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Vendas de material de construção crescem 2,5% em setembro

Vendas de material de construção crescem 2,5% em setembro

O varejo de material de construção cresceu 2,5% em setembro e 6% no acumulado do ano, segundo levantamento mensal realizado pelo Ibope Inteligência para a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

Em setembro, o desempenho foi 2,5% superior ao mesmo mês do ano passado. Já na comparação com o mês de agosto, o incremento foi de 1,5%.

“Tudo indica que teremos um crescimento superior a 6% sobre o ano passado, o que para nós é extremamente positivo. Estamos vindo de uma série de crescimento histórico e garantir esse desempenho, sobretudo em uma época de piora dos mercados internacionais, é muito importante para a manutenção do nível de empregos no setor, incluindo os empregos indiretos”, afirma Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Durante o mês, diversos fatores podem ter contribuído com o não atingimento das previsões muito otimistas que o setor tinha para este mês.

“A abrupta variação do dólar, a entrada em vigor do aumento do imposto de importação para o porcelanato importado – de 12% para 35% -, e o receio das consequências da atual crise econômica europeia são alguns dos fatores apontados, pois quando se fala em crise, as pessoas tendem a adiar investimentos em reforma, por ser algo que precisa de planejamento”, explica o presidente da Anamaco.

Expectativas

Com relação às expectativas de venda para outubro, os lojistas que participaram da pesquisa mostraram-se otimistas.

“A previsão geral para outubro é muito otimista para 67% dos comerciantes entrevistados pelo Ibope Inteligência”, diz Conz.

“Com o final do ano chegando, a tendência é realmente que as vendas cresçam mês a mês […] As pessoas querem celebrar a chegada do ano novo com a casa em ordem. Além disso, ainda temos redução de IPI em vigor até o fim do ano que vem”, finaliza.

No ano passado, o varejo de material de construção teve um desempenho 10,6% superior a 2009, atingindo faturamento recorde de R$ 49,80 bilhões.

Vendas de material de construção crescem 2,5% em setembro

Marta Suplicy propõe tornar trabalhador sócio do FGTS, com direito a recebimento de lucro

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) pediu apoio nesta terça-feira (4) para proposta de sua autoria que estabelece critério de distribuição do resultado do exercício financeiro para as contas vinculadas dos trabalhadores. Essa proposta (PLS 580/11), conforme a senadora, tornaria os trabalhadores sócios do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), corrigindo, assim, o que considera uma injustiça histórica.

– O trabalhador passaria a ser sócio do fundo e não somente quem retira o dinheiro quando precisa porque tem aposentadoria, quer comprar uma casa ou pelos motivos que o fundo permite. Como sócio, ele seria partícipe dos lucros do fundo. Além disso, estaria sendo corrigida uma injustiça histórica: que o fundo do trabalhador pertence aos trabalhadores, mas eles não participam efetivamente do lucro. Finalmente dá ao trabalhador a real condição de cotista do fundo- defendeu, em Plenário.

Para a senadora, as demais propostas em tramitação no Congresso Nacional para aumentar a rentabilidade do FGTS provocariam o aumento da taxa de juros das parcelas cobradas do trabalhador para aquisição da casa própria, uma vez que, na sua quase totalidade, essa é a principal destinação dos recursos do fundo. Segundo a senadora, somente em 2009 o fundo financiou 409 mil imóveis ao custo de R$ 17,7 bilhões.

As contas vinculadas do FGTS, explicou a parlamentar, são remuneradas pela Taxa Referencial (TR), de 1,6% mensais e 3% anuais, é muito baixa, inferior à caderneta de poupança e aos títulos de renda fixa, e as alternativas oferecidas pelos parlamentares penalizariam os trabalhadores, duplicando as taxas de juros das mensalidades da casa própria. A senadora informou que os juros subiriam dos atuais 5% para 11% ao ano.

A senadora lembrou de alternativas que previam a remuneração das contas vinculadas com ações da Petrobras e da Vale e que considerou “meritórios à primeira vista”, por corrigirem a rentabilidade das contas, permitindo ao trabalhador retirar os recursos do FGTS e investir em ações.

-Todavia, a gente não pode ignorar a lógica de funcionamento do fundo, que é muito importante, sob pena de acabarmos prejudicando o mesmo trabalhador que a gente quer defender, porque devemos lembrar que, na maioria das vezes, o titular da conta no FGTS e o mutuário da casa própria com recursos do fundo são a mesma pessoa – argumentou.

Marta Suplicy observou que o trabalhador só pode somente retirar os recursos do fundo, que é uma “poupança compulsória”, em caso de doença grave, demissão involuntária, aposentadoria ou morte ou para financiamento da casa própria.

Ela afirmou que se sua proposta já estivesse sendo aplicada, com o lucro médio das aplicações do fundo, que atualmente é de R$ 1,5 bilhão a R$ 3 bilhões, os trabalhadores já estariam recebendo, em suas contas vinculadas, a sua parte no lucro referente a suas contribuições.E garantiu que, com ela, será preservado o patrimônio líquido do fundo, atualmente superior a R$ 30 bilhões.

Vendas de material de construção crescem 2,5% em setembro

Maia quer votar proposições que fazem parte da pauta trabalhista na Câmara

Nesta quarta-feira (5), a Câmara Negocial, criada pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), vai se reunir às 12h na presidência da Casa para buscar um consenso em relação à proposições de interesse da classe trabalhadora.

Marco Maia pretende incluir na pauta propostas que possam ser apreciadas ainda em seu mandato no comando da Casa.

Entre os destaques, a PEC 231/95, que trata sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, a regulamentação da terceirização, entre outras matérias da agenda dos trabalhadores no Congresso.

Fazem parte da Câmara Negocial, os deputados Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Roberto Santiago (PV-SP), Vicentinho (PT-SP) e Assis Melo (PCdoB-RS), que representam os trabalhadores no colegiado.

A representação da bancada patronal ainda não tem nomes consolidados.

Vendas de material de construção crescem 2,5% em setembro

ABC: sindicato apresenta projeto que “fortalece a representação sindical”

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, Sérgio Nobre, em evento realizado na sede da entidade na última sexta-feira (30), passou às mãos do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), o anteprojeto de lei de Acordo Coletivo Especial (ACE), elaborado ao longo de três anos pelo sindicato.

Resultado de estudos, debates e da experiência de 30 anos de organização sindical dos metalúrgicos do ABC nas fábricas, segundo o presidente do Sindicato, Sérgio Nobre, o Acordo Coletivo Especial (ACE) pretende fortalecer a representação sindical no local de trabalho, valorizar e dar segurança à negociação coletiva e modernizar as relações de trabalho.

De acordo com o anteprojeto, cuja integra reproduzimos a seguir, devem ser observados quatro princípios:

1) A definição do Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico como instrumento normativo de caráter facultativo e voluntário, para permitir que o sindicato profissional e as empresas estipulem condições específicas de trabalho aplicáveis ao âmbito da empresa, considerando suas peculiaridades, a vontade expressa de seus empregados e a possibilidade de adequação da legislação trabalhista, observado o artigo 7º da Constituição Federal.

2) A valorização da boa-fé como princípio fundamental da negociação coletiva estabelecidas nas Convenções 98 e 154 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificadas pelo Brasil;

3) A prévia habilitação conferida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que com base em critérios objetivos credencia o exercício regular de práticas sindicais qualitativamente diferenciadas, como condição indispensável para que os sindicatos profissionais celebrem Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico;

4) O reconhecimento e a garantia do exercício, por parte da empresa, do direito de representação sindical no local de trabalho, sob a forma do Comitê Sindical de Empresa, cuja organização e funcionamento devem ser disciplinados pelo estatuto do sindicato profissional.

Leia íntegra do anteprojeto de lei de Acordo Coletivo Especial (ACE)

Vendas de material de construção crescem 2,5% em setembro

Portal garante Mais Emprego para o trabalhador brasileiro

Ao dar entrada no seguro-desemprego, trabalhador estará automaticamente inscrito no processo de intermediação de emprego, podendo ser convocado a participar de processos de seleção e encaminhamento de vagas. É o que oferece o Portal Mais Emprego que já está em funcionamento em todo o país. Nesta semana, foi finalizada a implantação do sistema no estado de São Paulo.

Desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Portal Mais Emprego integra, num único banco de dados, informações do Sistema Nacional de Emprego (Sine), das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), Caixa Econômica Federal (CEF) e entidades de qualificação profissional.

Além de poder se inscrever, por exemplo, para uma vaga de emprego disponível nos postos do Sine, o trabalhador poderá, por meio do Portal, fazer consultas, obter informações sobre seu benefício, elaborar e imprimir o currículo, obter informações sobre abono salarial e acompanhar seu processo de intermediação de mão de obra.

Já o empregador poderá enviar requerimento de seguro-desemprego, disponibilizar vagas, consultar currículos e acompanhar os processos de seleção das vagas disponibilizadas.

Desde que foi implantado, em setembro do ano passado, o Portal atendeu aproximadamente 1,164 milhão de beneficiários. Já ocorreu o encaminhamento de 17.781 habilitados do seguro-desemprego e a colocação de 1.395 trabalhadores.

“O trabalhador poderá ser convocado a participar de processos de seleção e ser encaminhado às vagas que foram ofertadas pelos empregadores ao Sine. Com a implantação do Portal, o trabalhador estará automaticamente inscrito na intermediação de emprego, independente de onde der entrada”, explica Rodolfo Torelly, diretor do Departamento de Emprego e Salário do MTE.

Sem recusas

Torelly esclarece que ao requerer seu seguro-desemprego e caso exista vaga compatível com o perfil profissional, o trabalhador será convidado a comparecer no Sine para participar de entrevista e possível encaminhamento a processo de seleção.

“O que não pode é recusar uma oportunidade condizente com o último emprego e salário. Por exemplo, se ao requerer o seguro-desemprego, o trabalhador se recusar, por três vezes, a comparecer a uma vaga condizente com seu perfil, o beneficio será cancelado. A lei do seguro-desemprego é clara: sua finalidade é para assistência e colocação no mercado de trabalho”, explica.

“É muito melhor voltar ao trabalho do que ficar no seguro-desemprego. Quem troca o trabalho formal para receber o beneficio é o maior prejudicado. O programa do seguro-desemprego faz parte das políticas ativas, pois visa o retorno do trabalhador no mercado de trabalho via Sine e qualificação profissional. Queremos fortalecer as políticas ativas. Nunca geramos tanto emprego no país”, enfatiza Torelly.

Vendas de material de construção crescem 2,5% em setembro

Bancários param 42% das agências no país

A greve dos bancários terminou seu oitavo dia sem avanços entre as partes. De acordo com a Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), 8.328 agências ficaram fechadas no país ontem – 42% do total. Há, no Brasil, cerca de 20 mil agências bancárias. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5%, mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e mais contratações, entre outros pontos.

Apenas em Curitiba, o número de pontos fechados passou de 265, na segunda-feira, para 286 ontem, já representando 61% de toda a rede bancária municipal. No Paraná, o número de agências fechadas subiu de 616 para 659, e compreende 47% da rede do estado. O total de funcionários parados em todo o estado saltou de 14,8 mil para 15,1 mil, na tarde de ontem.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, o crescimento da paralisação na capital se deve à adesão de funcionários das agências localizadas em bairros afastados do Centro da cidade, assim como as da região metropolitana. Com o impasse na negociação, o sindicato espera que mais agências devam aderir à greve.

De acordo com o secretário-geral do sindicato, Antônio Luiz Firmino, a organização participou de reuniões do comando geral de greve em São Paulo até a tarde de ontem. No entanto, sem evoluções nas conversas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os dirigentes já voltaram às suas cidades, onde aguardam novidades.

O sindicato programou, para as 9h45 de hoje, uma manifestação nas agências bancárias do Centro de Curitiba com a participação de repentistas. O protesto começará na esquina das ruas Monsenhor Celso com XV de Novembro. À tarde, haverá uma assembleia, mas, sem novidades no movimento nacional, a reunião servirá apenas para fazer um balanço da paralisação e definir possíveis novas atividades. “Por enquanto, não tivemos nenhum fato que pudesse justificar o fim da greve e, sem a negociação com a Fenaban, a situação fica imprevisível”, diz Firmino.

Adesão

Agências fechadas no Paraná:

• Apucarana e região: 40 agências

• Arapoti e região: 37 agências

• Campo Mourão e região: 26 agências

• Cornélio Procópio e região: 38 agências

• Curitiba e região: 286 agências

• Guarapuava e região: 36 agências

• Londrina e região: 77 agências

• Paranavaí e região: 25 agências

• Toledo e região: 28 agências

• Umuarama e região: 66 agências

• Total do estado: 659 agências

Fonte: Sindicato dos Bancários de Curitiba e região

Tira-dúvidas

Confira as dúvidas enviadas pelos leitores da Gazeta do Povo sobre a paralisação dos bancários:

“Trabalho em uma empresa privada e recebo meu salário por ordem de pagamento no Banco do Brasil. Como posso fazer para receber o pagamento nos dias de greve?” (Isabel)

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região informa que casos como este estavam sendo direcionados para quatro agências do Centro de Curitiba que ainda estavam em funcionamento. Porém, com a ampliação do número de pontos fechados na capital, isso não é mais possível. De acordo com o sindicato, uma sugestão seria procurar por agências na região metropolitana que podem ainda estar abertas.