NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Piso salarial paulista é reajustado para R$ 690

Piso salarial paulista é reajustado para R$ 690

Aumento de 15% supera a correção obtida pelo salário mínimo nacional neste ano
DE SÃO PAULO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem que o piso salarial de São Paulo subirá para R$ 690 no mês de março.
O reajuste, de 15%, ficou acima do concedido pelo governo federal para o salário mínimo nacional, de 14,13%, embora a economia paulista tenha crescido menos.
O piso salarial paulista deve ser pago a trabalhadores com carteira assinada que não são protegidos por acordos coletivos negociados por sindicatos, como empregadas domésticas, garçons, marceneiros e costureiras.
O piso salarial de São Paulo tem três faixas, que variam de acordo com categorias profissionais. Nas duas faixas superiores, o piso foi reajustado para R$ 700 e R$ 710.
O salário mínimo dos funcionários públicos do Estado foi aumentado para R$ 720. Cerca de 33 mil dos 700 mil servidores recebem o piso.
Até março, as empresas paulistas devem reajustar os salários dos funcionários públicos que recebem o piso para R$ 622, o valor do salário mínimo nacional.
O mínimo é reajustado todos os anos de acordo com a taxa de crescimento da economia dois anos antes e a inflação do último ano.
Em São Paulo, não há regra para correção do piso.
A economia paulista cresceu 6,8% em 2010, quando o país teve uma expansão menor, de 7,5%.
A perda de fôlego da indústria, que foi muito afetada pela concorrência de produtos importados, ajuda a explicar esse desempenho, que prosseguiu em 2011.
A economia nacional, sustentada pelo dinamismo de outros setores, como os serviços e os produtores de matérias-primas, seguiu em expansão superior à de São Paulo.

(MARIANA CARNEIRO)
 

Piso salarial paulista é reajustado para R$ 690

Piso salarial paulista é reajustado para R$ 690

Aumento de 15% supera a correção obtida pelo salário mínimo nacional neste ano
DE SÃO PAULO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem que o piso salarial de São Paulo subirá para R$ 690 no mês de março.
O reajuste, de 15%, ficou acima do concedido pelo governo federal para o salário mínimo nacional, de 14,13%, embora a economia paulista tenha crescido menos.
O piso salarial paulista deve ser pago a trabalhadores com carteira assinada que não são protegidos por acordos coletivos negociados por sindicatos, como empregadas domésticas, garçons, marceneiros e costureiras.
O piso salarial de São Paulo tem três faixas, que variam de acordo com categorias profissionais. Nas duas faixas superiores, o piso foi reajustado para R$ 700 e R$ 710.
O salário mínimo dos funcionários públicos do Estado foi aumentado para R$ 720. Cerca de 33 mil dos 700 mil servidores recebem o piso.
Até março, as empresas paulistas devem reajustar os salários dos funcionários públicos que recebem o piso para R$ 622, o valor do salário mínimo nacional.
O mínimo é reajustado todos os anos de acordo com a taxa de crescimento da economia dois anos antes e a inflação do último ano.
Em São Paulo, não há regra para correção do piso.
A economia paulista cresceu 6,8% em 2010, quando o país teve uma expansão menor, de 7,5%.
A perda de fôlego da indústria, que foi muito afetada pela concorrência de produtos importados, ajuda a explicar esse desempenho, que prosseguiu em 2011.
A economia nacional, sustentada pelo dinamismo de outros setores, como os serviços e os produtores de matérias-primas, seguiu em expansão superior à de São Paulo.

(MARIANA CARNEIRO)
 

Piso salarial paulista é reajustado para R$ 690

Madeira sustentável vira solução contra “apagão”

FLORESTAS

Governo identifica quase 20 milhões de hectares de matas na Amazônia que podem ser destinadas à exploração controlada
Um relatório elaborado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, identificou 64 milhões de hectares na Amazônia que não têm qualquer destinação. Uma parte dessa área, 9,6 milhões de hectares, é formada por florestas públicas federais que poderiam ser concedidas à iniciativa privada para exploração sustentável de madeira. O relatório calcula que essa área se somaria a outras florestas federais e estaduais e reservas extrativistas igualmente com potencial para formar uma massa verde de quase 20 milhões de hectares (pouco mais da metade do território da Alemanha).
De acordo com o SFB, nos próximos anos o Brasil corre o risco de sofrer um “apagão” no mercado de madeira de lei. A demanda futura do material foi calculada em 21 milhões de m³ por ano, mas a produção privada, fora das áreas públicas e que hoje abastece o mercado, está estagnada em 10 milhões de m³ e deve cair pela metade em duas décadas. O levantamento aponta que as áreas públicas disponíveis hoje poderiam chegar a uma produtividade de 12 milhões de m³.
Para os defensores deste modelo, fazer concessões para a exploração nesses locais ajudaria na produção madeireira do país e também na conservação. Segundo eles, quando se atribui às florestas um valor econômico, a preservação é fortalecida via manejo sustentável.
O Brasil tem a maior extensão de floresta tropical contínua do mundo. A produção madeireira do país hoje é de 15 milhões de m³, porém vem decaindo em função das ações de fiscalização. Estima-se que 36% da produção atual seja ilegal. A maior parte é destinada ao consumidor final (38%), construção civil (16%) e indústria (15%). Frear o desmatamento significaria deixar de emitir 1,5 bilhão de toneladas de CO2 até 2020.
Análise
Diretora de fomento e inclusão florestal do Serviço Florestal Brasi­­leiro, Claudia Azevedo Ra­­mos explica que em um hectare há em média 600 árvores. Com o manejo sustentável, apenas três ou quatro árvores são retiradas. “Ao fazer uma concessão, a floresta tem um limite virtual. Se não for utilizada, não tem ninguém tomando conta”, diz. Sobre os possíveis impactos em comunidades tradicionais, Claudia afirma que é feita uma ressalva nos contratos garantindo os direitos de exploração e subsistência dessas populações.
Presidente do Grupo de Traba­­lho Amazônico, Rubens Gomes afirma que sem as concessões seria necessário colocar um policial para proteger cada árvore da Ama­­zônia. “Floresta manejada é floresta cuidada.” A ideia defendida por ele é que, além da política de controle, é preciso haver uma política de uso.
Professor de Engenharia Flo­­res­­tal da Universidade Federal de Vi­­çosa, Carlos Antônio Álvares Soa­­res Ribeiro vê com ressalvas a pro­­posta e argumenta que o Brasil conhece pouco a dinâmica desses ecossistemas e não sabe calcular os impactos. “Às vezes deixamos passar outros valores que as florestas possuem. A biodiversidade e potencial de fármacos ultrapassam o valor da madeira.” Se­­gundo ele, o desafio é en­­con­­trar uma forma de se apropriar da floresta e garantir a preservação. “É temerário que um governo que não investiu na ex­­ploração e conhecimento destes ecossistemas, vá liberá-los para a exploração comercial.”
 
 
 
 
Prós e contras
Veja as vantagens e desvantagens da concessão de florestas públicas à iniciativa privada:
Prós
 
– A concessão de matas sem destinação inibe a ação de grileiros de terra e o desmatamento ilegal. Com a manutenção das florestas, há uma queda significativa nas emissões de carbono.
– O governo federal não consegue fiscalizar toda esta área, mesmo com o auxílio de imagens por satélite e outros tipos de fiscalização eletrônica. Concedidas, elas passariam a ser vigiadas.
– O Brasil tem uma extensão de floresta que ainda não foi incorporada em uma economia sustentável. O modelo de concessões já deu certo em outros países.
Contras
– O bioma de florestas tropicais ainda não foi plenamente estudado, por isso não é possível prever quais as consequências da exploração. Esses biomas têm um equilíbrio muito frágil, que pode ser quebrado facilmente.
– Um dos exemplos é a retirada somente de árvores que têm alto valor comercial. Há outras espécies da fauna e da flora que dependem destas árvores e não se sabe como a floresta continuará “viva” sem todos estes elementos.
– As florestas podem gerar outros produtos com um valor comercial muito maior e com menor impacto do que a exploração madeireira. Um exemplo são as pesquisas com fármacos que levam à descoberta de novos medicamentos.
– Muitas destas áreas sem destinação pelo governo federal podem estar ocupadas por populações tradicionais, que não têm a posse “legal” da terra, mas habitam estas regiões há décadas. Elas dependem da floresta para subsistência e podem ser impactadas de forma negativa com as concessões.
– Ao invés de alimentar a demanda por madeira, poderia haver investimento em pesquisas para encontrar substitutos a este produto. Há duas décadas, por exemplo, os móveis eram feitos de madeira maciça e hoje são feitos de MDF, que usa somente fibras de madeira.
– A fiscalização das concessões ficaria sob responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e dos governos estaduais. Com o modelo atual desses órgãos, não haveria estrutura para a fiscalização que as concessões demandam.
Fonte: Claudia Azevedo Ramos, diretora de fomento e inclusão florestal do Serviço Florestal Brasileiro; Carlos Antonio Álvares Soares Ribeiro, professor de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa; Rubens Gomes, presidente do Grupo de Trabalho Amazônico e Carlos Sanquetta, professor de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Paraná.
 

Piso salarial paulista é reajustado para R$ 690

Madeira sustentável vira solução contra “apagão”

FLORESTAS

Governo identifica quase 20 milhões de hectares de matas na Amazônia que podem ser destinadas à exploração controlada
Um relatório elaborado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, identificou 64 milhões de hectares na Amazônia que não têm qualquer destinação. Uma parte dessa área, 9,6 milhões de hectares, é formada por florestas públicas federais que poderiam ser concedidas à iniciativa privada para exploração sustentável de madeira. O relatório calcula que essa área se somaria a outras florestas federais e estaduais e reservas extrativistas igualmente com potencial para formar uma massa verde de quase 20 milhões de hectares (pouco mais da metade do território da Alemanha).
De acordo com o SFB, nos próximos anos o Brasil corre o risco de sofrer um “apagão” no mercado de madeira de lei. A demanda futura do material foi calculada em 21 milhões de m³ por ano, mas a produção privada, fora das áreas públicas e que hoje abastece o mercado, está estagnada em 10 milhões de m³ e deve cair pela metade em duas décadas. O levantamento aponta que as áreas públicas disponíveis hoje poderiam chegar a uma produtividade de 12 milhões de m³.
Para os defensores deste modelo, fazer concessões para a exploração nesses locais ajudaria na produção madeireira do país e também na conservação. Segundo eles, quando se atribui às florestas um valor econômico, a preservação é fortalecida via manejo sustentável.
O Brasil tem a maior extensão de floresta tropical contínua do mundo. A produção madeireira do país hoje é de 15 milhões de m³, porém vem decaindo em função das ações de fiscalização. Estima-se que 36% da produção atual seja ilegal. A maior parte é destinada ao consumidor final (38%), construção civil (16%) e indústria (15%). Frear o desmatamento significaria deixar de emitir 1,5 bilhão de toneladas de CO2 até 2020.
Análise
Diretora de fomento e inclusão florestal do Serviço Florestal Brasi­­leiro, Claudia Azevedo Ra­­mos explica que em um hectare há em média 600 árvores. Com o manejo sustentável, apenas três ou quatro árvores são retiradas. “Ao fazer uma concessão, a floresta tem um limite virtual. Se não for utilizada, não tem ninguém tomando conta”, diz. Sobre os possíveis impactos em comunidades tradicionais, Claudia afirma que é feita uma ressalva nos contratos garantindo os direitos de exploração e subsistência dessas populações.
Presidente do Grupo de Traba­­lho Amazônico, Rubens Gomes afirma que sem as concessões seria necessário colocar um policial para proteger cada árvore da Ama­­zônia. “Floresta manejada é floresta cuidada.” A ideia defendida por ele é que, além da política de controle, é preciso haver uma política de uso.
Professor de Engenharia Flo­­res­­tal da Universidade Federal de Vi­­çosa, Carlos Antônio Álvares Soa­­res Ribeiro vê com ressalvas a pro­­posta e argumenta que o Brasil conhece pouco a dinâmica desses ecossistemas e não sabe calcular os impactos. “Às vezes deixamos passar outros valores que as florestas possuem. A biodiversidade e potencial de fármacos ultrapassam o valor da madeira.” Se­­gundo ele, o desafio é en­­con­­trar uma forma de se apropriar da floresta e garantir a preservação. “É temerário que um governo que não investiu na ex­­ploração e conhecimento destes ecossistemas, vá liberá-los para a exploração comercial.”
 
 
 
 
Prós e contras
Veja as vantagens e desvantagens da concessão de florestas públicas à iniciativa privada:
Prós
 
– A concessão de matas sem destinação inibe a ação de grileiros de terra e o desmatamento ilegal. Com a manutenção das florestas, há uma queda significativa nas emissões de carbono.
– O governo federal não consegue fiscalizar toda esta área, mesmo com o auxílio de imagens por satélite e outros tipos de fiscalização eletrônica. Concedidas, elas passariam a ser vigiadas.
– O Brasil tem uma extensão de floresta que ainda não foi incorporada em uma economia sustentável. O modelo de concessões já deu certo em outros países.
Contras
– O bioma de florestas tropicais ainda não foi plenamente estudado, por isso não é possível prever quais as consequências da exploração. Esses biomas têm um equilíbrio muito frágil, que pode ser quebrado facilmente.
– Um dos exemplos é a retirada somente de árvores que têm alto valor comercial. Há outras espécies da fauna e da flora que dependem destas árvores e não se sabe como a floresta continuará “viva” sem todos estes elementos.
– As florestas podem gerar outros produtos com um valor comercial muito maior e com menor impacto do que a exploração madeireira. Um exemplo são as pesquisas com fármacos que levam à descoberta de novos medicamentos.
– Muitas destas áreas sem destinação pelo governo federal podem estar ocupadas por populações tradicionais, que não têm a posse “legal” da terra, mas habitam estas regiões há décadas. Elas dependem da floresta para subsistência e podem ser impactadas de forma negativa com as concessões.
– Ao invés de alimentar a demanda por madeira, poderia haver investimento em pesquisas para encontrar substitutos a este produto. Há duas décadas, por exemplo, os móveis eram feitos de madeira maciça e hoje são feitos de MDF, que usa somente fibras de madeira.
– A fiscalização das concessões ficaria sob responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e dos governos estaduais. Com o modelo atual desses órgãos, não haveria estrutura para a fiscalização que as concessões demandam.
Fonte: Claudia Azevedo Ramos, diretora de fomento e inclusão florestal do Serviço Florestal Brasileiro; Carlos Antonio Álvares Soares Ribeiro, professor de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa; Rubens Gomes, presidente do Grupo de Trabalho Amazônico e Carlos Sanquetta, professor de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Paraná.
 

Piso salarial paulista é reajustado para R$ 690

Crise e desemprego ameaçam desacelerar economia global

Países em todo o mundo vão sofrer uma desaceleração econômica esse ano, já que a crise da dívida europeia continua a se desdobrar. A análise faz parte do informe das Nações Unidas apresentado nesta terça-feira (17) e alerta também que os governos devem tratar urgentemente da questão das altas taxas de desemprego, particularmente entre a juventude.
O relatório ‘Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012′ (WESP) mostra um quadro detalhado de sete regiões geográficas e previsões de que as taxas de crescimento para os próximos dois anos continuarão decrescendo na maior parte dessas regiões, com exceção do continente africano, que continuará a desfrutar de crescimento devido aos preços das commodities estáveis e dos investimentos estrangeiros.

O relatório, elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA), aponta crise da dívida europeia que irrompeu na Grécia em maio de 2011 como o maior choque na economia global, cujos efeitos negativos continuarão a reverberar em todo o mundo.

“A falência dos formuladores de políticas públicas, especialmente os europeus e os norte-americanos, em tratar a crise de emprego e prevenir o perigo da dívida pública e a fragilidade do setor financeiro representa o maior risco para a economia global na perspectiva de 2012-2013”, afirma o relatório.

Também estima que o crescimento da União Europeia deve ser de somente 0,7% em 2012, substancialmente menor do que o crescimento registrado no último ano, de 1,6%. Além disso, o desemprego em todo o continente permanecerá perto de 10% na área do euro, tendo mudado muito pouco desde setembro de 2009.

Espera-se que a África continue a crescer, desafiando a tendência mundial. O continente tem previsão de presenciar um aumento no seu crescimento total de 2,7% em 2011 para 5% em 2012 e 5,1% em 2013. Esse crescimento será principalmente liderado pelos preços relativamente elevados das commodities, pelos constantes fluxos de capital externo e pela demanda continuada e o investimento da Ásia.

Entretanto, o crescimento variará muito entre os países do continente devido a conflitos militares, corrupção, falta de infraestrutura e severa seca. O relatório também alerta que o desemprego e a pobreza permanecem como os maiores problemas e fontes de instabilidade, fatores que já levaram à agitação política no Norte da África.

A África do Sul deve ter o maior crescimento econômico em 2012, baseado na demanda crescente vinda da Ásia, medidas de estímulo fiscal continuado e um aumento do consumo, impulsionado pelo aumento da renda.

O quadro econômico no mundo árabe continuará sujeito a alta incerteza devido à transição política e aos protestos civis iniciados pela Primavera Árabe. O crescimento regional é previsto para declinar de 6,6% para 3,7% enquanto os conflitos de violência dificultarem a atividade econômica. A agitação social afetou as transações comerciais e as receitas do turismo.

Entretanto, o relatório afirma que medidas de generosos gastos sociais implementadas em 2011 pelos governos árabes tais como da Arábia Saudita, como uma forma de aliviar os protestos populares, ajudaram a impulsionar o crescimento econômico, que continuará em 2012.

Tanto na Europa quanto na África, o desemprego permanece um problema-chave na região. Apesar de as taxas extremamente baixas quanto à participação feminina, as taxas de desemprego estão entre as mais altas do mundo, especialmente entre a juventude escolarizada. O relatório alerta que deixar o desemprego sem solução representa o maior risco à estabilidade das regiões.

Na Ásia Oriental, o crescimento deve cair para 6,9% tanto em 2012 quanto em 2013. A China também deve sofrer uma redução de 9,3% para 8,7%. Caso haja maior desaceleração econômica na China, outros países da região serão ainda mais afetados.

As regiões do Sul da Ásia, da América Latina e do Caribe permanecem particularmente suscetíveis ao futuro das economias desenvolvidas como a União Europeia e os Estados Unidos, que são mercados de exportação fundamentais assim como fontes de receita turística.
Para a América Latina, uma queda no crescimento econômico da China também afetaria a região, uma vez que os chineses são os maiores compradores de suas commodities e investidores-chave do continente.

“As nuvens sobre a região estão escurecendo. Com os riscos de agravamento da situação europeia e norte-americana, a América Latina e as economias do Caribe seriam duramente atingidos e o crescimento poderia cair abaixo de 1% na região, com o Brasil estagnado e o México entrando em recessão juntamente com os Estados Unidos”.

No mês passado, o DESA deu um alerta de que medidas de austeridade fiscal prematuras dos países desenvolvidos arriscaram colocar o mundo em uma nova recessão, recomendando medidas de estímulos adicionais para estimular a criação de empregos e investimentos.
Acesse o relatório Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012 clicando aqui. O documento está disponível nas seis línguas oficiais da ONU.

Piso salarial paulista é reajustado para R$ 690

Crise e desemprego ameaçam desacelerar economia global

Países em todo o mundo vão sofrer uma desaceleração econômica esse ano, já que a crise da dívida europeia continua a se desdobrar. A análise faz parte do informe das Nações Unidas apresentado nesta terça-feira (17) e alerta também que os governos devem tratar urgentemente da questão das altas taxas de desemprego, particularmente entre a juventude.
O relatório ‘Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012′ (WESP) mostra um quadro detalhado de sete regiões geográficas e previsões de que as taxas de crescimento para os próximos dois anos continuarão decrescendo na maior parte dessas regiões, com exceção do continente africano, que continuará a desfrutar de crescimento devido aos preços das commodities estáveis e dos investimentos estrangeiros.

O relatório, elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA), aponta crise da dívida europeia que irrompeu na Grécia em maio de 2011 como o maior choque na economia global, cujos efeitos negativos continuarão a reverberar em todo o mundo.

“A falência dos formuladores de políticas públicas, especialmente os europeus e os norte-americanos, em tratar a crise de emprego e prevenir o perigo da dívida pública e a fragilidade do setor financeiro representa o maior risco para a economia global na perspectiva de 2012-2013”, afirma o relatório.

Também estima que o crescimento da União Europeia deve ser de somente 0,7% em 2012, substancialmente menor do que o crescimento registrado no último ano, de 1,6%. Além disso, o desemprego em todo o continente permanecerá perto de 10% na área do euro, tendo mudado muito pouco desde setembro de 2009.

Espera-se que a África continue a crescer, desafiando a tendência mundial. O continente tem previsão de presenciar um aumento no seu crescimento total de 2,7% em 2011 para 5% em 2012 e 5,1% em 2013. Esse crescimento será principalmente liderado pelos preços relativamente elevados das commodities, pelos constantes fluxos de capital externo e pela demanda continuada e o investimento da Ásia.

Entretanto, o crescimento variará muito entre os países do continente devido a conflitos militares, corrupção, falta de infraestrutura e severa seca. O relatório também alerta que o desemprego e a pobreza permanecem como os maiores problemas e fontes de instabilidade, fatores que já levaram à agitação política no Norte da África.

A África do Sul deve ter o maior crescimento econômico em 2012, baseado na demanda crescente vinda da Ásia, medidas de estímulo fiscal continuado e um aumento do consumo, impulsionado pelo aumento da renda.

O quadro econômico no mundo árabe continuará sujeito a alta incerteza devido à transição política e aos protestos civis iniciados pela Primavera Árabe. O crescimento regional é previsto para declinar de 6,6% para 3,7% enquanto os conflitos de violência dificultarem a atividade econômica. A agitação social afetou as transações comerciais e as receitas do turismo.

Entretanto, o relatório afirma que medidas de generosos gastos sociais implementadas em 2011 pelos governos árabes tais como da Arábia Saudita, como uma forma de aliviar os protestos populares, ajudaram a impulsionar o crescimento econômico, que continuará em 2012.

Tanto na Europa quanto na África, o desemprego permanece um problema-chave na região. Apesar de as taxas extremamente baixas quanto à participação feminina, as taxas de desemprego estão entre as mais altas do mundo, especialmente entre a juventude escolarizada. O relatório alerta que deixar o desemprego sem solução representa o maior risco à estabilidade das regiões.

Na Ásia Oriental, o crescimento deve cair para 6,9% tanto em 2012 quanto em 2013. A China também deve sofrer uma redução de 9,3% para 8,7%. Caso haja maior desaceleração econômica na China, outros países da região serão ainda mais afetados.

As regiões do Sul da Ásia, da América Latina e do Caribe permanecem particularmente suscetíveis ao futuro das economias desenvolvidas como a União Europeia e os Estados Unidos, que são mercados de exportação fundamentais assim como fontes de receita turística.
Para a América Latina, uma queda no crescimento econômico da China também afetaria a região, uma vez que os chineses são os maiores compradores de suas commodities e investidores-chave do continente.

“As nuvens sobre a região estão escurecendo. Com os riscos de agravamento da situação europeia e norte-americana, a América Latina e as economias do Caribe seriam duramente atingidos e o crescimento poderia cair abaixo de 1% na região, com o Brasil estagnado e o México entrando em recessão juntamente com os Estados Unidos”.

No mês passado, o DESA deu um alerta de que medidas de austeridade fiscal prematuras dos países desenvolvidos arriscaram colocar o mundo em uma nova recessão, recomendando medidas de estímulos adicionais para estimular a criação de empregos e investimentos.
Acesse o relatório Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012 clicando aqui. O documento está disponível nas seis línguas oficiais da ONU.