NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Líder do PSDB se coloca como alternativa para 2014

Líder do PSDB se coloca como alternativa para 2014

Em entrevista, Álvaro Dias defende a realização de prévias partidárias, diz-se disposto a encarar a corrida presidencial e espera a unidade no ninho tucano com o fim da imposição dos nomes de Aécio Neves e José Serra

Em 1989, o atual líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disputou com Ulysses Guimarães a indicação do PMDB, seu ex-partido, para a Presidência da República. Mas, além do prestígio do “doutor Constituinte”, Dias ainda teria de enfrentar os presidenciáveis peemedebistas Íris Rezende e Waldyr Pires. Sem respaldo da maioria, o então governador do Paraná (1986-1989) saiu do páreo. Vinte e três anos depois, o tucano volta a colocar seu nome como possível candidato à presidência. A intenção é fazer o partido sair da polarização entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de São Paulo José Serra.
 
Para Alvaro Dias, a imposição dos nomes de Aécio e Serra atrapalha a “unidade partidária”. Por isso, defende a realização de prévias partidárias para a escolha do novo candidato. Nas últimas eleições presidenciais, os candidatos tucanos foram escolhidos por um pequeno grupo, composto em sua maioria por partidários paulistas. Uma vez chamado, o senador garante que encara nova disputa. “Não podemos fugir a esta responsabilidade. O PSDB tem uma enorme responsabilidade, que é apresentar uma proposta alternativa de poder para o país. Uma proposta consequente, inteligente, responsável, mas que signifique mudança desta realidade”, afirmou o tucano, em entrevista gravada pelo jornalista José Maria Trindade, da Rádio Jovem Pan, na última quinta-feira (12). Para ele, é o partido quem deve estimular o debate.
“O melhor ambiente para a proposta do debate é a realização de eleições primárias. Assim, todos os postulantes, de perfis diversos, poderão colocar seus nomes para que o debate ocorra. Nós vamos revitalizar o partido, conferindo a ele uma maior organização, com filiações em massa. Nós vamos, certamente, construir uma unidade – porque quem participa de um processo democrático não tem autoridade moral e política para ser dissidente”, acrescentou Dias.
Álvaro Dias acredita que o partido deve começar agora, quase três anos antes das eleições de 2014, a discutir os nomes para a corrida presidencial. Na visão dele, é preciso produzir um “ambiente de convocação” que legitime a escolha do presidenciável tucano. Nesse sentido, a convocação de eleições primárias, ou prévias partidárias, deve indicar o perfil ideal da candidatura.
“Acho que o PSDB tem o dever de, logo no início das atividades deste ano, definir o modelo de escolha do candidato à Presidência da República, optando pela democratização do processo. Usando esse expediente das eleições primárias, que envolveriam todos os militantes do partido. Eles não seriam convocados apenas para aplaudir no dia da convenção”, defendeu. O tucano sugere que os pré-candidatos poderiam, no processo de disputa, multiplicar os procedimentos de filiação em massa, em estratégia que levaria à unidade do PSDB.
“Ainda não fui chamado”
Líder do PSDB desde que seu antecessor no posto, Arthur Virgílio (AM), não conseguiu se reeleger em 2010, Alvaro Dias iniciou a carreira política como vereador, em 1968, pelo antigo MDB. Em sua trajetória no Legislativo e Executivo estaduais, até chegar ao Senado, Alvaro integrou partidos de diferentes correntes ideológicas, como PMDB, PST e PDT. A pluralidade não o impede, diz, de ser o representante do PSDB nas eleições presidenciais de 2014.
“É preciso consultar os militantes. Tenho a cautela de não antecipar as decisões pessoais. Não cabe priorizar uma ambição pessoal. É necessário convocação”, ponderou o senador aoCongresso em Foco, acrescentando que o cronograma do partido deve obedecer à definição do processo de escolha, em busca de um perfil ideal, e à valorização da militância. “Se eu fosse chamado [pela maioria do PSDB], atenderia. Mas ainda não fui chamado.”
Na ausência dos demais líderes oposicionistas no Senado – como Aécio Neves, José Agripino (DEM-RN) e o líder demista Demóstenes Torres (GO) –, o paranaense foi a voz isolada entre os senadores a contestar o ministro, respaldado pela ampla maioria governista na comissão – ele é o único senador da oposição a integrar o colegiado. Autor de um dos requerimentos de convocação de Bezerra, o tucano se valeu dos holofotes do plenário para marcar posição em um cenário de oposição mais forte entre os deputados, com as presenças de Rodrigo Maia (RJ), ex-presidente nacional do DEM, e do líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP).

Há 23 anos, senador paranaense disputou a indicação no PMDB. Ulysses Guimarães foi o escolhido na época. Foto: Pedro França/Agência Senado
Líder do PSDB se coloca como alternativa para 2014

Líder do PSDB se coloca como alternativa para 2014

Em entrevista, Álvaro Dias defende a realização de prévias partidárias, diz-se disposto a encarar a corrida presidencial e espera a unidade no ninho tucano com o fim da imposição dos nomes de Aécio Neves e José Serra

Em 1989, o atual líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disputou com Ulysses Guimarães a indicação do PMDB, seu ex-partido, para a Presidência da República. Mas, além do prestígio do “doutor Constituinte”, Dias ainda teria de enfrentar os presidenciáveis peemedebistas Íris Rezende e Waldyr Pires. Sem respaldo da maioria, o então governador do Paraná (1986-1989) saiu do páreo. Vinte e três anos depois, o tucano volta a colocar seu nome como possível candidato à presidência. A intenção é fazer o partido sair da polarização entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de São Paulo José Serra.
 
Para Alvaro Dias, a imposição dos nomes de Aécio e Serra atrapalha a “unidade partidária”. Por isso, defende a realização de prévias partidárias para a escolha do novo candidato. Nas últimas eleições presidenciais, os candidatos tucanos foram escolhidos por um pequeno grupo, composto em sua maioria por partidários paulistas. Uma vez chamado, o senador garante que encara nova disputa. “Não podemos fugir a esta responsabilidade. O PSDB tem uma enorme responsabilidade, que é apresentar uma proposta alternativa de poder para o país. Uma proposta consequente, inteligente, responsável, mas que signifique mudança desta realidade”, afirmou o tucano, em entrevista gravada pelo jornalista José Maria Trindade, da Rádio Jovem Pan, na última quinta-feira (12). Para ele, é o partido quem deve estimular o debate.
“O melhor ambiente para a proposta do debate é a realização de eleições primárias. Assim, todos os postulantes, de perfis diversos, poderão colocar seus nomes para que o debate ocorra. Nós vamos revitalizar o partido, conferindo a ele uma maior organização, com filiações em massa. Nós vamos, certamente, construir uma unidade – porque quem participa de um processo democrático não tem autoridade moral e política para ser dissidente”, acrescentou Dias.
Álvaro Dias acredita que o partido deve começar agora, quase três anos antes das eleições de 2014, a discutir os nomes para a corrida presidencial. Na visão dele, é preciso produzir um “ambiente de convocação” que legitime a escolha do presidenciável tucano. Nesse sentido, a convocação de eleições primárias, ou prévias partidárias, deve indicar o perfil ideal da candidatura.
“Acho que o PSDB tem o dever de, logo no início das atividades deste ano, definir o modelo de escolha do candidato à Presidência da República, optando pela democratização do processo. Usando esse expediente das eleições primárias, que envolveriam todos os militantes do partido. Eles não seriam convocados apenas para aplaudir no dia da convenção”, defendeu. O tucano sugere que os pré-candidatos poderiam, no processo de disputa, multiplicar os procedimentos de filiação em massa, em estratégia que levaria à unidade do PSDB.
“Ainda não fui chamado”
Líder do PSDB desde que seu antecessor no posto, Arthur Virgílio (AM), não conseguiu se reeleger em 2010, Alvaro Dias iniciou a carreira política como vereador, em 1968, pelo antigo MDB. Em sua trajetória no Legislativo e Executivo estaduais, até chegar ao Senado, Alvaro integrou partidos de diferentes correntes ideológicas, como PMDB, PST e PDT. A pluralidade não o impede, diz, de ser o representante do PSDB nas eleições presidenciais de 2014.
“É preciso consultar os militantes. Tenho a cautela de não antecipar as decisões pessoais. Não cabe priorizar uma ambição pessoal. É necessário convocação”, ponderou o senador aoCongresso em Foco, acrescentando que o cronograma do partido deve obedecer à definição do processo de escolha, em busca de um perfil ideal, e à valorização da militância. “Se eu fosse chamado [pela maioria do PSDB], atenderia. Mas ainda não fui chamado.”
Na ausência dos demais líderes oposicionistas no Senado – como Aécio Neves, José Agripino (DEM-RN) e o líder demista Demóstenes Torres (GO) –, o paranaense foi a voz isolada entre os senadores a contestar o ministro, respaldado pela ampla maioria governista na comissão – ele é o único senador da oposição a integrar o colegiado. Autor de um dos requerimentos de convocação de Bezerra, o tucano se valeu dos holofotes do plenário para marcar posição em um cenário de oposição mais forte entre os deputados, com as presenças de Rodrigo Maia (RJ), ex-presidente nacional do DEM, e do líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP).

Há 23 anos, senador paranaense disputou a indicação no PMDB. Ulysses Guimarães foi o escolhido na época. Foto: Pedro França/Agência Senado
Líder do PSDB se coloca como alternativa para 2014

“Imposição da cúpula desestimula militância”

Líder do PSDB diz respeitar estilo de atuação do colega Aécio Neves, recentemente alvo de críticas por ser “moderado e conciliador”. No entanto, reclama da forma tucana de escolher seus candidatos
 
Pronto para o segundo ano como líder de bancada, o senador paranaense diz não concordar com a definição do candidato com tanta antecedência sem o devido debate partidário. A pressa, diz, reduz o papel dos filiados, que sequer seriam ouvidos em relação ao perfil ideal do postulante. “A militância só é convocada para aplaudir no dia da convenção, homologando o nome imposto pela cúpula”, criticou, em entrevista concedida ao Congresso em Foco na tarde desta segunda-feira (16).
 
Nesse sentido, diz o senador paranaense, os presidenciáveis do ninho tucano continuariam restritos aos nomes de Aécio Neves e José Serra apenas “se a política não fosse tão dinâmica”. “Mas a política é dinâmica, e é por isso que dizem que seis meses na política é uma eternidade. Os fatos ocorrem, mudam situações e transformam a realidade. Portanto, não é hora de definir nomes, é hora de definir um modelo na construção da unidade partidária”, acrescentou. Para ele, a imposição do diretório nacional “desestimularia a militância e produziria a divisão”.
Decepção
 
Dizendo respeitar o estilo “moderado, conciliador” de Aécio, o líder do PSDB evita reforçar a corrente multipartidária que se diz decepcionada como a desenvoltura do político mineiro, ex-presidente da Câmara e ex-governador de Minas Gerais. A suposta decepção foi tema de artigo publicado em 9 de janeiro pelo jornalista Josias de Souza em seu blog no portal UOL. No texto, oposicionistas e até integrantes da base governista apontaram, em três “avaliações comuns”, o estilo acomodado do neto de Tancredo Neves.
Em nota assinada por Aécio e veiculada no dia seguinte no “Blog do Josias”, o ex-governador de Minas Gerais disse que não professava a filosofia do “quanto pior, melhor”, a favor do fracasso da situação – daí seu estilo conciliador. “A minha forma de atuação política confronta-se com ideia de que haveria, de minha parte, uma verdadeira obsessão pela Presidência. Jamais a tive”, diz Aécio, coerente com a indefinição do tucanato em relação ao próximo pleito.
Defesa
A despeito da disputa interna e de eventuais divergências com o colega de Senado, Alvaro Dias afirmou à reportagem que Aécio se disse firme contra os “malfeitos” do ministério de Dilma. Durante os esclarecimentos do ministro Fernando Bezerra à Comissão Representativa do Congresso, revelou, o próprio colega de bancada fez questão de intervir, mesmo à distância. Ele condenou o suposto favorecimento de Pernambuco, estado de Bezerra, na destinação de recursos federais contra desastres naturais.
“Aécio me ligou e manifestou indignação diante dessas especulações [de que estaria acomodado como oposicionista]. Ele acha que o dinheiro está sendo mal aplicado, que não há respeito à isonomia entre os entes federativos, e que é preciso combater essa prática. Há desvio de recursos que devem ser combatidos, isso tudo como consequência de um modelo de promiscuidade. E o Aécio concorda com essa ação rigorosa de combate a esse modelo”, garantiu o líder do PSDB, acrescentando que o colega de partido lhe pediu para que sua “indignação” fosse manifestada em plenário, como reposta às especulações sobre o suposto “afrouxamento dele como oposição”.
Dizendo respeitar o estilo de Aécio, o senador paranaense avaliou que o equívoco do PSDB está justamente na antecipação da corrida eleitoral. “O erro é colocar um nome em destaque. Ele fica desde já visado constantemente, fica na vitrine. Todo mundo fica com uma lupa buscando deficiências, e sem necessidade, até porque ainda não definimos o processo de escolha”, concluiu.

Líder do PSDB se coloca como alternativa para 2014

“Imposição da cúpula desestimula militância”

Líder do PSDB diz respeitar estilo de atuação do colega Aécio Neves, recentemente alvo de críticas por ser “moderado e conciliador”. No entanto, reclama da forma tucana de escolher seus candidatos
 
Pronto para o segundo ano como líder de bancada, o senador paranaense diz não concordar com a definição do candidato com tanta antecedência sem o devido debate partidário. A pressa, diz, reduz o papel dos filiados, que sequer seriam ouvidos em relação ao perfil ideal do postulante. “A militância só é convocada para aplaudir no dia da convenção, homologando o nome imposto pela cúpula”, criticou, em entrevista concedida ao Congresso em Foco na tarde desta segunda-feira (16).
 
Nesse sentido, diz o senador paranaense, os presidenciáveis do ninho tucano continuariam restritos aos nomes de Aécio Neves e José Serra apenas “se a política não fosse tão dinâmica”. “Mas a política é dinâmica, e é por isso que dizem que seis meses na política é uma eternidade. Os fatos ocorrem, mudam situações e transformam a realidade. Portanto, não é hora de definir nomes, é hora de definir um modelo na construção da unidade partidária”, acrescentou. Para ele, a imposição do diretório nacional “desestimularia a militância e produziria a divisão”.
Decepção
 
Dizendo respeitar o estilo “moderado, conciliador” de Aécio, o líder do PSDB evita reforçar a corrente multipartidária que se diz decepcionada como a desenvoltura do político mineiro, ex-presidente da Câmara e ex-governador de Minas Gerais. A suposta decepção foi tema de artigo publicado em 9 de janeiro pelo jornalista Josias de Souza em seu blog no portal UOL. No texto, oposicionistas e até integrantes da base governista apontaram, em três “avaliações comuns”, o estilo acomodado do neto de Tancredo Neves.
Em nota assinada por Aécio e veiculada no dia seguinte no “Blog do Josias”, o ex-governador de Minas Gerais disse que não professava a filosofia do “quanto pior, melhor”, a favor do fracasso da situação – daí seu estilo conciliador. “A minha forma de atuação política confronta-se com ideia de que haveria, de minha parte, uma verdadeira obsessão pela Presidência. Jamais a tive”, diz Aécio, coerente com a indefinição do tucanato em relação ao próximo pleito.
Defesa
A despeito da disputa interna e de eventuais divergências com o colega de Senado, Alvaro Dias afirmou à reportagem que Aécio se disse firme contra os “malfeitos” do ministério de Dilma. Durante os esclarecimentos do ministro Fernando Bezerra à Comissão Representativa do Congresso, revelou, o próprio colega de bancada fez questão de intervir, mesmo à distância. Ele condenou o suposto favorecimento de Pernambuco, estado de Bezerra, na destinação de recursos federais contra desastres naturais.
“Aécio me ligou e manifestou indignação diante dessas especulações [de que estaria acomodado como oposicionista]. Ele acha que o dinheiro está sendo mal aplicado, que não há respeito à isonomia entre os entes federativos, e que é preciso combater essa prática. Há desvio de recursos que devem ser combatidos, isso tudo como consequência de um modelo de promiscuidade. E o Aécio concorda com essa ação rigorosa de combate a esse modelo”, garantiu o líder do PSDB, acrescentando que o colega de partido lhe pediu para que sua “indignação” fosse manifestada em plenário, como reposta às especulações sobre o suposto “afrouxamento dele como oposição”.
Dizendo respeitar o estilo de Aécio, o senador paranaense avaliou que o equívoco do PSDB está justamente na antecipação da corrida eleitoral. “O erro é colocar um nome em destaque. Ele fica desde já visado constantemente, fica na vitrine. Todo mundo fica com uma lupa buscando deficiências, e sem necessidade, até porque ainda não definimos o processo de escolha”, concluiu.

Líder do PSDB se coloca como alternativa para 2014

Projeto limita contratação de empréstimo consignado

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2522/11, do deputado Marllos Sampaio (PMDB-PI), que restringe a contratação de empréstimo, financiamento e arrendamento mercantil mediante desconto em folha de pagamento (crédito consignado).
Pelo texto, o trabalhador ou aposentado só poderá contratar novo empréstimo consignado quando quitar o anterior. Além disso, a proposta proíbe o refinanciamento de saldo devedor de empréstimo consignado. O objetivo é diminuir o endividamento da população.
Marllos Sampaio reconhece que a lei que regulamentou os empréstimos consignados (10.820/03) forçou a redução das taxas de juros que vinham sendo cobradas nesse tipo de operação e dinamizou o mercado. “No entanto, a abundante oferta de crédito dessa natureza contribuiu para o elevado nível de endividamento dos brasileiros”, ressalta o autor.

Tramitação 
Íntegra da proposta:
Reportagem – Oscar Telles 
Edição – Natalia Doederlein

A matéria tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Líder do PSDB se coloca como alternativa para 2014

Projeto limita contratação de empréstimo consignado

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2522/11, do deputado Marllos Sampaio (PMDB-PI), que restringe a contratação de empréstimo, financiamento e arrendamento mercantil mediante desconto em folha de pagamento (crédito consignado).
Pelo texto, o trabalhador ou aposentado só poderá contratar novo empréstimo consignado quando quitar o anterior. Além disso, a proposta proíbe o refinanciamento de saldo devedor de empréstimo consignado. O objetivo é diminuir o endividamento da população.
Marllos Sampaio reconhece que a lei que regulamentou os empréstimos consignados (10.820/03) forçou a redução das taxas de juros que vinham sendo cobradas nesse tipo de operação e dinamizou o mercado. “No entanto, a abundante oferta de crédito dessa natureza contribuiu para o elevado nível de endividamento dos brasileiros”, ressalta o autor.

Tramitação 
Íntegra da proposta:
Reportagem – Oscar Telles 
Edição – Natalia Doederlein

A matéria tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.