por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
Maioria utiliza quase totalidade da verba mensal de R$ 15 mil destinada a despesas relativas ao cargo
Os 54 deputados estaduais do Paraná – mais os secretários estaduais Durval Amaral (Casa Civil) e Luiz Cláudio Romanelli (Trabalho e Emprego) – gastaram R$ 9.182.257,50, de fevereiro a dezembro de 2011, com a verba de ressarcimento a que têm direito. Podem ser incluídas no recurso de R$ 15 mil mensais destinados a cada um deles despesas diversas como alimentação, hospedagem e estadia, combustíveis, assinatura de periódicos, TV a cabo e similares, divulgação da atividade parlamentar, serviços de informática, material de limpeza, serviços de reparo e conservação e promoção e organização de eventos. Se o deputado não gasta os R$ 15 mil em um mês (embora muitos apresentem a prestação de contas com um total do tipo R$ 14.999,99 ou R$ 14.999,96), o que sobra fica acumulado e pode ser utilizado nos meses seguintes. Levantamento feito pela FOLHA apontou que a maioria dos parlamentares gasta a verba até o limite. Se isso não acontece mês a mês, os deputados dão um jeito de gastar tudo até o fim do ano.
Assim, as maiores somas de gastos entre todos os parlamentares ficou em outubro (R$ 899 mil), novembro (R$ 913 mil) e dezembro (R$ 996 mil). Individualmente, as maiores despesas são do último mês do ano, dos deputados Luiz Accorsi (PSDB), com mais de R$ 46,8 mil; Reni Pereira (PSB), que gastou R$ 40,6 mil; e Pastor Edson Praczyk (PRB), com R$ 34,5 mil. Entre os maiores gastos de Accorsi, por exemplo, referentes ao mês de dezembro, R$ 19 mil foram gastos com serviços gráficos e de encadernação (todos pagos à mesma empresa) e outros R$ 19 mil foram com serviços de correio e postagens.
Já Pereira separou R$ 16,9 mil para pagamento a ”serviços técnicos profissionais”, sem mais detalhes, e outros R$ 14,5 mil com correio. Em relação a Praczyk, os maiores gastos foram com serviços de informática (R$ 8,6 mil) e material de expediente (R$ 8,1 mil). No acumulado do ano, os deputados que lideram os gastos são Nereu Moura (PMDB), com soma de R$ 172,9 mil; Ênio Verri (PT), com R$ 170,7 mil; e Fábio Camargo (PTB), com R$ 169 mil.
Deputados secretários
Mesmo tendo se licenciado da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná para assumir secretarias de Estado, no início do ano passado, Durval Amaral e Luiz Cláudio Romanelli continuam com as estruturas no Legislativo e os demais benefícios de um deputado, o que inclui a verba de ressarcimento. Romanelli gastou quase R$ 165 mil em 2011 e, Durval Amaral, R$ 111 mil.
A verba de ressarcimento de R$ 15 mil é um dos benefícios dos deputados do Paraná, que ainda têm salário mensal de R$ 20 mil e outras duas cotas: uma postal telefônica, de R$ 3,2 mil, e outra de transporte, de R$ 9,3 mil. Os gastos publicados pelo Portal da Transparência da AL são somente referentes aos R$ 15 mil da verba de ressarcimento.
por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
Maioria utiliza quase totalidade da verba mensal de R$ 15 mil destinada a despesas relativas ao cargo
Os 54 deputados estaduais do Paraná – mais os secretários estaduais Durval Amaral (Casa Civil) e Luiz Cláudio Romanelli (Trabalho e Emprego) – gastaram R$ 9.182.257,50, de fevereiro a dezembro de 2011, com a verba de ressarcimento a que têm direito. Podem ser incluídas no recurso de R$ 15 mil mensais destinados a cada um deles despesas diversas como alimentação, hospedagem e estadia, combustíveis, assinatura de periódicos, TV a cabo e similares, divulgação da atividade parlamentar, serviços de informática, material de limpeza, serviços de reparo e conservação e promoção e organização de eventos. Se o deputado não gasta os R$ 15 mil em um mês (embora muitos apresentem a prestação de contas com um total do tipo R$ 14.999,99 ou R$ 14.999,96), o que sobra fica acumulado e pode ser utilizado nos meses seguintes. Levantamento feito pela FOLHA apontou que a maioria dos parlamentares gasta a verba até o limite. Se isso não acontece mês a mês, os deputados dão um jeito de gastar tudo até o fim do ano.
Assim, as maiores somas de gastos entre todos os parlamentares ficou em outubro (R$ 899 mil), novembro (R$ 913 mil) e dezembro (R$ 996 mil). Individualmente, as maiores despesas são do último mês do ano, dos deputados Luiz Accorsi (PSDB), com mais de R$ 46,8 mil; Reni Pereira (PSB), que gastou R$ 40,6 mil; e Pastor Edson Praczyk (PRB), com R$ 34,5 mil. Entre os maiores gastos de Accorsi, por exemplo, referentes ao mês de dezembro, R$ 19 mil foram gastos com serviços gráficos e de encadernação (todos pagos à mesma empresa) e outros R$ 19 mil foram com serviços de correio e postagens.
Já Pereira separou R$ 16,9 mil para pagamento a ”serviços técnicos profissionais”, sem mais detalhes, e outros R$ 14,5 mil com correio. Em relação a Praczyk, os maiores gastos foram com serviços de informática (R$ 8,6 mil) e material de expediente (R$ 8,1 mil). No acumulado do ano, os deputados que lideram os gastos são Nereu Moura (PMDB), com soma de R$ 172,9 mil; Ênio Verri (PT), com R$ 170,7 mil; e Fábio Camargo (PTB), com R$ 169 mil.
Deputados secretários
Mesmo tendo se licenciado da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná para assumir secretarias de Estado, no início do ano passado, Durval Amaral e Luiz Cláudio Romanelli continuam com as estruturas no Legislativo e os demais benefícios de um deputado, o que inclui a verba de ressarcimento. Romanelli gastou quase R$ 165 mil em 2011 e, Durval Amaral, R$ 111 mil.
A verba de ressarcimento de R$ 15 mil é um dos benefícios dos deputados do Paraná, que ainda têm salário mensal de R$ 20 mil e outras duas cotas: uma postal telefônica, de R$ 3,2 mil, e outra de transporte, de R$ 9,3 mil. Os gastos publicados pelo Portal da Transparência da AL são somente referentes aos R$ 15 mil da verba de ressarcimento.
por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
Neste ano, as verbas a que os deputados estaduais têm direito será ainda maior. Um ato da comissão executiva da AL, publicado no Diário Oficial da Casa na última terça-feira, reajusta os valores que vigoravam desde junho de 2009 para a cota de transporte, a cota postal-telefônica e a verba de ressarcimento pelo exercício parlamentar. Os valores sofrerão um acréscimo de 14,44%, o correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 1º de julho de 2009 a 1º de janeiro deste ano.
Dessa forma, a verba de ressarcimento passa dos atuais R$ 15 mil para R$ 17,2 mil por mês; a cota transporte de R$ 9,3 mil para R$ 10,6 mil; e a cota postal-telefônica de R$ 3,2 mil para R$ 3,7 mil. Mensalmente, apenas essas verbas parlamentares representarão R$ 31,5 mil por mês por cada deputado. Anualmente, os novos valores equivalem a um gasto de mais de R$ 21,1 milhões aos cofres públicos, levando-se em conta os 54 deputados mais os dois secretários estaduais que também recebem a verba.
O presidente da AL, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), justifica que houve apenas correção dos valores das verbas seguindo variação anual do INPC e não um ”aumento” real nos valores. ”Acho que podemos dar as condições para que os deputados desempenhem muito bem as suas funções. Eles precisam dessa estrutura para desenvolver o seu trabalho”, defendeu. Ontem surgiram críticas ao reajuste, que iria de encontro às chamadas ”medidas moralizadoras” amplamente divulgadas pela AL em 2011, que tiveram início com a gestão de Rossoni na presidência do Legislativo. Para Rossoni, o reajuste nas verbas não significa mudança nas ações de austeridade da Casa, que segundo ele vão continuar. A meta para este ano é economizar R$ 100 milhões nos custos totais da AL. (L.C.)
por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
Neste ano, as verbas a que os deputados estaduais têm direito será ainda maior. Um ato da comissão executiva da AL, publicado no Diário Oficial da Casa na última terça-feira, reajusta os valores que vigoravam desde junho de 2009 para a cota de transporte, a cota postal-telefônica e a verba de ressarcimento pelo exercício parlamentar. Os valores sofrerão um acréscimo de 14,44%, o correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 1º de julho de 2009 a 1º de janeiro deste ano.
Dessa forma, a verba de ressarcimento passa dos atuais R$ 15 mil para R$ 17,2 mil por mês; a cota transporte de R$ 9,3 mil para R$ 10,6 mil; e a cota postal-telefônica de R$ 3,2 mil para R$ 3,7 mil. Mensalmente, apenas essas verbas parlamentares representarão R$ 31,5 mil por mês por cada deputado. Anualmente, os novos valores equivalem a um gasto de mais de R$ 21,1 milhões aos cofres públicos, levando-se em conta os 54 deputados mais os dois secretários estaduais que também recebem a verba.
O presidente da AL, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), justifica que houve apenas correção dos valores das verbas seguindo variação anual do INPC e não um ”aumento” real nos valores. ”Acho que podemos dar as condições para que os deputados desempenhem muito bem as suas funções. Eles precisam dessa estrutura para desenvolver o seu trabalho”, defendeu. Ontem surgiram críticas ao reajuste, que iria de encontro às chamadas ”medidas moralizadoras” amplamente divulgadas pela AL em 2011, que tiveram início com a gestão de Rossoni na presidência do Legislativo. Para Rossoni, o reajuste nas verbas não significa mudança nas ações de austeridade da Casa, que segundo ele vão continuar. A meta para este ano é economizar R$ 100 milhões nos custos totais da AL. (L.C.)
por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
País vizinho é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação

Setor de louças que exportava cerca de 3 milhões de peças por ano ao país vizinho, começa a buscar novos mercados
Curitiba – A Argentina pretende restringir a entrada de produtos estrangeiros no país. A resolução 3252 da AFIP (Receita Federal argentina) estabelece, na prática, uma barreira burocrática à importação. A partir de 1º de fevereiro, os empresários argentinos deverão apresentar ao órgão tributário uma Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI). Isso coloca por terra o livre comércio estabelecido entre os países que fazem parte do Mercosul, exigindo dos empresários uma autorização do governo para importar qualquer produto e suspende a licença automática que existia antes.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, disse que esta restrição adotada pela Argentina tem força de lei e, por isso, é muito mais preocupante. ”Eles estão indo em desencontro ao Mercosul e ferindo o princípio do livre comércio”, disse. ”É uma agressão, um desrespeito aos parceiros comerciais”, completou.
Segundo ele, esta nova medida cria gravíssimos problemas para as indústrias brasileiras exportadoras. Campagnolo explicou que como as empresas trabalham com encomendas antecipadas, muitas já estão tendo reflexos imediatos mesmo antes do início de fevereiro. Entre os setores que já estão sentindo o impacto no Paraná estão alimentos, louças e linha branca.
O presidente da Fiep destacou ainda que há muitas pequenas e médias empresas que podem ser prejudicadas porque já possuem um percentual certo do faturamento que é obtido através da exportação. ”Lamentamos que este tipo de instabilidade venha neste momento. Deveríamos aproveitar a crise internacional para fazer um intercâmbio muito maior entre os países do Mercosul”, destacou.
O presidente do Sindicato da Indústria da Louça do Paraná (Sindilouça-PR), José Canisso, disse que o setor já está sentindo os efeitos das medidas restritivas da Argentina. Segundo ele, o Estado exportava cerca de 2 milhões a 3 milhões de peças por ano para o país vizinho.
Canisso destacou que a Argentina cortou as importações de louças da China, com isso, os chineses estão comercializando cada vez mais produtos no Brasil, o que traz uma forte concorrência para os produtos nacionais. ”Isso dificulta o crescimento no setor e novos investimentos”, disse. As 36 indústrias de louças do Paraná produzem cerca de 100 milhões de peças por ano e empregam 5 mil funcionários. ”Agora estamos buscando novos mercados para exportação”, contou. Além disso, ele alertou que as peças chinesas são mais baratas, mas têm alta concentração de chumbo e cádmio, o que pode prejudicar a saúde humana.
A Argentina é um dos principais destinos das exportações brasileiras. No ano passado, as vendas para o país vizinho somaram US$ 22,7 bilhões. O Paraná também tem fortes laços comerciais com a Argentina, que é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação, atrás apenas da China.
Com as restrições, os setores paranaenses mais afetados, segundo Campagnolo, devem ser o automobilístico, os eletrodomésticos e as máquinas e implementos agrícolas.
por master | 27/01/12 | Ultimas Notícias
País vizinho é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação

Setor de louças que exportava cerca de 3 milhões de peças por ano ao país vizinho, começa a buscar novos mercados
Curitiba – A Argentina pretende restringir a entrada de produtos estrangeiros no país. A resolução 3252 da AFIP (Receita Federal argentina) estabelece, na prática, uma barreira burocrática à importação. A partir de 1º de fevereiro, os empresários argentinos deverão apresentar ao órgão tributário uma Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI). Isso coloca por terra o livre comércio estabelecido entre os países que fazem parte do Mercosul, exigindo dos empresários uma autorização do governo para importar qualquer produto e suspende a licença automática que existia antes.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, disse que esta restrição adotada pela Argentina tem força de lei e, por isso, é muito mais preocupante. ”Eles estão indo em desencontro ao Mercosul e ferindo o princípio do livre comércio”, disse. ”É uma agressão, um desrespeito aos parceiros comerciais”, completou.
Segundo ele, esta nova medida cria gravíssimos problemas para as indústrias brasileiras exportadoras. Campagnolo explicou que como as empresas trabalham com encomendas antecipadas, muitas já estão tendo reflexos imediatos mesmo antes do início de fevereiro. Entre os setores que já estão sentindo o impacto no Paraná estão alimentos, louças e linha branca.
O presidente da Fiep destacou ainda que há muitas pequenas e médias empresas que podem ser prejudicadas porque já possuem um percentual certo do faturamento que é obtido através da exportação. ”Lamentamos que este tipo de instabilidade venha neste momento. Deveríamos aproveitar a crise internacional para fazer um intercâmbio muito maior entre os países do Mercosul”, destacou.
O presidente do Sindicato da Indústria da Louça do Paraná (Sindilouça-PR), José Canisso, disse que o setor já está sentindo os efeitos das medidas restritivas da Argentina. Segundo ele, o Estado exportava cerca de 2 milhões a 3 milhões de peças por ano para o país vizinho.
Canisso destacou que a Argentina cortou as importações de louças da China, com isso, os chineses estão comercializando cada vez mais produtos no Brasil, o que traz uma forte concorrência para os produtos nacionais. ”Isso dificulta o crescimento no setor e novos investimentos”, disse. As 36 indústrias de louças do Paraná produzem cerca de 100 milhões de peças por ano e empregam 5 mil funcionários. ”Agora estamos buscando novos mercados para exportação”, contou. Além disso, ele alertou que as peças chinesas são mais baratas, mas têm alta concentração de chumbo e cádmio, o que pode prejudicar a saúde humana.
A Argentina é um dos principais destinos das exportações brasileiras. No ano passado, as vendas para o país vizinho somaram US$ 22,7 bilhões. O Paraná também tem fortes laços comerciais com a Argentina, que é o segundo maior cliente comercial do Estado, com um volume de US$ 3,8 bilhões em exportação, atrás apenas da China.
Com as restrições, os setores paranaenses mais afetados, segundo Campagnolo, devem ser o automobilístico, os eletrodomésticos e as máquinas e implementos agrícolas.