimento em Washington, último bastião visível do protesto depois do despejo dos militantes da praça Zuccotti, em Nova Iorque.
Os manifestantes do Ocupe Oakland tentaram inicialmente ocupar o centro de convenções Henry Kaiser e, depois, o centro esportivo YMCA e a prefeitura da cidade, onde queimaram uma bandeira americana. O movimento desalojado de seu acampamento na praça Frank Ogawa em outubro, após confrontos com a Polícia, tinha anunciado para o fim de semana um “festival de revolta”.