por master | 26/07/10 | Ultimas Notícias
No primeiro semestre deste ano, a média da taxa de desocupação foi estimada em 7,3%. Foi registrado um decréscimo de 1,3 ponto percentual em relação ao primeiro semestre do ano passado – 2009 (8,6%), segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
A taxa de desemprego no país foi de 7% no mês passado a menor para meses de junho desde o início da série histórica da pesquisa, em 2002 segundo divulgou, nesta quinta-feira (22), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as seis principais regiões metropolitanas do país.
Em junho de 2009, a taxa havia sido de 8,1% e, em maio deste ano, de 7,5%.
O número de ocupados em junho somou 21,878 milhões, com estabilidade ante o mês anterior e alta de 3,5% em relação a junho do ano passado.
Já os desocupados pessoas sem trabalho e procurando emprego chegaram a 1,647 milhão, com queda de 6,6% ante maio e redução de 11,8% na comparação com junho do ano passado.
No primeiro semestre deste ano, a média da taxa de desocupação foi estimada em 7,3%. Foi registrado um decréscimo de 1,3 ponto percentual em relação ao primeiro semestre do ano passado (8,6%).
O número de trabalhadores com carteira assinada (10,2 milhões) ficou estável em relação a maio e cresceu 7,1% no ano.
A massa de rendimento médio real (descontada a inflação) dos trabalhadores foi de R$ 31,4 bilhões em junho, com aumento de 0,5% em relação a maio e alta de 6,7% ante junho de 2009.
Já a massa de rendimento médio real efetiva, que sempre se refere ao mês anterior ao de referência da taxa de desemprego, somou R$ 31 bilhões em junho, com estabilidade ante abril e alta de 6,3% em relação a maio de 2009.
por master | 26/07/10 | Ultimas Notícias
As oscilações pontuais registradas por institutos mostraram apenas o efeito momentâneo de um ou outro episódio
Considerado o cenário com os candidatos nanicos, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) mantêm-se empatados na média das pesquisas eleitorais. Isso vem acontecendo desde maio.
A pequena diferença em favor da petista tem se mostrado consistente, mas não supera a margem de erro das pesquisas, o que caracteriza empate técnico. Hoje a distância, na média, é inferior a 2 pontos porcentuais.
Num quadro em que os institutos apontam resultados tão diferentes entre si, como foi o caso das mais recentes pesquisas Vox Populi e Datafolha, é sempre útil colocar os dados em perspectiva e procurar um meio termo.
As linhas de cada candidato apresentadas no gráfico são uma representação da média móvel das três últimas pesquisas divulgadas. A cada nova rodada, entram os números da pesquisa mais recente e saem os da mais antiga. Como se pode observar, as linhas de Serra e Dilma correm paralelas há pelo menos dois meses. Estão separadas por uma distância que variou de 1,7 ponto em favor de Serra até 3,7 pontos em favor de Dilma.
Como em nenhum momento essa diferença superou 4 pontos porcentuais, eles sempre estiveram tecnicamente empatados (a margem de erro é de 2 pontos para cada candidato, logo, deve ser somada).
As oscilações pontuais registradas pelos institutos ao longo dos últimos dois meses mostraram apenas o efeito momentâneo e limitado de um ou outro episódio de campanha, como a propaganda de Serra na TV ou um discurso de Lula em favor de Dilma. Não apontaram uma mudança de tendência.
A história da corrida presidencial até agora pode ser resumida assim: uma candidata empurrada por um presidente popular empatou com um candidato muito conhecido e de oposição.
por master | 23/07/10 | Ultimas Notícias
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, pediu a oito dos nove candidatos à Presidência da República que regularizem os seus documentos em, no máximo, 72 horas. O prazo termina no sábado. Em 5 de agosto, o TSE vai julgar em plenário o registro das candidaturas.
A única candidata que entregou a documentação em ordem foi a senadora Marina Silva, candidata do PV. José Serra, do PSDB, não enviou certidão da Justiça estadual de 1ª instância exigida pela legislação.
No caso de Dilma Rousseff, candidata do PT, o TSE apontou outro problema formal: a falta de legitimidade de um dos advogados inscritos para defender a sua coligação, pois não havia indicação de seu nome em ata de convenção do partido ou da coligação.
O TSE não exigiu novas propostas dos candidatos à Presidência. Dilma entregou propostas que, na verdade, eram do PT. Os advogados da candidata informaram ao tribunal que iriam enviar um novo texto.
Os representantes da campanha de Serra entregaram uma compilação de frases de dois discursos do candidato como programa de governo.
Os candidatos José Maria (PSTU), Rui Pimenta (PCO), José Maria Eymael (PSDC), Plínio de Arruda Sampaio (P-Sol), Levy Fidelix (PRTB) e Ivan Pinheiro (PCB) também foram cobrados pelo TSE por causa de problemas formais, como falta de certidões da Justiça. Essas certidões são exigidas para comprovar a ficha limpa dos candidatos.
por master | 23/07/10 | Ultimas Notícias
Está disponível para compra, a 2ª edição do livro do economista José Prata Araújo “O Brasil de Lula e o de FHC – um roteiro comparativo para a disputa político-eleitoral de 2010”.
A publicação faz um balanço comparativo dos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso e divulga grandes números e argumentos para a disputa político-eleitoral deste ano.
Lançado em maio passado, trata-se de uma importante contribuição ao debate político-eleitoral em curso.
Editado pela Impresso, o livro é resultado de estudo coordenado pelo autor em que analisa os dois governos tomando por referencial os indicadores sociais e econômicos de cada gestão.
Oitenta e cinco tabelas apresentam analise de dados demonstrando “enorme superioridade do governo Lula em relação a FHC”, diz o autor.
Uma delas, diz respeito à geração de empregos formais: 8,884 milhões em seis anos e 10 meses de governo. Durante a gestão de FHC, foram gerados 797 mil empregos, numa média anual de 627 mil contra 1,3 milhão do Governo Lula.
O economista também comparou o comprometimento do salário mínimo com a cesta básica, que era de 65% na gestão FHC e foi reduzida para 45% no Governo Lula, com um salário mínimo de R$ 510, desde 1º de janeiro de 2010.
Dados referentes à educação superior, habitação e saneamento básico com programas de agricultura familiar e saúde também mostram mais investimentos e resultados na administração Lula.
Prata é especialista em Direitos Sociais e é formado em economia pela PUC Minas. Foi militante sindical bancário e membro do Sindicato dos Bancários de BH e região por três gestões.
Serviço:
Título: “O Brasil de Lula e o de FHC“, 2ª edição atualizada
Autor: José Prata Araújo
Editora: 188 páginas
Preço: R$ 20
Contato para aquisição: (31) 3391-3623, pela manhã
por master | 23/07/10 | Ultimas Notícias
Uma das principais novidades desta eleição, a mobilização social pela internet faz brilhar os olhos de 10 entre 10 candidatos à Presidência. Dos vários nanicos aos três favoritos, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), todos anunciam que a estratégia virtual ocupará cadeira privilegiada nos comitês. As candidaturas anunciam cartilhas cercadas de conselhos para a mobilização de votantes. A de Dilma deve ser lançada na próxima semana. As de Serra e Marina já estão disponíveis e sugerem tarefas quase impossíveis à maioria. De bate-papos pré-moldados à guerrilha virtual, seguir o passo a passo à risca é tarefa que consome horas diárias — e reúne ações um tanto inusitadas.
Postos sobre a mesa, os guias de mobilização de Serra e Marina contêm algumas semelhanças e um caráter radicalmente oposto. As propostas sugeridas pelo tucano são mais objetivas e flertam sempre com o número 45 — exatamente o utilizado pelo candidato na urna. Já a verde apresenta sugestões programáticas — quase um manual de autoajuda. O texto de Serra indica que cada simpatizante tem de replicar 45 mensagens de Serra para amigos via Twitter, por dia. Sem medir a dificuldade da tarefa, o texto sugere que cada simpatizante consiga um número mínimo de votos para o candidato. Quantos? 45, claro. Para não fugir dos numerais “tucano-cabalísticos”, o voluntário ainda tem de atrair 4 ou 5 pessoas para a comunidade virtual.
As dicas para o simpatizante conseguir novos apoios incluem conversas, ressaltando a participação do tucano na criação do Bolsa Família — o manual chega a pedir que os eleitores liguem e escrevam cartas para os meios de comunicação. Propõe, ainda, que se utilize o envio em larga escala de e-mails de campanha. Aos que ostentam dotes artísticos, composições, desde que postadas no
Youtube, são bem-vindas. Aprender a fazer reportagens fotográficas e entrevistas para o portal também vale.
Até aqui, o excesso de mobilização só produziu um fato de repercussão: as trapalhadas do vice, Índio da Costa (DEM), que associou petistas ao narcotráfico (leia mais na página 5). Diariamente, o Mobiliza PSDB lança um desafio aos “mobilizados”. Ontem, os integrantes da rede deveriam twittar #serra45 até que a mensagem aparecesse nos tópicos mais vistos do Brasil. Até o início da noite, a missão não tinha sido cumprida. Ao fim do dia, a rede deveria se encontrar em uma conversa ao vivo na internet para um balanço. O bate-papo ocorre, diariamente, às 20h30. Ontem, nesse horário, as imagens ao vivo da “Embaixada Mobiliza” mostravam apenas um grupo de jovens ao som de Britney Spears e Beyoncé.
Cataventos
O Movimento Marina Silva, responsável pelo manual verde, adota um tom quase poético nas propostas. A principal passa pela produção de cataventos — símbolo da campanha. Caso o simpatizante “rezasse” a cartilha à risca, exibiria o objeto nas janelas dos ônibus e dos carros. Ainda, faria tatuagens temporárias da candidata, dessas encontradas em embalagens de chiclete. Montaria uma banquinha na praça, com adereços da candidata e ali permaneceria para conversar com potenciais eleitores. “São apenas sugestões, sabemos que é difícil as pessoas seguirem tudo. Na verdade, acreditamos que pelo menos algumas dessas ações possam contagiar outros possíveis eleitores da Marina”, pondera o criador do Movimento, Eduardo Rombauer.
Para os especialistas, a mobilização pela internet não passa de miragem. A utilização de redes sociais, e-mails e blogs deve atrair um número ínfimo de eleitores. Tudo porque a própria inserção da internet no país é tímida. A estratégia virtual deve ter sucesso, segundo eles, na tarefa de instruir internautas a mobilizar simpatizantes pessoalmente. “O interessante é que eles estão utilizando a internet para incentivar a mobilização pessoal. Nesse ponto, a tática funciona. A cartilha, com esse fim, pode influenciar significativamente”, diz o cientista político Ricardo Caldas, da UnB.
por master | 23/07/10 | Ultimas Notícias
A manutenção dos programas assistenciais do governo do Paraná se transformou em uma espécie de tabu nesta campanha eleitoral. De olho no voto do eleitorado mais pobre, os principais candidatos ao Palácio Iguaçu – Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) – nem sequer cogitam modificá-los, muito menos extingui-los. Pelo contrário, a promessa é mantê-los. E até mesmo ampliar programas como as tarifas sociais de luz e água e a distribuição gratuita de leite para crianças carentes.
Mexer nesse tipo de assistência social traria impopularidade aos candidatos. No Paraná, 968,3 mil famílias têm renda mensal de no máximo meio salário mínimo (R$ 255) por pessoa, de acordo com o Cadastro Único para Programas Sociais mantido pelo governo federal. Destas, 480,8 mil receberam o Bolsa Família em junho.
Beto Richa compromete-se em preservar e ampliar os programas sociais voltados à população mais carente, entre eles o tarifa social da Sanepar, o Luz Fraterna e o Leite das Crianças. Também propõe um controle mais eficaz das ações.
Osmar Dias, que tem o apoio da atual administração estadual, não especifica no seu plano as ações que pretende manter. Mas, recentemente, já se comprometeu a ampliar o Leite das Crianças e a manter as tarifas sociais de água e luz. “Os bons programas sociais devem ser mantidos e ampliados”, diz o plano de governo de Osmar.
O pedetista pretende ainda criar novas ações sociais e propõe, por exemplo, uma bolsa-auxílio para jovens, facilidades de acesso a crédito para mulheres, redução no preço dos alimentos por meio de redes de abastecimento.
Chamariz de voto?
A unanimidade política em torno da manutenção e ampliação de programas sociais levanta a discussão se o assistencialismo é um chamariz de votos. Para especialistas, embora possa haver um fundo eleitoral nesse tipo de proposta, elas são em si benéficas em um país desigual como o Brasil.
A cientista social Samira Kauchakje, professora do curso de Sociologia e do Mestrado em Gestão Urbana da PUCPR, observa que, para distinguir os programas sérios dos eleitoreiros, é preciso observar a trajetória do candidato em relação a esses assuntos, bem como a do partido dele. “Caso tenham tido comportamento favorável [a questões sociais ao longo do tempo], é possível que estejam atentos a este impacto positivo. Mas não podemos esquecer que faz parte do jogo político estar atento ao que angaria votos.”
Samira opina ainda que os programas de transferência de renda são um direito da população nas sociedades com grave desigualdade e que eles têm demonstrado eficácia no plano nacional. Segundo o estudo Atlas do Bolso dos Brasileiros, da Fundação Getulio Vargas, 17% da queda de desigualdades no país se deve ao Bolsa Família, por exemplo.
O especialista em política social Carlos Roberto Winckler, técnico da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul e professor da Universidade de Caxias do Sul, afirma que houve diminuição na pobreza absoluta no país. Segundo ele, os programas assistenciais não são eleitoreiros porque dependem dos conselhos municipais e independem de partidos políticos. “A presença do Estado neste sentido é muito importante porque isso retroalimenta a economia.” Na opinião dele, o candidato que não se ater a isso corre “risco enorme” de ser visto como impopular.
Constitucionalizados
No Paraná, os candidatos ao governo encontrariam dificuldades, se eleitos, se quisessem extinguir ações sociais. Os programas Luz Fraterna e a tarifa social da água, por exemplo, foram “constitucionalizados” em fevereiro – ou seja, foram incluídos na Constituição do Paraná, em votação na Assembleia Legislativa. Com isso, terão de obrigatoriamente ser cumpridos pelos futuros governos – a não ser que a Constituição volte a ser modificada.
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