NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

BC pode encerrar nesta quarta, em reunião do Copom, maior ciclo de alta dos juros em 23 anos, prevê mercado financeiro

BC pode encerrar nesta quarta, em reunião do Copom, maior ciclo de alta dos juros em 23 anos, prevê mercado financeiro

Mercado aposta na manutenção da taxa básica da economia em 13,75% ao ano. Juros vêm de 12 altas seguidas.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (21) e deve manter a taxa básica de juros estável em 13,75% ao ano, conforme expectativa da maior parte dos analistas do mercado financeiro. A decisão será anunciada depois das 18h.

 

A previsão dos economistas, colhida na semana passada em pesquisa com mais de 100 bancos, é de que a taxa Selic permanecerá neste patamar até junho de 2023 — quando recuará para 13,50% ao ano. Para o fim do ano que vem, a projeção é de juros em 11,25% .

 

Ainda há, porém, alguns analistas que acreditam em um aumento de juros nesta quarta: para 14% ao ano.

 

Se confirmado o encerramento dessa rodada de 12 elevações seguidas, a Selic terá subido 11,75 pontos percentuais desde março de 2021, configurando o maior e mais longo ciclo de alta desde 1999.

 

Segundo a série histórica do BC, taxa média passou de 29,2% ao ano em dezembro de 1998 (na época havia um piso e um teto para o juro básico) para 45% ao ano em março de 1999. Naquele ano, nasceu o sistema de metas para inflação.

 

Em meio à troca de seus presidentes (Gustavo Franco por Francisco Lopes e, logo em seguida, por Armínio Fraga), o BC deu uma puxada para cima na taxa Selic no final da década de 90 para atrair dólares e evitar uma disparada ainda maior na cotação da moeda norte-americana.

 

O objetivo foi evitar que a liberação do câmbio, autorizada depois da reeleição de Fernando Henrique Cardoso), contaminasse a inflação e colocasse em risco o Real — nascido apenas cinco anos antes.

 

Já o atual ciclo de alta dos juros, que pode se encerrar nesta quarta-feira, teve por objetivo conter as pressões inflacionárias decorrentes da pandemia da Covid-19 (que gerou ruptura na oferta de produtos) e injetou recursos extraordinários na economia (por meio de auxílios temporários); e também por conta dos efeitos da guerra na Ucrânia sobre combustíveis e alimentos.

Inflação em desaceleração

 

A possível interrupção da alta dos juros acontece em um cenário de desaceleração da inflação. Influenciada pelos preços dos combustíveis, devido ao corte de impostos sobre itens essenciais e à redução do preço internacional do petróleo, houve deflação no país pelo segundo mês seguido em agosto.

 

Para definir o nível dos juros, o Banco Central se baseia no sistema de metas de inflação. Quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o Banco Central pode reduzir o juro básico da economia.

 

Em 2022, a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Para 2023, a meta de inflação foi fixada 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

 

Neste momento, o BC já está ajustando a taxa Selic para tentar atingir a meta de inflação dos próximos anos, uma vez que as decisões sobre juros demoram de seis a 18 meses para terem impacto pleno na economia.

 

Embora as estimativas de inflação estejam acima do teto da meta para este ano, o mercado financeiro já prevê desaceleração das pressões inflacionárias em 2023 (diante do juro alto, da crise energética na Europa e da desaceleração da economia mundial).

 

O BC informou ainda que está mirando mais adiante nas decisões sobre juros, no início de 2024.

Consequências de juros altos

 

Mesmo se interrompido o ciclo de alta dos juros, a taxa Selic permanecerá no maior patamar em seis anos. De acordo com especialistas, juros elevados têm vários reflexos na economia, entre os quais:

 

  • Aumento das taxas bancárias: a tendência é que novos aumentos também sejam repassados aos clientes. No ano passado, a elevação do juro bancário foi o maior em seis anos. Em junho, a taxa média cobrada pelos bancos foi a maior em quatro anos.

  • Redução do consumo da população e afeta os investimentos produtivos, impactando negativamente o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e a renda. Na semana passada, analistas projetaram uma expansão de 2,65% para este ano e de 0,5% em 2023, contra um crescimento de 4,6% em 2021.
  • Despesa adicional com juros da dívida pública: em doze meses até maio, as despesas do governo com juros da dívida atingiram R$ 500 bilhões pela primeira vez desde 2016. A expectativa de economistas é de que essa despesa deve bater recorde em 2022.
  • Aplicações em renda fixa, como no Tesouro Direto e em debêntures, passam a render mais: em junho, o total de investidores ativos do Tesouro Direto, programa de oferta de títulos públicos pela internet para pessoas físicas, atingiu o recorde de dois milhões. E, em agosto, as vendas de papeis continuaram elevadas.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/09/21/bc-pode-encerrar-nesta-quarta-em-reuniao-do-copom-maior-ciclo-de-alta-dos-juros-em-23-anos-preve-mercado-financeiro.ghtml

BC pode encerrar nesta quarta, em reunião do Copom, maior ciclo de alta dos juros em 23 anos, prevê mercado financeiro

Como a inflação afeta os preços dos produtos cotidianos?

Preços dispararam pelo mundo com o fim dos confinamentos pela Covid e o início da guerra na Ucrânia.

Por France Presse

Os preços dispararam com o fim dos confinamentos pela Covid e o início da guerra na Ucrânia e, segundo o FMI, a inflação mundial alcançará 8,3% este ano.

Como os lares serão afetados?

Combustível

Desde o início da guerra, os preços do petróleo dispararam já que a Rússia é seu terceiro produtor mundial. O barril de Brent, do Mar do Norte, beirou os US$ 140 antes de voltar para os US$ 100. No fechamento de segunda-feira, o valor do barril deste petróleo de referência fechou em alta de US$ 92.

A valorização da gasolina provocou o encarecimento da gasolina, superando os dois euros por litro em março na França, Alemanha e Reino Unido, e cinco dólares o galão (3,78 litros) nos Estados Unidos em meados de junho, um ritmo que desacelerou nas últimas semanas.

O mesmo aconteceu com o óleo e o gás: a energia é de longe o principal componente da inflação na zona euro, com um aumento do 38,% interanual em agosto, segundo cifras do Eurostat publicadas nesta sexta-feira.

Isto repercute em toda a economia, ao aumentar os custos de produção das empresas. A situação é tão crítica que algumas fábricas fecharam para evitar despesas muitos altas.

Massas, feijão e tortilhas

A Ucrânia é considerada o “celeiro da Europa” e sua invasão fez disparar os preços dos cereais, levando o trigo a níveis recordes em março.

As massas também ficaram mais caras. Em maio, a Allianz estimou um aumento em 19% do produto na zona do Euro nos últimos 18 meses.

No Canadá, grande exportador de trigo, o pacote de 500 gramas de massa subiu 60 centavos em um ano, chegando a 3,16 dólares canadenses (US$ 2,39), segundo números oficiais.

Na Tailândia, o popular macarrão instantâneo teve o preço congelado pelo governo depois de subir em agosto pela primeira vez em 14 anos, passando de 1 baht (0,03 dólar) a 7 bahts.

Derivada do milho, o quilo da tortilha, alimento básico no México, aumentou em média 2,79 pesos (US$ 0,15) entre janeiro e meados de setembro, segundo dados oficiais. É um dos produtos que mais influenciam na inflação do país.

No Brasil, o feijão carioca chegou a custar em agosto 22,67% a mais do que um anos antes, segundo o Índice Nacional de Preços.

Carne

Com a alta dos grãos, ficou mais caro alimentar o gado e, assim, o preço da carne também subiu.

A carne suína, a mais consumida na China, registrou um aumento de 22% ao ano em agosto. A agência Xinhua anunciou na sexta que as autoridades recorreram a suas reservas estratégicas deste alimento pela segunda vez este ano para estabilizar o preço.

Na Argentina, a carne moída, popular por seus preços tradicionalmente baixos, aumentou 76,7% no índice anual. O país sofre uma das piores taxas de inflação do mundo, de 56,4% nos primeiros oito meses do ano.

Na Europa, o preço das aves aumentou especialmente por causa da gripe aviária. Em agosto, o preço por 100 quilos de frango teve um aumento anual de 33%, segundo dados da Comissão Europeia.

Cerveja

A inflação também também chegou ao ‘happy hour’: a cerveja foi afetada pela alta da cevada, do trigo e também do alumínio das latas e vidro das garrafas. Estas bebidas ficaram “70% mais caras que antes da guerra” na Ucrânia, segundo a associação ‘Cervejeiros da Europa’.

A holandesa Heineken indicou um aumentou médio de 8,9% no primeiro semestre. Segundo estimativas da Bloomberg, a belgo-brasileira AB InBev (Corona, Budweiser, Quilmes…) aumentou suas marcas em 8%.

No Reino Unido, o preço da cerveja superou as quatro libras esterlinas, o nível mais alto desde 1987, segundo sua agência nacional de estatística.

Jornais

O papel também ficou mais caro. Sua fabricação requer muita energia e seu preço aumentou com a retomada da atividade após os confinamentos.

Jornais franceses como o Le Figaro, L’Humanité e Le Point encareceram em algumas dezenas de centavos de euro desde janeiro. No Reino Unido, publicações como The Sun, The Times e The Sunday Mail também anunciaram aumentos.

Outras optaram por reduzir sua paginação. Em todo o mundo, os preços dos jornais subiram cerca de 6,5% em julho, segundo o Eurostat.G1https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/09/20/como-a-inflacao-afeta-os-precos-dos-produtos-cotidianos.ghtml

BC pode encerrar nesta quarta, em reunião do Copom, maior ciclo de alta dos juros em 23 anos, prevê mercado financeiro

Dieese aponta que 51% das negociações coletivas de agosto tiveram ao menos reposição da inflação

Entidade sindical registra ainda que 27,5% dos acordos salariais conquistaram aumento real

Por Patrícia Büll, Valor — São Paulo

 

Entre as negociações salariais coletivas referentes à data-base agosto, concluídas até o começo de setembro, 51% conseguiram ao menos recomposição dos salários diante da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que 27,5% conquistaram aumento real, enquanto 23,5% registraram resultados iguais à inflação. O restante (49%) não conseguiu repor a inflação. O dados foram divulgados hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 

Em agosto, o INPC teve deflação pelo segundo mês seguido. Com isso, o reajuste necessário para “zerar” a inflação nas negociações com data-base em setembro (inflação dos 12 meses encerrados em agosto) é de 8,83%. Após 12 meses acima de 10%, a correção necessária para a data-base setembro é a menor desde junho de 2021, quando alcançou 8,90%”.

 

Em termos de salários, a variação real média dos reajustes foi de -0,28% no geral. Considerando apenas os reajustes acima da inflação, a variação real média no mês passado foi de 1,38%. Levando em conta apenas os resultados abaixo da inflação, a variação real média foi de -1,35%.

 

Segundo o Dieese, o percentual de reajustes pagos em duas ou mais parcelas foi de 9,4% em agosto. O indice é superior ao registrado em julho (8,9%), mas inferior ao de agosto de 2021 (12,9%).

Em relação ao ano de 2022 até agosto, o Dieese aponta que 20,5% dos reajustes resultaram em ganhos acima da inflação; 36,4% apenas recompuseram os salários e 43,2% tiveram perdas reais. Assim, reajustes iguais ou superiores ao INPC foram verificados em 56,9% dos acordos e convenções coletivas de trabalho.

 

O comércio é o setor em que a reposição acima e igual ao INPC foram mais frequentes até agosto (68,9%). Na indústria, o percentual de reajustes iguais e acima da inflação (66,2%) é um pouco inferior ao observado no comércio. Apesar disso, é no setor industrial que se observa a maior proporção de aumentos reais (26,2%). Nos serviços, mais da metade dos reajustes (51,6%) ficou abaixo da inflação no ano até agosto.

Os dados foram calculados pelo Dieese com base nas informações do Ministério do Trabalho e Previdência até 2 de setembro.

Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.

VALOR INVESTE

https://valorinveste.globo.com/objetivo/organize-as-contas/noticia/2022/09/20/dieese-aponta-que-51percent-das-negociacoes-coletivas-de-agosto-tiveram-ao-menos-reposicao-da-inflacao.ghtml

BC pode encerrar nesta quarta, em reunião do Copom, maior ciclo de alta dos juros em 23 anos, prevê mercado financeiro

Taxa de trabalhadores disponíveis melhora depois da pandemia

Especialistas afirmam que nem toda a população que deixou a força de trabalho em 2020 por causa da situação sanitária retornou.

Por Lucianne Carneiro, Valor — Rio

 

O mercado de trabalho dá sinais de recuperação, com avanço da população ocupada e queda de desempregados. Esses números estão em situação melhor que antes da pandemia, ainda que acompanhados de elevada informalidade e renda abaixo de 2021. Um indicador que ainda não se recuperou, porém, é a chamada taxa de participação, que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada ou procurando trabalho. A taxa caiu muito no início da crise sanitária e vem crescendo, mas ainda está em 62,7% no trimestre encerrado em julho, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Na média de 2017 a 2019, era de 63,4% e estava em 63,6% no quarto trimestre de 2019.

 

Para explicar esse movimento, especialistas afirmam que nem toda a população que deixou a força de trabalho em 2020 por causa da situação sanitária retornou. O contingente de pessoas nesta situação estava em 64,6 milhões no trimestre encerrado em julho de 2022. O número ainda é maior que antes da crise sanitária (era de 61,5 milhões no quarto trimestre de 2019), mas representa forte queda frente ao pico de 73,6 milhões registrado no trimestre de maio a julho de 2020.

 

Na lista de possíveis influências para que parte das pessoas permaneça fora da força de trabalho, especialistas apontam o aumento do valor do Auxílio Brasil — que foi elevado no fim de 2021 em relação ao que era pago pelo Bolsa Família —, a perda de experiência de trabalhadores e alguma mudança na estrutura do mercado de trabalho no pós-pandemia e nas decisões das famílias em relação à oferta de trabalho. Além disso, lembram que, por causa do perfil desta crise, muitos dos trabalhadores ocupados passaram diretamente para a inatividade.

 

BC pode encerrar nesta quarta, em reunião do Copom, maior ciclo de alta dos juros em 23 anos, prevê mercado financeiro

Mais de 266 mil brasileiros declararam fortuna superior a US$ 1 milhão em 2021

No mundo todo haverá mais de 87,5 milhões de pessoas milionárias em 2026, 40% a mais do que os 62,5 milhões registrados em 2021

Correio Braziliense

O Brasil tinha 266 mil milionários em dólar no ano passado, de acordo com o Global Wealth Report 2022, relatório do Credit Suisse sobre a riqueza global. A projeção do estudo é que em 2026, o País tenha 572 mil indivíduos com mais de US$ 1 milhão. A alta de mais de 100% também será vista na China, Índia e Hong Kong.

 

No mundo todo haverá mais de 87,5 milhões de pessoas milionárias em 2026, 40% a mais do que os 62,5 milhões registrados em 2021. “Países de renda média crescerão mais rápido que países desenvolvidos e vão diminuir a distância com o mundo desenvolvido”, aponta Anthony Shorrocks, economista e autor do relatório.

 

O estudo mostra que a riqueza global agregada totalizou US$ 463,6 trilhões em 2021, um aumento de 9,8% se corrigido pelo valor atual do dólar. Sem a correção pelo câmbio, o crescimento foi de 12,7%, a maior taxa anual já registrada.

 

A América do Norte respondeu por pouco mais da metade do aumento global, enquanto a China somou cerca de um quarto. Já África, Europa, Índia e América Latina juntas representaram apenas 11,1% do crescimento da riqueza global. “Esse valor baixo reflete a desvalorização generalizada (das moedas locais) em relação ao dólar americano nessas regiões”, afirma o relatório do Credit.

 

De acordo com Nannette Hechler-Fayd’herbe, diretora global de economia e pesquisa do Credit Suisse, a reversão dos ganhos excepcionais de riqueza de 2021 é provável em 2022 e 2023, já que vários países enfrentam um crescimento mais lento ou mesmo uma recessão. Mas apesar dessa perspectiva de arrefecimento, as projeções são de crescimento da riqueza global nos próximos anos.

 

A previsão é que a riqueza por adulto ultrapasse os US$ 100 mil em 2024. Em 2021, o número ficou em US$ 87,5 mil.

 

Desigualdade

 

A desigualdade de riqueza é alta em toda a América Latina, mas o Brasil destoa com índices ainda maiores, aponta o estudo. O Coeficiente de Gini do país foi de 89,2 em 2021, acima dos 84,5 em 2000 e um dos mais altos do mundo. O 1% mais rico entre os brasileiros possui 49,3% da riqueza total do país.

 

Em comparação com outros países da região, o Chile teve 79,4 pontos no Coeficiente de Gini em 2021 e o México, 80,4. Já a participação do 1% mais rico da população ficou em 30,2% em cada um desses dois países, em 2021.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/09/5038289-mais-de-266-mil-brasileiros-declararam-fortuna-superior-a-uss-1-milhao-em-2021.html

BC pode encerrar nesta quarta, em reunião do Copom, maior ciclo de alta dos juros em 23 anos, prevê mercado financeiro

Ipea: Taxa de desemprego dessazonalizada no mês de julho foi de 8,9%

Pelos dados divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego foi de 9,1% no trimestre terminado em julho de 2022 ante um resultado de 13,7% no trimestre encerrado em julho de 2021

Agência Estado

A taxa de desemprego no mês de julho deste ano foi de 8,9%, uma queda de 3,9 pontos porcentuais em relação a um ano antes, de acordo com cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feitos com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado da Pnad Contínua referente ao trimestre terminado em julho passou por um tratamento estatístico para obter a taxa do mês de julho e descontar influências sazonais.

A taxa de desocupação de 8,9% em julho é a menor desde julho de 2015, segundo o Ipea. Em um ano, a população desocupada recuou 28,7%, quase 4 milhões a menos, passando de 13,6 milhões em julho de 2021 para 9,7 milhões em julho de 2022.

“Esta queda do desemprego reflete o bom desempenho da população ocupada, cujo ritmo de crescimento vem surpreendendo positivamente, de modo que, em julho, o contingente de ocupados na economia brasileira avançou 7,5%, na comparação interanual, abarcando aproximadamente 100,2 milhões de pessoas. Nota-se, ainda, que este efeito positivo do bom desempenho da ocupação sobre a redução do desemprego poderia ser ainda maior, se não fosse o aumento da taxa de participação, impulsionada por um crescimento potente da força de trabalho”, apontou a Carta de Conjuntura divulgada pelo Ipea nesta terça-feira, 20.

No mês de julho de 2021, a taxa de desemprego estava em 12,8%, calculou o Ipea.

Pelos dados divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego foi de 9,1% no trimestre terminado em julho de 2022 ante um resultado de 13,7% no trimestre encerrado em julho de 2021.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/09/5038161-ipea-taxa-de-desemprego-dessazonalizada-no-mes-de-julho-foi-de-89.html