por master | 12/01/12 | Ultimas Notícias
A nove meses da eleição municipal, já há 14 pré-candidatos que pretendem concorrer à prefeitura de Curitiba. Além dos oito apresentados na série de entrevistas da Gazeta do Povo encerrada ontem, manifestaram a intenção de disputar o Palácio 29 de Março o prefeito Luciano Ducci (PSB), o vereador Paulo Salamuni (PV), a ex-deputada federal Dra. Clair (PV), e os advogados Luiz Felipe Bergmann (PSol), Bruno Meirinho (PSol) e Avanilson Araújo (PSTU).
Postulantes
Confira quem são os atuais pré-candidatos à prefeitura de Curitiba. Há partidos com mais de um pretendente:
PDT – Gustavo Fruet, ex-deputado federal.
PMDB – Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba, ex-ministro, ex-deputado estadual e ex-secretário de Estado.
PPS – Renata Bueno, vereadora.
PSB – Luciano Ducci, prefeito.
PSC – Ratinho Júnior, deputado federal.
PSol – Bruno Meirinho, advogado. Nunca exerceu cargo político.
– Luiz Felipe Bergmann, advogado e servidor público. Nunca exerceu cargo político.
PSTU – Avanilson Araújo, advogado. Nunca exerceu cargo político.
PT – Angelo Vanhoni, deputado federal
– Dr. Rosinha, deputado federal
– Tadeu Veneri, deputado estadual
PTB – Fábio Camargo, deputado estadual.
PV – Dra. Clair, ex-deputada federal.
– Paulo Salamuni, vereador.
Esclarecimento
Nota da Redação
A Gazeta do Povo encerrou ontem a série de entrevistas com oito pré-candidatos à prefeitura de Curitiba. Após o início da publicação, outros pretendentes ao cargo de prefeito tornaram público o lançamento de seus nomes à disputa. A Gazeta optou por não pautar entrevistas com eles no mesmo formato, de perguntas e respostas. No entender do jornal, a publicação seria injusta com os oito, pois todos eles foram ouvidos em dezembro, antes do início da publicação da série, sem ter conhecimento prévio do roteiro de perguntas. Os demais, portanto, teriam a vantagem de poder preparar respostas com antecedência caso fossem ouvidos posteriormente ao início da série.
A Gazeta esclarece ainda que, no mês passado, procurou outros nomes cujas candidaturas são motivo de especulação pública. Quem não admitiu ser pré-candidato não foi entrevistado. Já o prefeito Luciano Ducci, também procurado, não quis falar sobre eleição (leia as justificativas no texto abaixo). As pré-candidaturas dos demais que constam desta página não eram de conhecimento da Redação, pois eles ou seus partidos não as haviam tornado públicas de forma ostensiva até o fim de dezembro.
De qualquer modo, a Gazeta entende que é importante que os leitores tenham conhecimento de todos os pré-candidatos à prefeitura de Curitiba. Esta reportagem de hoje busca cumprir esse papel. O jornal ainda esclarece que, após a oficialização de todas as candidaturas, em junho, dará espaço a todos que queiram expor suas ideias para governar a cidade.
O Partido Verde (PV) deverá definir no dia 24 o nome do seu pré-candidato à prefeitura de Curitiba. A escolha está entre dois nomes: o vereador Paulo Salamuni e a ex-deputada federal Dra. Clair. O deputado Roberto Accioli, que também era cotado para estar na disputa, afirma que ainda não se sente preparado para ser prefeito de Curitiba e por isso não concorrerá. “Os dois [Dra. Clair e Salamuni] colocaram seus nomes para o partido, mas ainda não batemos o martelo. Eles são hoje os nossos ‘pré-pré-candidatos’”, diz a presidente do diretório estadual do partido, a deputada federal Rosane Ferreira.
Embora já esteja definida a intenção de o partido ter uma pré-candidatura, o PV não descarta a possibilidade de fazer aliança, mesmo que isso signifique abrir mão de ser cabeça de chapa na eleição. Segundo Rosane, há possibilidades de aliança com o deputado Ratinho Júnior (PSC), com Gustavo Fruet (PDT) ou com o próprio prefeito Luciano Ducci (PSB).
Embora destaque que a regra do PV nas eleições tem sido lançar candidatura própria, Salamuni admite a possibilidade de alianças. Ele ressalta, porém, que neste caso o partido deveria ficar com, pelo menos, a vice na chapa majoritária. Já a ex-deputada federal Dra. Clair aposta na tese da candidatura própria. “Quero entrar na disputa. Primeiro: porque sou mulher e acredito que é a hora e a vez das mulheres. Segundo: tenho uma história com Curitiba. Participei das lutas e conquistas da cidade e me sinto preparada”, diz.
A ex-deputada destaca o desejo de fazer um planejamento da cidade junto com toda a população, buscando políticas para solucionar problemas como a insegurança e para preparar os jovens, com ensino integral e capacitação profissional. Salamuni também trabalha na linha da gestão participativa. Das mudanças que promoveria na cidade, a principal seria uma reaproximação da administração com a sociedade. “Isso é irrevogável”, afirma.
PSol e PSTU estudam formar coligação
O PSol e o PSTU estudam a formação de uma frente de esquerda para a disputa eleitoral deste ano. De acordo com o secretário de comunicação do diretório estadual do PSol, Luiz Felipe Bergmann, além da eleição em Curitiba, há a possibilidade de os dois partidos estarem juntos em outras grandes cidades paranaenses.
“O PSTU realizará uma conferência estadual em março e vamos tentar construir essa frente de esquerda até lá”, conta Avanilson Araújo, pré-candidato do PSTU à prefeitura de Curitiba. O advogado, que concorreu ao governo do estado na eleição de 2010, se mudou de Maringá para Curitiba no ano passado. “Achamos importante a vinda para Curitiba para estruturar o partido no estado”, explica Avanilson.
Já o PSol trabalha com dois nomes para disputar a prefeitura de Curitiba: Bruno Meirinho e o próprio Bergmann. A definição deve sair em abril. Bergmann concorreu em 2010 ao governo do estado e Meirinho, em 2008, à prefeitura de Curitiba.
De acordo com Meirinho, o partido não estabeleceu nenhuma pré-condição para fechar uma aliança com PSTU. “A nossa intenção é fazer a frente de esquerda. Inclusive, em 2008, Curitiba foi a única capital do Sul e do Sudeste que teve essa frente.”
A principal mudança que Meirinho gostaria de fazer na cidade seria torná-la menos desigual. Já Bergmann destaca o desejo de tornar a cidade acessível a todos os cidadãos “com serviços públicos, transporte, creches e saneamento de qualidade”. Avanilson segue um discursos parecido. Ele quer “governar para a classe trabalhadora”.
Prefeito não quis dar entrevista
O prefeito Luciano Ducci (PSB), pré-candidato à reeleição, preferiu não participar da série de entrevistas feitas pela Gazeta do Povo com os pré-candidatos. De acordo com a assessoria de imprensa de Ducci, ele não se sente a vontade em se colocar atualmente como pré-candidato, uma vez que é prefeito e o período da campanha eleitoral ainda não começou.
por master | 12/01/12 | Ultimas Notícias
O Senado poderá votar a partir de fevereiro uma proposta de emenda à Constituição de autoria do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que proíbe a nomeação de parentes até o terceiro grau, seja por consanguinidade, afinidade ou adoção, em todos os poderes e níveis da administração pública.
O serviço público não tem até hoje uma regra constitucional explícita que impeça a contratação de parentes para cargos em comissão. Se for promulgada, a proposta prevê a punição, por ato de improbidade administrativa, da autoridade responsável pela não observância da regra.
Apesar de reconhecer que a possibilidade de nomeação no serviço público por critério exclusivamente subjetivo possibilita ao administrador recrutar sua equipe e imprimir diretrizes concernentes ao atendimento dos interesses públicos, Demóstenes afirma que tal mecanismo é frequentemente deturpado, causando a promoção do nepotismo.
por master | 12/01/12 | Ultimas Notícias
O Senado poderá votar a partir de fevereiro uma proposta de emenda à Constituição de autoria do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que proíbe a nomeação de parentes até o terceiro grau, seja por consanguinidade, afinidade ou adoção, em todos os poderes e níveis da administração pública.
O serviço público não tem até hoje uma regra constitucional explícita que impeça a contratação de parentes para cargos em comissão. Se for promulgada, a proposta prevê a punição, por ato de improbidade administrativa, da autoridade responsável pela não observância da regra.
Apesar de reconhecer que a possibilidade de nomeação no serviço público por critério exclusivamente subjetivo possibilita ao administrador recrutar sua equipe e imprimir diretrizes concernentes ao atendimento dos interesses públicos, Demóstenes afirma que tal mecanismo é frequentemente deturpado, causando a promoção do nepotismo.
por master | 12/01/12 | Ultimas Notícias
Para o Sebrae, que realizou o levantamento, empreendedor descobriu que sai mais barato formalizar o negócio
Os pequenos empresários paranaenses mostraram que 2011 foi o ano da formalização dos seus empreendimentos. Um levantamento do Sebrae do Paraná constatou um aumento de mais de 130% no número de pessoas que se tornaram um Empreendedor Individual (EI) em comparação à 2010. O salto foi de 42 mil para 97 mil pessoas que garantiram registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e que agora estão em dia com o fisco e contribuindo com a Previdência Social.
No Brasil, existem atualmente 1,89 milhão de EIs, número que deve subir ainda mais em 2012, já que mais sete atividades econômicas estão prestes a conseguir formalização (veja quadro), totalizando 471 profissões. No Estado, a profissão que lidera as formalizações são os comerciantes de roupa (7.950 pessoas), seguido dos cabeleireiros (5.870), pedreiros (4.895), donos de lanchonetes (3.193) e esteticistas (3.193). O EI paga uma taxa mensal de 5% sobre o salário mínimo – R$ 31,10 – como constribuição ao INSS, mais R$ 1 se for do setor da indústria ou comércio, ou mais R$ 5 se for da área de serviços.
De acordo com Cesar Rissete, coordenador estadual de políticas públicas do Sebrae/PR, a justificativa para este crescimento substancial é simples. Segundo ele, os emprendedores estão se conscientizando que é mais barato estar na formalidade do que ser um informal. ”Seguramente, o ponto mais atrativo é que desta forma o empresário consegue ter acesso às linhas de crédito específicas para ele”, comenta Rissete.
Numa outra pesquisa realizada pelo Sebrae, os EIs responderam dizendo que outro benefício importante quando se está formalizado é poder emitir nota fiscal e possuir um CNPJ. ”Se você não tem crédito, vai acabar pagando mais caro porque vai ter que ir até um agiota, por exemplo. Se não pode comprar no atacado, vai pagar mais no varejo. Quando tudo é colocado na ponta do lápis, fica nítido que o custo da informalidade é maior.”
Entretanto, na hora de se regularizar, é preciso que o empresário se planeje. Apesar dos tributos mensais serem baixos nesta categoria implantada pelo governo federal (por volta de R$ 36/mês), é necessário ter um plano de negócios e fluxo de caixas para evitar problemas logo no início dos trabalhos formais.
Para 2012, o crescimento de empreendedores que devem se formalizar deve continuar significativo no Paraná. A expectativa é que atinja 130 mil pessoas. Na avaliação de Rissete, isso deve acontecer devido a dois fatores. ”O primeiro é o incremento das atividades que estão enquadradas no EI e a segundo é o aumento do teto de faturamento a partir deste ano, que sai de R$ 36 mil para R$ 60 mil”, completa o coordenador do Sebrae-PR.