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Lula vai à residência de Lira por reforma ministerial, mas indefinição permanece

Lula vai à residência de Lira por reforma ministerial, mas indefinição permanece

Fufuca e Silvio Costa Filho seguem cotados

Discussão entre ambos levou a um acordo inicial de que o PP poderá assumir o Ministério do Desenvolvimento Social

Por Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) tiveram um encontro reservado na noite de quarta-feira (16), na residência oficial da Câmara dos Deputados, para tentar avançar na reforma ministerial voltada a ampliar a base de apoio do governo no Congresso, mas ainda não há uma definição, disseram à Reuters nesta quinta-feira três fontes a par do assunto.

De acordo com uma fonte do governo, a discussão entre ambos levou a um acordo inicial de que o PP poderá assumir o Ministério do Desenvolvimento Social, uma das pastas que estavam na lista do partido, e o Republicanos fique com Portos e Aeroportos, hoje com Márcio França, do PSB.

Esse foi um desenho pedido por Lira e Lula teria concordado em conversar com sua equipe para dar uma resposta final, de acordo com essa fonte. A pasta do Desenvolvimento Social, no entanto, perderia o Bolsa Família, programa-vitrine do governo Lula.

A expectativa no Palácio do Planalto e no Congresso era de que a mini reforma ministerial pudesse ser anunciada até sexta-feira, já que na semana que vem Lula estará de novo fora do país, para participar do encontro do Brics, na África do Sul.

De acordo com a fonte palaciana, os nomes escolhidos continuam sendo os mesmos, os deputados Silvio Costa Filho, do Republicanos, e André Fufuca (PP-MA), próximo a Lira. O PP também ficaria com a presidência da Caixa Econômica Federal.

Um das dificuldades de se chegar a um acordo é a distância entre o que o centrão quer e o que o presidente está disposto a ceder. Os partidos pretendem acesso a pastas que tenham poder de receber valores significativos em emendas, para turbinar o orçamento, e ainda que tenham alcance regional. No entanto, Lula resistia a entregar ministérios que são considerados centrais para o governo. Ceder o Desenvolvimento Social sem o Bolsa Família resolveria parte do problema.

O presidente chegou a analisar a recriação do Ministério das Micro e Pequenas Empresa para encaixar os partidos, mas a pasta não se enquadraria nos critérios de emendas e representatividade regional, e não agradou.

O encontro entre Lula e Lira ocorreu após o presidente deixar o Palácio do Planalto na noite de quarta. A conversa foi a sós, sem a presença de auxiliares. Nem mesmo o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, participou. Duas fontes do governo e uma da Câmara confirmaram o encontro à Reuters.

Agenda econômica

O impasse sobre a reforma vem paralisando, inclusive, negociações sobre a pauta econômica no Congresso. De acordo com uma fonte do Ministério da Fazenda, a expectativa é que uma solução para as trocas retire travas em itens da pauta econômica no Congresso, como o arcabouço fiscal e medidas para ampliar a arrecadação.

Entre os pontos considerados críticos está a taxação de rendimentos em fundos offshore, que está dentro da medida provisória que reajustou o salário mínimo e ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda da pessoa física.

A equipe econômica passou a temer que o texto perdesse a validade antes de ser aprovado ou que a taxação das offshores fosse retirada da MP após surgirem ruídos na relação entre Lira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que disse na segunda-feira que a Câmara não pode usar seu poder para “humilhar” o Senado e o Executivo.

De acordo com essa fonte, a Fazenda mantém o plano de aprovar a taxação das offshores dentro da MP, argumentando que enviar um projeto de lei para tramitar do zero atrasaria o plano fiscal do governo.

Segundo ela, a pasta tem argumentado que tirar a cobrança das offshores do texto impactaria diretamente a isenção do Imposto de Renda da pessoa física, que está na mesma MP, já que a arrecadação da primeira medida será usada para compensar a ampliação do benefício do IR.

A avaliação no ministério é que o trecho da isenção do IR não poderia ser mantido sem compensação, o que desrespeitaria a legislação. Para a fonte, portanto, para deixar as offshores fora do texto, o Congresso teria que assumir o risco de prejudicar a isenção do IR, o que seria um “desgaste muito grande”.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/politica/lula-vai-a-residencia-de-lira-por-reforma-ministerial-mas-indefinicao-permanece/

Lula vai à residência de Lira por reforma ministerial, mas indefinição permanece

Após redução da Selic, taxa de juros do consignado é reduzida a 1,91%

Conselho Nacional de Previdência Social alterou a taxa três vezes somente neste ano

Fernanda Strickland

Pela terceira vez neste ano, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou queda na taxa máxima dos juros do empréstimo consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desta vez o recuo foi de 1,97% ao mês para 1,91%. Já o limite de juros para a modalidade de cartão de crédito passará de 2,89% para 2,83%. A redução na taxa foi aprovada nesta quinta-feira (17/8) em uma reunião.

A medida anunciada hoje ocorre poucas semanas depois de o Banco Central (BC) ter reduzido a taxa básica de juros da economia, a Selic, para 13,25% ao ano. Para o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, se o Comitê de Política Monetária (Copom) continuar reduzindo a taxa básica de juros da economia, a Selic, o Conselho pode continuar reduzindo o teto da taxa.

“Combinado com Ministério da Fazenda, Banco do Brasil e Caixa Econômica, estamos propondo taxa de 1,91% para o consignado, e 2,83% para o cartão de crédito consignado, com reforço de que se a próxima reunião do Banco Central baixar a taxa de juros [Selic], nós nos reuniremos para baixar novamente”, disse o ministro.

Em março deste ano, a Previdência sugeriu queda nas taxas do consignado, que foi aprovada pelo CNPS. O teto dos juros passará de 2,14% ao mês para 1,70% no caso do empréstimo consignado convencional. Já o teto dos juros nas operações com cartão de crédito consignado passará dos atuais 3,06% para 2,62%.

Em 2020, os juros do consignado passaram pela pior fase, chegando a 1,80% ao mês, quando estava no auge da pandemia da covid-19.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2023/08/5117879-apos-reducao-da-selic-taxa-de-juros-do-consignado-cai-a-191.html

Lula vai à residência de Lira por reforma ministerial, mas indefinição permanece

Paraná é o 7º estado que mais abriu postos de trabalho no primeiro semestre de 2023

Conforme levantamento, foram 70.927 mil vagas formais de trabalho criadas no estado durante período.

Por g1 PR e RPC — Curitiba

O Paraná é o 7º estado que mais abriu postos de trabalho no primeiro semestre de 2023, segundo uma pesquisa feita com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

A pesquisa leva em conta o número de vagas formais criadas no estado e a população estimada pelo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o levantamento, foram 70.927 mil vagas formais de trabalho criadas no estado durante o período.

Delas, 40.791 são do setor de serviços. Em seguida, estão 12.280 na indústria, 10.781 na construção e 3.958 no comércio.

Segundo especialistas, a retomada dos empregos deve se manter ao longo do segundo semestre, porém, não com o mesmo fôlego.

De acordo com a diretora de Fomento e Renda da Secretaria de Estado do Trabalho, Adriana Kampa, a qualificação dos profissionais é um dos caminhos fundamentais para o desenvolvimento da economia.

“Você precisa ter qualificação. Então a quantidade de cursos, formatos de qualificação, – ensino a distância, presencial, parte que possa fazer de forma híbrida –, é fundamental, porque você atende a todos os públicos”, reforça Kampa.

Cidades movidas pelo agronegócio

A nível nacional, o levantamento indica que a lista das 50 cidades brasileiras que mais geraram emprego no primeiro semestre de 2023 são municípios movidos pelo agronegócio.

A previsão é que a atividade corresponda a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2023.

“Ele está gerando vagas diretamente, mas também de maneiras indiretas em outros setores, se a gente for pensar no setor da indústria, de processamento de algumas matérias primas…”, explica o economista Bruno Imaizumi.

Cidades paranaenses

A primeira cidade paranaense da lista dos municípios que mais geraram emprego aparece na 104ª posição, sendo Porto Amazonas, nos Campos Gerias do estado.

Lula vai à residência de Lira por reforma ministerial, mas indefinição permanece

Sete declarações do hacker Delgatti na CPMI que comprometem Bolsonaro

O hacker Walter Delgatti prestou depoimento à CPMI dos Atos Golpistas nesta quinta-feira (17) e fez diversas afirmações que, se comprovadas, comprometem o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Delgatti foi preso em 2 de agosto por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ficando reconhecido nacionalmente me 2019 quando vazou mensagens das autoridades envolvidas na operação Lava Jato, episódio conhecido como Vaza Jato.

O hacker foi convocado à CPMI após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal que também mirava a deputada Carla Zambelli (PL-SP). O intuito da operação é esclarecer a atuação de indivíduos na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), inserção de documentos e alvarás de soltura falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Entre os documentos forjados, havia um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

À CPMI, nesta quinta-feira, o hacker realizou sete afirmações que colocam Jair Bolsonaro no centro das irregularidades cometidas em relação às eleições de 2022:

1. PERDÃO PRESIDENCIAL

“A ideia ali era que eu receberia um indulto do presidente. Ele havia concedido um indulto a um deputado federal [Daniel Silveira, preso após fazer uma ameaça ao ministro Edson Fachin, do STF]. E como eu estava com o processo da [Operação] Spoofing à época, e com as cautelares que me proibiam de acessar a internet e trabalhar, eu visava a esse indulto. E foi oferecido no dia”

2. GRAMPOS CONTRA ALEXANDRE DE MORAES

“Segundo ele [Bolsonaro], eles haviam conseguido um grampo, que era tão esperado à época, do ministro Alexandre de Moraes. Que teria conversas comprometedoras do ministro, e ele precisava que eu assumisse a autoria desse grampo”

3. EMPREGO NA CAMPANHA DE BOLSONARO

“Ela [Zambelli] disse que havia uma oportunidade de emprego para mim, no caso, seria na campanha do Jair Bolsonaro, do ex-presidente”

4. CÓDIGO-FONTE FALSO

“Eles queriam que eu fizesse um código-fonte meu, não o oficial do TSE. E que nesse código-fonte eu inserisse essas linhas, que eles chamam de ‘código malicioso’, porque tem como finalidade enganar, colocar dúvidas na eleição”

5. SEGUINDO ORDENS DO PRESIDENTE

“Sim, eu sabia [que estava fazendo coisas erradas]. Lembrando que era ordem de um presidente da República. […] Então, eu estava… tanto que eu entrei em contato com a ‘Veja’ e relatei isso por medo”.

6. MANDADO DE PRISÃO FALSO PARA ALEXANDRE DE MORAES

“Fui eu [o responsável por inserir o mandado falso no sistema]. A deputada me enviou um texto pronto, eu corrigi alguns erros e contextualizei, e publiquei a decisão. Ela me enviou [o texto], quem fez eu não sei”

7. RELATÓRIO SOBRE AS URNAS

“Tudo isso que eu repassei a eles consta no relatório que foi entregue ao TSE. Eu posso dizer hoje que, de forma integral, aquele relatório tem exatamente o que eu disse, não tem nada menos e nada mais”

LUANA VIANA Estágiaria. Graduanda em jornalismo pelo UniCEUB e Graduada em Letras Português pela UnB.

Lula vai à residência de Lira por reforma ministerial, mas indefinição permanece

Mauro Cid decide responsabilizar Bolsonaro em caso das joias, diz revista Veja

O tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, vai confessar sua participação em um esquema de uso da estrutura do governo para venda ilícita de joias investigado pela Polícia Federal (PF) – e vai responsabilizar Bolsonaro, segundo reportagem da revista Veja. Segundo o advogado Cezar Bitencourt, que representa Mauro Cid, o militar seguia ordens diretas do então presidente da República.

A Veja antecipou na noite desta quinta-feira (17) a matéria de capa da sua edição de 18 de agosto. Eis o que diz a reportagem:

  • O advogado de Cid, Cezar Bittencourt, confirmou à revista que o militar vai confessar.
  • Cid vai dizer que vendeu os objetos cumprindo ordens diretas de Bolsonaro.
  • Bolsonaro chegou a ser explícito ao pedir que Cid negociasse joias presenteadas a ele por delegações de outros países e trouxesse ao Brasil o dinheiro amealhado com as vendas: “Resolve lá”.
  • O próprio Cid teve a ideia de usar uma conta bancária do seu pai nos Estados Unidos, o general Mauro César Lourena Cid.
  • Frases de Bittencourt: “Isso pode ser caracterizado também como contrabando. Tem a internalização do dinheiro e crime contra o sistema financeiro”. “Mas o dinheiro era do Bolsonaro”.

Bittencourt diz que pretende se reunir com o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, para tratar da confissão, esperando que ela funcione como atenuante para o seu cliente.

Para entender mais sobre a investigação da Polícia Federal contra aliados de Bolsonaro pelo caso das joias, clique aqui.

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Cúpula da PM no DF é presa por omissão nos atos de 8 de janeiro

A Polícia Federal cumpre na manhã desta sexta-feira (18) sete mandados de prisão preventiva (sem prazo definido) contra integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal por omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro. As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na denúncia apresentada, o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos alega que os policiais deixaram de agir para impedir as invasões e os ataques às sedes dos Três Poderes em decorrência de alinhamento ideológico com os golpistas. Entre os presos, está o atual comandante-geral da PMDF, coronel Klepter Rosa Gonçalves, que era o subcomandante da corporação no início do ano e foi alçado ao novo posto durante a intervenção federal na segurança pública do DF. Dois dos acusados pela PGR já estavam presos.

Além do coronel Klepter, também são alvos da operação:

Coronel Fábio Augusto Vieira, que era o comandante-geral da PMDF no dia 8 de janeiro
Coronel Paulo José Ferreira de Souza Bezerra, que comandava interinamente o Departamento de Operações no dia 8 de janeiro
Coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues, que era chefe do 1º Comando de Policiamento Regional da PMDF
Tenente Rafael Pereira Martins, que trabalhou no dia 8 de janeiro
Coronel Jorge Naime, que era comandante do Departamento de Operações em 8 de janeiro, mas tirou licença do cargo em 3 de janeiro (já estava preso)
Tenente Flávio Silvestre Alencar, que trabalhou no dia 8 de janeiro (já estava preso)

O Congresso em Foco não localizou as defesas dos policiais. A operação foi batizada pela PF de Incúria.

A ação que resultou na prisão da cúpula da PMDF decorre do processo que resultou no afastamento por dois meses do governador Ibaneis Rocha (MDB) e na prisão do ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.

AUTORIA

Edson Sardinha

EDSON SARDINHA Diretor de redação. Formado em Jornalismo pela UFG, foi assessor de imprensa do governo de Goiás. É um dos autores da série de reportagens sobre a farra das passagens, vencedora do prêmio Embratel de Jornalismo Investigativo em 2009. Ganhou duas vezes o Prêmio Vladimir Herzog. Está no site desde sua criação, em 2004.