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Cimed indenizará auxiliar autista que não recebeu suporte e foi demitida

Cimed indenizará auxiliar autista que não recebeu suporte e foi demitida

Empregada contratada pela cota de PcD não recebeu treinamento individualizado nem apoio compatível com suas necessidades.

Da Redação

Por dispensa discriminatória, o TRT da 3ª região condenou a Cimed a pagar R$ 5 mil por danos morais à trabalhadora com TEA, contratada pela cota de PcD, cujo contrato de experiência foi encerrado antes do prazo.

Para a 10ª turma, a empresa não ofereceu treinamento individualizado nem apoio compatível com as necessidades da empregada e também não comprovou motivo legítimo para antecipar o desligamento.

Contrato de experiência

A trabalhadora foi admitida em 18 de agosto de 2025 como auxiliar de produção, com salário de R$ 2 mil. O contrato terminaria em 18 de novembro, mas foi encerrado em 15 de outubro.

Em 1º grau, os pedidos foram julgados improcedentes. Ao recorrer, a empregada argumentou que a análise da dispensa não poderia se limitar ao cumprimento da cota de PcD pela empresa. Segundo ela, a Cimed não ofereceu protocolo específico para trabalhadores autistas, treinamento individualizado nem avaliação de suas necessidades.

A trabalhadora sustentou ainda que a falta de adaptações e de suporte deveria ser considerada na análise do desligamento e que caberia à empresa demonstrar um motivo legítimo para antecipar o fim do contrato. Pediu, assim, o reconhecimento da dispensa discriminatória e indenização por danos morais.

No processo, o preposto da Cimed apontou o absenteísmo como um dos motivos da dispensa. A justificativa foi posteriormente analisada pelo relator, que observou que as fichas de treinamento não registravam ausências da trabalhadora.

Inclusão efetiva

Relator do recurso, o desembargador Ricardo Marcelo Silva considerou aplicável ao caso a súmula 443 do TST, que presume discriminatória a dispensa de empregado com doença grave capaz de gerar estigma ou preconceito. Com isso, entendeu que cabia à empresa afastar essa presunção.

“O cumprimento do preenchimento das quotas não é meramente formal, tendo por finalidade incluir a pessoa com deficiência no mercado de trabalho.”

Segundo o relator, a legislação também exige ambiente acessível, treinamento adequado e suporte individualizado de acordo com as necessidades do trabalhador.

Falta de suporte

Na análise das provas, o desembargador chamou atenção para a forma como o representante da Cimed se referiu à empregada durante o depoimento.

“Reexaminando o conjunto de provas, constatei que o preposto, em depoimento pessoal, evidenciou o preconceito em relação à reclamante, na medida em que se referiu aos demais empregados como ‘normais’ por diversas vezes.”

O preposto também admitiu que a trabalhadora não recebeu treinamento individual nem apoio facilitador. Os treinamentos oferecidos eram os mesmos destinados aos demais empregados.

Ele ainda mencionou absenteísmo como um dos motivos do desligamento, mas o relator observou que essa justificativa não integrava os limites da ação e que as fichas de treinamento não registravam ausências da empregada.

Além disso, o magistrado afirmou não ter encontrado prova de motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro para a rescisão antecipada.

Ao concluir a análise, o desembargador tratou dos efeitos da conduta para a trabalhadora.

“Pelo exposto, reputo discriminatória a despedida da reclamante, ato que lhe impingiu evidente sofrimento psíquico e abalo moral, impondo-se, por essa razão, a condenação da reclamada ao pagamento de indenização por danos morais.”

Indenização

Para fixar a reparação em R$ 5 mil, o relator considerou o salário de R$ 2 mil, a duração do contrato, o capital social da Cimed, indicado no processo em R$ 56 milhões, e os efeitos compensatório e pedagógico da indenização.

A 10ª turma acompanhou o relator por maioria. Ficou vencido quanto ao valor o desembargador Marcus Moura Ferreira, que defendia indenização de R$ 10 mil.

Processo: 0010139-45.2026.5.03.0178  https://pje-consulta.trt3.jus.br/consultaprocessual/
Confira o acórdão: https://arq.migalhas.com.br/arquivos/2026/9/B7FA2177AC89E0_3acb4c44-a9bc-4b8a-9a13-0310b3.pdf

Fonte: MIGALHAS 

https://www.migalhas.com.br/quentes/464976/cimed-pagara-auxiliar-autista-que-nao-recebeu-suporte-e-foi-demitida

Cimed indenizará auxiliar autista que não recebeu suporte e foi demitida

Empresa de telecomunicações responderá por direitos de brigadistas terceirizados

TST manteve responsabilidade subsidiária da V.Tal após prestadora falir e deixar de cumprir obrigações trabalhistas.

Da Redação

A 3ª turma do TST manteve a responsabilidade subsidiária de uma empresa de telecomunicações pelo pagamento de verbas trabalhistas de bombeiros civis terceirizados.

O colegiado considerou que a companhia se beneficiou dos serviços prestados e não comprovou ter fiscalizado o cumprimento das obrigações pela empresa contratada.

Os trabalhadores prestavam serviços como empregados de uma empresa especializada em segurança contra incêndios, que enfrentou dificuldades financeiras e posteriormente faliu, deixando pendentes salários e benefícios.

Diante da situação, o sindicato representante da categoria ajuizou ação civil pública para cobrar direitos trabalhistas, entre eles gratificação de função, adicionais noturno e de periculosidade, vale-transporte e alimentação.

A tomadora dos serviços, por sua vez, sustentou que o contrato de terceirização era regular e que não deveria responder pelas obrigações trabalhistas da empregadora.

Falta de fiscalização

Em 1º grau, a prestadora foi condenada ao pagamento do salário de junho de 2023, vale-transporte, cesta básica e vale-alimentação. A empresa de telecomunicações foi responsabilizada subsidiariamente pelas verbas.

O TRT da 7ª região manteve a condenação ao considerar que, diante do inadimplemento da empregadora, a beneficiária direta da força de trabalho poderia responder pelos débitos.

Segundo o Regional, caberia à tomadora demonstrar que fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada, o que não ocorreu.

Benefício da mão de obra

No TST, o relator, ministro Mauricio Godinho Delgado, ressaltou que a controvérsia não dizia respeito à licitude da terceirização, mas à responsabilidade da contratante pelo pagamento dos créditos devidos aos trabalhadores.

Segundo o ministro, a responsabilidade subsidiária do tomador alcança as hipóteses de terceirização que envolvam a utilização de força de trabalho, independentemente do objeto social das empresas ou da denominação do contrato.

“Ao estabelecer a responsabilidade subsidiária das entidades tomadoras de serviços, a súmula tem o mérito de buscar alternativas para que o ilícito trabalhista não favoreça indevidamente aquele que já foi beneficiário do trabalho.”

O relator também destacou que o STF, no Tema 725 da repercussão geral, reconheceu a licitude da terceirização ou de outras formas de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas distintas, sem afastar a responsabilidade subsidiária da contratante.

Assim, a 3ª turma manteve a decisão do TRT-7 por entender que estava de acordo com a súmula 331 do TST.

Processo: https://pje.tst.jus.br/consultaprocessual/captcha/detalhe-processo/0000731-70.2023.5.07.0001/3
Leia aqui o acórdão: https://arq.migalhas.com.br/arquivos/2026/9/C494DFFBDEA911_tst-09.pdf

Fonte: MIGALHAS

https://www.migalhas.com.br/quentes/464982/empresa-de-telecomunicacoes-pagara-direitos-de-brigadista-terceirizado

Cimed indenizará auxiliar autista que não recebeu suporte e foi demitida

Amputação de mãos em acidente de trabalho gera dano estético e existencial

O acidente de trabalho que altera, dificulta e impede completamente a vida social, o cotidiano e o lazer do trabalhador é apto a gerar, além de danos morais, o chamado dano existencial.

A 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) reconheceu a responsabilidade das três empresas pela amputação dos dedos de um trabalhador por causa de um choque elétrico. As rés foram condenadas a pagar ao eletricista R$ 1,7 milhão em indenização por dano existencial, danos morais e danos estéticos, além de dano material decorrente da incapacidade permanente, equivalente à pensão por 34 anos, considerando a expectativa de vida de 77 anos.

Consta nos autos que o trabalhador foi admitido em 2017 para trabalhar como eletricista em uma empresa prestadora de serviço para a concessionária de energia em Manaus. Em março de 2023, sofreu um grave acidente de trabalho ao ser atingido por uma descarga elétrica durante a manutenção de rede elétrica. O acidente ocasionou queimaduras extensas, amputação traumática parcial da mão direita, severo comprometimento funcional da mão esquerda e incapacidade laborativa permanente.

Para comprovar as consequências do acidente, foi feita perícia médica, cujo laudo concluiu haver nexo causal direto, ou seja, relação entre o acidente e as sequelas, reconhecendo incapacidade total e definitiva para o trabalho, necessidade de prótese mioelétrica e tratamentos contínuos, além de dependência parcial, significativa e permanente de terceiros para atividades básicas e instrumentais da vida diária.

Na primeira instância, o juízo da 18ª Vara do Trabalho de Manaus atendeu aos pedidos do empregado para responsabilizar as empresas envolvidas pelo acidente de trabalho. No entanto, a sentença afastou a obrigação da empregadora, por entender que a atividade feita no momento do acidente estava fora do contrato firmado entre as partes.

O eletricista recorreu ao TRT-11 para que as três empresas fossem responsabilizadas conjuntamente pelo acidente, inclusive a empregadora, e para aumentar as indenizações. Por sua vez, a defesa de uma das empresas argumentou que não tinha relação com o trabalhador, que não pediu nem se beneficiou do serviço e que a culpa foi da vítima. A outra empresa envolvida sustentou que não deveria estar no processo, que não houve terceirização e que o acidente foi culpa do trabalhador.

Perda da independência

O desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva, relator do caso, rejeitou os pedidos das empresas e alterou em parte a sentença. A turma reconheceu que as três empresas envolvidas são responsáveis solidárias pelo acidente, ou seja, todas podem ser cobradas pelo pagamento. Além disso, aumentou os valores das indenizações por dano moral, dano existencial, danos materiais e elevou o valor dos honorários dos advogados.

“A prova produzida demonstra que as empresas envolvidas concorreram, por diferentes condutas e omissões, para a produção do resultado lesivo. Quanto à empresa responsável pela instalação, sua participação decorre da condição de proprietária da instalação, da solicitação da manutenção e, principalmente, das falhas operacionais verificadas em sua própria estrutura”, salientou no acórdão.

No voto, o magistrado apontou que a perita registrou que, antes do acidente, o trabalhador tinha vida ativa e plena participação social, tocava pandeiro em um grupo musical, participava de rodas de pagode, pescava e jogava futebol, entre outras atividades típicas da região amazônica, como a condução de motor de popa para deslocamento em rios. Depois do acidente, porém, o eletricista não tinha mais independência para realizar seus hábitos de vida e lazer, tendo perdido a participação social e as demais atividades que eram comuns antes do acidente grave.

“Não se trata, portanto, de mera limitação funcional ou de redução episódica da participação social. Cuida-se de comprometimento permanente da autonomia pessoal, com alteração substancial dos hábitos de vida, das possibilidades de lazer, da convivência social e da capacidade de conduzir, de forma independente, atividades elementares do cotidiano”, concluiu o relator. Com informações da assessoria de imprensa do TRT-11.

Fonte: CONJUR

https://conjur.com.br/2026-set-26/amputacao-de-maos-em-acidente-de-trabalho-gera-dano-estetico-e-existencial/

Cimed indenizará auxiliar autista que não recebeu suporte e foi demitida

TST ordena que 60% dos empregados da Caixa mantenham serviço durante greve

O ministro Mauricio Godinho Delgado, do Tribunal Superior do Trabalho, determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal em serviço, por agência, de forma presencial ou remota, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para a entidade sindical que descumprir a ordem.

A decisão liminar foi tomada no dissídio coletivo de greve ajuizado pela empresa contra a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).

A medida atende parcialmente ao pedido da Caixa, que solicitava a manutenção de 80% do pessoal em atividade, alegando impacto direto em serviços essenciais como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais.

Ao analisar a tutela provisória de urgência, o relator ponderou a necessidade de preservar o atendimento às necessidades inadiáveis da comunidade sem inviabilizar o exercício constitucional do direito de greve da categoria.

Manutenção do acordo 

A liminar garantiu a manutenção provisória das cláusulas normativas do Acordo Coletivo de Trabalho 2024/2026 até a decisão definitiva do caso.

O ministro negou o pedido para proibir os trabalhadores de qualquer atividade que dificulte o livre acesso às agências, salientando que a lei já exige que a greve seja pacífica e que não há indícios de que o movimento esteja sendo conduzido com desvios ou excessos.

A decisão determinou também o levantamento do segredo de justiça do processo, com exceção de documentos para os quais a empresa requereu a manutenção da medida.

O julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST está agendado para a próxima terça-feira (29/9), às 14h30.

As entidades deflagraram a greve em 10 de setembro. O acordo coletivo de trabalho da categoria expirou em 31 de agosto.

Segundo alegou a empresa, as negociações para o novo ciclo (2026/2028) não obtiveram consenso, especialmente quanto ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa. Com informações da assessoria de imprensa do TST.

Fonte: CONJUR

https://conjur.com.br/2026-set-26/tst-determina-que-caixa-deve-manter-60-dos-empregados-em-atividade-em-meio-a-greve/

Cimed indenizará auxiliar autista que não recebeu suporte e foi demitida

Brasil bate recorde com 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025

O Brasil chegou a 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o maior número da série histórica iniciada em 2012, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2012, eram 89,3 milhões de brasileiros trabalhando. Desde então, 13,7 milhões de pessoas foram incorporadas à população ocupada, um crescimento de 15,4%.

Ao mesmo tempo, o número de pessoas desocupadas caiu para 6,1 milhões em 2025, também o menor patamar da série. A força de trabalho brasileira, formada pela soma de ocupados e desocupados, chegou a 109,1 milhões.

O nível de ocupação, proporção das pessoas em idade de trabalhar que efetivamente estavam ocupadas, alcançou 59,1%, alta de 0,5 ponto percentual em um ano.

Mulheres ampliam participação

O crescimento da ocupação foi proporcionalmente maior entre as mulheres ao longo do período analisado pelo IBGE.

O número de mulheres ocupadas passou de 37,2 milhões em 2012 para 44,8 milhões em 2025, avanço de 20,5%. Com isso, elas representavam 43,5% de toda a população ocupada no país no ano passado.

Entre os homens, o contingente passou de aproximadamente 52,1 milhões para 58,2 milhões, crescimento de 11,7%. Eles correspondiam a 56,5% dos trabalhadores em 2025.

Apesar da diferença ainda existente entre homens e mulheres no mercado de trabalho, os números mostram que a ocupação feminina cresceu em ritmo superior desde o início da série histórica.

Serviços ganham espaço e agropecuária perde trabalhadores

A estrutura do mercado de trabalho também mudou significativamente desde 2012.

O maior crescimento absoluto ocorreu no grupo formado por administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais. O número de ocupados nessas atividades passou de 14,1 milhões para quase 19 milhões, acréscimo de aproximadamente 4,9 milhões de trabalhadores.

Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas também avançaram, de 9,6 milhões para 13,4 milhões de ocupados.

O movimento foi diferente na agropecuária. Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura reuniam 10,1 milhões de trabalhadores em 2012, mas passaram a empregar 7,9 milhões em 2025.

A participação do setor no total de ocupados caiu de 11,4% para 7,6%.

Também houve redução na quantidade de trabalhadores na construção e nos serviços domésticos, enquanto comércio, transporte, alojamento e alimentação e outros serviços ampliaram seus contingentes.

Escolaridade dos trabalhadores aumenta

Outra transformação registrada pelo IBGE foi o aumento do nível de escolaridade da população ocupada.

Em 2012, 32,6% dos trabalhadores não tinham instrução ou possuíam apenas o ensino fundamental incompleto. Em 2025, essa parcela havia caído para 18,3%.

No sentido contrário, a participação dos ocupados com ensino superior completo passou de 14,1% para 24,9%.

Considerando todos aqueles que tinham pelo menos o ensino médio completo, o grupo chegou a 68,5% da população ocupada em 2025. No início da série histórica, menos da metade dos trabalhadores estava nessa situação.

Trabalho por conta própria também cresce

O número recorde de ocupados veio acompanhado de mudanças na forma de inserção dos brasileiros no mercado.

Os empregados ainda constituem a maior parcela, com 69% da população ocupada em 2025. Em 2012, eram 70,7%.

Já a participação dos trabalhadores por conta própria aumentou de 22,4% para 25,4% no mesmo intervalo.

Entre os empregados, trabalhadores do setor privado com carteira assinada representavam 37,8% de toda a população ocupada em 2025. Os empregados sem carteira correspondiam a 13,4%, enquanto os trabalhadores do setor público representavam 12,3%.

Os trabalhadores domésticos, por sua vez, tiveram redução de participação: passaram de 6,8% dos ocupados em 2012 para 5,5% em 2025.

Os dados mostram que o recorde de ocupação ocorreu ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho brasileiro passou por mudanças de perfil: houve aumento da presença feminina, avanço da escolaridade e maior participação do trabalho por conta própria ao longo dos últimos 13 anos.

Fonte: DMT 

https://www.dmtemdebate.com.br/brasil-bate-recorde-com-103-milhoes-de-pessoas-ocupadas-em-2025/

Cimed indenizará auxiliar autista que não recebeu suporte e foi demitida

Aliança contra assédio eleitoral no trabalho reúne organizações de todo o Brasil e busca novos parceiros

Diferentes segmentos fazem parte da mobilização nacional que visa garantir o direito ao voto livre e secreto nos ambientes de trabalho

Uma rede de empresas e instituições está se formando para levar a defesa da liberdade de voto também para dentro dos ambientes de trabalho. A Aliança pelo Voto Livre e Secreto já conta com organizações parceiras em diferentes regiões do Brasil e está aberta a novas adesões. Entre as adesões, estão as de veículos de comunicação, entidades de classe, instituições do terceiro setor e Sistema S.

A proposta é ampliar a participação de organizações comprometidas em combater o assédio eleitoral por meio da difusão da mensagem da campanha “No meu voto mando eu”.  A iniciativa reforça que ninguém pode pressionar, ameaçar, constranger ou oferecer vantagens para interferir nas escolhas políticas de outra pessoa no ambiente de trabalho. A campanha é resultado de um acordo de cooperação firmado entre a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho.

Compromisso com a democracia

A adesão transforma empresas e instituições em multiplicadoras dessa mensagem. Ao integrar a Aliança, a organização assume publicamente o compromisso com a liberdade de escolha e passa a poder utilizar o selo oficial da campanha em suas ações de comunicação.

A participação das organizações amplia a capacidade de a campanha chegar diretamente a trabalhadores, gestores, estudantes, profissionais e diferentes setores da sociedade.

O que é o assédio eleitoral

O assédio eleitoral inclui pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de benefício para influenciar o voto, a posição política ou a participação eleitoral de alguém no ambiente de trabalho. Pode ocorrer entre chefias e trabalhadores, entre colegas e também por mensagens, reuniões, grupos de WhatsApp, e-mails ou redes corporativas.

Entre os exemplos estão ameaçar de demissão por causa do voto, prometer vantagens em troca de apoio político, exigir comprovação de voto, obrigar a participação em atos políticos ou pressionar colegas e subordinados a apoiar candidaturas.

Sua organização também pode fazer parte

A Aliança está aberta a qualquer empresa, sindicato, universidade e outras instituições interessadas em demonstrar compromisso com a democracia e com o respeito à liberdade de escolha.

A adesão é feita por meio de formulário. As informações prestadas são utilizadas para o envio de materiais de divulgação. A organização também passa a integrar a relação de apoiadores da iniciativa.

Além do selo da Aliança, a campanha disponibiliza cartazes, folders, adesivos, peças para redes sociais e outros conteúdos que podem ser utilizados para levar a mensagem a diferentes ambientes de trabalho.

Conheça as organizações que já participam e saiba como aderir à Aliança pelo Voto Livre e Secreto.

Fonte: TST

https://www.tst.jus.br/en/-/alianca-contra-assedio-eleitoral-no-trabalho-ja-reune-18-organizacoes-e-busca-novos-parceiros?utm_source=chatgpt.com

(Nathalia Valente/NP)