Desde 2007, o Brasil ganha 19 novos milionários por dia, estatística que deve se repetir nos próximos três anos se os níveis de consumo na América Latina se mantiverem nos mesmos patamares. A informação é da revista americana “Forbes”, que esclarece o conceito usado para milionário: aquele que já acumulou R$ 1 milhão em investimentos, propriedades, poupança e outros patrimônios, somados ao dinheiro em espécie.
O crescimento constante e acelerado de muitas companhias, principalmente do varejo, mas também dos setores de saúde, imobiliário, construção e outras indústrias de base, está enriquecendo seus donos e principais executivos, segundo a revista.
Os elevados salários e bônus recebidos pelos executivos e profissionais do setor financeiro são ressaltados pela reportagem, que afirma que as remunerações no Brasil já superam os pagamentos nos Estados Unidos. O artigo também atribui ao crescente número de milionários a valorização dos imóveis no país.
Fontes do setor financeiro ouvidas pela “Forbes” afirmam que o Brasil tem, atualmente, 137 mil milionários e cerca de 30 bilionários, sendo que 70% dessas pessoas residem em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Feira do emprego para pessoa com deficiência neste sábado em Curitiba
A feira acontecerá na praça Generoso Marques, das 9h às 17h
A Secretaria Municipal do Trabalho promoverá neste sábado (3) a 3ª Feira do Emprego e da Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência. A feira acontecerá na praça Generoso Marques, das 9h às 17h. Doze empresas participarão da feira, com a oferta de mil vagas de emprego.
“Além de vagas de empregos em diversas áreas, a feira ofertará também cursos de capacitação profissional e os interessados ainda poderão solicitar carteira de trabalho e aprender a preencher um currículo”, anuncia o secretário municipal do Trabalho e Emprego, Paulo Bracarense.
“A feira será uma oportunidade para os trabalhadores que buscam espaço no mercado e para as empresas que precisam se adequar à Lei de Cotas”, afirma o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Irajá de Brito Vaz.
A legislação (Lei 8213/1991) estabelece que empresas com mais de 200 funcionários devem reservar uma parcela dos cargos – de 2% a 5% dependendo do número de empregados – para pessoas com deficiência.
Em Curitiba, 12% da população, ou aproximadamente 190 mil de pessoas, são afetadas por algum grau de comprometimento físico ou intelectual, segundo dados do IBGE de 2000.
A Feira do Emprego para Pessoas com Deficiência é uma promoção da Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego, com apoio das secretarias municipais dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Educação, da Fundação de Ação Social (FAS) e do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescap/PR).
Em Curitiba, de acordo com o Relatório Anual de Informações Sociais-2007 (RAIS), são 745 empresas com mais de 100 empregados, totalizando 439.408 trabalhadores. Com base nestes números, são 18.337 vagas pessoas com deficiência. Porém, o mesmo relatório informa que apenas 6.170 postos estão preenchidos.
SERVIÇO:
Feira do Emprego e da Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência
Data: sábado, 3 de dezembro
Local: praça Generoso Marques
Horário: das 9h às 17h
Feira do Emprego e da Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência
Data: sábado, 3 de dezembro
Local: praça Generoso Marques
Horário: das 9h às 17h
ATENÇÃO:
Os candidatos a vagas de emprego deverão apresentar Carteira de Identidade, CPF, Carteiro de Trabalho e comprovante de residência.
Feira do emprego para pessoa com deficiência neste sábado em Curitiba
A feira acontecerá na praça Generoso Marques, das 9h às 17h
A Secretaria Municipal do Trabalho promoverá neste sábado (3) a 3ª Feira do Emprego e da Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência. A feira acontecerá na praça Generoso Marques, das 9h às 17h. Doze empresas participarão da feira, com a oferta de mil vagas de emprego.
“Além de vagas de empregos em diversas áreas, a feira ofertará também cursos de capacitação profissional e os interessados ainda poderão solicitar carteira de trabalho e aprender a preencher um currículo”, anuncia o secretário municipal do Trabalho e Emprego, Paulo Bracarense.
“A feira será uma oportunidade para os trabalhadores que buscam espaço no mercado e para as empresas que precisam se adequar à Lei de Cotas”, afirma o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Irajá de Brito Vaz.
A legislação (Lei 8213/1991) estabelece que empresas com mais de 200 funcionários devem reservar uma parcela dos cargos – de 2% a 5% dependendo do número de empregados – para pessoas com deficiência.
Em Curitiba, 12% da população, ou aproximadamente 190 mil de pessoas, são afetadas por algum grau de comprometimento físico ou intelectual, segundo dados do IBGE de 2000.
A Feira do Emprego para Pessoas com Deficiência é uma promoção da Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego, com apoio das secretarias municipais dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Educação, da Fundação de Ação Social (FAS) e do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescap/PR).
Em Curitiba, de acordo com o Relatório Anual de Informações Sociais-2007 (RAIS), são 745 empresas com mais de 100 empregados, totalizando 439.408 trabalhadores. Com base nestes números, são 18.337 vagas pessoas com deficiência. Porém, o mesmo relatório informa que apenas 6.170 postos estão preenchidos.
SERVIÇO:
Feira do Emprego e da Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência
Data: sábado, 3 de dezembro
Local: praça Generoso Marques
Horário: das 9h às 17h
Feira do Emprego e da Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência
Data: sábado, 3 de dezembro
Local: praça Generoso Marques
Horário: das 9h às 17h
ATENÇÃO:
Os candidatos a vagas de emprego deverão apresentar Carteira de Identidade, CPF, Carteiro de Trabalho e comprovante de residência.
Lobby elevou valor de obra para a Copa
Empresários nacionais e internacionais aliaram-se a políticos de Mato Grosso liderados pelo presidente da Assembleia do Estado, José Riva (PSD), e fizeram lobby pela aprovação do projeto de transporte público em Cuiabá (MT) para a Copa do Mundo de 2014, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que aumentou em R$ 700 milhões o gasto original previsto para a mobilidade urbana no município. A alteração no projeto foi autorizada mediante fraude – a alteração em um parecer técnico – no Ministério das Cidades, conforme revelou o Estado na semana passada.
Documentos obtidos pelo Estado mostram que uma empresa interessada no negócio, a T” Trans Sistemas de Transporte S/A, recebeu dinheiro de José Riva, que preside a Assembleia, para fazer um estudo a favor do VLT e convencer o primeiro escalão local. Agora, já aprovada a proposta pelos deputados estaduais e pelo Palácio do Planalto, a mesma empresa quer fazer parte do negócio – participando da licitação – e vender os carros usados no VLT.
O dono da T”Trans, o italiano Massimo Giavina-Bianchi, confirmou ao Estado que, a pedido do presidente da Assembleia, orientou parlamentares e integrantes do governo de Mato Grosso a aceitar o VLT.
“Pode até ter lobby? Pode ter”, disse. Admitiu ainda que recebeu dinheiro para fazer o estudo. “É claro que teve um custo, claro.” E afirmou que está interessado em participar do projeto: “Pretendo sim, claro. Para mim, Cuiabá me interessa? Claro que me interessa. Nós temos aí grandes contratos muito superiores a Cuiabá, é mais um negócio, é claro que interessa. A T”Trans tem todas condições de participar dessa concorrência.”
Massimo Giavina-Bianchi esteve em Cuiabá no dia 5 de abril na companhia do presidente da Assembleia Legislativa para entregar o estudo. No dia 2 de setembro, a convite do mesmo José Riva, o empresário defendeu o projeto pessoalmente aos deputados. No dia 29 de setembro, a Assembleia autorizou o governo a tomar empréstimo federal para levar adiante o VLT.
O presidente do Legislativo de MT foi o mentor intelectual do governador do Estado, Silval Barbosa (PMDB), para convencer o governo federal a trocar a ideia original, o BRT (uma linha rápida de ônibus), orçada em R$ 489 milhões, pelo VLT, ao custo de R$ 1,2 bilhão dos cofres públicos federais.
Lobby elevou valor de obra para a Copa
Empresários nacionais e internacionais aliaram-se a políticos de Mato Grosso liderados pelo presidente da Assembleia do Estado, José Riva (PSD), e fizeram lobby pela aprovação do projeto de transporte público em Cuiabá (MT) para a Copa do Mundo de 2014, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que aumentou em R$ 700 milhões o gasto original previsto para a mobilidade urbana no município. A alteração no projeto foi autorizada mediante fraude – a alteração em um parecer técnico – no Ministério das Cidades, conforme revelou o Estado na semana passada.
Documentos obtidos pelo Estado mostram que uma empresa interessada no negócio, a T” Trans Sistemas de Transporte S/A, recebeu dinheiro de José Riva, que preside a Assembleia, para fazer um estudo a favor do VLT e convencer o primeiro escalão local. Agora, já aprovada a proposta pelos deputados estaduais e pelo Palácio do Planalto, a mesma empresa quer fazer parte do negócio – participando da licitação – e vender os carros usados no VLT.
O dono da T”Trans, o italiano Massimo Giavina-Bianchi, confirmou ao Estado que, a pedido do presidente da Assembleia, orientou parlamentares e integrantes do governo de Mato Grosso a aceitar o VLT.
“Pode até ter lobby? Pode ter”, disse. Admitiu ainda que recebeu dinheiro para fazer o estudo. “É claro que teve um custo, claro.” E afirmou que está interessado em participar do projeto: “Pretendo sim, claro. Para mim, Cuiabá me interessa? Claro que me interessa. Nós temos aí grandes contratos muito superiores a Cuiabá, é mais um negócio, é claro que interessa. A T”Trans tem todas condições de participar dessa concorrência.”
Massimo Giavina-Bianchi esteve em Cuiabá no dia 5 de abril na companhia do presidente da Assembleia Legislativa para entregar o estudo. No dia 2 de setembro, a convite do mesmo José Riva, o empresário defendeu o projeto pessoalmente aos deputados. No dia 29 de setembro, a Assembleia autorizou o governo a tomar empréstimo federal para levar adiante o VLT.
O presidente do Legislativo de MT foi o mentor intelectual do governador do Estado, Silval Barbosa (PMDB), para convencer o governo federal a trocar a ideia original, o BRT (uma linha rápida de ônibus), orçada em R$ 489 milhões, pelo VLT, ao custo de R$ 1,2 bilhão dos cofres públicos federais.
A eterna polêmica da reforma da previdência
“Trata-se a crise na previdência como um problema brasileiro quando se trata, na verdade, de um fenômeno mundial”
Ana Paula Oriola De Raeffray*
Mais da metade do gasto federal social no Brasil é com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), segundo dados do Ipea. Em segundo plano, estão os benefícios dos servidores públicos federais e somente depois despesas com saúde, assistência social e educação. Por essa razão, todos os dias o tema da reforma da previdência social é debatido, em especial quando se vislumbram no horizonte crises financeiras mundiais, como está acontecendo atualmente.
Observa-se, no entanto, que esse tema vem sendo tratado com certo regionalismo, como se a crise nesse importante setor social, político e econômico fosse um fenômeno isolado brasileiro. A crise na previdência tem dimensões mundiais, seja nos países desenvolvidos, nos países industrializados, seja nos países em desenvolvimento ou naqueles que ainda sequer são assim considerados.
Pode-se dizer, sem grande radicalismo, que a previdência nasceu em crise, simplesmente porque nasceu de forma tortuosa, ou seja, ela – na forma próxima que a conhecemos – é filha da própria crise. A previdência social foi mundialmente evoluindo, sempre movida por uma crise.
A primeira grande crise que modelou a previdência social foi a Revolução Industrial, dela se originando o seguro social, abraçado pela seguridade social, fruto da Segunda Guerra Mundial. Este modelo de seguro social – que nada mais é do que a previdência social – estará sempre em transição e pode-se dizer em crise, haja vista que mundialmente cada dia mais pessoas dele dependem para viver, pois somos hoje sete bilhões de pessoas, com direitos sociais que devem ser tutelados. O custo dos direitos fundamentais sociais é sempre muito alto.
Em todo o mundo, países estão em transição, já há algum tempo, nos seus sistemas de previdência social. Na América Latina a previdência social pública vem sendo paulatinamente reduzida, com a substituição por sistemas de capitalização individual, administrados pelo setor privado.
Na China, foi implementado um plano escritural de contribuição definida em que o trabalhador tem uma conta individual que é creditada com suas contribuições mais os juros. Entretanto, a acumulação é escritural, e não real, uma vez que o dinheiro pago aos trabalhadores é imediatamente pago aos aposentados, em vez de ser investido.
Na Suíça, o crescimento do setor de seguros de vida, de empresas de investimentos e de fundos mútuos têm sido estimulado pelos planos previdenciários capitalizados obrigatórios. O Reino Unido possui um sistema previdenciário público uniforme para todos, patrocinado pelos empregadores. Já a previdência obrigatória complementar coletiva ou individual é alternativa, encontrando-se tal modelo em constante reforma. Nos Estados Unidos, cada trabalhador escolhe as entidades gestoras do investimento de suas próprias contas individuais de aposentadorias, sendo certo que nos comprovantes de pagamento dos benefícios já estão indicados quando os recursos financeiros terminarão.
Observa-se que ao redor do mundo a maioria dos países está reavaliando seus sistemas de previdência social. Na medida em que a população envelhece e os antigos sistemas de previdência passam a consumir cada vez maior parte das receitas nacionais, as reformas tornam-se inadiáveis. As reformas parecem sempre caminhar para a implantação de sistemas conjugados de previdência pública, previdência complementar obrigatória e previdência complementar voluntária. No entanto, mesmo aqueles países que já adotaram essa proposição ainda estão ajustando seus rumos, pois o envelhecimento da população mundial é inexorável.
O Brasil, portanto, pode contar com inúmeros paradigmas que podem servir para a implantação de uma reforma previdenciária séria, a qual, no entanto, deverá ser muito mais ampla do que a mera discussão sobre o aumento das fontes de custeio e, portanto, da carga tributária.
*Advogada, sócia do Raeffray Brugioni Advogados e Doutora em Direito das Relações Sociais pela PUC de São Paulo
