por master | 04/01/12 | Ultimas Notícias
O maniqueísmo domina as análises sobre o Brasil e o desempenho do governo Lula/Dilma. De um lado, alguns avaliam que o governo é responsável por dádivas de Deus. Do outro, não fez nada que preste e merece as chamas do inferno. A leitura do estudo da consultoria britânica, especializada em análises econômicas, de que o Brasil ocupará o posto de sexta maior economia do mundo seguiu o mesmo padrão.
Por Igor Felippe Santos, no blog O Escrevinhador
Nos últimos oito anos, o Brasil teve um crescimento baixo em comparação com os outros países emergentes, mas bem maior do que no sombrio período do FHC. No entanto, o principal fator para o Brasil chegar ao posto foi a crise capitalista de 2008, que derrubou países centrais.
O fortalecimento do mercado interno, com a valorização do salário mínimo, políticas de crédito e políticas sociais também foi importante, mas não central para o país se tornar a sexta economia do mundo. Isso acontece porque o mercado interno brasileiro, embora fortalecido, não está no centro da dinâmica da nossa economia, que é dependente do mercado externo.
Quem sustenta a economia brasileira é a exportação de matéria-prima mineral e agrícola, controlada por empresas transnacionais e do mercado financeiro que não paga impostos na exportação (por causa da Lei Kandir, uma herança maldita do governo FHC mantida até hoje), para China e outros países centrais.
Por isso, a “grande” vantagem comparativa do Brasil na disputa capitalista internacional é o baixo valor de troca da força de trabalho (nossos trabalhadores têm um nível de renda menor que dos países centrais, assim são superexplorados), a exploração de recursos agrícolas e minerais e o desrespeito a direitos sociais básicos.
O Brasil é uma formação social fundada na desigualdade social e violenta concentração de renda, riqueza e capital. Isso é o paraíso para as empresas transnacionais. Quanto maior essa concentração (viável pela falta de um sistema tributário progressivo, que taxe mais que tem mais e movimenta mais dinheiro), maior as possibilidades de investimentos e lucros.
Um dos elementos que garante essas condições é o pagamento de salários baixos. Segundo dados preliminares do Censo divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria dos postos de trabalho criados a partir de 2000 foi ocupada por trabalhadores com remuneração de até dois salários mínimos (igual a R$ 1.244 com o novo salário mínimo). Essa faixa de remuneração representa 63% do total em 2010.
Em relação à exploração dos recursos naturais, o país passa por uma ofensiva do capital estrangeiro, para controlar as nossas terras e a produção agrícola. A desnacionalização das terras e da agricultura chega a níveis inéditos, enquanto o governo não tem instrumentos para mensurar e controlar. De 2002 a 2008, empresas do agronegócio trouxeram uma avalanche de investimentos estrangeiros, que somaram US$ 46,91 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.
Ao mesmo tempo, enquanto exporta matéria-prima mineral, para que os países centrais produzam máquinas, equipamentos e produtos eletrônicos, o Brasil passa por um grave processo de desindustrialização. Uma moção do Congresso Brasileiro de Economia, realizado em setembro, apontou que “o Brasil não pode continuar com o atual processo de aumento da dependência da importação de produtos industrializados. A atual substituição da produção interna por produtos importados ocorre antes que o país tenha alcançado o domínio dos processos tecnológicos estratégicos para assegurar a sustentabilidade de seu desenvolvimento soberano”.
Por fim, os direitos sociais dos brasileiros são desrespeitados, o que abre a perspectiva de investimentos do grande capital em empresas do setor de serviços e, ao mesmo tempo, “libera” o Estado de aplicar os recursos dos impostos nessas áreas para pagar os juros, amortizações e os títulos da dívida pública, que são controladas por bancos brasileiros e estrangeiros e empresas transnacionais. Do orçamento geral da União, apenas em 2010, R$ 635 bilhões (que representa cerca de 45% do montante total do orçamento) para o pagamento de juros, amortizações e o refinanciamento da dívida pública brasileira.
O que o Brasil oferece ao mundo, ou melhor, às empresas capitalistas transnacionais são trabalhadores mal remunerados, condições para concentração de renda e riqueza para novos investimentos, terras (além de sol e água) para a produção de commodities para exportação, minérios sem valor agregado para os países centrais e mercado para investimentos no setor de serviços.
Aplaudir com entusiamo e sem fazer necessárias ponderações ao 6º lugar do Brasil na economia mundial é comemorar a consolidação e expansão de um modelo econômico que se sustenta nas más condições de vida do povo brasileiro, na desigualdade de riqueza/renda e na desnacionalização/desindustrialização da economia, que fazem do Brasil o paraísos das empresas transnacionais.
Só valerá a pena para o povo brasileiro continuar crescendo na lista das maiores economias do mundo se foram realizadas mudanças estruturais – que possam garantir melhores condições de vida a toda a população, com maiores salários e a efetivação dos direitos sociais, e a independência econômica, industrial e tecnológica em relação às empresas estrangeiras – em torno de um projeto popular para o desenvolvimento do Brasil. Que o povo brasileiro se organize e lute para construí-lo em 2012!
por master | 04/01/12 | Ultimas Notícias
O maniqueísmo domina as análises sobre o Brasil e o desempenho do governo Lula/Dilma. De um lado, alguns avaliam que o governo é responsável por dádivas de Deus. Do outro, não fez nada que preste e merece as chamas do inferno. A leitura do estudo da consultoria britânica, especializada em análises econômicas, de que o Brasil ocupará o posto de sexta maior economia do mundo seguiu o mesmo padrão.
Por Igor Felippe Santos, no blog O Escrevinhador
Nos últimos oito anos, o Brasil teve um crescimento baixo em comparação com os outros países emergentes, mas bem maior do que no sombrio período do FHC. No entanto, o principal fator para o Brasil chegar ao posto foi a crise capitalista de 2008, que derrubou países centrais.
O fortalecimento do mercado interno, com a valorização do salário mínimo, políticas de crédito e políticas sociais também foi importante, mas não central para o país se tornar a sexta economia do mundo. Isso acontece porque o mercado interno brasileiro, embora fortalecido, não está no centro da dinâmica da nossa economia, que é dependente do mercado externo.
Quem sustenta a economia brasileira é a exportação de matéria-prima mineral e agrícola, controlada por empresas transnacionais e do mercado financeiro que não paga impostos na exportação (por causa da Lei Kandir, uma herança maldita do governo FHC mantida até hoje), para China e outros países centrais.
Por isso, a “grande” vantagem comparativa do Brasil na disputa capitalista internacional é o baixo valor de troca da força de trabalho (nossos trabalhadores têm um nível de renda menor que dos países centrais, assim são superexplorados), a exploração de recursos agrícolas e minerais e o desrespeito a direitos sociais básicos.
O Brasil é uma formação social fundada na desigualdade social e violenta concentração de renda, riqueza e capital. Isso é o paraíso para as empresas transnacionais. Quanto maior essa concentração (viável pela falta de um sistema tributário progressivo, que taxe mais que tem mais e movimenta mais dinheiro), maior as possibilidades de investimentos e lucros.
Um dos elementos que garante essas condições é o pagamento de salários baixos. Segundo dados preliminares do Censo divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria dos postos de trabalho criados a partir de 2000 foi ocupada por trabalhadores com remuneração de até dois salários mínimos (igual a R$ 1.244 com o novo salário mínimo). Essa faixa de remuneração representa 63% do total em 2010.
Em relação à exploração dos recursos naturais, o país passa por uma ofensiva do capital estrangeiro, para controlar as nossas terras e a produção agrícola. A desnacionalização das terras e da agricultura chega a níveis inéditos, enquanto o governo não tem instrumentos para mensurar e controlar. De 2002 a 2008, empresas do agronegócio trouxeram uma avalanche de investimentos estrangeiros, que somaram US$ 46,91 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.
Ao mesmo tempo, enquanto exporta matéria-prima mineral, para que os países centrais produzam máquinas, equipamentos e produtos eletrônicos, o Brasil passa por um grave processo de desindustrialização. Uma moção do Congresso Brasileiro de Economia, realizado em setembro, apontou que “o Brasil não pode continuar com o atual processo de aumento da dependência da importação de produtos industrializados. A atual substituição da produção interna por produtos importados ocorre antes que o país tenha alcançado o domínio dos processos tecnológicos estratégicos para assegurar a sustentabilidade de seu desenvolvimento soberano”.
Por fim, os direitos sociais dos brasileiros são desrespeitados, o que abre a perspectiva de investimentos do grande capital em empresas do setor de serviços e, ao mesmo tempo, “libera” o Estado de aplicar os recursos dos impostos nessas áreas para pagar os juros, amortizações e os títulos da dívida pública, que são controladas por bancos brasileiros e estrangeiros e empresas transnacionais. Do orçamento geral da União, apenas em 2010, R$ 635 bilhões (que representa cerca de 45% do montante total do orçamento) para o pagamento de juros, amortizações e o refinanciamento da dívida pública brasileira.
O que o Brasil oferece ao mundo, ou melhor, às empresas capitalistas transnacionais são trabalhadores mal remunerados, condições para concentração de renda e riqueza para novos investimentos, terras (além de sol e água) para a produção de commodities para exportação, minérios sem valor agregado para os países centrais e mercado para investimentos no setor de serviços.
Aplaudir com entusiamo e sem fazer necessárias ponderações ao 6º lugar do Brasil na economia mundial é comemorar a consolidação e expansão de um modelo econômico que se sustenta nas más condições de vida do povo brasileiro, na desigualdade de riqueza/renda e na desnacionalização/desindustrialização da economia, que fazem do Brasil o paraísos das empresas transnacionais.
Só valerá a pena para o povo brasileiro continuar crescendo na lista das maiores economias do mundo se foram realizadas mudanças estruturais – que possam garantir melhores condições de vida a toda a população, com maiores salários e a efetivação dos direitos sociais, e a independência econômica, industrial e tecnológica em relação às empresas estrangeiras – em torno de um projeto popular para o desenvolvimento do Brasil. Que o povo brasileiro se organize e lute para construí-lo em 2012!
por master | 04/01/12 | Ultimas Notícias
Em 2011 a Agência do Trabalhador bateu recorde de encaminhamento para empregos formais com 1.205 colocações
Desde o início de 2011, a Agência do Trabalhado da cidade coleciona
números acima da média: mais de 100 empregos formais por mês
A Agência do Trabalhador de Cornélio Procópio se classificou como a primeira agência de médio porte no ranking estadual da empregabilidade. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, em 2011 foram encaminhados para o mercado formal de trabalho 1.205 pessoas. O principal setor responsável por esse aquecimento no mercado de trabalho procopense é o da construção civil. O setor industrial, em 2012, também deve aquecer as contratações.
Fazendo um paralelo entre os resultados de Cornélio Procópio e de Londrina, observa-se que Cornélio preencheu 65% das vagas ofertadas empregando cinco vezes a mais do que Londrina que ocupou apenas 8,5% das vagas, deixando para trás um saldo de mais de 12.800 vagas de emprego. Esse resultado é baseado no número de inscritos e colocados, conforme o relatório da Secretaria Estadual do Trabalho.
De acordo com Luiz Felipe Graciano, gerente da Agência do Trabalhador de Cornélio Procópio, o destaque deve-se a um trabalho conjunto que vem sendo realizado com as empresas locais. ”Visitamos as empresas e verificamos qual é a necessidade a ser suprida para que os empresários tenham mão de obra qualificada. Com a demanda detectada trazemos cursos profissionalizantes para a população que é duplamente beneficiada, por meio da capacitação e com o emprego.” A cidade também ganha. ”A economia fica aquecida e Cornélio Procópio se destaca regionalmente atraindo novos investidores”, diz.
O número de empregos formais, de acordo com Janete Alves Flores, responsável pela Intermediação de Mão de Obra na Agência do Trabalhador, ficou acima da média em Cornélio Procópio durante todos os meses de 2011. Ela explica que a meta mensal a ser cumprida pela agência é de 65 pontos. ”Cada ponto corresponde a um trabalhador empregado formalmente. Mas desde o início de 2011 foram registrados mais de 100 empregos por mês. Esse número é um retorno oficial do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sem contar os trabalhadores informais que são muitos”, explica.”Se em 2011 a construção civil nos surpreendeu dessa forma, acredito que em 2012 o número de contratações deva dobrar”, prospecta.
Todo esse movimento na empregabilidade procopense, conforme ela, se dá pela mudança do sistema operacional que passou a integrar a rede federal, possibilitando que as vagas sejam visualizadas por trabalhadores de todo o país e pelo empenho que a Agência do Trabalhador vem tendo junto aos empresários locais. ”Isso contribui para atrair mão de obra de muitas cidades. Cornélio Procópio conseguiu superar a expectativa de Londrina que é uma agência de grande porte”, diz ela referindo-se às 1.199 pessoas encaminhadas para o mercado de trabalho londrinense, de acordo com o relatório da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária.
A construção civil e o setor industrial, conforme ela, são os setores que mais contratam no município. ”Estamos experimentando um crescimento significativo. Somente uma empresa que abrirá em 2012 oferecerá 150 vagas para auxiliar de produção”, conta.
André Lievori, chefe do escritório regional do trabalho de Cornélio Procópio credita o bom resultado obtido ao desempenho da equipe e ao fato da agência trabalhar em conjunto com a secretaria regional do trabalho.”Esse resultado reflete a integração e dedicação da equipe”, comemora.
por master | 04/01/12 | Ultimas Notícias
Em 2011 a Agência do Trabalhador bateu recorde de encaminhamento para empregos formais com 1.205 colocações
Desde o início de 2011, a Agência do Trabalhado da cidade coleciona
números acima da média: mais de 100 empregos formais por mês
A Agência do Trabalhador de Cornélio Procópio se classificou como a primeira agência de médio porte no ranking estadual da empregabilidade. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, em 2011 foram encaminhados para o mercado formal de trabalho 1.205 pessoas. O principal setor responsável por esse aquecimento no mercado de trabalho procopense é o da construção civil. O setor industrial, em 2012, também deve aquecer as contratações.
Fazendo um paralelo entre os resultados de Cornélio Procópio e de Londrina, observa-se que Cornélio preencheu 65% das vagas ofertadas empregando cinco vezes a mais do que Londrina que ocupou apenas 8,5% das vagas, deixando para trás um saldo de mais de 12.800 vagas de emprego. Esse resultado é baseado no número de inscritos e colocados, conforme o relatório da Secretaria Estadual do Trabalho.
De acordo com Luiz Felipe Graciano, gerente da Agência do Trabalhador de Cornélio Procópio, o destaque deve-se a um trabalho conjunto que vem sendo realizado com as empresas locais. ”Visitamos as empresas e verificamos qual é a necessidade a ser suprida para que os empresários tenham mão de obra qualificada. Com a demanda detectada trazemos cursos profissionalizantes para a população que é duplamente beneficiada, por meio da capacitação e com o emprego.” A cidade também ganha. ”A economia fica aquecida e Cornélio Procópio se destaca regionalmente atraindo novos investidores”, diz.
O número de empregos formais, de acordo com Janete Alves Flores, responsável pela Intermediação de Mão de Obra na Agência do Trabalhador, ficou acima da média em Cornélio Procópio durante todos os meses de 2011. Ela explica que a meta mensal a ser cumprida pela agência é de 65 pontos. ”Cada ponto corresponde a um trabalhador empregado formalmente. Mas desde o início de 2011 foram registrados mais de 100 empregos por mês. Esse número é um retorno oficial do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sem contar os trabalhadores informais que são muitos”, explica.”Se em 2011 a construção civil nos surpreendeu dessa forma, acredito que em 2012 o número de contratações deva dobrar”, prospecta.
Todo esse movimento na empregabilidade procopense, conforme ela, se dá pela mudança do sistema operacional que passou a integrar a rede federal, possibilitando que as vagas sejam visualizadas por trabalhadores de todo o país e pelo empenho que a Agência do Trabalhador vem tendo junto aos empresários locais. ”Isso contribui para atrair mão de obra de muitas cidades. Cornélio Procópio conseguiu superar a expectativa de Londrina que é uma agência de grande porte”, diz ela referindo-se às 1.199 pessoas encaminhadas para o mercado de trabalho londrinense, de acordo com o relatório da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária.
A construção civil e o setor industrial, conforme ela, são os setores que mais contratam no município. ”Estamos experimentando um crescimento significativo. Somente uma empresa que abrirá em 2012 oferecerá 150 vagas para auxiliar de produção”, conta.
André Lievori, chefe do escritório regional do trabalho de Cornélio Procópio credita o bom resultado obtido ao desempenho da equipe e ao fato da agência trabalhar em conjunto com a secretaria regional do trabalho.”Esse resultado reflete a integração e dedicação da equipe”, comemora.
por master | 04/01/12 | Ultimas Notícias
Neuza Matias Catarino, coordenadora da Associação Pró Moradia de Cornélio Procópio contratou 16 pessoas por meio da Agência do Trabalhador, sendo oito operários para o setor da construção civil e oito para o setor administrativo. A expectativa, de acordo com ela, é de contratar mais 200 pessoas ainda este ano para suprir a demanda da empresa que construirá nos próximos dois anos, 240 apartamentos e 1.370 casas. ”Além da facilidade de contratar mão de obra qualificada, pela agência trazemos mais segurança para o canteiro de obras e agilizamos o trabalho nos outros setores. Esses funcionários já chegam com experiência por terem passado pela escola do trabalho”, afirma.
Marcelo de Souza, 20 anos, é um deles. Ele trocou o antigo trabalho, como representante de atendimento numa empresa de telecomunicações, pelo setor da construção civil. O motivo, melhor remuneração. ”É a primeira vez que trabalho num canteiro de obras”, diz. ”Procurei a agência do trabalhador porque é o melhor meio de se conseguir um emprego, vi as vagas que tinham e abracei essa e estou muito feliz”, comemora.
Eder Mateus Vilas Boas de Lima, 28 anos, atuava como autônomo no setor da construção civil há mais de 10 anos. A estabilidade que o emprego formal oferece foi o que o levou a procurar a agência do trabalhador. Há pouco mais de um mês foi contratado como encarregado de obra no canteiro da Associação Pró Moradia. ”Fiz um cadastro e um mês depois recebi a proposta para ser contratado. Sou casado, tenho três filhos para sustentar e viver como autônomo não dá. Prefiro ter a estabilidade da carteira assinada e um salário digno”, diz.(K.A.)
por master | 04/01/12 | Ultimas Notícias
Neuza Matias Catarino, coordenadora da Associação Pró Moradia de Cornélio Procópio contratou 16 pessoas por meio da Agência do Trabalhador, sendo oito operários para o setor da construção civil e oito para o setor administrativo. A expectativa, de acordo com ela, é de contratar mais 200 pessoas ainda este ano para suprir a demanda da empresa que construirá nos próximos dois anos, 240 apartamentos e 1.370 casas. ”Além da facilidade de contratar mão de obra qualificada, pela agência trazemos mais segurança para o canteiro de obras e agilizamos o trabalho nos outros setores. Esses funcionários já chegam com experiência por terem passado pela escola do trabalho”, afirma.
Marcelo de Souza, 20 anos, é um deles. Ele trocou o antigo trabalho, como representante de atendimento numa empresa de telecomunicações, pelo setor da construção civil. O motivo, melhor remuneração. ”É a primeira vez que trabalho num canteiro de obras”, diz. ”Procurei a agência do trabalhador porque é o melhor meio de se conseguir um emprego, vi as vagas que tinham e abracei essa e estou muito feliz”, comemora.
Eder Mateus Vilas Boas de Lima, 28 anos, atuava como autônomo no setor da construção civil há mais de 10 anos. A estabilidade que o emprego formal oferece foi o que o levou a procurar a agência do trabalhador. Há pouco mais de um mês foi contratado como encarregado de obra no canteiro da Associação Pró Moradia. ”Fiz um cadastro e um mês depois recebi a proposta para ser contratado. Sou casado, tenho três filhos para sustentar e viver como autônomo não dá. Prefiro ter a estabilidade da carteira assinada e um salário digno”, diz.(K.A.)