por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Meta da Cohapar abrange um terço do déficit habitacional calculado para o estado, de 270 mil residências
A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) finalizou o projeto do novo programa de moradia popular, o Morar Bem Paraná. Até 2014, o governo estadual almeja construir 100 mil casas para famílias que vivem em áreas de favela, assentamentos precários ou irregulares. A meta estipulada para o fim do mandato abrange um terço do déficit habitacional calculado para o estado, atualmente em 270 mil residências. A intenção do governo, porém, é que o modelo adotado e os recursos levantados se consolidem e sigam sendo usados até que o problema seja sanado.
Para colocar as construções em pé, serão necessários recursos na casa dos R$ 4 bilhões. O governo planeja captá-los em várias fontes: emendas parlamentares ao orçamento, recursos do Ministério das Cidades atrelados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e bancos de fomento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No início de novembro, o diretor presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche, esteve em Brasília reunido com deputados do Paraná, negociando para que o setor de habitação seja contemplado nas emendas individuais e de bancada. Recentemente, o governo também firmou um acordo para um empréstimo de R$ 50 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A definição das áreas prioritárias é obtida a partir de um diagnóstico feito pela Defesa Civil e a Secretaria da Família. Na execução dos projetos, o órgão estadual espera realizar parceria com os entes municipais – responsáveis por identificar as famílias em pior situação e criar facilidades para a implantação dos conjuntos habitacionais, como doação de terreno e complementação de infraestrutura.
Preferência
As licitações darão preferência às construtoras locais, mas eventualmente vários loteamentos podem ser licitados em pacote para tornar o empreendimento atraente para as empresas. “Queremos também dar um incentivo à indústria e levá-la ao interior do estado”, comenta Chaowiche. Agregado às casas, as equipes que desenvolvem os projetos avaliarão a necessidade de aparelhar a região com equipamentos de esporte e lazer, saúde e educação – o que demanda receitas adicionais. “O trabalho de pós-ocupação precisa favorecer o desenvolvimento social dessas pessoas, e o maior desafio é trabalhar em conjunto para que isso ocorra”, ressalta.
O financiamento à população segue o conceito do programa federal Minha Casa, Minha Vida, intermediado pela Caixa e com parcelas ajustáveis ao orçamento familiar – iniciando em R$ 50 mensais.
Ainda dentro do Morar Bem Paraná, foi estipulada uma meta de destinar 2,5 mil residências à zona rural – onde o valor unitário é maior pela impossibilidade de se formar blocos habitacionais. Nas regiões metropolitanas, por outro lado, a estratégia é integrar a cidade polo e as adjacentes. Atualmente, a Cohapar gere obras em 240 municípios do estado. O objetivo é atingir as 399 cidades a partir do ano que vem.
Grandes centros têm mais casas precárias
Curitiba é a cidade do Paraná com a maior concentração de favelas e ocupações irregulares, segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Dos 205 mil domicílios identificados nessa situação, 61 mil estão na capital. Londrina, a segunda maior cidade, confirma a tendência de aglomeração nos grandes centros: o município do Norte do Paraná acumula 14,3 mil moradias precárias ou irregulares.
A análise do Ipardes relaciona o crescimento das grandes cidades à periferização da habitação popular, com a ocupação de terrenos, formação de favelas e construções irregulares. Esse fenômeno está atrelado à ineficácia das políticas habitacionais e às dificuldades de inserção no mercado de trabalho, avalia o órgão.
O fenômeno se repete nas cidades da Região Metropolitana de Curitiba em proporção ao grau de intregração dos municípios com a capital. A concentração maior de assentamentos precários ocorre em Araucária, Colombo e Almirante Tamandaré e Piraquara, em áreas próximas a eixos rodoviários com ligação com a capital.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Meta da Cohapar abrange um terço do déficit habitacional calculado para o estado, de 270 mil residências
A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) finalizou o projeto do novo programa de moradia popular, o Morar Bem Paraná. Até 2014, o governo estadual almeja construir 100 mil casas para famílias que vivem em áreas de favela, assentamentos precários ou irregulares. A meta estipulada para o fim do mandato abrange um terço do déficit habitacional calculado para o estado, atualmente em 270 mil residências. A intenção do governo, porém, é que o modelo adotado e os recursos levantados se consolidem e sigam sendo usados até que o problema seja sanado.
Para colocar as construções em pé, serão necessários recursos na casa dos R$ 4 bilhões. O governo planeja captá-los em várias fontes: emendas parlamentares ao orçamento, recursos do Ministério das Cidades atrelados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e bancos de fomento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No início de novembro, o diretor presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche, esteve em Brasília reunido com deputados do Paraná, negociando para que o setor de habitação seja contemplado nas emendas individuais e de bancada. Recentemente, o governo também firmou um acordo para um empréstimo de R$ 50 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A definição das áreas prioritárias é obtida a partir de um diagnóstico feito pela Defesa Civil e a Secretaria da Família. Na execução dos projetos, o órgão estadual espera realizar parceria com os entes municipais – responsáveis por identificar as famílias em pior situação e criar facilidades para a implantação dos conjuntos habitacionais, como doação de terreno e complementação de infraestrutura.
Preferência
As licitações darão preferência às construtoras locais, mas eventualmente vários loteamentos podem ser licitados em pacote para tornar o empreendimento atraente para as empresas. “Queremos também dar um incentivo à indústria e levá-la ao interior do estado”, comenta Chaowiche. Agregado às casas, as equipes que desenvolvem os projetos avaliarão a necessidade de aparelhar a região com equipamentos de esporte e lazer, saúde e educação – o que demanda receitas adicionais. “O trabalho de pós-ocupação precisa favorecer o desenvolvimento social dessas pessoas, e o maior desafio é trabalhar em conjunto para que isso ocorra”, ressalta.
O financiamento à população segue o conceito do programa federal Minha Casa, Minha Vida, intermediado pela Caixa e com parcelas ajustáveis ao orçamento familiar – iniciando em R$ 50 mensais.
Ainda dentro do Morar Bem Paraná, foi estipulada uma meta de destinar 2,5 mil residências à zona rural – onde o valor unitário é maior pela impossibilidade de se formar blocos habitacionais. Nas regiões metropolitanas, por outro lado, a estratégia é integrar a cidade polo e as adjacentes. Atualmente, a Cohapar gere obras em 240 municípios do estado. O objetivo é atingir as 399 cidades a partir do ano que vem.
Grandes centros têm mais casas precárias
Curitiba é a cidade do Paraná com a maior concentração de favelas e ocupações irregulares, segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Dos 205 mil domicílios identificados nessa situação, 61 mil estão na capital. Londrina, a segunda maior cidade, confirma a tendência de aglomeração nos grandes centros: o município do Norte do Paraná acumula 14,3 mil moradias precárias ou irregulares.
A análise do Ipardes relaciona o crescimento das grandes cidades à periferização da habitação popular, com a ocupação de terrenos, formação de favelas e construções irregulares. Esse fenômeno está atrelado à ineficácia das políticas habitacionais e às dificuldades de inserção no mercado de trabalho, avalia o órgão.
O fenômeno se repete nas cidades da Região Metropolitana de Curitiba em proporção ao grau de intregração dos municípios com a capital. A concentração maior de assentamentos precários ocorre em Araucária, Colombo e Almirante Tamandaré e Piraquara, em áreas próximas a eixos rodoviários com ligação com a capital.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
‘A história de Londrina conta que a sociedade sempre teve poder de mobilização’
A Engenharia vem sendo apontada como a profissão do futuro no Brasil. A necessidade de investimentos em obras de infraestrutura, que em tese sustentariam o desenvolvimento econômico; aliada às obras necessárias para a realização da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas (2016); o Programa de Aceleração do Crescimento; e o pré-sal (que pretende extrair o petróleo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar), justificam a necessidade pela formação de mais engenheiros.
Uma das funções da carreira é planejar o desenvolvimento de uma região e, neste quesito, Londrina está carente. A cidade abriga apenas cinco cursos: três deles (Civil, Elétrica e Agronômica) ofertados pela Universidade Estadual de Londrina e dois (Ambiental e de Materiais) pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. A formação de profissionais com esse foco nunca foi prioridade das instituições de ensino, que procuraram direcionar esforços para as áreas de saúde, biológicas e humanas.
Agora, diante da real necessidade por mão de obra com esse foco é que se pode constatar que Londrina não se preparou para o futuro. E a responsabilidade é de toda a sociedade. A UEL ficou dez anos sem sequer pleitear a abertura de uma nova graduação; assistimos ao boom da construção civil sem exigir a abertura de mais vagas e, ao longo dos anos, várias indústrias deixaram de se instalar na cidade justamente por falta de mão de obra. Agora o resultado é visível e resta apenas ”correr atrás do prejuízo”.
A sociedade civil organizada, liderada pela Associação Comercial e Industrial de Londrina, iniciou campanha com vistas a garantir mais três cursos de Engenharia para a UEL: Mecânica, Química e de Produção. O governo do Estado negou, alegando falta de recursos (cerca de R$ 24 milhões distribuídos em cinco anos), argumento, aliás, bastante inconsistente para a negativa.
A história de Londrina conta que a sociedade sempre teve poder de mobilização e de articulação. Foi por meio dessas organizações que aqui foram instalados Iapar, Embrapa e a própria UEL, só para ficar em poucos exemplos. É preciso empenho. No entanto, é importante cobrarmos que o governo do Estado volte um pouco de suas atenções à Londrina, afinal a expressiva votação que o atual governador Beto Richa (PSDB) obteve no município demonstra que os londrinenses esperam o seu apoio.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
‘A história de Londrina conta que a sociedade sempre teve poder de mobilização’
A Engenharia vem sendo apontada como a profissão do futuro no Brasil. A necessidade de investimentos em obras de infraestrutura, que em tese sustentariam o desenvolvimento econômico; aliada às obras necessárias para a realização da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas (2016); o Programa de Aceleração do Crescimento; e o pré-sal (que pretende extrair o petróleo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar), justificam a necessidade pela formação de mais engenheiros.
Uma das funções da carreira é planejar o desenvolvimento de uma região e, neste quesito, Londrina está carente. A cidade abriga apenas cinco cursos: três deles (Civil, Elétrica e Agronômica) ofertados pela Universidade Estadual de Londrina e dois (Ambiental e de Materiais) pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. A formação de profissionais com esse foco nunca foi prioridade das instituições de ensino, que procuraram direcionar esforços para as áreas de saúde, biológicas e humanas.
Agora, diante da real necessidade por mão de obra com esse foco é que se pode constatar que Londrina não se preparou para o futuro. E a responsabilidade é de toda a sociedade. A UEL ficou dez anos sem sequer pleitear a abertura de uma nova graduação; assistimos ao boom da construção civil sem exigir a abertura de mais vagas e, ao longo dos anos, várias indústrias deixaram de se instalar na cidade justamente por falta de mão de obra. Agora o resultado é visível e resta apenas ”correr atrás do prejuízo”.
A sociedade civil organizada, liderada pela Associação Comercial e Industrial de Londrina, iniciou campanha com vistas a garantir mais três cursos de Engenharia para a UEL: Mecânica, Química e de Produção. O governo do Estado negou, alegando falta de recursos (cerca de R$ 24 milhões distribuídos em cinco anos), argumento, aliás, bastante inconsistente para a negativa.
A história de Londrina conta que a sociedade sempre teve poder de mobilização e de articulação. Foi por meio dessas organizações que aqui foram instalados Iapar, Embrapa e a própria UEL, só para ficar em poucos exemplos. É preciso empenho. No entanto, é importante cobrarmos que o governo do Estado volte um pouco de suas atenções à Londrina, afinal a expressiva votação que o atual governador Beto Richa (PSDB) obteve no município demonstra que os londrinenses esperam o seu apoio.
por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Entre 2006 e 2008, ocorreu uma onda de abertura de capital entre as construtoras brasileiras. Mas, em Londrina, as duas maiores do setor, Plaenge e A.Yoshii, prefiriram manter-se fechadas. ”Naquela época fomos muito assediados pelos bancos (para colocar ações na bolsa). Avaliamos a possibilidade, mas chegamos à conclusão de que não valeria a pena”, conta o diretor da Plaenge, Alexandre Fabian.
Segundo ele, o segmento da construção civil vive de ciclos longos, de 3 a 4 anos, conforme as obras vão sendo lançadas e construídas. ”E o mercado de capitais tem um imediatismo muito grande. Cobra resultados em curto prazo”, justifica.
Outro ponto, segundo ele, é que a Plaenge sempre constrói por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e há mais de 20 anos não tem dívida de capital de giro. ”Avaliamos que seria melhor mantermos a empresa bem capitalizada, sem lançar mão do mercado de capitais, que sofre de muita oscilação”, complementa.
A perda de autonomia também foi um receio da construtora quando descartou ir à Bolsa de Valores. ”A gente percebe que, quando uma empresa abre seu capital, ela perde independência. Passa a decidir menos com base no que ela própria acha melhor e mais pela forma que os novos acinionistas entendem ser a melhor”, ressalta.
Já na A.Yoshii, a possibilidade de abertura de capital nem foi cogitada por motivos parecidos. ”Trabalhamos com crédito imobiliário. Os recursos vêm do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e da poupança”, explica o diretor de Incorporação da empresa, Silvio Iwao Muraguchi.
Ele salienta que cada empresa tem sua própria estratégia para alavancar seu crescimento. E que o mercado de capitais pode ser perigoso se uma construtora não estiver bem preparada para atuar dentro dele. ”A empresa pode se sentir pressionada, por exemplo, a lançar um empreendimento sem os devidos cuidados só para dar uma resposta à expectativa do investidor”, acredita.
Questionado se o Brasil corre o risco de sofrer uma bolha imobiliária a exemplo dos Estados Unidos, Muraguchi nega. ”Nosso sistema financeiro é muito mais rigoroso”, ressalta. (N.B.)

por master | 21/11/11 | Ultimas Notícias
Entre 2006 e 2008, ocorreu uma onda de abertura de capital entre as construtoras brasileiras. Mas, em Londrina, as duas maiores do setor, Plaenge e A.Yoshii, prefiriram manter-se fechadas. ”Naquela época fomos muito assediados pelos bancos (para colocar ações na bolsa). Avaliamos a possibilidade, mas chegamos à conclusão de que não valeria a pena”, conta o diretor da Plaenge, Alexandre Fabian.
Segundo ele, o segmento da construção civil vive de ciclos longos, de 3 a 4 anos, conforme as obras vão sendo lançadas e construídas. ”E o mercado de capitais tem um imediatismo muito grande. Cobra resultados em curto prazo”, justifica.
Outro ponto, segundo ele, é que a Plaenge sempre constrói por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e há mais de 20 anos não tem dívida de capital de giro. ”Avaliamos que seria melhor mantermos a empresa bem capitalizada, sem lançar mão do mercado de capitais, que sofre de muita oscilação”, complementa.
A perda de autonomia também foi um receio da construtora quando descartou ir à Bolsa de Valores. ”A gente percebe que, quando uma empresa abre seu capital, ela perde independência. Passa a decidir menos com base no que ela própria acha melhor e mais pela forma que os novos acinionistas entendem ser a melhor”, ressalta.
Já na A.Yoshii, a possibilidade de abertura de capital nem foi cogitada por motivos parecidos. ”Trabalhamos com crédito imobiliário. Os recursos vêm do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e da poupança”, explica o diretor de Incorporação da empresa, Silvio Iwao Muraguchi.
Ele salienta que cada empresa tem sua própria estratégia para alavancar seu crescimento. E que o mercado de capitais pode ser perigoso se uma construtora não estiver bem preparada para atuar dentro dele. ”A empresa pode se sentir pressionada, por exemplo, a lançar um empreendimento sem os devidos cuidados só para dar uma resposta à expectativa do investidor”, acredita.
Questionado se o Brasil corre o risco de sofrer uma bolha imobiliária a exemplo dos Estados Unidos, Muraguchi nega. ”Nosso sistema financeiro é muito mais rigoroso”, ressalta. (N.B.)
