NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Governo ainda não bateu martelo sobre representantes no Conselho Curador do FGTS

Governo ainda não bateu martelo sobre representantes no Conselho Curador do FGTS

A falta de definição no Conselho pode prejudicar obras para o Minha Casa Minha Vida, um dos principais programas retomados pelo novo governo

Rosana Hessel

Passados quatro meses do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo ainda não bateu o martelo sobre os nomes dos seis representantes da União no Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A demora está deixando os representantes da sociedade civil ressabiados, pois, desde o início do ano, nenhuma reunião do Fundo foi realizada.

De acordo com representantes de construtoras, a falta de definição no Conselho pode prejudicar obras para o Minha Casa Minha Vida, um dos principais programas retomados pelo novo governo. É que, devido ao aumento dos preços dos imóveis, o limite para os financiamentos com recursos do FGTS esbarra no valor, que varia de acordo com cada município.

No caso de Brasília, esse limite é de R$ 264 mil, mas existem empreendimentos com valores superiores, de acordo com um representante do setor de construção. “Tem uma faixa do Minha Casa que ficou no limbo e é preciso um reajuste em torno de 15% nesse limite”, afirmou uma fonte do setior.

O Conselho está sendo reestruturado, e apenas uma cadeira do lado do governo foi preenchida, a da presidência, que fica a cargo do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. A pasta tem mais uma indicação para fazer. As outras cadeiras ficam com os ministérios da Casa Civil, das Cidades, da Fazenda e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

A Casa Civil e o Ministério do Trabalho não comentaram o assunto e não deram previsão de quando as indicações devem ocorrer. De acordo com fontes próximas ao Conselho, o atraso reflete as dificuldades políticas do governo para compor a base aliada no Congresso.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2023/05/5092254-governo-ainda-nao-bateu-martelo-sobre-representantes-no-conselho-curador-do-fgts.html

Governo ainda não bateu martelo sobre representantes no Conselho Curador do FGTS

Cesta básica aumenta em 14 capitais no mês de abril, aponta Dieese

São Paulo tem os valores mais altos desde o início do ano, como indicou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As únicas cidades que apresentaram queda dos preços da cesta são Natal, Salvador e Belém

Ândrea Malcher

O custo da cesta básica aumentou em 14 das 17 capitais apuradas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos no mês de abril. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5/5), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento apontou que as únicas cidades que apresentaram queda dos preços são Natal (-1,48%), Salvador (-0,91%) e Belém (-0,57%).

Os maiores custos foram observados em Porto Alegre, com elevação de 5,02%; Florianópolis (3,65%), Goiânia (3,53%), Brasília (3,43%) e Fortaleza (3,38%). A cesta básica mais cara do país, desde o início de 2023, é a de São Paulo, o que foi observado novamente em abril. No mês passado, a cesta paulista custava em torno de R$ 794,68.

Perdendo somente para São Paulo, em março, estão Porto Alegre, com custo médio de R$ 783,55; Florianópolis (R$ 769,35) e Rio de Janeiro (R$ 750,77).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde os itens da cesta são diferentes, os menores valores médios foram em Aracaju (R$ 553,89), Recife (R$ 582,26), João Pessoa (R$ 585,42) e Salvador (R$ 585,99).

Mínimo ideal

O Dieese calculou, baseado na cesta mais cara, que é a de São Paulo novamente, o salário mínimo ideal para custear alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em abril, o valor da remuneração base dos trabalhadores deveria ter sido de R$ 6.676,11. O valor é 5,13 vezes maior que o mínimo atual de R$ 1.320.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou, nesta sexta, um projeto de lei para estabelecer uma política nacional de valorização do salário mínimo. A retomada desta política de valorização real do mínimo, acima da inflação, foi antecipada na semana passada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Durante discurso pelo Dia do Trabalhador, transmitido em rede nacional no último domingo (30/4), o presidente anunciou também o aumento do salário mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320, e o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 2.640.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2023/05/5092371-cesta-basica-aumenta-em-14-capitais-no-mes-de-abril-aponta-dieese.html

Governo ainda não bateu martelo sobre representantes no Conselho Curador do FGTS

Mulheres já chefiam mais de metade dos lares brasileiros

O número de lares chefiados por mães solo explodiu e explica boa parte do cenário atual

Por Marsílea Gombata, Valor — São Paulo

O crescimento de domicílios chefiados por mulheres, especialmente sem cônjuge, acelerou nos últimos dez anos, impulsionado pela maior inserção das mulheres no mercado de trabalho e sua autonomia financeira. No período, o número de lares chefiados por mães solo explodiu e explica boa parte do cenário atual, segundo levantamento feito para o Valor pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

 

Os números, compilados pela economista Janaína Feijó com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), mostram que, juntamente com o crescimento do número de domicílios na última década, a quantidade de lares com mulheres ocupando a função de responsável da família (com a remuneração mais alta do lar) cresceu 72,9% entre 2012 e 2022, passando de 22,2 milhões para 38,3 milhões.

 

A participação das mulheres entre os responsáveis dos domicílios saiu de 35,7% para 50,9%, enquanto a dos homens caiu de 64,3% para 49,1%.

VALOR INVESTE

https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2023/05/08/mulheres-ja-chefiam-mais-de-metade-dos-lares-brasileiros.ghtml

Governo ainda não bateu martelo sobre representantes no Conselho Curador do FGTS

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 2023 e 2024

Apesar da queda, projeção para esse ano ainda supera o teto da meta definido pelo governo, que é de até 4,75%. Números foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (8).

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Os economistas do mercado financeiro reduziram as estimativas de inflação para 2023 e 2024. Para este ano, a redução foi de 6,05% para 6,02%. Mesmo assim, a projeção ainda supera o teto da meta de inflação definida pelo governo.

 

As informações constam do relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central, e que ouviu mais de 100 instituições financeiras na semana passada sobre as projeções para a economia.

Para este ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Se a projeção dos mercado financeiro se confirmar, este será o terceiro ano seguido de estouro da meta de inflação, ou seja, no qual o IPCA fica acima do teto fixado pelo sistema de metas. Em 2022, a inflação somou 5,79%.

 

Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso, porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

2024

 

Para 2024, a projeção de inflação do mercado financeiro caiu de 4,18% para 4,16%. A meta de inflação do próximo ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

 

  • Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem.

 

  • Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

PIB

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, a expectativa do mercado financeiro ficou estável em 1% na última semana.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

Já para 2024, a previsão de crescimento recuou de 1,41% para 1,40%.

 

  • No começo de março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB avançou 2,9% em 2022, contra uma alta de 5% no ano anterior.

 

Taxa de juros

 

O mercado financeiro manteve a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 12,50% ao ano para o fim de 2023. Atualmente, oíndice está em 13,75% ao ano.

 

Para o fim de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia ficou estável, em 10% ao ano. Com isso, o mercado segue estimando queda do juro também no próximo ano.

Outras estimativas

 

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

 

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2023 ficou estável em R$ 5,20. Para o fim de 2024, permaneceu em R$ 5,25.

  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção permaneceu em US$ 60 bilhões de superávit em 2023. Para 2024, a expectativa para o saldo positivo avançou de US$ 54,6 bilhões para US$ 55 bilhões.

  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano permaneceu em US$ 80 bilhões de ingresso. Para 2024, a estimativa de ingresso continuou também em US$ 80 bilhões.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/05/08/mercado-financeiro-reduz-estimativa-de-inflacao-para-2023-e-2024.ghtml

Governo ainda não bateu martelo sobre representantes no Conselho Curador do FGTS

Reajuste do mínimo impacta até 54 milhões de brasileiros, diz Dieese

Uma entre quatro pessoas é beneficiada com o aumento do salário mínimo. Na segunda (1), o governo do presidente Lula reajustou o piso para R$1.320. Quem tem carteira assinada é impactado diretamente. São trabalhadores como empregadas domésticas, servidores públicos, aposentados, pensionistas e os que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

por Lucas Toth

O reajuste do salário mínimo impacta cerca de 54 milhões de brasileiros, revela estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O levantamento foi feito baseado nos dados de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Na segunda (1), o governo Lula aumentou o salário mínimo para R$1.320. Em janeiro, o piso ajustado pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro tinha era de R$1.212. Um aumento real de 2,8%, descontada a inflação.

De acordo com o Dieese, com o reajuste, 25,4% da população será beneficiada diretamente ou indiretamente.

Quem tem carteira assinada é impactado diretamente. São trabalhadores como empregadas domésticas, servidores públicos, aposentados, pensionistas e os que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), assistência dada pelo governo a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Na conta do órgão, cerca de 22,731 milhões de pessoas.

“Os grupos diretamente impactados pelo salário mínimo são os empregados do setor privado e público com carteira assinada (inclusive os trabalhadores domésticos); os servidores públicos estatutários; e as pessoas que recebem aposentadoria, pensão ou BPC, com valor igual ou inferior ao salário mínimo”, diz o estudo.

Indiretamente, são 31,3 milhões de pessoas que têm alguém na família que ganha o mínimo. “Os grupos indiretamente impactados são constituídos por indivíduos que residem em domicílios onde existe, pelo menos, uma pessoa diretamente impactada”, apontou o Dieese.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/05/05/reajuste-salario-minimo-impacta-ate-54-milhoes-de-brasileiros-aponta-dieese/

Governo ainda não bateu martelo sobre representantes no Conselho Curador do FGTS

Uberização “é um absurdo, é inaceitável”, diz Luiz Marinho

“É impensável falar que a Uber pode sair do Brasil, igual foi aventado”, diz o ministro do Trabalho

por André Cintra

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz que a regulação de serviços por aplicativos como o Uber é fundamental não apenas para garantir “proteção para uma empresa em relação à outra” e evitar a “concorrência desleal”. Segundo Marinho, é também uma forma de combater a “uberização” do trabalho nessas modalidades, hoje marcadas pela precarização.

Em entrevista ao Poder360, ele diz não acreditar que empresas abandonem o Brasil em caso de regulação. “Não tememos isso porque está crescente o trabalho de novas empresas nesse processo. A própria Uber me disse o seguinte: ‘Olha, o mercado número 1 da Uber no mundo está no território brasileiro’”, disse Marinho. “Então é impensável falar que a Uber pode sair do Brasil, igual foi aventado. Isso não existe em absoluto.”

Para o ministro, melhorar as condições de trabalho é dever dessas plataformas. “A história da ‘uberização’ – virou até sinônimo, é uma empresa – é exatamente a lógica da precarização, da superexploração das pessoas em relação a uma nova tecnologia. Isso é um absurdo, é inaceitável”, afirmou. “O que precisamos é que as tecnologias estejam à disposição da humanidade, favorecendo maior remuneração, maior conforto.”

Ele acrescentou “não ter nada contra as empresas”, mas, sim, contra a uberização. “Não está proibida a rentabilidade, não está proibida a palavra lucro. O que tem que estar proibido é a exploração”, resumiu. “É preciso garantir seguridade social, ou seja, Previdência Social para esses profissionais, mas é preciso ir além. É preciso falar de jornada, para não ter jornada extenuante, para evitar acidente, doença e ter um ambiente saudável nesse trabalho.”

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2023/05/07/uberizacao-e-um-absurdo-e-inaceitavel-diz-luiz-marinho/